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Anne Rahmine Dönüş Arzusu

Belgede Cumhuriyet dönemi şiirinde anne (sayfa 133-145)

II. BÖLÜM

3.1. CUMHURİYET DÖNEMİ ŞİİRİNDE ANNE

3.1.2. Anne Rahmine Dönüş Arzusu

A compreensão do processo de formação de professores no Brasil está relacionada à própria história da estruturação do sistema educacional. A partir da década de 1980, no Brasil, intensificaram-se os debates e estudos em torno da formação de professores, na tentativa de “[...] ruptura com a tendência tecnicista13 que dominou o ideário da educação nos anos de 1960 e 1970, que visava, entre outros propósitos, uma educação voltada para a lógica do mercado capitalista e fortalecimento da ordem social vigente, adequando o sistema educacional à proposta econômica e política do regime militar.” (LIBÂNEO, 2005, p. 29).

Esse período foi marcado por inúmeros debates e movimentos organizados de educadores e de políticos, influenciados pelo “[...] ideário crítico de uma educação emancipadora, progressista”14, capaz de favorecer a formação de professores numa perspectiva de transformação social, de democratização das relações de poder e de construção de projetos coletivos. A intensiva participação e mobilização de professores, intelectuais, políticos e trabalhadores de diversas áreas de conhecimento foram decisivas para a elaboração e promulgação da Constituição Brasileira de 1988. Após um longo debate, que durou cerca de oito anos, em 1996, foi sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB – Lei nº. 9.394/96, tendo Darcy Ribeiro como relator. (SAVIANI, 2008, p. 23-32).

A LDB de 1996, apesar dos avanços que possibilitou para a construção de um projeto nacional de educação e reformulação do sistema educacional brasileiro, muitos aspectos importantes defendidos pelos segmentos sociais envolvidos nos debates, em particular o Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública, não foram plenamente contemplados. (SAVIANI, 2008).

13 A tendência tecnicista surge nos Estados Unidos e foi introduzida no Brasil “[...] na segunda metade dos anos 50, mais efetivamente no final dos anos 60, com o objetivo de adequar o sistema educacional à orientação político-econômica do regime militar [...]. A escola atua no aperfeiçoamento da ordem social vigente (o sistema capitalista), articulando-se diretamente com o sistema produtivo; emprega a ciência da mudança de comportamento, ou seja, a tecnologia comportamental. Seu interesse imediato é o de produzir indivíduos ‘competentes’ para o mercado de trabalho. A pesquisa científica, a tecnologia educacional, a análise experimental do comportamento garantem a objetividade da prática escolar”. (LIBÂNEO, 2005, p. 28-31).

14 “O termo ‘progressista’, emprestado de Snyders, é usado para designar as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente as finalidades sociopolíticas da educação. A pedagogia progressista tem-se manifestado em três tendências: a libertadora, mais conhecida como pedagogia de Paulo Freire, a libertária, que reúne os defensores da auto-gestão pedagógica; a crítico-social dos conteúdos que, diferentemente das anteriores, acentua a primazia dos conteúdos no seu confronto com as realidades sociais.” (LIBÂNEO, 2005, p. 32, grifos do autor).

Dentre os avanços definidos na lei, destacam-se: a inclusão da educação infantil, creches e pré-escola, como primeira etapa da educação básica: a formação superior de professores em cursos de licenciatura plena para o exercício da docência na educação básica (formação inicial); e, a formação continuada de professores por meio de instituições formativas e dos sistemas de ensino. (BRASIL, 1996).

Além da Constituição Brasileira de 1988, da LDB de 1996, destacam-se também os Referenciais para formação dos professores (BRASIL, 1998), documento elaborado pelo MEC que apresenta um “novo” referencial para a formação do professor no contexto da reforma educacional da década de noventa que incorpora a perspectiva do “professor reflexivo”, ou seja, uma formação centrada na reflexão sobre a prática15. Destacam-se, ainda, o Parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) nº 09/2001, que trata das Diretrizes curriculares para a formação inicial de professores da Educação Básica em cursos de nível superior, a Resolução CNE/CP nº 01/2002, que institui as Diretrizes curriculares nacionais para a formação de professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena, a Resolução CNE/CP nº 02/2002 que institui a duração e carga horária dos cursos de licenciatura, de graduação plena, de formação de professores da Educação Básica em nível superior e a Resolução CNE/CP nº 01/2005, que altera a Resolução CNE/CP nº 01/200216.

Conforme apresentadas no documento que trata das “Orientações gerais e Catálogo” da Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BRASIL, 2006) destacam-se outras bases legais que também contribuíram para a institucionalização da formação continuada de professores:

o Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº. 10.172/2001, visando estabelecer objetivos e metas para a formação inicial e continuada dos professores e demais trabalhadores da educação, “[...] enfatiza que se faz necessário criar programas articulados entre as instituições públicas de ensino superior e as secretarias de educação, de modo a elevar o padrão mínimo de qualidade de ensino”. (BRASIL, 2006, p. 16, grifo do autor);

15 A noção de professor reflexivo baseia-se na consciência da capacidade de pensamento e reflexão que caracteriza o ser humano como criativo e não como mero reprodutor de idéias e práticas que lhe são exteriores. Essa proposta do professor reflexivo tem suas bases nos estudos de Donald Schön (1995) e Ken Zeichner (1993). Essa proposta orienta os princípios e diretrizes do programa Pró-Letramento, que será retomada no Capítulo 4, quando apresento os referenciais teórico-metodológias que norteiam o programa mencionado.

16 Essa legislação que trata da normatização da educação básica e de seus profissionais pode ser consultada nos sites do MEC e do CNE, disponível em: www.mec.gov.br; www.mec.gov.br/cne.

o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef)17, instituído pela Lei nº. 9.394/96, estabelece que 60% dos recursos destinados ao desenvolvimento do ensino fundamental “[...] deveriam ser aplicados na remuneração e capacitação de professores [...]” (BRASIL, 2006, p. 15-16);

a Resolução nº. 03/97, do Conselho Nacional de Educação (CNE), definiu que “[...] os planos de carreira devem incentivar a progressão, por meio da qualificação inicial e continuada dos trabalhadores da educação.” (BRASIL, 2006, p. 16);

Nesse sentido, a definição de uma política de institucionalização da formação continuada de professores depende de um esforço coletivo, envolvendo profissionais da educação, sistemas de ensino por meio das secretarias estaduais e municipais de educação e universidades, tendo o MEC como instância governamental responsável pela articulação entre esses segmentos educacionais.

O MEC, como órgão formulador e coordenador de uma política nacional de formação docente, defende a institucionalização dessa formação articulando a formação continuada à pesquisa e à produção acadêmica desenvolvida nas Universidades, com a adesão dos sistemas de ensino públicos municipais, estaduais e no Distrito Federal.

Desse modo, a base legal constituída aponta para um amplo sistema nacional de formação continuada de professores que possa colaborar na qualificação pedagógica da ação docente, tendo em vista garantir uma aprendizagem efetiva condizente com os fins da educação escolar e com o efetivo direito à educação e à escola de qualidade. (BRASIL, 2006, p. 18).

Com esse propósito, o MEC vem investindo no desenvolvimento e implementação de políticas no âmbito da educação básica, por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), com base em quatro eixos de articulação (BRASIL, 2006, p. 18):

• Redefinição e ampliação do financiamento da educação básica. • Inclusão social.

• Democratização da gestão.

17 O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) vigorou entre 1997 a 2006. Foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que está em vigor desde janeiro de 2007 e se estenderá até 2020. “O Fundeb tem como principal objetivo promover a redistribuição dos recursos vinculados à educação. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitos em escalas federal, estadual e municipal por conselhos criados especificamente para esse fim.”. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12407&Itemid=726. Acesso em; 29 mar. 2010.

• Formação inicial e continuada dos profissionais da educação.

No que tange ao quarto eixo, “Formação inicial e continuada dos profissionais da educação”, a SEB criou três programas que objetivam “[...] promover a formação de professores em exercício, sem habilitação exigida [...], que são: o PROINFANTIL, o PROFORMAÇÃO e o PRÓ-LICENCIATURA”.18 (BRASIL, 2006, p. 18).

Visando à articulação entre a formação inicial e a formação continuada, a melhoria da educação básica e a consequente qualificação permanente do trabalho docente, em 2003, o MEC instituiu a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, atuando como coordenador e oferecendo suporte técnico e financeiro ao desenvolvimento de programas de formação continuada, por meio de celebração de convênio com universidades, selecionadas nos termos do Edital 01/2003/MEC19. (BRASIL, 2006).

1.2 A Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica:

Belgede Cumhuriyet dönemi şiirinde anne (sayfa 133-145)

Benzer Belgeler