A análise dos resultados dos protocolos e o conjunto de conhecimentos explorados pela pesquisa possibilitaram um diagnóstico aprofundado, sobre o qual se fundamentam as Diretrizes Projetuais para o Desenvolvimento de Uniformes
Escolares. Essas diretrizes objetivam elucidar a importância de alguns requisitos
que devem ser considerados durante a concepção e o desenvolvimento do vestuário escolar, assim como, proporcionar os alicerces para os profissionais responsáveis por esta atividade, de modo que a mesma possa ser realizada da forma mais adequada possível e com um resultado satisfatório.
Cabe salientar que estas diretrizes não possuem a pretensão de apontar qualquer configuração ou elemento do vestuário escolar, tais como tecidos, cores ou formas, como sendo ideais, uma vez que o uniforme escolar de cada instituição de ensino deve atender às necessidades específicas do aluno e considerar outros detalhes de sua realidade, como as condições climáticas do local de residência e as preferências culturais da comunidade, assim como, deve ser capaz de divulgar os conceitos e os valores da escola, por meio da identidade visual das peças.
Além disso, entende-se que, caso fossem especificados determinados elementos como sendo os mais adequados, as diretrizes perderiam a sua validade assim que surgissem inovações que superassem, de algum modo, os elementos citados.
Desta forma, as Diretrizes Projetuais para o Desenvolvimento de Uniformes Escolares, sugeridas por esta pesquisa, abordam as considerações indispensáveis à concepção do uniforme escolar, conforme pode ser verificado a seguir:
• Realizar a seleção de materiais de acordo com os critérios ergonômicos e de usabilidade, dedicando cuidado especial a determinadas características mais exigidas nesta categoria de produtos, tais como: durabilidade, fácil manutenção e qualidade;
• Levar em consideração que os uniformes precisam ser apropriados tanto ao momento de estudo quanto à prática esportiva; caso a peça não atenda a este requisito de versatilidade, devem ser disponibilizadas vestes diferenciadas e apropriadas para cada momento;
• Investir na tecnologia ofertada pela indústria têxtil, uma vez que esta expande as funções dos produtos têxteis;
• Oferecer aos usuários peças com modelos e modelagens distintas, proporcionando adequação antropométrica e considerando o sexo, a idade e o biotipo dos mesmos;
• Considerar o gosto pessoal dos estudantes durante a concepção dos uniformes, buscando oferecer peças com uma linguagem visual que os agrade e externe sua personalidade;
• Realizar uma análise criteriosa sobre a cor adotada nas peças, respeitando o gosto pessoal dos alunos, a identidade visual da escola e as propriedades de cada cor;
• Oferecer a possibilidade de personalização dos produtos com o mínimo de intervenção, desde que esta não impeça a identificação do aluno nem se torne inapropriada para o ambiente escolar, de forma a integrar as requisições da escola e do usuário;
• Comunicar a identidade da instituição por meio de todos os recursos disponíveis necessários: como o modelo, a cor, o material e os aspectos simbólicos embutidos;
• Ofertar uma variedade considerável de peças, (lembrando que este julgamento é variável de acordo com o usuário) ou artigos que proporcionem a possibilidade de múltiplas configurações no uso, visando a atender questões de funcionalidade e praticidade, como, por exemplo, camisetas com mangas removíveis, blusas ou
jaquetas com capuz destacável e calças com a possibilidade de se converter em bermudas ou que contenham dispositivos que permitem o ajustamento/alargamento da barra, de acordo com a preferência e até mesmo o crescimento do usuário;
• Projetar o uniforme com as mesmas propriedades de um produto de marca: com elementos de diferenciação, identidade de marca, inovação e valor agregado, tal como o fazem algumas universidades (ex: Oxford, Estácio de Sá);
• Realizar atualizações no uniforme escolar com o máximo de regularidade, desde que dentro do que estabelece a lei, com o objetivo de adequá-lo às tendências estéticas vigentes, às novas tecnologias ofertadas e aos novos conhecimentos empregados no desenvolvimento de produtos;
• Acompanhar, atenciosamente, a produção e o acabamento dos uniformes, pois estes requerem cuidado maior quanto à padronização;
• Formalizar o controle de qualidade, definindo, nitidamente, em um manual, os critérios pré-estabelecidos a respeito dos parâmetros de qualidade exigidos;
• Seguir os parâmetros técnicos instituídos pela Norma Técnica do Uniforme Escolar, e por fim;
• Considerar que toda decisão tomada a respeito da peça deve atender, primeiramente, o usuário e suas necessidades.
Estas diretrizes podem ser visualizadas também no quadro a seguir (Quadro 8):
Quadro 8: Diretrizes Projetuais para o Desenvolvimento de Uniformes Escolares.
DIRETRIZES PROJETUAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE UNIFORMES ESCOLARES
Realizar a seleção de materiais de acordo com os critérios ergonômicos e de usabilidade, dedicando cuidado especial a determinadas características mais exigidas nesta categoria de produtos, tais como: durabilidade, fácil manutenção e qualidade;
Levar em consideração que os uniformes precisam ser apropriados tanto ao momento de estudo quanto à prática esportiva; caso a peça não atenda a este requisito de versatilidade, devem ser disponibilizadas vestes diferenciadas e apropriadas para cada momento;
Investir na tecnologia ofertada pela indústria têxtil, uma vez que esta expande as funções dos produtos têxteis; Oferecer aos usuários peças com modelos e modelagens distintas, proporcionando adequação antropométrica e considerando o sexo, a idade e o biotipo dos mesmos;
Considerar o gosto pessoal dos estudantes durante a concepção dos uniformes, buscando oferecer peças com uma linguagem visual que os agrade e externe sua personalidade;
Realizar uma análise criteriosa sobre a cor adotada nas peças, respeitando o gosto pessoal dos alunos, a identidade visual da escola e as propriedades de cada cor;
Oferecer a possibilidade de personalização dos produtos com o mínimo de intervenção, desde que esta não impeça a identificação do aluno nem se torne inapropriada para o ambiente escolar, de forma a integrar as requisições da escola e do usuário;
Comunicar a identidade da instituição por meio de todos os recursos disponíveis necessários: como o modelo, a cor, o material e os aspectos simbólicos embutidos;
Ofertar uma variedade considerável de peças, (lembrando que este julgamento é variável de acordo com o usuário) ou artigos que proporcionem a possibilidade de múltiplas configurações no uso, visando a atender questões de funcionalidade e praticidade, como, por exemplo, camisetas com mangas removíveis, blusas ou jaquetas com capuz destacável e calças com a possibilidade de se converter em bermudas ou que contenham dispositivos que permitem o ajustamento/alargamento da barra, de acordo com a preferência e até mesmo o crescimento do usuário;
Projetar o uniforme com as mesmas propriedades de um produto de marca: com elementos de diferenciação, identidade de marca, inovação e valor agregado, tal como o fazem algumas universidades (ex: Oxford, Estácio de Sá);
Realizar atualizações no uniforme escolar com o máximo de regularidade, desde que dentro do que estabelece a lei, com o objetivo de adequá-lo às tendências estéticas vigentes, às novas tecnologias ofertadas e aos novos conhecimentos empregados no desenvolvimento de produtos;
Acompanhar, atenciosamente, a produção e o acabamento dos uniformes, pois estes requerem cuidado maior quanto à padronização;
Formalizar o controle de qualidade, definindo, nitidamente, em um manual, os critérios pré-estabelecidos a respeito dos parâmetros de qualidade exigidos;
Seguir os parâmetros técnicos instituídos pela Norma Técnica do Uniforme Escolar, e por fim;
Considerar que toda decisão tomada a respeito da peça deve atender, primeiramente, o usuário e suas necessidades.