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ARAŞTIRMA BULGULARI

Belgede Kümelenme olgusu ve KOBİ'ler (sayfa 81-107)

A dinâmica dos encontros presenciais adotada pelo grupo envolvia algumas características fundamentais:

1. os encontros eram planejados com antecedência e negociados com o grupo;

2. os encontros eram flexíveis no sentido de sofrerem alterações em seu planejamento de acordo com o desejo da maioria dos integrantes;

3. organizaram-se em função dos interesses dos seus membros (as decisões sobre praticamente todos os aspectos envolvidos na organização do grupo eram coletivas);

4. o planejamento dos encontros era feito a partir da prática cotidiana dos professores e de suas necessidades;

5. a comunicação estabelecida no grupo acontecia de modo informal, espontâneo e aberto, admitindo-se momentos de imprevisibilidade;

6. cada encontro era organizado a partir de uma pergunta ou problema e unidades temáticas.

Os encontros se dividiam usualmente em duas partes: uma teórica e uma prática. Na parte teórica, reunidos na sala dos professores, discutíamos uma unidade temática e estudávamos um texto56 (que poderia ser um artigo, livro, reportagem, etc.).

O fato de a dinâmica combinar momentos de teoria e prática foi um dos aspectos destacados como positivos no trabalho do grupo, como demonstra a fala de Vyasa:

Creio que a dinâmica dos encontros também foi muito interessante, com uma alternância de discussões bibliográficas e atividades práticas. Para mim, estes pontos foram muito bons (Vyasa)

A necessidade de se fazer frequentemente a opção por um tema baseava-se em nosso respeito pelo tempo dos participantes e pelo desejo coletivo de que cada encontro efetivamente trouxesse algo novo para todos. Esse era um sentimento geral. Não estávamos dispostos a passar nossas manhãs de sábado apenas conversando ou realizando tarefas sem um objetivo claro. Todos nós queríamos aprender, estudar, enfim, crescer profissionalmente e acreditávamos na importância de se organizar os momentos de encontro a partir de objetivos claros e relevantes para o grupo57.

Na parte prática dos encontros, procurávamos conhecer, analisar e experimentar estratégias pedagógicas no laboratório de informática (como Blog, Webquest, Equitext, softwares, atividades com páginas da internet). Essa alternância entre os momentos de discussão teórica e o do fazer/prática tornou os encontros mais lúdicos e estimulantes.

Ao final de cada encontro presencial, realizávamos uma avaliação oral coletiva, identificando possibilidades de melhoria para os próximos encontros.

A dinâmica do E-group – que aconteceu paralelamente aos encontros presenciais – se deu de maneira semelhante à dos encontros presenciais. A cada semana uma pergunta era postada, e- mails de diversas naturezas (pergunta, socialização, sugestão, dúvida, informes) eram trocados. Podemos observar que, com o passar do tempo, a dinâmica adotada foi deixando todos menos tensos, possibilitando intervenções de forma mais espontânea.

O êxito de um projeto colaborativo não requer que todos os membros participem de modo semelhante nas diversas atividades, ou que todos obtenham, com o projeto, benefícios equivalentes (CASTLE, 1997). A colaboração pressupõe relações de trabalho espontâneas e

56 Como descrito no capítulo anterior, os textos foram escolhidos coletivamente. Destaco que, por estar mais em

contato com a temática, em fase de revisão bibliográfica, acabei sugerindo e enviando para o grupo um número maior de artigos.

57 Escrevo na primeira pessoa do plural por me sentir completamente inserida na dinâmica do grupo, também como

voluntárias, negociações, tomada de decisões coletivas, diálogo. Os participantes trabalham em conjunto, “numa base de relativa igualdade e numa relação de ajuda mútua, procurando atingir objetivos comuns” (PONTE e SERRAZINA, 2003, p. 5).

Os professores do grupo, de forma geral e com suas especificidades, mantiveram uma comunicação frequente nos encontros presenciais. Como vimos no capítulo anterior, a participação no ambiente E-group potencializou-se a cada encontro presencial. Começaram a se sentir mais à vontade com os colegas, a se expressarem mais vezes e de forma mais confiante.

Ressaltamos que a natureza e a intensidade da participação não se manteve sempre igual ao longo do tempo. Pudemos registrar momentos de avanços e retrocessos, em circunstâncias diversas, evidenciados pelos próprios professores. Todos os participantes ressaltam esse aspecto. Destacamos algumas:

Minha participação mudou. No inicio me sentia um pouco acanhada, fora de lugar, por ainda ser estudante da graduação e por não estar em sala de aula, como os demais colegas. Mas aos poucos fui me ambientando, me sentindo de fato parte do grupo, dividindo aflições e aprendendo com os demais (Vyasa)

No início eu não achava que fazer parte desse grupo ia ser tão bom como é hoje. Eu tenho como característica participar ativamente de tudo que me comprometo, o que não significa que sempre tenho prazer nisso. Não é o caso do nosso grupo que me provoca, me faz avançar profissionalmente, me coloca desafios bastante interessantes (Herbert)

Acho que depois de alguns encontros passei a falar muito mais. Acho que eu não deveria querer discutir tudo que aparece na roda (Mariano)

Sinto-me bem no grupo desde o início. Gosto de participar de grupos. À medida que fui conhecendo as pessoas fui me abrindo, confiando nos colegas. Hoje há mais confiança no grupo e nas pessoas (João)

Apenas um dos professores do grupo destacou uma perspectiva distinta:

Não percebi mudanças significativas no meu modo de participação. Mas óbvio que gostaria de ser melhor do que sou (Pedro)

Ainda que tenha afirmado que a sua participação não mudou, o professor Pedro demonstrou estar cada vez mais à vontade no ambiente virtual. Ao longo dos encontros incorporou as mensagens postadas por ele simplificações muito utilizadas em tais ambientes como "rs" e "i.e.", inclusive passando a assinar "Pdro", na grande maioria das mensagens posteriores àquela em que pede ao grupo esclarecimento sobre o que significa "rs". Além disso, compartilhou com outro participante do grupo dicas sobre como acompanhar um grande número de conversas virtuais postadas.

Devo ter copiado alguma coisa errada (santa incompetência!) ou o site não foi com a minha cara, sei lá! Pode ser? (Pedro, EG 21/9/2007).

uma sugestão para acompanhar as conversas virtuais: eu acompanho pelas datas, começo da mais antiga (de baixo pra cima) e vou respondendo (Pedro, EG 01/12/2007)

Uma curiosidade: que significa essa sigla, não sei se pode ser chamada assim, quando colocam rs...rs.. (o que é isso? Desculpe a ingenuidade, mas só agora me veio a curiosidade de perguntar tal despautério) (Pedro, EG 08/12/2007)

Ah! Tá!! rs...rs...rs. .. valeu! (Pedro, EG 10/12/2007)

O aluno letrado em História seria aquele, cujo discernimento se estreita com a percepção dos tempos e especificidades históricas, i.e, consegue estabelecer (...) Abraços do Pdro (Pedro, EG 24/03/2008).

Como exemplo do esforço do grupo em não se restringir à lamentação, o professor Pedro claramente troca o raciocínio via dificuldades pelo de soluções/possibilidades:

A realidade da plena utilização de todas essas tecnologias parece estar ainda distante. Tantas máquinas à disposição e não há um funcionamento eficaz das mesmas. É até engraçado essas coisas. O VHS já é obsoleto, o DVD já não tem graça se não for exibido em tela gigante de LCD, tentamos laboratório de informática e computadores são lentos, quando funcionam. Sei lá. Estou parecendo aquela hiena do desenho animado. Não, peraí. Tem jeito sim. Qualquer menino ou menina tem aqueles aparelhinhos de mp3 ou mp4 sei lá. Insistem em ficar com aquele negócio plugado no ouvido, mesmo durante as aulas. Ensino-aprendizagem on line (Pedro, EG 19/2/2008).

O professor Pedro destaca que sua participação é diferente dos demais porque ele prefere ouvir a falar.

Não gosto de falar muito. Sou mais de ouvir para aprender. E aprendi muito ouvindo nosso grupo (Pedro).

O estar em silêncio numa relação de interação decorre de diferentes motivos. Entre falar e calar, Pedro opta por não falar. No entanto, ele não estava alheio ao que acontecia nos encontros, observava atentamente cada fala dos colegas. Nesse sentido, consideramos seus instantes de silêncio participativos.

O silêncio pode se manifestar em situações inusitadas. Por exemplo, não concordar com algo e preferir calar-se; sentir que o outro não merece resposta; resultar de dificuldades emocionais; não atribuir importância ao debate, talvez por terem estabelecido outras prioridades, ou preferir pensar a respeito antes de se manifestar.

A participação silenciosa pode evidenciar também uma ‘escuta’ atenta à fala dos colegas. Essa capacidade foi valorizada nos encontros. Como Freire (2007), acreditamos que escutar é obviamente algo que vai além da possibilidade auditiva de cada um e que esse processo de escutar, de estar disponível, aberto à fala, ao gesto, ao acontecer do outro é essencialmente afetivo.

Escutar significa disponibilidade permanente por parte do sujeito que escuta para abertura à fala do outro, ao gesto do outro, às diferenças do outro. Não diminui em nada o direito de discordar, de opor de posicionar. O bom escutador fala e diz de sua posição com desenvoltura (FREIRE, 2007, p. 113).

Para Gonçalves (2004, p. 4):

É mais fácil ser um membro quieto em um grupo face a face. Os demais sabem que ele está presente, mesmo permanecendo em silêncio, podendo ocorrer ainda o estar fisicamente presente, porém alheio, envolto em suas dificuldades emocionais. Às vezes, em um grupo presencial, pode-se claramente perceber o que o participante quer dizer com o não dizer. Outras, não. Pode ocorrer ainda, de acordo com a postura do grupo, ser mais fácil detectar qual o tipo de silêncio e o que este significa.

Houve situações nas quais os professores preferiram discutir as temáticas propostas por meio do E-group (já que poderiam refletir antes de exteriorizar suas ideias) a discutir nos encontros presenciais.

Em certas ocasiões, a possibilidade de comunicação ou quebra no silêncio do grupo foi necessária. No E-group, o ‘silêncio’ foi quebrado algumas vezes pela minha intervenção, ora por meio de mensagens com sugestão de leituras ou sites, ora por meio de mensagens contendo perguntas direcionadas ao grupo.

Herbert também assumiu esse papel de moderador diversas vezes. Pessoal, estou achando nosso grupo meio paradão (...). Ei Pedrão! Você anda meio sumido (...).

No ambiente presencial a 'quebra' dos silêncios ocorreu de forma espontânea e alternada entre os professores.

Os alunos estão acostumados a copiar e colar. Nem pensam (Heliane). Silêncio

Eu gostaria de falar um pouquinho sobre isso. Quando tinha só a enciclopédia, e só livro, a gente também copiava. Eu me lembro de copiar até o punho doer (Andréia). Pai e mãe que tinha condição compravam uma enciclopédia Barsa. E a gente copiava e entregava trabalhos imensos (Herbert).

Silêncio.

Mudando de assunto um pouco. Heliane, eu gostei muito do texto do Saramago que você leu (João).

Belgede Kümelenme olgusu ve KOBİ'ler (sayfa 81-107)

Benzer Belgeler