• Sonuç bulunamadı

Em todo livro de histórias Tem reino, castelos e fadas Tem bruxa e dragão malvado Tem princesas encantadas Pois eu conheço um lugar Muito simples e singelo Tão cheio de encantamento Que nem um conto é mais belo Um lugar que tem Emília Tem Rabicó e tem Pedrinho

Tem a vovó Dona Benta E a garota Narizinho

Numa casinha branca Muito melhor que um castelo

Vive a turma do Sítio do Picapau Amarelo Vive a turma do Sítio do Picapau Amarelo Tem de tudo lá no Sítio

Se a gente sabe sonhar Tem caçada na mata

Ou viagem pro fundo do mar Tem histórias, tem magia, Tem aventura todo dia

Com a turma do Sítio do Picapau Amarelo Com a turma do Sítio do Picapau Amarelo Lá tem flor, tem planta e bicho

Rio e árvore frondosa

Tem doces da Tia Nastácia e o Visconde de Sabugosa

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Percebemos que o conteúdo do texto de Ártemis precisou ser revisto e reanalisado por conter muitos erros em sua estrutura. Sua significância em termos formais a princípio foi muito pequena. No entanto, ressaltamos este momento pela dificuldade de escrita demonstrada por Ártemis em todo o processo de pesquisa.

A apresentação feita pela turma foi motivada extrinsecamente, principalmente, pelo contato com a obra de Monteiro Lobato, pois, a partir da visita à sala de leitura, algumas crianças se interessaram em manusear e ler livros do referido autor, como Lamedonte, Hermes e Fílopes, mas a escrita de Artemis teve uma grande significância no contexto devido à sua participação na vida da sala de aula; por isso, a mesma assumiu o papel de Emília na apresentação – personagem principal. Segundo Santos (1996, p. 103), a expressão artística

é um instrumento facilitador do desenvolvimento da expressão verbal e não-verbal, da comunicação, da troca de experiências, da lógica, da estética, da liberação da criatividade, da imaginação, da fantasia, do pensamento crítico.

Ao trabalhar a expressão artística, a professora e alunos tiveram contato com várias linguagens e experiências e passaram pelas dimensões técnicas, estéticas e políticas nas aprendizagens do projeto. O texto de Monteiro Lobato, juntamente com as expressões das crianças da turma, se transformou em criação dramática. Ao encenar, os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar situações que lhes permitiram explorar e descobrir um universo expressivo através da oralidade, do corpo, da forma gráfica. Assim lembramos Freinet (1961) em seu princípio de aprendizagem que diz: “toda aprendizagem autêntica implica na utilização de todas as propriedades do organismo”, isto se gerado num clima de cooperação e liberdade.

2.10.5 Cárita

Cárita é uma criança do sexo feminino, que ingressou no 1º nível do 1º ciclo com sete anos de idade. Foi aluna da escola Pluminha na etapa da Educação Infantil. O pai é encanador/eletricista e a mãe é do lar. Quanto à sua vivência cultural, assistiu a grupos de teatro que vão fazer apresentações educativas ou demonstrativas na escola, e tem contato com televisão, revistas e livros.

Esta aluna coopera na organização da sala e do material escolar coletivo e individual. Ela demonstra responsabilidade em cumprir as tarefas, é pontual e assídua, demonstra

autonomia na execução das atividades e nas escolhas, ajudando aos outros na execução de tarefas e regras coletivas.

Possui habilidades sociais, demonstrando afetividade no tratamento com os colegas. Com relação aos estados emocionais, apresenta afeição, envolvimento e alegria com todos os integrantes do contexto.

2.10.5.1 Destaque de um momento de aprendizagem de Cárita

DC:Destacamos uma poesia feita pela aluna Cárita para a professora e apresentada coletivamente no momento das atividades de fechamento do dia 27/07/2002.

Por se tratar de poesia, percebemos que é um texto livre escrito em verso que relata com entusiasmo a capacidade criadora da criança, tornando-se, além de engraçado, atrativo e reflexivo para os seus leitores e ouvintes, na medida em que situa as dimensões das ações e valores observadas na figura da professora Ariadne. A dimensão desses valores se constitui num fator complexo de ser mensurado. No entanto, percebemos através do escrito, uma relevância das estruturas cognitivas, afetivas/estéticas e de conduta que perfazem a construção subjetiva da aluna em relação à professora. A esse respeito Zabala (1998) coloca que as aprendizagens de novas atitudes das crianças se fazem possíveis de ser conhecidas pela observação de opiniões e atividades dentro e fora da sala de aula.

Nesse sentido, evidenciamos a importância da atuação de Ariadne no ambiente escolar pesquisado, onde a sua prática se repercute em conteúdo de aprendizagem formal para as crianças. Nesse sentido Freinet (1961) coloca que

“o

s educadores transmitem sempre uma

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mensagem através da estrutura de trabalho que eles propõem e através das intervenções que eles efetuam”.

2.10.6 Atena

Criança do sexo feminino ingressou no 1º nível do 1º ciclo com sete anos de idade. Foi aluna da creche Cátia Garcia. Mora com os pais. A atividade profissional do pai é autônoma. Sua mãe é secretária. Quanto à sua vivência cultural, freqüenta cinema, teatro e parques. Tem contato com revistas, jornais e televisão.

Esta aluna não precisa de orientação para cooperar na organização do material de uso coletivo e da sala de aula – no seu aspecto físico. É uma criança que demonstra responsabilidade em cumprir suas tarefas, embora necessite de ajuda para melhorar a pontualidade. Ela demonstra autonomia na execução de tarefas e de suas escolhas, ajudando, sempre que necessário, aos colegas nas atividades coletivas.

Ela é uma criança cordial, que pede licença, ouve com atenção e responde delicadamente. Em relação às habilidades de estudo, ela não necessita de uma maior orientação por parte da professora, pois procura informações em fontes variadas e organiza as informações e utiliza o vocabulário de forma específica e adequada.

Atena é uma aluna que apresenta estados de afeição e alegria e com freqüência, é calma, tímida, não demonstra tristeza, nem irritação. É uma aluna tranqüila.

2.10.6.1 Destaque de um momento de aprendizagem de Atena

Destacamos exemplos de produções de Atena no correio de sala e da correspondência interescolar, sendo interessante o modo como ela trata os colegas e fala de aspectos da vida cotidiana.

Benzer Belgeler