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2.1. Araştırmanın Kuramsal Çerçevesi

2.1.8. Artırılmış Gerçeklik Uygulamalarının Eğitimde Kullanımına Yönelik

Os verbos considerados regulares, como já salientado, são os de radical invariável ou com alternâncias na vogal radical, as quais marcam diferenças de tempo-modo e número-pessoa, como em bebo/beba e bebes/bebe/bebem.

A primeira observação a fazer, como destaca Mattoso Câmara Jr. (1969b, p. 66), é a divisão em 3 conjugações, na base de uma vogal temática que caracteriza cada uma delas. Em algumas formas flexionais, C II e CIII possuem a mesma vogal temática –i-, como em temi (temer) e parti (partir). No subjuntivo presente, CII e CIII dividem o mesmo sufixo modo-temporal, já que falta a vogal temática (cf. tema e parta). Quando a vogal temática é átona final, as vogais /e/ e /i/ neutralizam-se e, então, é possível encontrar formas verbais

como temes, teme, temem, de temer, ao lado de partes, parte, partem, de partir. C I fica plenamente caracterizada – e distinta de C II e C III – nessas e nas demais formas.

Como a vogal temática fica melhor determinada quando é tônica, identifica-se a conjugação do verbo pela sua forma infinitiva18, em que o SMT –r é acrescido à vogal temática, sem qualquer alteração morfofonêmica, como explica Mattoso Câmara Jr. (1969b, p. 66-67). Somente para descrever alternâncias vocálicas regulares de C II e de CIII se deve partir da 2ª pessoa do singular do indicativo presente para obter-se a vogal radical. Com relação ao radical básico, conforme explica Kehdi (1998, p. 28) em seu estudo sobre a obra de Mattoso Câmara, nem sempre é o do infinitivo. Esse estudioso afirma que “nas formas verbais de radical de vogal de timbre variável o da segunda pessoa do singular do presente do indicativo é o básico (v. pegar: rad. bás. /pEg/, de pegas)”. Além disso, esse autor comenta (op. cit., p. 122) que Mattoso Câmara Jr. propõe que, “ao lado do infinitivo, figure uma forma rizotônica (de preferência, a segunda pessoa do singular do presente do indicativo, que consideraremos como forma básica19)”, a qual revela o verdadeiro timbre da vogal do radical.

Como já comentado, os verbos regulares podem ser enquadrados em uma fórmula em que se tem o tema acrescido dos sufixos flexionais de tempo-modo e de número-

pessoa. É importante lembrar, também, que qualquer um destes constituintes, exceto o

radical, por fornecer a informação lexical, pode faltar em determinadas formas verbais. A ausência de morfema é chamada alomorfe zero. Em outras palavras, pode-se dizer que todas as posições dessa fórmula devem ser preenchidas – ou com um morfema específico

18 O autor salienta que, a rigor, a vogal temática poderia ser identificada também em formas com as mesmas

condições, como as do pretérito mais que perfeito e do pretérito do subjuntivo (cantara, temera, partira; cantasse, temesse, partisse). Todavia, tradicionalmente, se toma a forma infinitiva.

de tempo-modo e número-pessoa ou com um alomorfe zero (Ø), que se caracteriza pela ausência.

Mattoso Câmara Jr. (1969b, p. 70) desenvolve um levantamento geral para os morfemas dos verbos regulares da Língua Portuguesa, que será aqui explicado. Com o objetivo de simplificar esta explicação, utilizar-se-ão as abreviações sugeridas por Mattoso Câmara Jr. para indicar tempos, modos e pessoas.

(4) Abreviações para Pessoas, Tempos e Modos Verbais

P1 – 1ª pessoa do singular P2 – 2ª pessoa do singular P3 – 3ª pessoa do singular P4 – 1ª pessoa do plural P5 – 2ª pessoa do plural P6 – 3ª pessoa do plural IdPr – indicativo, presente

IdPt1 – indicativo, pretérito imperfeito

IdPt2 – indicativo, pretérito perfeito

IdPt3 – indicativo, pretérito mais que perfeito

IdFt1 – indicativo, futuro do presente

Id Ft2 – indicativo, futuro do pretérito

SbPr – subjuntivo, presente

SbPt – subjuntivo, pretérito imperfeito SbFt – subjuntivo, futuro

If1 – infinitivo impessoal

If2 – infinitivo pessoal

Gr – gerúndio Pa – particípio.

(5) Padrão para os sufixos número-pessoais

P1: -o, átono final, em IdPr; -i em IdPt2 e IdFt; zero (Ø) nos demais tempos verbais; P2: -ste em IdPt2; zero (Ø) em Ip; -s nos demais tempos verbais;

P3: -u em IdPt2; zero (Ø) nos demais tempos verbais; P4: -mos, átono final, em todos os tempos verbais;

P5: -stes em IdPt2, -des em SbFt e If2; -i em Ip; -is nos demais tempos verbais; P6: /wN/ em seguida a /a/ com a formação de um ditongo que só é tônico em IdFt1;

/N/ (travamento nasal), fora dessa condição fonológica.

(6) Padrão para os sufixos modo-temporais

IdPr: zero (Ø);

IdPt1: -va (variante –ve em P5) em C I; -ia (variante –ie em P5) em C II e C III;

Id Pt2: -ra em P6; zero (Ø) nas demais pessoas;

IdPt3: -ra, átono (variante –re em P5);

IdFt1: -ra, tônico, em P2, 3, 6; -re, igualmente tônico, em P1, 4, 5;

IdFt2: -ria (variante –rie em P5);

Ip: zero (Ø);

SbPr: -e em C I; -a em C II e C III;

SbFt e If: -r (variante –re diante de sibilante ou de travamento nasal, isto é, em P2 e P6);

Gr: -ndo

(7) Vogais temáticas

C I: -a- (variante –o- em P3 IdPt2 e variante –e- em P1 IdPt2); C II: -e-;

C III: -i-20.

Além disso, nas segunda e terceira conjugações a vogal temática do radical sofre uma alternância submorfêmica, como explica Mattoso Câmara Jr. (1979, p. 109), que marca a oposição entre P2, 3 ,6 do IdPr e P2 do Sb1, de um lado, e, de outro lado, de P1 de

IdPr e Sb2Pr (em que o vocalismo radical de P4, 5, arrizotônicas, acompanha o das formas

rizotônicas).

O autor (1979, p. 110) ainda assevera que, em C II, o radical teórico com vogal média aberta, tal como se deduz de P2 IdPr, fecha o timbre nas outras formas (*/bεb/ bebes a /beb/ bebo, beba). Já em C III, o radical teórico com vogal média, que se deduz de P2 IdPr, passa à alta correspondente nas outras formas (*/fεr) feres, */seNt/ passam a firo/fira e sinto/sinta).

Há casos, ainda, em que se ditonga a vogal radical tônica /e/, fonologicamente condicionada, em hiato com –o (/u/ silábico) ou –a, como em passeio, passeias (de passear).

20 Salvo que a oposição entre C II e CIII é neutralizada em proveito da VT –i- nas formas de IdPt

1, P1 IdPt2 e

Pa; e que, nas formas rizotônicas, existe uma neutralização fonológica pela inclusão da vogal temática no quadro fonológico átono de vogais da Língua Portuguesa, em que não há oposição /e/ - /i/ em posição final.