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Araştırmanın Altıncı Alt Problemine İlişkin Bulgular ve Yorumlar

A análise da literatura sobre o conceito de vida entre estudantes deve ser feita com muita cautela. Primeiro, os autores trabalharam com referenciais teóricos e objetivos diferentes do que é proposto em nosso trabalho. Em segundo lugar, estamos trabalhando com dados de segunda mão, uma vez que as análises das respostas já nos foram trazidas pelos autores dos trabalhos aqui arrolados. São exceções os trabalhos de Cunha et al (2003) e Silva (2003), que foram realizados por nós ou sob nossa orientação. O trabalho de Silva (2003), no entanto, utilizou as categorias do fenomenismo e do animismo, que nesta tese não foram consideradas.

Dito isso, passemos adiante acrescentando o seguinte: nossa análise será inicialmente feita utilizando as categorias expandidas (agente, artificialismo, essencialismo macro, essencialismo micro, finalismo, mecanismo e racionalismo). Posteriormente, faremos a análise através das categorias reduzidas (internalismo, externalismo e relacional). O leitor deve estar atento ao fato de que, embora os resultados dessa revisão dos trabalhos sobre concepções dos estudantes seja analisado a luz das categorias definidas no capítulo 2, esses mesmos estudos foram considerados, primeiramente, na própria definição dessas categorias. Eles fazem parte do domínio ontogenético, de acordo com a sugestão vygotskyana de trabalhar com diferentes domínios genéticos, que definimos no capítulo 2.

Embora o trabalho de Piaget (1976) não visasse a concepção de “vida”, mas estabelecer a evolução do conceito de “ser vivo” nas crianças, nós podemos perceber uma percepção tanto animista como fenomenista do vivo, pelas crianças, por meio da utilização dos critérios de atividade, movimento a função. Os resultados de Piaget podem ser interpretados, em termos de nossas categorias, como uma passagem progressiva da categoria externalismo para a categoria internalismo, em que as

categorias expandidas agente e finalismo, próprias dos primeiros estágios, evolui para um essenciaismo macro, na qual a criança atribui vida a plantas e animais baseada numa lista de propriedades desses seres. Os resultados de Freitas (1989) apontam para a forte utilização da categoria do essencialismo macro e, em menor grau, do essencialismo micro, visto que há referência à composição diferente dos seres animados em relação aos inanimados. Da mesma forma, o trabalho de Lucas et al. (1979), que mostra a preferência por critérios baseados em estruturas externas e internas, apontam para a utilização das formas de essencialismo macro e micro. O trabalho de Ochiai (1989) apontam para a utilização da categoria do essencialismo macro, pois a preferência é por propriedades macroscópicas. Também ss dados de Tamir (1989), Brumby (1982), Alonso (1998) e Castaño (1997) indicam a utilização do essencialismo macro como categoria preferencial para caracterização dos seres vivos. Os critérios utilizados pelos entrevistados de Wykrota (1998), Ribeiro e Santos (2000), Dorvillé (2002) e Cunha et al. (2003) pertencem às categorias do essencialismo macro e do essencialismo micro, pois foram utilizados critérios e propriedades microscópicas e macroscópicas, como inerentes aos seres vivos. Por sua vez, os entrevistados de Bruzzo, que fizeram preferencialmente referência ao conceito de célula, utilizaram a categoria do essencialismo micro. Já os dados de Silva (2003) indicam uma forte preferência pelo que ele denomina “definições finalistas” e “definições artificialistas”. Também houve presença significativa da utilização de propriedades macroscópicas. Muitos questionários situaram suas respostas dentro das categorias do animismo e fenomenismo44. Fazendo uma correspondência com nossas categorias, podemos dizer que o trabalho de Silva (2003) aponta para a utilização das categorias finalista, artificialista e essencialismo macro. A categoria denominada por ele animismo pertence à nossa categoria do artificialismo; a categoria do fenomenismo não

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Como já dito, o trabalho de Silva (2003), uma monografia de especialização, foi realizado sob nossa orientação. Portanto, utilizou algumas das categorias que víamos desenvolvendo, ainda que de forma incipiente. Isso explica a coincidência de alguns termos.

apareceu em nosso trabalho. O quadro 8 resume esses dados de uma forma diferente, apresentando-os dados pelo nível de escolarização do entrevistado.

Quadro 8. Categorias preferenciais por nível potencial de escolarização

NÍVEL DE ESCOLARIZAÇÃO

AUTOR CATEGORIA Educação Infantil Piaget (1976) Agente e

Essencialismo macro Lucas et al (1979) Essencialismo macro Essencialismo micro Ochiai (1989) Essencialismo macro Tamir et al (1989) Essencialismo macro Freitas (1989) Essencialismo macro Essencialismo micro Castaño et al (1997) Essencialismo macro Wykrota (1998) Essencialismo macro Essencialismo micro Ensino Fundamental

Wykrota (1998) Essencialismo macro Essencialismo micro Ribeiro e Santos

(2000)

Essencialismo macro Essencialismo micro Dorvillé (2002) Essencialismo macro

Essencialismo micro Ensino Médio

Silva (2003) Essencialismo macro Finalismo

Artificialista

Brumby (1982) Essencialismo macro Alonso et al (1998) Essencialismo macro Ochiai (1989) Essencialismo macro Bruzzo (2000) Essencialismo micro Educação Superior

Cunha et al (2003) Essencialismo micro Essencialismo macro

Como dissemos, e pelos motivos expostos, esses dados devem ser analisados com muita cautela e, mesmo assim, não sugerem grandes inferências. Tomando então

a precaução de nada afirmar categoricamente, podemos dizer que a análise que fizemos dos trabalhos sugere que há uma tendência para o essencialismo macro nos indivíduos com idade correspondente à nossa educação infantil. Aqueles com idades correspondentes ao nosso ensino fundamental utilizaram uma concepção de vida dentro do essencialismo macro e do essencialismo micro. As pesquisas feitas no Ensino Médio e na educação superior também apontam para uma concepção de vida dentro dessas duas categorias. Nota-se, no entanto, a ausência de categorias tais como agente, finalismo e artificialismo, que estão bastante difundidas em quase todas as culturas. Por isso, não é cansativo repetir, os dados aqui devem ser analisados com bastante cuidado.

Tratando os resultados dentro das categorias reduzidas, teremos os resultados conforme segue. Quanto à análise dos 12 trabalhos sobre concepções vida e atribuições de vida, a zona internalista aparece em todos os 12. A zona externalismo aparece em 1 e a relacional não aparece em nenhum. No que concerne à utilização de nossas categorias, elas se mostraram ferramentas úteis para a análise da literatura sobre a concepção de vida. Fomos capazes de ordenar os resultados dos trabalhos sobre atribuições e concepções de vida. De modo geral, nossa análise sobre concepções de vida indica a forte utilização da zona do internalismo.

Benzer Belgeler