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5.2. Öneriler

5.2.2. AraĢtırmacılara Yönelik Öneriler

Este estudo reveste-se de um conjunto de procedimentos técnicos, através da execução, análise e tratamentos de dados da entrevista e procedimentos éticos como o consentimento informado, anonimato e confidencialidade.

Para a seleção dos participantes a investigar, primeiramente contactamos os profissionais de saúde do Serviço (Médicos e Enfermeiros). Depois de identificados os participantes, com o apoio da equipa de saúde, conferimos os critérios de inclusão e exclusão.

Após esta fase, entre o 1º e 10º dia após AVC, o investigador fez uma breve apresentação do estudo e, caso a pessoa doente demonstrasse disponibilidade era combinada entrevista.

Consideramos pertinente realizar algumas entrevistas antecipatórias para explorar e confirmar a existência de dificuldades sentidas na entrevista com estas pessoas e servindo de treino ao investigador. Neste tipo de estudos, antes de começar a colheita de dados propriamente dita, o investigador deve aproximar-se do fenómeno em estudo para aumentar a sensibilidade ao mesmo.

As entrevistas foram gravadas em suporte magnético, após autorização dos entrevistados e tiveram uma duração de aproximadamente 30 minutos, para os três momentos, sendo efetuadas num espaço reservado, disponibilizado pelo Serviço.

A entrevista foi efetuada em maior número no 5º dia após o AVC.

Gráfico 1: Dia da entrevista após AVC

Cada entrevista foi transcrita de uma forma global, tendo-lhes sido atribuído um número de registo, de acordo com a ordem que foram efetuadas as entrevistas. Numa primeira fase foram retiradas todas as perguntas e em cada entrevista foi efetuado um texto único afastando do que motivou o discurso e categorizado depois de uma leitura em profundidade do texto. Numa segunda fase, foi construído o suporte documental onde associamos os discursos a cada uma das perguntas, a fim de identificar as categorias e as subcategorias, o que fomos fazendo na leitura linha a linha. Numa terceira fase foram aferidos os achados entre a primeira e a segunda fase.

As informações contidas nessas falas formaram o corpus, que é um conjunto de informações que foram submetidas à análise de informação e sistematização dos dados através da técnica de análise de conteúdo (Bardin, 2003). O objetivo desta análise é compreender o sentido da comunicação, o seu conteúdo e as significações explícitas ou ocultas (Chizzotti, 2009).

0 2 4 6 8 10

E1 E2 E3 E4 E5 E6 E7 E8 E9 E10 E11 E12 E13

D ia d a e n tr e vi st a ap ó s o A V C Entrevistados

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A análise e a interpretação da informação obtida consistiram no recorte das transcrições, codificação e categorização da informação encontrada. Para facilitar a análise foi construído o Modelo temático de análise de dados, de forma a conjugar a informação obtida com as dimensões do estudo (Quadro 2). Através da análise temática procuramos o significado do que é dito e assim construímos o corpo dos resultados da pesquisa.

UNIDADES TEMÁTICAS CATEGORIAS

Aparecimento do AVC

Início Hora do dia Sintomas do AVC

Origem da identificação de sintomas

Durante o AVC Contacto após identificação de sintomas Transporte para hospital após identificação de sintomas Após o AVC Destino após a alta hospitalar Local de permanência

Sentimentos após o AVC Sentimentos positivos Sentimentos negativos Consciência da mudança Consciencialização Negação

Condições da transição Acontecimentos facilitadores da transição Acontecimentos inibidores da transição Preocupações Preocupações pessoais Preocupações familiares

Perceção da equipa de saúde Constituição da equipa multidisciplinar Relação profissional

Perceção dos cuidados de saúde Expectativa dos cuidados de saúde Satisfação dos cuidados Preparação do regresso a casa Envolvimento na Reabilitação Domínio de novas competências Perceção do regresso a casa Avaliação do regresso a casa Apoio familiar Perceção do futuro Previsão do futuro Dificuldades no futuro

Mudanças na vida

Significado da vida após a doença Vida familiar

Vida social Vida profissional

Quadro 2: Modelo temático da análise de dados

Para além dos procedimentos técnicos, ao longo das entrevistas foram salvaguardados os princípios éticos inerentes ao protocolo de Helsínquia.

Segundo Fortin (2003, p.116), “…a investigação aplicada a seres humanos pode, por vezes, causar danos aos direitos e liberdades das pessoas.” Por isso, aquando da investigação, o Enfermeiro deve estar consciente dos direitos dos doentes e atender aos vários princípios éticos como o princípio da beneficência e não maleficência; o princípio de autonomia e respeito pela dignidade humana,

dando direito ao doente de revelação completa da intenção do estudo e expondo o consentimento informado e o princípio da justiça, mantendo o anonimato, a confidencialidade, a privacidade e ao tratamento justo dos dados.

O Decreto-Lei n.º 104/98- Artigo 81 salvaguarda que fazer investigação em saúde implica, não raramente, estudar populações constituídas por indivíduos fragilizados de forma física ou psicológica, como idosos, crianças, pessoas com deficiência e por isso devem ser protegidos os seus direitos, respeitando as suas opções políticas, culturais, morais e religiosas.

Assim, para a aplicação do instrumento de colheita de dados, foi pedida autorização ao Conselho de Administração do Centro Hospitalar da região do Vale do Ave, sendo este aprovado (Anexo III).

Relativamente às pessoas doentes foi-lhes entregue o Consentimento informado (Anexo IV), explicado e, apenas os que assinaram, passaram para a fase da entrevista. A cada possível participante foi fornecida informação acerca dos objetivos, métodos, benefícios previstos e o eventual desconforto na ocupação do seu tempo e dado o direito de desistência da participação no estudo, sem algum prejuízo. Por uma questão de manutenção do anonimato, aos entrevistados foram atribuídos códigos E1, E2,E3, etc, de acordo com a ordem da entrevista.

Garantiu-se ainda a destruição de toda a informação sobre os participantes que pudessem conduzir à sua identificação, tal como o Consentimento informado assinado pelo doente e pelo investigador, após a conclusão da investigação.