• Sonuç bulunamadı

e Rio de Janeiro (3 – 3%); Universidade Estadual do Rio de Janeiro (6 – 6%); Universidade Federal Fluminense (9 – 9%); Universidade Metodista de São Paulo (2 – 2%); Universidade Estadual Paulista (2 – 2%); Universidade de Campinas (11 – 11%); Universidade Paulista (2 – 2%); Universidade do Rio de Janeiro (2 – 2%); Universidade Federal do Espírito Santo (1 – 1%) e Universidade de Uberlândia (1 – 1%).

Na Região Sul há 7 instituições representadas. A Universidade Federal do Rio Grande do Sul tem 15 bolsistas, 30% do total da Região e 8% do total geral, tem a maior representatividade. Seguida pela Universidade da Região do Vale dos Sinos, tem 11, 22% da Região (6% do total); Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul com 10, com 20% da região (5% do total); na Universidade Federal de Santa Catarina e na Universidade Federal de Santa Maria há 5 bolsistas cada, que representam 10% do total da Região e 3% do total geral; Universidade Tuiuti do Paraná, com 3, sendo 6% da Região (2% do geral) e na Universidade do Estado de Santa Catarina, há 1 bolsista, 2% da Região e 1% do total geral.

É interessante observar que das 29 instituições contempladas, 9 são particulares, 6 são Estaduais, sendo uma delas a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e 14 são Federais.

Dois alertas são importantes com referência a esses dados, tendo por base os critérios de seleção do CNPq. O primeiro é que não há um estímulo para novos pesquisadores e o outro é com referência a não rotatividade dos bolsistas, uma vez que as condições de ascensão da bolsa devem satisfazer: “(...) Pesquisador Sênior: 15 (quinze) anos, no mínimo, com bolsa de Produtividade em Pesquisa na categoria 1, nível A ou B, do CNPq;

Pesquisador 1: 8 (oito) anos, no mínimo, de doutorado por ocasião da implementação da bolsa; Pesquisador 2: 3 (três) anos, no mínimo, de doutorado por ocasião da implementação da bolsa”60.

Podemos afiançar que para aqueles que conquistam a bolsa de produtividade, esta se constitui, de fato, em um grande estímulo. Mas é importante a ampliação dessa possibilidade, especialmente para aqueles cientistas em início de carreira e outros tantos que desbravam o ensino e a pesquisa em regiões, muitas vezes, inóspitas. Mais que

bons pesquisadores, esses espaços necessitam de homens e mulheres de coragem para o desafio do ensino e da pesquisa.

Muitas vezes esses pesquisadores ficam em localidades de difícil acesso aos centros mais desenvolvidos, o que se ocorresse possibilitaria um intercâmbio, não só com outros pesquisadores, mas com as múltiplas possibilidades de fomento. Também ficam em regiões mais distantes, com poucos alunos dispostos a fazer pesquisa, quer pela própria necessidade da região por mão de obra ou mesmo por imperativo individual desses estudantes, que precisam conciliar estudo e trabalho. É fundamental repensar as condições de concessão e os critérios de avaliação dessas bolsas de produtividade.

2.7 Pós-Graduação no Brasil ---

Estendendo as análises para os Programas de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCom), credenciados pela Capes, esses números trazem outras distorções com referência a formação

60 Disponível no site do CNPq (http://www.cnpq.br), acesso em dezembro de 2010.

As regiões Norte e Nordeste que mais necessitam desse tipo de estímulo são

as menos contempladas.

especializada. Atualmente há 39 Programas de Pós-Graduação em Comunicação credenciados. As tabelas a seguir evidenciam a distribuição por região e tipo de unidade.

Tabela 12

Programas de Pós-Graduação credenciados pela Capes por Região – ano 2010

Região Quantidade de Programas Totais 39 Centro-Oeste 3 Nordeste 5 Norte 2 Sudeste 21 Sul 8

Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010

Com referência ao número de Programas, a Região Sudeste, mais uma vez, é a mais representativa. São 21 Programas, representando 54% do total. O Centro-Oeste 8% (3); o Nordeste com 13% (5); o Norte com 2 programas representam 5% do total; enquanto o sul, com 8, tem 20% de representatividade.

As unidades federais são as mais representativas, com 18 programas, representando 46% do total. Há somente uma instituição municipal, localizada em São Caetano do Sul, no ABC Paulista61. A tabela 13 mostra os dados também em outras regiões.

Tabela 13

Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado)

credenciados pela Capes por Região e tipo de Unidade de Ensino – ano 2010

Região/Tipo Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Totais

Totais 3 5 2 21 8 39

Federal 2 5 2 5 4 18

Estadual - - - 5(62) 1 6

Municipal - - - 1 - 1

Particular 1 - - 10 3 14

Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010

É interessante observar que o desenvolvimento da Pós-Graduação em Comunicação no País teve início na década de 1970. O primeiro programa foi Comunicação e Semiótica, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), criando em 1970, embora tenha sido credenciado somente em 1973, pelo parecer CFE 383/73. Com foco mais centrado nos estudos literários, seu mote era permeado pela “[...] análise e interpretação dos processos comunicativos do signo verbal e seus objetos de análise dirigiam-se, preferencialmente, para os estudos literários em geral”. Cinco anos depois, em 1978, “transformou-se no atual Programa de

61 Região do Grande ABC ou ABC Paulista é parte da Região Metropolitana de São Paulo. A sigla vem das três cidades, que originalmente formavam a região: Santo André (A), São Bernardo do Campo (B) e São Caetano do Sul (C). Ao longo do tempo foram ocorrendo divisões políticas e atualmente a Região do Grande ABC possui sete cidades, são elas, além das três descritas: Diadema, Mauá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra.

Comunicação e Semiótica (recredenciado pelo parecer CFE 1258/79)63” e cria o primeiro

doutorado na área.

Há duas universidades que se intitulam criadoras do segundo programa de mestrado na área. A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo criou em 8 de janeiro de 1972, o Programa de Ciências da Comunicação. O doutorado surgiu 8 anos depois, em 198064.

Também o programa Comunicação e Estética do Audiovisual, criado em 1972, tinha como mote central os estudos sobre Rádio e Televisão. Posteriormente, em 1974, abrolha o mestrado em cinema e teatro. “Em 1980, foi criado o doutorado em ambos os cursos”. Em seguida, em 1996, ocorre a reformulação da Pós-Graduação da ECA-USP, “consolidando os dois cursos em uma só área de concentração do programa de pós-graduação em Ciências da Comunicação”. Em 2009, novamente se institui o programa Meios e Processos Audiovisuais que “reúne aspectos artísticos e industriais, teóricos e práticos da área audiovisual”65. Outro destaque deve ser dado

a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que institui seu mestrado também no ano de 1972, tendo como foco “Comunicação, Cultura e Novas Tecnologias”.

Dos 39 programas 15 deles oferecem mestrado e doutorado. Estão divididos nas regiões: 1 no Centro-Oeste; 2 no Nordeste; 4 no Sul e 8 no Sudeste. “Além dos desequilíbrios regionais, intrarregionais e entre estados, há ainda o desequilíbrio em relação à presença da pós- graduação nos municípios brasileiros: dos 39 Mestrados e Doutorados, 27, quase 70 por cento do total, estão nas capitais brasileiras. Apenas 4 cidades não-capitais possuem doutorados em Comunicação – São Bernardo do Campo e Campinas, no Estado de São Paulo; Niterói, no Rio de Janeiro, e São Leopoldo, no Rio Grande do Sul”66. Também, dos 15 programas de doutorado,

8 estão em universidades federais (53% do total), 3 em instituições estaduais (20%) e 4 em particulares (27%).

É importante observar que no Nordeste do País há apenas dois programas, um na Universidade Federal da Bahia e outro na Universidade Federal de Pernambuco. Na região Sul há 3 doutorados. No Norte não há oferta e no Centro-Oeste apenas na Universidade de Brasília. O restante está na região Sudeste.

Os dados corroboram as observações anteriores com referência a

oferta de cursos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do País. Evidenciam, mais uma vez, que a concentração da pesquisa na área da Comunicação está no Sudeste, mais especificamente em São Paulo, que conta com 5 programas de doutorado, equivalendo 33% do total de ofertas e 62% do total da região.

Outra observação importante é que dos 39 Programas, nenhum alcançou nota 7, apenas um tem nota 6, que é da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A tabela abaixo demonstra esses dados.

63 Disponível no site: http://www.pucsp.br/pos/programas/comunicacao_e_semiotica/apresentacao.htm, acesso em jan de 2011. 64 Disponível no site: http://www.pos.eca.usp.br/index.php?q=pt-br/node/14, acesso em jan de 2011.

65 Disponível na web, em: http://www.pos.eca.usp.br/index.php?q=pt-br/node/309, acesso em jan de 2011.

66 Itania Maria Mota Gomes; Julio Pinto; Ana Carolina Escosteguy. Recomendações da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação/COMPÓS para o PNPG 2011/2020. Disponível em http://www.compos.org.br/. Acesso em dez de 2010.

É necessário ampliar a pós-graduação

para que seja possível qualificar a

Tabela 14

Notas da avaliação trienal 2007-2009 de Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado)

credenciados pela Capes por Região – ano 2010

Tipo Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul Totais

Totais 3 5 2 21 8 39 2 - - - 167 - 1 3 2 3 2 6 2 15 4 1 1 - 9 3 14 5 - 1 - 4 3 8 6 - - - 1 - 1

Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010

A tabela abaixo revela que não há uma relação direta entre o tipo de instituição e as notas. Aquela máxima de que as instituições privadas não ofereciam qualidade não se comprova com os dados disponibilizados.

Tabela 15

Notas da avaliação trienal 2007-2009 de Programas de Pós-Graduação (mestrado e doutorado) credenciados pela Capes por tipo de instituição/nota – ano 2010

Nota/Tipo 2 3 4 5 6 Totais Totais 1 15 14 8 1 39 Federal - 9 4 4 1 18 Estadual - 1 4 1 - 6 Municipal - 1 - - - 1 Particular 1 4 6 3 - 14

Fonte: Dados dos autores, dezembro de 2010

É importante reforçar que notas 1 (não há nenhum caso na área da Comunicação) e 2 indicam o descredenciamento, enquanto notas 6 e 7 recomendam desempenho excelência. Nos dados acima é possível observar que há uma concentração de programas notas 3 e 4, equivalendo a 74% do total. Considerados nível de excelência, notas 5 e 6, há 9 programas (23% do total). Contudo, mesmo com os primeiros cursos criados na década de 1970 e os níveis 6 e 768

demonstrarem a inserção internacional da Pós-Graduação, “os esforços de integração com a comunidade científica internacional são, entretanto, ainda incipientes e demandam políticas públicas de incentivo à realização de projetos conjuntos de pesquisa entre grupos brasileiros e estrangeiros, buscando a excelência da pós-graduação”69.

Convém observar que não há diferença significativa entre os programas de instituições federais e particulares (privadas) com referência ao desempenho, mesmo incluindo nesse mote as

67 Embora mantida a nota da avaliação trienal 2007-2009, que foi divulgada em 2010, o Programa de Pós-Graduação entrou com recurso e o resultado, até o prazo final desse texto, não havia sido divulgado.

68 De acordo com as referências da Capes, responsável pela avaliação da Pós-Graduação no País. Para programas que tenham apenas mestrado, 5 é a nota máxima (mas não há nenhum caso nos dados coletados. Todos os programas - com essa avaliação - têm mestrado e doutorado). Vale a observação que para um curso de mestrado pleitear o doutorado a nota mínima dele deve ser 4.

69 Itania Maria Mota Gomes; Julio Pinto; Ana Carolina Escosteguy. Antecedentes, tendências e perspectivas da Pós-Graduação em Comunicação. Texto integrante do Panorama da Comunicação no Brasil. Projeto IPEA/SOCICOM. Subprojeto 1 – Estado do Conhecimento. Material publicado no volume 2 - Memória das Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação no Brasil, da coleção Panoramas da Comunicação, pg. 63-80.

instituições estaduais. Dos 23 programas avaliados com nota igual ou superior a 4, equivalendo a 59% do total, se comparados a quantidade de programas por tipo de instituição há uma proximidade significativa no número total, como pode ser observado acima. Também se cotejados os níveis 3 e 4 verifica-se que há mais instituições privadas com nota 4 do que federais ou estaduais. Isso quebra o preconceito que os estabelecimentos particulares não oferecem níveis de qualidade. Pelo menos na Pós-Graduação Stricto Sensu isso não pode ser confirmado.

Nas aproximações dos números dos PPGCom com as quantidades de bolsistas PQ do CNPq há outras observações importantes. Se, por um lado, nem toda instituição que abriga programa de pós-graduação é contemplada com bolsistas PQ, por outro evidencia que há uma concentração, em algumas instituições, desses pesquisadores. Por exemplo, na Região Norte, onde há dois PPG não há nenhum bolsista PQ. Já a região Sudeste, onde há 20 programas, são 103 bolsas PQ, perfazendo uma média de 19% de bolsistas PQ por programa, se considerarmos que todos os PPGCom são contemplados. Mas isso não acontece. Os 103 bolsistas PQ da Região Sudeste estão centralizados em 16 instituições e dessas somente 12 tem programas de Pós-Graduação em Comunicação com pesquisadores PQ. São 8 PPGCom que não são contemplados com bolsa, sendo 4 de instituições particulares, 1 estadual, 2 federais e 1 municipal.

2.8 O tema como conceito: os desafios das áreas de concentração e linhas de pesquisa --- Um dos grandes desafios para compreender o cenário comunicativo brasileiro é conhecer e reconhecer os temas que cotidianamente provocam pesquisadores, das mais variadas localidades e linhas de investigação. O sentido da palavra tema,

utilizado por essa pesquisa, é que se trata de “[...] uma conceituação que não foge àquela ideia primeira, que permeia seu uso geral: o tema diz respeito a um assunto, um tópico sobre o qual se discorre, sobre o qual fala, se pensa etc70. Todavia, o que

significa tomar o tema não como objeto de referência, mas como um objeto de estudo?” O que foi observado nas várias incursões realizadas nesta pesquisa é que de fato os temas são os objetos de estudo. Esses (temas), afirmam Schwaab e Tavares (2009),

envolvem de maneira ampliada os “[...] segmentos sociais nos dias de hoje, buscando compreender sua dinâmica de produção de informação, seus sentidos e significados” (p. 182- 184). Essa pode ser a justificativa para a escolha dos pesquisadores.

Desta forma, uma das possibilidades para entender sobre o que se pesquisa é a noção sobre os temas que norteiam as investigações. Neste sentido optou-se por elencar as palavras-chave, resultado da área de atuação e das linhas de pesquisa definidas pelos programas de pós- graduação. Essa sistematização permite o conhecimento não somente sobre o “[...] conteúdos determinados por certas rotinas produtivas e de consumo, mas também como elementos de processos de extração midiática onde aspectos culturais e campos sociais se entrecruzam” (SCHWAAB; TAVARES, 2009, p. 183-184). Para possibilitar essa ordenada as palavras integrantes dos nomes dos programas, das áreas de concentração e das linhas de pesquisa foram decompostas em 312 palavras-chave.

70 Em termos epistemológicos a palavra vem do gregoThéma, significando assunto a ser tratado.

Os temas de pesquisa deveriam atender as demandas nacionais, regionais e

Benzer Belgeler