BÖLÜM 3: ARAŞTIRMANIN BULGULARI VE ANALİZİ
3.1. Araştırmanın Yöntem ve Teknikleri
A primeira lei que regulamentou a ocupação e o uso de solo da zona Sul foi a nº 411, de 1955. Por ela, determinava-se que existiria apenas o uso estritamente residencial nos loteamentos que, na época, localizavam-se nas proximidades das avenidas Nove de Julho, [vide FIGURA 65]. Seis anos após a aprovação desta primeira regulamentação, a Lei nº 1.119 [de 1961] foi aprovada, permitindo a existência de comércios e serviços [tais como padarias, drogarias, mercearias, bares e restaurantes] nas vias de fluxo intenso desses bairros.
FIGURA 65: Peça gráfica que representa as principais determinações [e alterações] no parcelamento, uso e ocupação do solo da zona Sul de Ribeirão Preto, vinculadas à aprovação de Lei nº 411, de 11 de maio de 1955, pelo pela Prefeitura Municipal.
A Lei nº 1.845, de 1966, ratificou a possibilidade de instalação de estabelecimentos comerciais, ampliando a implantação dos mesmos para lotes voltados às vias de circulação local. Naquele mesmo ano, a Lei nº 863 [de 1966] aprovou a implantação de mais uma série de loteamentos de uso estritamente residencial em regiões lindeiras à avenida Presidente Vargas, ampliando os limites da área urbana do município. Em 1967, a Lei nº 1.993 determinou que os loteamentos recentemente conformados na zona Sul poderiam, também, abrigar usos comerciais e de serviços – novamente observa-se uma flexibilização das regulamentações, com a fundamentação de ampliar o atendimento à população residente no local.
Em 1977, o governo municipal aprovou a Lei nº 3.349, cuja determinação principal era a alteração do uso de solo das principais vias de fluxo intenso localizadas na zona Sul, tais como a Nove de Julho, a
Independência e a Presidente Vargas. Elas passaram a abrigar comércios, serviços e equipamentos vinculados ao setor financeiro, em sua maioria, agências bancárias e, portanto, acabaram por ser denominadas como "eixos" de atividades terciárias e financeiros, [vide FIGURA 66].
FIGURA 66: Peça gráfica que representa as principais determinações [e alterações] no parcelamento, uso e ocupação do solo da zona Sul de Ribeirão Preto, vinculadas à aprovação da Lei nº 3.349, de 07 de outubro de 1977, pela Prefeitura Municipal.
No ano de 1983, a lei nº 4.375 ampliou a extensão da avenida Presidente Vargas até as proximidades do contorno sul do Anel Viário [cerca de 10 Km de via asfaltada], tornando todos os loteamentos lindeiros a esta via passíveis do uso misto. Dois anos depois, a Lei nº 4.709 [aprovada em 1985] regulamentou a abertura de loteamentos nas proximidades do contorno sul do Anel Viário, [vide FIGURA 67]. Foram ambas as leis que forneceram subsídio, por exemplo, à ocupação efetiva dos loteamentos encontrados no entorno do complexo Ribeirão Shopping, edificado desde 1981, já que até a década de 1980, mesmo os loteamentos aprovados para o vetor Sul-Sudeste desde os anos 1960 possuíam, ainda, uma escassa população local.
FIGURA 67: Peça gráfica que representa as principais determinações [e alterações] no parcelamento, uso e ocupação do solo da zona Sul de Ribeirão Preto, vinculadas à aprovação da Lei nº 4.709, de 05 de novembro de 1985, pela Prefeitura Municipal.
Entretanto, apenas com a Lei nº 5.685, de 1990, alterou-se por completo o uso de solo da zona Sul, ampliando os "eixos" de atividades terciárias para avenidas como a Itatiaia, Senador César Vergueiro, Portugal e Chile, no entremeio dos bairros que antes admitiam apenas o uso estritamente residencial, [vide FIGURA 68].
FIGURA 68: Peça gráfica que representa as principais determinações [e alterações] no parcelamento, uso e ocupação do solo da zona Sul de Ribeirão Preto, vinculadas à aprovação da Leiº 5.685, de 20 de fevereiro de 1990, pela Prefeitura Municipal.
Todas estas leis promoveram certo controle sobre a conformação e o adensamento urbano da zona Sul, todavia ainda careciam de determinações ligadas ao planejamento urbano voltado ao crescimento da cidade para longo prazo. O Plano Diretor de Ribeirão Preto delineou-se, assim, como uma regulamentação que buscava tratar dessas questões.
No ano de 1995 foi aprovada a Lei nº 501, a qual implementava o Plano Diretor Participativo do município. Entretanto, a necessidade de aprovação imediata desta lei, dado a obrigatoriedade de sua existência para cidades com população igual ou maior que 20 mil habitantes152, resultou em determinações genéricas para a cidade. Para suprir a falta de detalhamento de tal regulamentação, um conjunto de leis complementares àquele texto foi aprovado, apenas, ao longo da década de 2000. Dentes elas, estão:
A Lei nº 1.616, de 2004, que instituiu o Código do Meio Ambiente, dispôs sobre o Sistema Municipal de Administração da Qualidade, Proteção, Controle e Desenvolvimento do Meio Ambiente e Uso
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Conforme o Capítulo II – da Política Urbana, da Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988:
Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. § 1º - O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2º - A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. [...].
[REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF. Senado Federal. 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm>. Acesso em: mar/2010. Negritos da Pesquisa.].
Adequado dos Recursos Naturais, sobre os instrumentos da Política Ambiental e estabeleceu normas gerais para a administração da Qualidade Ambiental do município;
A Lei nº 2.157, de 2007, que dispôs sobre o Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo no município [cujos Mapas estão disponibilizados no ANEXO 4 desta dissertação];
A Lei nº 2.158, de 2007, dispôs sobre o Código de Obras do município; e A Lei nº 2.204, de 2007, dispôs sobre o Plano Viário do município.
Oà Pla oà Di eto à ap o adoà e à à te eà suasà leisà o ple e ta esà ap o adasà le ta e te,à dei a doà desamparada a cidade dos instrumentos da política urbana. O código ambiental foi aprovado em 2004 e a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do solo apenas em 2007. Mesmo assim, são legislações defasadas em relação a essaàe pa s oài o ili iaàdese f eada.153
É importante ressaltar que em 2010, a lei sobre o Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo foi reelaborada, sendo aprovada em janeiro de 2012 sob a denominação Lei Complementar nº 2.505 [cujos Mapas estão disponibilizados no ANEXO 5 desta dissertação]. Suas adequações estão, sobretudo, voltadas às demandas de um planejamento municipal recente ligado aos interesses do setor imobiliário.
Discutiremos, nesse momento, os aspectos que o Plano Diretor [vide ANEXO 2], a Lei Complementar nº 2.197 [Mapas – vide ANEXO 3] e a Lei Complementar nº 2.505 [Mapas - vide ANEXO 5] conferiram aos subsetores de análise da pesquisa.
Quanto ao Macro Zoneamento Municipal [Mapa – vide ANEXO 5], definiu-se que as áreas da região Sul localizadas internamente ao perímetro urbano comporiam a Zona de Urbanização Preferencial [ZUP]. Por sua vez, as áreas externas ao perímetro urbano conformariam a Zona de Urbanização Controlada [ZUC]. Dessa forma, enquanto os subsetores SUL-3, SUL-4 e SUL-7 localizam-se na região:
composta por áreas dotadas de infra-estrutura e condições geomorfológicas propícias para urbanização, onde são permitidas densidades demográficas médias e altas; incluindo as áreas internas ao Anel Viário, exceto aquelas localizadas nas áreas de afloramento do arenito Botucatu-Pirambóia, as quais fazem parte da Zona de Urbanização Restrita – os subsetores SUL-9 e SUL-10 conformam-se no local composto por áreas dotadas de condições geomorfológicas adequadas, mas com infra-estrutura urbana insuficiente, incluindo as faixas externas ao Anel Viário Contorno Sul e Anel Viário Contorno Norte onde são permitidas densidades de og fi asà ai asàeà dias.154
Vale ressaltar que, mais recentemente, os grandes empreendimentos imobiliários denominados complexos de múltiplos usos, tais como o AlphaVille Ribeirão Preto-Fases 1, 2 e 3 [aprovado em 2009] e o Vila do Golfe [aprovado em 2010] localizam-se no subsetor SUL-10 – além de outros 49 condomínios urbanísticos e loteamentos fechados implantados neste subsetor e no SUL-9. O impacto de tais empreendimentos no local é evidente, particularmente no que tange a expansão da cidade e elevação no adensamento de pessoas e fluxos para áreas além do que atualmente se constitui como perímetro urbano [ou Zona de Urbanização Preferencial]. E se a Zona de Urbanização Controlada é caracterizada
153 Idem. Ibidem. p.10-11.
154 PREFEITURA MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO. Lei Complementar nº 2.505, de 17 de Janeiro de 2012. Dispõe sobre o Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo no Município de Ribeirão Preto. Disponível em: <http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/leis/pesquisa/ver.php?id=33955>. Acesso: jan/2012.
por uma insipiência na qualidade [ou mesmo inexistência] de infraestrutura urbana, os gastos para com sua adequação tornam-se mais uma evidência do vultoso investimento feito na região, notadamente advindo do setor privado da economia. Neste processo, nota-se uma conivência dos órgãos públicos, sob a forma de flexibilização das regulamentações previstas para a área, a fim de atender às demandas deste mercado imobiliário.
Quanto ao Zoneamento Urbano Municipal [Mapa – vide ANEXO 5] , a região Sul foi subdividida em 10 subsetores com especificações para o parcelamento, a ocupação e o uso de solo de cada um deles – nota-se que sublinhados estão os novos usos de solo aprovados pela Lei Complementar nº 2.505: Nos subsetores SUL-1 e SUL-2 localizam-se áreas de uso misto II [AUM-2], com a instalação de
estabelecimentos cujo processo produtivo associado a métodos especiais de controle de poluição, não causem inconvenientes à saúde, ao bem-esta à eà segu a çaà dasà populaç esà izi has,à lassifi adasà o à í di eà deà is oà a ie talà at à , à [u ] e predominantemente residenciais [APR], destinadas a habitações unifamiliares, onde são permitidas atividades não
eside iaisà ueà oà ause ài odosàaoàseuàe to o,à[...]155; No SUL-3, áreas de uso misto II [AUM-2];
No SUL-4, áreas estritamente residenciais [AER], destinadas a habitações unifamiliares, onde somente serão permitidas atividades comerciais nos locais e nas modalidades determinadas pelo memorial descritivo do loteamento, se houver, devidamente registrado em cartório de imóveis. São compostas pelos loteamentos de chácaras ou sítios registrados em cartório de imóveis como residenciais e|ou de recreio, pela área delimitada pela Avenida Professor João Fiúsa, Rua Capitão Adelmo Norberto da Silva, Avenida Mariana Pedroso de Almeida, Avenida Coronel Fernando Ferreira Leite e seu futuro prolongamento e pela Avenida Independência, e pelos seguintes loteamentos: Ribeirânea Glebas A, B, C e D; City Ribeirão; Jardim Canadá; Jardim Califórnia; Royal Park; Jardim Universitário [antigo Jardim Recreio]; Condomínio Balneário [conhecido como Chácaras Recreativas]; Quinta da Alvorada; Cidade Universitária; Jardim Santa Luzia; Jardim Itaú; Jardim Itaú Mirim; ã eaà eside ialàdoàlotea e toàPa ueàeàCidadeàI dust ialàLagoi ha 156, e regiões de uso misto II [AUM-2]; No SUL-5, áreas de uso misto II [AUM-2], estritamente residenciais [AER] e predominantemente
residenciais [APR];
No SUL-6, áreas estritamente residenciais [AER] e de uso misto II [AUM-2]; No SUL-7, áreas de uso misto II [AUM-2];
No SUL-8, áreas de uso misto II [AUM-2], de uso industrial III [AID-3] que destinam-se, sem prejuízo à instalação de estabelecimentos de menor potencial poluidor, à implantação das atividades industriais, comerciais e de prestação de serviços, classificadas com índice de risco ambiental até 2,0 [dois], exceto aquelas que possam causar infiltração de efluentes no subsolo, atingindo o lençol freático ou o Aquífero Guarani, que produzam efluentes gasosos, nocivos à saúde e bem estar das populações, ou que possam influir nas operações do aeroporto 157, predominantemente residenciais [APR] e estritamente residenciais [AER];
No SUL-9, áreas de uso misto II [AUM-2], de uso misto I [AUM-1], as quais destinam-se, sem prejuízo à instalação de estabelecimentos de menor potencial poluidor, à implantação daqueles cujos processos, submetidos a métodos adequados de controle e tratamento de efluentes, ainda contenham fatores incômodos, em relação às demais atividades