V. SONUÇ, TARTIŞMA VE ÖNERİLER
5.2. Öneriler
5.2.2. Araştırmacılara Yönelik Öneriler
Realizada a descrição da configuração da APP, faz-se necessário o detalhamento dos componentes de cada indicador, apresentando sua importância dentro de um sistema de análise, conforme se segue:
a) Mapeamento do sistema
Localizador macro – tem a função de identificar as regiões macro de análise e sua condição preestabelecida de risco dentro do edifício, dentro e fora do lote. Localizador micro – tem a função de identificar a quantidade de pessoas que utilizam o ambiente ou as atividades oferecidas com maior possibilidade de ocorrência de perigo nos ambientes (áreas técnicas), dentro do edifício.
Ambiente envolvido – tem a função de identificar o ambiente analisado (programa de uso).
Subsistema envolvido – tem a função de identificar as partes funcionais do edifício que sofrem interferência, podendo ser um conjunto de elementos e componentes, por exemplo: fundações, estruturas, vedações, instalações hidrossanitárias, cobertura, etc.
Requisitos de desempenho: segurança ao fogo e acessibilidade. Para estabelecimento dos requisitos de segurança ao fogo, foram utilizados os “elementos” indicados no sistema global de segurança contra incêndio, apresentado por Berto A. F. (1991). Os requisitos utilizados para a acessibilidade foram extraídos, de forma conceitual, da NBR n. 9.050, 2004. Os requisitos a serem observados em um projeto de arquitetura são os seguintes:
103 103 Tabela 11 – Requisitos de desempenho
REQUISITOS DE DESEMPENHO Segurança ao fogo
Atendimento aos parâmetros de precaução contra o início do incêndio Atendimento aos parâmetros de limitação do crescimento do incêndio Atendimento aos parâmetros de extinção inicial do incêndio
Atendimento aos parâmetros de limitação da propagação do incêndio Atendimento aos parâmetros de abandono seguro do edifício
Atendimento aos parâmetros de precaução contra a propagação do incêndio entre edifícios Atendimento aos parâmetros de rapidez, eficiência e segurança da operação de combate e resgate
Segurança de uso – foco acessibilidade
Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos equipamentos urbanos, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – externa ao edifício – fora do lote
Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos de controle e equipamentos, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – externa ao edifício – dentro do lote
Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos de controle e equipamentos, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – interna ao edifício
Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos de controle e equipamentos em ambientes especiais, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – interna ao edifício
Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços construídos adequados às PPD (audível, visual e tátil) – externos ao edifício (dentro do lote)
Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços construídos adequados às PPD (audível, visual e tátil) – internos ao edifício
Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços construídos adequados às PPD – externos ao edifício (fora do lote)
Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços construídos adequados à utilização universal (audível, tátil e visual) – interno ao edifício
Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços construídos adequados à utilização em ambientes especiais (audível, tátil e visual) – internos ao edifício Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – internos ao edifício – sistema horizontal
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, acomodação transversal, largura, comprimento e inclinação de rampas – incluindo guarda-corpo, corrimãos e guia de orientação de piso; largura, comprimento das escadas simples ou mecanizadas, incluindo: dimensões atribuídas aos espelhos e pisos e guarda- corpo, corrimãos e guia de orientação de piso; e sistemas de deslocamento vertical (elevador, plataforma, incluindo dimensões atribuídas ao espaço e acessórios – espelhos e suportes) – interno ao edifício – sistema vertical
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados as PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – externo ao edifício (dentro do lote) – sistema horizontal
Continua
104 104 REQUISITOS DE DESEMPENHO
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – externos ao edifício (fora do lote) – sistema horizontal
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados ao uso universal (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – interno ao edifício – sistema horizontal – rotas de fuga
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados ao uso universal (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – no edifício (dentro do lote) – sistema horizontal
Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados em ambientes especiais (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, área de resgate) – externos ao edifício (fora do lote) – sistema horizontal
Os critérios de desempenho
Critérios de desempenho – Segurança ao fogo: Os critérios estabelecidos foram extraídos das prescrições contidas no Decreto n. 46.076, de 31 de agosto de 2001 (Regulamento de segurança contra incêndio das edificações e áreas de risco do Estado de São Paulo), constando no formato de lista de verificação para que os pontos referenciados estivessem dentro da legislação vigente. As colunas auxiliares são compostas por dois campos: a referência legal (numérica) e a descrição da Instrução Técnica (IT) referenciada.
Critérios de desempenho – Segurança ao uso (acessibilidade): O referencial utilizado foi a Norma da ABNT - NBR n. 9.059, de 2004 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. As orientações prescritivas foram colocadas na mesma ordem. As colunas auxiliares são compostas por dois campos: a referência legal (numérica) e a descrição do item referenciado.
b) Identificação de aspectos
Identificação do perigo – Este item tem a função de identificar qual a tipologia do perigo, podendo ser: ambiental, ocupacional e acidentes diversos que envolvem o patrimônio.
105 105
Causa – Identifica os fatores envolvidos que desencadearam o conflito, desvio e falha.
Origem – Informa os pontos básicos da falha do gerenciamento do projeto. Impacto no sistema – Trata das conseqüências que o perigo identificado trará para o projeto de arquitetura ou subsistemas.
c)Considerações sobre os aspectos de risco
Conflitos existentes – Indica em que fase os possíveis conflitos ou desvios podem aparecer, ou seja, quando da produção do edifício: ou no uso, ou na manutenção.
Vinculação com outro sistema – Indica o sistema ou sistemas que estão vinculados quando da resolução do conflito, desvio ou falha.
Situação de uso – Indica a situação de uso em que o sistema não irá responder adequadamente ao uso em situação normal, anormal e emergencial.
d) Avaliação do Perigo
106 106 Tabela 12 – Categorias de severidade.
CATEGORIA DE SEVERIDADE (nível de interferência no andamento do projeto) Pontuação Severidade Descrição Descrição das áreas afetadas
I (1) Desprezível Não há Projeto de arquitetura: sem alteração II (2) Levemente
prejudicial
Necessária intervenção com aumento de horas de trabalho – custo baixo
Projeto de arquitetura: com alteração local – são situações de fácil
reversibilidade III (3) Prejudicial Necessária intervenção
do aumento de horas de trabalho com
compatibilização com outros projetos
Projeto de arquitetura: com alteração regional e com interface com os subsistemas
IV (4) Crítico Necessária intervenção do aumento de horas de trabalho compatibilização com outros projetos – custo elevado
Projeto de arquitetura: com alteração do espaço construído que exige mudança no sistema tecnológico construtivo e equipa-mentos especiais para montagem – são situações de complexa reversibilidade
V (5) Extremamente Prejudicial
Nova proposta – custo alto
Projeto de arquitetura: com alteração global
Freqüência – Este item indica a ocorrência do desvio e o nível de abrangência dentro de um sistema em uso.
Tabela 13 – Categorias de freqüência
FREQÜENCIA DO DESVIO OU CONFLITO DENTRO DO SISTEMA EM USO Pontuação
Descrição
A (1) Muito Improvável Situação normal de uso: o desvio não interfere em outro sistema
Situação de emergência: o desvio não traz conseqüência em uma situação de emergência
Cenários vinculados a falhas múltiplas dos sistemas . considerado um caso raríssimo
B (2) Improvável Situação normal de uso: o desvio não interfere em outro sistema
Situação de emergência: o desvio pode trazer conseqüência com baixo impacto
Cenário vinculado a falhas múltiplas no mesmo sistema. Não é esperada sua ocorrência na vida útil da instalação
C (3) Ocasional Situação normal de uso: o desvio interfere em um sistema local
Situação de emergência: o desvio pode trazer conseqüência, com moderado impacto
Cenário vinculado à falha simples do sistema em análise
107 107 Conclusão Tabela 13 – Categorias de freqüência
FREQÜENCIA DO DESVIO OU CONFLITO DENTRO DO SISTEMA EM USO D (4) Provável Situação normal de uso: o desvio interfere em sistemas
diversos
Situação de emergência: o desvio pode trazer conseqüência, com elevado impacto
Cenário vinculado à falha simples. Pode acontecer durante a vida do sistema
E (5) Existente Situação normal de uso: o desvio interfere em sistemas diversos, comprometendo o funcionamento do edifício
Situação de emergência: o desvio pode trazer conseqüência, com impacto catastrófico
Cenário vinculado à alteração momentânea de uso
Para classificação de um cenário em uma dada categoria de severidade é necessário que todos os aspectos previstos nessas categorias de risco estejam incluídos nos possíveis efeitos das falhas do projeto. Portanto, as categorias de risco são as categorias de freqüência e severidade combinadas.
Matriz de risco – Trata da priorização das ações que o projetista deve tomar para ajustar seu projeto. Ela é o produto das pontuações associadas à freqüência e severidade, como apresentado na Tabela 14.
108 108 Tabela 14 – Matriz de risco para a determinação do nível de ação
Matriz de risco I (1) II (2) III (3) IV (4) V (5) SEVERIDADE FREQÜENCIA Desprezível Levemente prejudicial
Prejudicial Crítico Extremamente
prejudicial A (1) MUITO IMPROVÁVEL 1 2 3 4 5 B (2) IMPROVÁVEL 2 4 6 8 10 C (3) OCASIONAL 3 6 9 12 15 D (4) PROVÁVEL 4 8 12 16 20 E (5) EXISTENTE 5 10 15 20 25
A definição das categorias de risco está vinculada às de ações a serem rea- lizadas dentro de um cronograma prefixado para ajuste do projeto. Os valores as- sociados a ela indicam, também, as medidas gerenciais a serem tomadas quando relacionados ao grau de importância. O conteúdo dessas ações consta na Tabela 15.
109 109 Tabela 15 – Nível de risco com as ações necessárias
Valores associados ao nível de ação
Nível de ação
Descrição
1 a 4 Trivial Não é necessária nenhuma ação, nem conservar registros
5 a 8 Aceitável Não são necessários controles adicionais, mas há necessidade de considerar soluções com melhores custos
9 a 12 Moderado Devem ser feitos esforços para reduzir o risco, mesmo que envolva outros subsistemas
13 a 16 Substancial A proposição de melhoria só pode ser aprovada depois de avaliada todas as interfaces
>16 Inaceitável Refazer a proposta e reavaliar tudo
O conjunto de edifícios pode ser avaliado de maneira a identificar os cenários considerados críticos a partir da combinação dos diversos indicadores já definidos. Para a aplicação dentro de um contexto mais amplo, pode ser utilizada a matriz geral. Essa matriz busca as interferências de caráter associativo entre os riscos detectados nos edifícios.
Tabela 16 – Classificação geral da matriz de risco – casos cruzados.
Severidade Freqüência I II III IV E nE I nE II nE III nE IV D nD I nD II nD III nD IV C nC I nC II nC III nC I V B nB I nB II nB II I nBI V A nA I nA II nAII I nAI V
Grau de importância – Indica os valores atribuídos pelos especialistas aos requisitos de desempenho obtidos a partir da PD, ou seja, os valores indicam a priorização de atendimento dos conflitos, desvios ou falhas para inserção desse ajuste no projeto.
110 110 Tabela 17 – Grau de importância
GRAU DE IMPORTÂNCIA
FINAL
REQUISITOS DE DESEMPENHO
Segurança ao fogo
1.2 Atendimento aos parâmetros de precaução contra o início do incêndio 1.6 Atendimento aos parâmetros de limitação do crescimento do incêndio 1.8 Atendimento aos parâmetros de extinção inicial do incêndio
1.9 Atendimento aos parâmetros de limitação da propagação do incêndio 1.4 Atendimento aos parâmetros de abandono seguro do edifício
1.7 Atendimento aos parâmetros de precaução contra a propagação do incêndio entre edifícios
2.1 Atendimento aos parâmetros de rapidez, eficiência e segurança da operação de combate e resgate
Segurança ao uso
2.6 Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos equipamentos urbanos, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – externa ao edifício – (fora do lote)
2.3 Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos
de controle e equipamentos, incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – externa ao edifício (dentro do lote)
1.8 Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos
de controle e equipamentos, incluindo: aproximação, transferência, alcance,
manipulação, textura de superfície – interna ao edificio
1.7 Atendimento aos parâmetros antropométricos de usabilidade dos dispositivos
de controle e equipamentos em ambientes especiais – incluindo: aproximação, transferência, alcance, manipulação, textura de superfície – interna
ao edifício
2.8 Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços
construídos adequados às PPD (audível, visual e tátil) – externos ao edifício (dentro do lote)
2.2 Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços
construídos adequados às PPD (audível, visual e tátil) – internos ao edifício
2.7 Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços
construídos adequados às PPD – externos ao edifício (fora do lote)
3. Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços
construídos adequados à utilização universal (audível, tátil e visual) – interno ao edifício
2.4 Atendimento aos parâmetros de comunicação e sinalização dos espaços
construídos adequados à utilização em ambientes especiais (audível, tátil e visual) – internos ao edifício
2.1 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – internos ao edifício – sistema horizontal
111 111 Conclusão Tabela 17 – Grau de importância
GRAU DE
IMPORTÂNCIA FINAL
REQUISITOS DE DESEMPENHO
Segurança ao uso
2 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, acomodação transversal, largura, comprimento e inclinação de rampas, incluindo: guarda-corpo, corrimãos e guia de orientação de piso; largura, comprimento das escadas simples ou mecanizadas, incluindo: dimensões atribuídas aos espelhos, pisos e guarda-corpo, corrimãos e guia de orientação de piso; e sistemas de deslocamento vertical – elevador, plataforma, incluindo: dimensões atribuídas ao espaço e acessórios – espelhos e suportes) internos ao edifício – sistema vertical
2.6 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados às PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – externos ao edifício (dentro do lote) – sistema horizontal
3.1 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequada às
PPD (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – externos ao edifício (fora do lote) – sistema horizontal
1.5 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados ao uso universal – sistemas de deslocamento vertical (elevador, plataforma), incluindo: sistema de proteção à fumaça nas portas e sistema de travamento, dimensões atribuídas ao espaço e acessórios – espelhos e suportes – internos ao edifício – sistema vertical – rotas de fuga
1.7 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados ao uso uni-versal (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, aco-modação transversal) – internos ao edifício – sistema horizontal – rotas de fuga
2.6 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados ao uso universal (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, acomodação transversal) – no edifício (dentro do lote) – sistema horizontal
2.8 Atendimento aos parâmetros de Acessos e circulação adequados
em ambientes especiais (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, área de resgate) – externos ao edifício (fora do lote) – sistema horizontal
2.2 Atendimento aos parâmetros de acessos e circulação adequados em ambientes especiais (área de manobra, largura de deslocamento, ausência de obstáculo, área de resgate) – internos ao edifício – sistema horizontal
112 112
e) Controle proposto
Projetistas envolvidos – Indica a área de projeto a ser solicitada a fazer a revisão. Trata-se da responsabilidade objetiva de ajuste do projeto.
Medidas corretivas e mitigadoras – Indica a ação específica pela qual o projeto está sendo submetido.
Significância – Indica a condição crítica para os gerenciadores do projeto de arquitetura. Para a estruturação da significância foram utilizados os indicadores da matriz de risco, associados aos indicadores do grau de importância. O resultado produz uma condição de decisão, ou seja: projeto aceito, a área do projeto “x” merece atenção, o projeto requer modificação e, por fim, a condição extrema: parar e rever tudo. A última condição implica refazer todo o processo após a nova proposição.