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ASEM Mobilyacılar Çar ısı’ndaki KOB ’lerdeki Çalı ma li kileri

BÖLÜM 3: ADAPAZARI SERD VAN MOB LYACILAR KÜÇÜK SANAY S TES

3.4. Ara tırmanın Bulguları

3.4.2. ASEM Mobilyacılar Çar ısı’ndaki KOB ’lerdeki Çalı ma li kileri

Neste item serão mostradas as características do programa implementado apresentando por meio de fluxogramas sua estrutura de funcionamento.

6.1.1 Estrutura do programa

O programa implementado é composto por dois módulos principais: um para análise direta e outro para análise inversa, ambos para análise de estruturas EPT ou EPD suportando também a modelagem de domínios compostos por regiões com materiais distintos, através da divisão do domínio em sub-regiões.

Figura 6-1 - Esquema geral do programa implementado.

Os tópicos a seguir mostrarão um resumo do funcionamento de cada um dos módulos pertencentes ao programa implementado apresentando os respectivos fluxogramas esquemáticos com a documentação dos principais passos a serem executados no sistema computacional implementado.

6.1.2 Análise direta

Antes de iniciar a descrição do módulo de análise direta do programa implementado, será apresentado um fluxograma de funcionamento do mesmo (Figura 6-2).

Este módulo é alimentado por um arquivo de texto com os dados básicos do problema, tais como:

- Tipo do problema (EPT ou EPD);

- Geometria do problema (número de sub-regiões, número de cavidades, número de pontos internos, coordenadas dos vértices das sub-regiões e das cavidades);

- Propriedades mecânicas do material de cada sub-região (E e ν); - Forma de discretização (número de elementos por lado do contorno); - Condições de contorno (deslocamentos e forças de superfície prescrita); - Parâmetros do modelo coesivo de cada interface entre uma sub-região e outra; - Número de passos de carga para o caso de haver interface modelada com elementos.

Este arquivo é processado por um gerador onde são geradas as coordenadas dos elementos de contorno e suas conectividades, as coordenadas dos pontos internos, o vetor de valores prescritos e códigos do tipo de prescrição (força ou deslocamento), a correspondência dos nós de um lado da interface com o outro lado, etc. Expandido o arquivo de entrada do problema descrevendo todas as características necessárias para sua modelagem e resolução. Com todos estes dados, inicia-se a parte de resolução do problema. As matrizes H e G para cada sub-região são geradas e armazenadas em matrizes globais. A partir deste ponto o problema pode seguir uma das duas vias possíveis:

- Não há interface ou elas não possuem elementos coesivos – Neste caso, o carregamento prescrito é aplicado todo em um único passo. São aplicadas as condições de compatibilidade e equilíbrio entre os nós das interfaces. Após a aplicação das condições de contorno e as de compatibilidade e equilíbrio na interface o sistema gerado é então resolvido obtendo-se com isto os valores de deslocamentos e forças de superfície não prescritos do contorno. Por fim, são geradas as matrizes HI e GI que são as obtidas quando se toma como pontos fontes os pontos internos ao domínio e com os valores dos deslocamentos e forçar do contorno se calcula os deslocamentos nos pontos internos.

- Interface modelada com elementos coesivos – Aqui, por se tratar de um modelo não linear o carregamento deve ser aplicado em incrementos de carga. Aplicam-se as condições de contorno e as de compatibilidade de deslocamento e equilíbrio de forças nas interfaces. O sistema gerado é resolvido e são obtidos os valores de deslocamento e forças no contorno. Estes valores que têm como orientações eixos globais (x e y) são passados para orientações locais (normal e tangencial) ao contorno. Um teste com os valores de forças de superfície (tractions) no contorno das interfaces é realizado para saber se algum de seus pontos apresenta uma força de superfície a tração superior ao do modelo coesivo f’t, em caso positivo, aplica-se

a relação abertura força de superfície a tração do modelo coesivo nestes pontos. O fluxograma de aplicação do modelo coesivo é apresentado na (Figura 6-3). Depois de aplicado todo o carregamento, os valores deslocamento e forças de superfície no contorno são obtidos. A partir daí são geradas as matrizes HI e GI e os valores dos deslocamentos nos pontos internos são calculados.

Figura 6-3 - Fluxograma de aplicação do modelo coesivo nos pontos das interfaces.

6.1.3 Análise inversa

O mesmo será feito agora para o módulo de análise inversa, apresentando primeiramente um fluxograma de funcionamento do mesmo (Figura 6-4).

Figura 6-4 - Fluxograma do módulo de análise inversa do programa implementado.

O módulo inverso é alimentado com um arquivo similar ao apresentado para o módulo direto com as seguintes diferenças:

- Condições de contorno – Não se conhece parte ou todas as condições de contorno (deslocamentos e forças superficiais aplicadas) do problema, pois elas são as incógnitas em nosso problema inverso de valores de contorno;

- Parâmetros do modelo coesivo – Os parâmetros do modelo coesivo na interface de ligação entre uma sub-região e outra também não são fornecidas, já que estes parâmetros são os valores incógnitos no problema inverso de estimativa de parâmetros do modelo coesivo; - Deslocamentos nos pontos internos – Os deslocamentos nos pontos no interior do domínio são aqui tratados como dados de entrada e não como valores incógnitos. São eles que nos fornece informações para geração das equações que faltam para formar o sistema para o problema inverso. Eles devem ser avaliados experimentalmente para completar o arquivo de entrada para o módulo inverso do programa.

Com o arquivo de entrada descrevendo o problema inverso gerado, inicia-se sua resolução com a geração das matrizes H, G, HI e GI para cada sub-região e unindo-as em uma matriz global do problema. Esta matriz é manipulada para aplicação das condições de contorno que se conhece (se houver) e a aplicação do equilíbrio de forças nas interfaces entre sub-regiões. O resultado deste processo é um sistema de equações quase sempre sobre- determinado, isto é, com um número de equações maior que o número de incógnitas. Para resolução deste sistema aplica-se uma das técnicas de regularização apresentado no capítulo anterior, obtendo-se um sistema determinado e com solução possível. Os valores avaliados com a resolução deste sistema são os valores de contorno procurados. As orientações destes valores são manipuladas de globais (x e y) para locais (normal e tangencial) ao contorno, para se poder avaliar a abertura nas interfaces entre sub-regiões. Com os valores das aberturas nas interfaces e a força de superfície a tração no contorno delas pode-se reconstruir a curva do modelo coesivo e obter os parâmetros que a descreva.