3.2. Antalya'da Radyo Dinlenen Mekânlar
3.2.1. Antalya Halkevi
As políticas de desenvolvimento territorial são instrumentos de promoção do desenvolvimento mediante estratégias de inovação, articulação produtiva, fomento produtivo, atração de investimentos e gestão do conhecimento. O seu objetivo é aumentar a competitividade por meio da cooperação entre os empreendedores, o setor público e as organizações não-governamentais. É necessário veriicar se é possível utilizar as políticas de desenvolvimento territorial, dependendo das possibilidades de realizar a inovação nos processos, produtos e nas formas de organização existentes no território. Os principais problemas para a aplicação de políticas de desenvolvimento territorial são a desconiança entre os atores e a resistência a mudanças.
Um dos principais obstáculos à efetividade das políticas de
desenvolvimento territorial é a realização dos esquemas de cooperação entre as empresas, pois os territórios são espaços onde são comuns os conlitos de interesses, as relações de dominação e a prática oportunista. No que se refere à cooperação, constituem-se outros obstáculos: os benefícios hipotéticos futuros em oposição aos riscos reais e imediatos, a possibilidade de perda de espaço no mercado e os maiores custos de transação e de oportunidade veriicados na atuação cooperada.
A qualidade técnica e o caráter participativo devem veriicar-se nas fases de formulação, execução e gestão das políticas de desenvolvimento.
São falhas importantes observadas na fase de formulação das políticas: a) a inclusão de metas inviáveis; b) a não-inclusão de metas, mas de uma lista de intenções, necessidades e desejos; c) a multiplicidade de metas, deinidas a partir de demandas complexas e plurais, ao invés de uma quantidade menor de metas alcançáveis; d) a não-previsão dos recursos humanos e inanceiros e de suas respectivas fontes, necessárias para efetivar a política; e) a falta de capacidade institucional para desenhar a política; f) a tentativa de implementar “melhores práticas” recomendadas pelos organismos inanciadores das
políticas; g) a separação entre a instituição que formula a política e a instituição que a executa; h) políticas de desenvolvimento formuladas para responder a
pressões sociais, para cumprir a legislação, para satisfazer órgãos inanciadores ou apenas para obter recursos.
Na fase de implementação das políticas de desenvolvimento também ocorrem falhas importantes: a) a simples não-implementação das políticas formuladas e anunciadas; b) a falta de recursos ou de apoio político-
institucional para implementar ou continuar a política; c) a falta de capacidade institucional para implementar a política; d) o não-cumprimento dos acordos entre o governo e o setor privado para a implementação da política; e) diiculdades de explicar a política, cujos êxitos são incertos. Dini, Ferraro e Gasaly (2007) acrescentam: f) iniciar projeto em ambiente de muito conlito, não avaliar com a governança local; g) forçar os atores a cooperar; h) incorporar ações soisticadas (design, tecnologia, etc.) em empresas sem base produtiva estruturada; i) incorporar expectativas, ansiedades e posturas defensivas dos empresários; j) ofertar produtos padrão das instituições patrocinadoras; k) realizar só ações horizontais; l) fazer participar só um dos sócios (ou familiares) das empresas; m) deixar de monitorar o ambiente motivacional e inter-
relacional; n) gerar expectativas; o) adotar comportamento paternalista; p) criar dependência; q) demorar na obtenção de resultados de curto prazo; r) realizar eventos só com informação e sem intervenção.
Na fase de gestão das políticas de desenvolvimento podem apontar-se as seguintes falhas: a) indeinição quanto aos mecanismos e indicadores de avaliação: quando da formulação das políticas é comum não serem deinidos os critérios nem os mecanismos de avaliação e, consequentemente, não serem registradas as informações necessárias ao processo de avaliação; b) inexistência de sistemas de informação e de gestão do conhecimento; e c) ausência de estratégias de continuidade das ações da política.
Todas essas falhas impedem a concretização das políticas, implicando em perda de credibilidade e levando à crença de que as políticas simplesmente não funcionam.
É importante destacar os fatores críticos para o êxito das políticas de desenvolvimento territorial de acordo com cada fase. Na fase de formulação das políticas de desenvolvimento territorial, identiicam-se 04 (quatro) fatores críticos: a) o planejamento da capacitação das pessoas envolvidas na política; b) o planejamento das inovações mais oportunas, viáveis e eicientes para a promoção da competitividade; c) o planejamento da viabilidade econômica da política; e d) o planejamento da viabilidade técnica e institucional da política.
Na fase de implementação, destacam-se 03 (três) fatores críticos: a) a criação e consolidação de relações de cooperação entre os atores; b) a adequada deinição de indicadores de desempenho; e c) a formação da equipe técnica.
Finalmente, na fase de gestão da política de desenvolvimento, destacam- se os seguintes fatores críticos: a) a gestão dos objetivos estratégicos e a
monitoração dos indicadores; b) as avaliações sistemáticas e redirecionamentos do projeto; c) ações para a sustentabilidade da política.
REFERÊNCIAS
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AGaDECIMENTOS
O presente artigo foi baseado em monograia homônima, de mesma autoria, apresentada como trabalho de conclusão de curso da Especialização em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Referida monograia teve a orientação do Prof. Dr. Jair do Amaral Filho e como participantes da banca examinadora os professores Dayane Lima Rabelo de Souza e Keuler Hissa Teixeira. O autor agradece aos professores a orientação e apoio na elaboração da monograia, bem como ao Banco do
Nordeste e à Faculdade de Economia, Administração, Atuária, Contabilidade e Secretariado Executivo (FEAACS), por lhe terem propiciado a oportunidade da Especialização.