2. ARAŞTIRMANIN PROBLEMATİĞİ
2.2. Araştırmanın Hipotezleri
A tabela abaixo é apresentada de forma a cria um percurso resumido da evolução das diferentes tipologias de câmpus univesitário. Apresentando o modelo, século de surgimento das primeiras instituições, exemplos a serem destacados pelo trabalho e um resumo de suas caracteristicas e seu comportamento urbano.
Tabela 1: Resumo da Evolução dos Modelos de Câmpus Universitário (Fonte: Autor, 2014).
MODELOS SURGIMENTO EXEMPLOS CARACTERíSTICAS
Universidade na Ide Média SÉC.XII
Universidade de Bolonha, Universidade de Coimbra, Universidade de Oxford, Univesidade de Cambridge
Não possuem estrutura própria nem apropriada, sendo as aulas ministradas em estruturas privadas ou cedidas. A universidade nesse momento integra-se totalmente a vida Urbana.
Universidades no séc. XV SÉC. XV
Universidade de Bolonha, Universidade de Coimbra,
Surgimento da universidade como instituição, e das primeiras estruturas dedicas ás necessidades da universidade. A vida urbana e acadêmica são bastante integradas.
College Britânico SÉC. XV
Universidade de Oxford , Univesidade de Cambridge
Diferenciam-se por possuírem uma estrutura física fechada, utilizando como modelo físico a estrutura em forma de pátio, integrando em si a hospedaria e refeitórios para estudantes e professores. O contato com o meio urbano passa a ser quase inexistente.
Câmpus Urbano SÉC. XVII
Universidade do Porto, Universidade de Coimbra, Universidade Fernando Pessoa
A estrutura da Universidade encontra-se novamente inserida na malha urbana, porém de maneira claramente dispersa e de difícil percepção visual do conjunto, miscigenando-se a outras edificações da cidade. Possui elevada integração com a vida urbana.
Câmpus Universitário Autónomo ou Cidade Universitária SÉC. XIX Universidade da Virginia, Universidade de Havard , Universidade de Federal Rural do Rio de Janeiro (tentativa)
Configura-se por um grande território que possui todos os equipamentos necessários com autonomia das cidades. Só foi realizado concretamente nos EUA. Por serem estruturas autónomas tem pouca interferência na rotina urbana, mas ainda exercem influência.
Câmpus Universitário Integrado SÉC. XX
Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade de Aveiro, Universidade de Trás os Montes e Alto Douro,
É o modelo mais amplamente utilizado nas universidades latino americanos e portuguesas. Sendo grandes áreas onde estão reunidos todos os equipamantos de ensino , em geral localizado nas periferias das cidades mantendo-se integrados e dependentes delas.
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III - TRÊS UNIVERSIDADES E AS SUAS INFLUÊNCIAS
O presente estudo procura analisar, relacionar e discutir sobre os diferentes exemplos de Câmpus Universitário, a partir de uma contextualização urbana. Foram eleitos dois exemplos observados nas cidades portuguesas de Vila Real e Aveiro e um exemplo na cidade brasileira de Juiz de Fora. A pesquisa considera o referencial histórico recente, evidente na inserção de elementos visuais urbanísticos na Europa e em outros países desenvolvidos. A cidade brasileira de Juiz de Fora foi eleita a partir de um estudo de traçado urbanístico que notadamente está inserido no contexto histórico da construção do Câmpus. Tais projetos têm caracterizado cada um a sua maneira um comportamento do urbanismo.
Em países como o Brasil, tais intervenções na paisagem urbana concorrem com outros tipos de ação considerados básicos à vivência urbana, tendo, portanto reduzidas suas influências no cenário de nossas cidades. Assim, são reduzidas suas influências na malha urbana e ainda despertam pouco interesse da parte dos urbanistas brasileiros. Ao se analisar esses estudos, na maioria das vezes, limitam-se a um foco sobre os altos custos da obra, no lucro apropriado pelo setor privado e na relação discutível com outras ações governamentais (Ultramari, 2006, p. 2). Portugal, como país colonizador, formou e construiu conceitos no Brasil durante vários séculos. Este fato é incontestável e deixou marcas profundas tanto na cultura quanto na sociedade brasileira, mesmo depois da Independência. O modelo português sempre esteve presente e estabeleceu os principais pilares histórico-sociais. Para além de sua proximidade linguística, criou-se também uma grande proximidade no que se refere às questões urbano-arquitetónicas, neste caso, até meados do século XX (Ultramari, 2006). Diante de uma realidade de países com maiores índices de desenvolvimento social, Portugal será um dos melhores exemplos por estar mais próximo das realidades que aqui procuramos referenciar. Através do uso dos seus meios e estratégias urbanas, Portugal está mais avançado por já ter sido capaz de reestruturar urbanisticamente as suas cidades, tendo voltado o olhar aos moldes político-sociais. Percebe-se na literatura sobre o assunto que, hoje, o Brasil se tenta aproximar das camadas sociais mais desfavorecidas através das políticas públicas atuais e que Portugal, por sua vez, já avançou mais de quatro décadas. Como afirma João Arriscado Nunes (2003),
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(…) que então se encontravam na sociedade portuguesa - identificava-se, em grande medida, com a Constituição de 1976, que definia explicitamente como objetivo o socialismo e uma sociedade sem classes, e que inscrevia na ordem constitucional diferentes formas de democracia participativa. (Nunes, Serra e Santos, 2003, p. 23).
As três cidades estudadas vivenciaram e projetaram, na elaboração de seus Câmpus universitários, perspectivas diferentes. Cada uma dentro de uma realidade utilizou este equipamento público, com intuito estratégico, planeando os lucros, quer por meios económicos, sociais ou culturais, resultantes da sua construção. Melhorou a qualidade de vida ou, mais ainda, o seu posicionamento perante outros municípios, agregando à urbe valores diferenciados, atraindo com eles outros investimentos.
III.1 - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro - Vila Real