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III. BÖLÜM

3. YÖNTEM

3.4. Araştırmada Kullanılan Veri Toplama Araçları

De acordo com as atuais resoluções que instituem o aumento considerável na carga horária do estágio supervisionado, as professoras foram questionadas quanto a possíveis sugestões de melhoria para o desenvolvimento deste, levando em consideração que fora unânime, nos relatos das três professoras, a ausência de tempo hábil para realização deste tipo de atividade. Mediante o exposto, cada professora destacou um ponto importante decorrente de sua experiência enquanto aluna, visando um melhor aproveitamento no desenvolvimento do estágio, a fim de minimizar o choque de realidade entre o que fora visto na universidade e o contato real com a sala de aula.

Para P1 e P3, a criação e estruturação de programas que ofereçam o apoio necessário aos estudantes que trabalham, e sejam desenvolvidos dentro da própria universidade, sob supervisão de algum professor universitário, com auxílio salarial e contribuição de professores formadores (SARTI, 2009), enfatizam a preocupação com a troca de experiências, conhecimento e experimento da realidade escolar, visto que estes projetos podem subsidiar a criação de classes de reforço, por exemplo. Isso evitaria que os estágios, bem como suas fichas de comprovação, sejam burladas/imaginárias e, desta forma, não possibilitem que o curso de formação do professor seja visualizado como algo vazio e inoperante na construção dos saberes docentes.

Na minha visão, eu acho que os estágios poderiam ser remunerados, para não prejudicar aquele aluno que precisa trabalhar. Se o estágio fosse remunerado, a gente se dedicaria mais, teria tempo para experiência, para a prática pedagógica, teria mais tempo. Agora, a gente precisa trabalhar e estudar, e fazer os estágios... é muito louco [risos] [...] tem muita gente que burla os estágios [...] então eu acho que o estágio poderia ter um programa que ajudasse os alunos que precisam trabalhar [...] tivessem uma ajuda

financeira, uma bolsa, pra poder realizar o estágio... Aí, até poderia desenvolver uma pesquisa para dar alguma contribuição, em troca dessa bolsa, porque daí o aluno estaria mais envolvido com o seu estágio, teria mais tempo [...] (P1)

[...] apoio maior dos professores, no sentido de troca. Então, até essa possibilidade que eu coloquei pra você, de ter uma sala lá na universidade mesmo, que ofereça um atendimento público, pra alguma escola pública de lá mesmo pra oferecer um reforço escolar, destinar uma carga horária desta carga horária já existente, pra essa experiência mesmo, se colocar como professor [...] algum projeto diferenciado pra poder suprir essas necessidades [...] Possibilitar, oferecer bolsa para o aluno [...]poderiam ser trocadas as informações com os professores durante as aulas, levantar alguns problemas que foi identificado durante o trabalho com essas crianças. Eu acredito que seria muito mais nítido o estágio supervisionado que tivesse ali um docente, um professor universitário, que fosse te orientar com relação a algumas coisas (P3).

O discurso acima apresentado, de aproximar o aluno da realidade ao qual será inserido, aponta que o que Pimenta (2004) apresenta em seu estudo, no qual essa aproximação pode ser visto como um lugar de reflexão que possibilita a construção e o re(elaboração) da identidade docente. Para Faria Jr., Côrrea e Bressane (1982), as situações reais de e nsino visam

[...] facilitar o progresso do aluno/estagiário, através de uma experiência direta e real de aprendizagem profissional durante a qual o mesmo se torne progressivamente responsável pelo planejamento, orientação e controle do processo de ensino-aprendizagem junto a um grupo de alunos (idem, p.1).

Frente ao posicionamento das professoras quanto à oportunidade de se criar programas que viabilizem a realização dos estágios supervisionados, sendo estes remunerados e desenvolvidos no âmbito de uma universidade, cabem questionar: (1) Como criar um programa que vise à remuneração de todos os alunos de uma licenciatura, sendo o estágio supervisionado parte integrante e obrigatória no decorrer desta? (2) Ao criar uma sala de aula específica para estágio supervisionado, dentro da universidade, composta por um seleto grupo de alunos que podem apresentar semelhantes níveis de dificuldade, onde dois ou mais estudantes seriam responsáveis pelo desenvolvimento da prática docente junto a ela, esta possibilitaria ao futuro professor conhecer os cotidiano da sala de aula de uma escola pública, ou mesmo particular?

Mediante o exposto, destaca-se aqui a iniciativa do Ministério da Educação (MEC) através da criação do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais com o objetivo de

estabelecer vínculos que possibilitem adentrar e conhecer o cotidiano das escolas públicas enquanto alunos de uma graduação. Desta forma, o programa pode ser visto como um ponto de apoio e incentivo aos futuros professores, possibilitando amenizar o “choque de realidade” (VEENMAN, 1998) vivenciado por estes no início da carreira docente, através da integração entre a educação superior e básica.

De acordo com o MEC,

O programa oferece bolsas de iniciação à docência aos alunos de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. O objetivo é antecipar o vínculo entre os futuros mestres e as salas de aula da rede pública. Com essa iniciativa, o Pibid faz uma articulação entre a educação superior (por meio das licenciaturas), a escola e os sistemas estaduais e municipais. A intenção do programa é unir as secretarias estaduais e municipais de educação e as universidades públicas, a favor da melhoria do ensino nas escolas públicas em que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) esteja abaixo da média nacional, de 4,4 (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2009).

Sugerindo intensificar a escrita de relatórios a partir do que fora vivenciado no decorrer dos estágios supervisionados, P2 destaca que no momento da escrita deste ocorre a chamada reflexão. Desta forma, ressalta que ao escrevê-lo é possível refletir sobre as práticas observadas e regidas, buscando um melhor aproveitamento desta quando se encontrar em situação semelhante em sala de aula.

Quando eu fiz achei bem bacana, é lógico que pra quem trabalha as horas são excessivas... fica complicado... mas eu acho que pra aproveitar melhor não sei, porque quando você coloca, você entra, propõe, coloca em prática. Aí, quando você vai escrever um relatório, já começa a refletir, por exemplo, tem que melhorar aqui, os alunos não responderam bem aqui, enfim... Então assim, eu acho que é uma experiência bacana, pois enquanto você vai escrevendo você vai pensando naquilo. (P2)

Mediante o exposto, apresentou-se neste capítulo uma análise descritiva dos eixos centrais da pesquisa, referenciados pelos pontos de destaque em cada entrevista, enfatizando: as principais dificuldades enfrentadas pelos docentes em início de carreira; a importância da criação de programas de apoio aos iniciantes; o estágio supervisionado frente à formação e contribuição para elaboração do saber docente; sendo, enfim, finalizado por sugestões de melhorias que decorreram das experiências e vivências de cada professor no decorrer de sua formação.

Benzer Belgeler