• Sonuç bulunamadı

Ankete kat lan firmalar n pazarlama faaliyetleri ve

4.5. ARA/TIRMA SONUÇLARININ DE1ERLEND R LMES

4.5.2. Ankete kat lan firmalar n pazarlama faaliyetleri ve

a) Sistema MT – Marmita térmica tradicional

Logo após o desjejum, ainda no refeitório do alojamento, as marmitas térmicas tradicionais do sistema MT são entregues diretamente a cada trabalhador que fica responsável pela mesma a partir desse momento. Não existe uma marmita térmica tradicional específica para cada trabalhador e as colheres utilizadas, são trazidas pelos mesmos diariamente.

Todos os trabalhadores seguem para o local de trabalho em ônibus da empresa, levando consigo seus pertences (bolsa contendo artigos pessoais, alimentos próprios, facão, galão de água, marmita térmica e colher). Ainda no trajeto para o trabalho, observou-se que alguns trabalhadores, por força do hábito e da cultura, abrem o seu recipiente e provam os alimentos utilizando sua colher. Esse procedimento pode contribuir com o resfriamento do alimento, assim como para sua contaminação.

Chegando ao local de trabalho, os cortadores de cana se espalham na plantação, levando consigo todos os pertences anteriormente citados, mantendo-os sobre o chão, próximo a sua visão (Figura 10).

É comum observar antes do início das atividades diárias ou no decorrer da mesma, alguns trabalhadores abrirem novamente seus recipientes para mais uma retirada de alimentos, utilizando para isso, novamente a sua colher.

Figura 10 - Marmitas térmicas tradicionais depositadas no campo Fonte: Bunho (2011)

O horário estabelecido para a refeição é 10h00. Junto ao ônibus uma estrutura com toldo, mesas, cadeiras, torneiras para lavagem das mãos, recipientes de lixos e água fresca é montada para que ali as refeições sejam realizadas (Figura 11). Porém, mesmo frente à exigência do Ministério do Trabalho para com o repouso de 1 hora durante as refeições, muitos dos trabalhadores que utilizam a marmita térmica tradicional optam por consumi-la (ou o que restou da mesma) no próprio eito de trabalho sob o sol forte, utilizando a mesma colher guardada em sua bolsa, antes utilizada para a retirada de alimentos (Figura 12). Observou-se que, na maioria das vezes, quando as refeições são realizadas no próprio local de trabalho, o horário de repouso exigido pela legislação não é cumprido.

Figura 11 - Local destinado aos trabalhadores para realização das refeições Fonte: Bunho (2011)

Figura 12 - Trabalhador realizando a refeição no eito de trabalho no sistema MT Fonte: Bunho (2011)

Observou-se, também, nesse sistema de distribuição, que alguns trabalhadores optam por não ingerir toda a refeição da marmita térmica tradicional às 10h00, preferindo terminá-la mais tarde. Nesses casos, o recipiente volta para junto de seus pertences ao chão, sob o sol e à temperatura local.

b) Sistema HB – recipiente de alumínio acondicionado em caixa térmica

Quando o sistema utilizado é o HB, ao término do desjejum, entre 6h00 e 6h30, as caixas térmicas são retiradas do refeitório pelos fiscais de cada turma de

trabalhadores e encaminhadas para os ônibus, dispostas durante o trajeto em carrinho de apoio (Figura 13).

Figura 13 - Carro utilizado para o transporte das caixas térmicas – Marca Delamano Modelo TM66 Fonte: Delamano (2011)

Cada turma é composta por aproximadamente 38 trabalhadores, sendo um deles o fiscal. Para cada turma, diariamente, são destinadas 2 caixas térmicas, contendo a quantidade de recipientes de alumínio necessário (essa quantidade é informada à unidade produtora de refeição na véspera pelo próprio fiscal).

No ônibus, as caixas são armazenadas em suporte específico (Figura 14), transportadas sob responsabilidade do fiscal e do motorista e permanecem nesse local até o horário do almoço, às 10h00.

Figura 14 - Suporte para transporte das caixas térmicas Fonte: Bunho (2011)

Considerando a cultura dos trabalhadores de comer entre o desjejum e o almoço, decidiu-se em comum acordo com a área de benefícios da empresa, pela distribuição

de 1 lanche embalado em plástico composto por 2 pães de 50 gramas recheados com manteiga.

O principal objetivo desse lanche é fornecer uma refeição de menor porte nesse intervalo para que o trabalhador não fique um longo período sem se alimentar. Essa iniciativa foi necessária por que neste sistema o trabalhador não tem acesso ao recipiente com a alimentação como no sistema tradicional. Além disso, não causa transtornos culturais, já que o hábito de comer no meio da manhã é comum entre esses indivíduos.

Em atendimento à exigência do Ministério do Trabalho, os trabalhadores foram orientados a comer esse lanche no intervalo de 10 minutos, período este previsto legalmente na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), (BRASIL, 1953). O lanche foi distribuído pelo fiscal no momento em que os trabalhadores desceram dos ônibus e comeram o mesmo na pausa de trabalho que ocorre diariamente às 9h00 (Figura 15).

Figura 15 - Horário da Pausa / Intervalo para descanso e lanche Fonte: Bunho (2011)

No sistema HB, a refeição é realizada na estrutura montada junto ao ônibus e para um maior conforto, as turmas são divididas previamente pelos fiscais para realizarem a refeição em duas etapas, sendo o primeiro grupo às 10h00 e o segundo, às 11h00.

Figura 16 - Consumo das refeições no sistema HB Fonte: Bunho (2011)

No horário das refeições, os trabalhadores são chamados com o acionamento da buzina do ônibus. Sequencialmente deixam o eito de trabalho (local junto à cana) e dirigem-se ao veículo, onde são orientados a registrar o cartão ponto referente ao horário de descanso (processo que também só foi possível neste sistema de distribuição) (Figura 17), a lavar as mãos com sabonete líquido disponibilizado (Figura 18) e em seguida, receber do fiscal o seu recipiente com a refeição. Somente na chegada dos trabalhadores, as caixas são abertas e a distribuição é iniciada nas estruturas montadas junto ao veículo (Figura 19).

Figura 17 - Trabalhadores registrando o cartão ponto Fonte: Bunho (2011)

Figura 18 - Trabalhadores lavando as mãos antes das refeições Fonte: Bunho (2011)

Figura 19 - Distribuição individual dos recipientes de alumínio pelo fiscal da turma Fonte: Bunho (2011)

Após o recebimento dos recipientes de alumínio do sistema HB, os trabalhadores são orientados a usufruírem das mesas e cadeiras montadas e realizarem as refeições, permanecendo no local ou próximo a ele, até o cumprimento da hora de descanso.

Foi desenvolvido, também nesse sistema, um programa de conscientização dos resíduos gerados no campo. Uma palestra foi ministrada na integração dos trabalhadores, no início da safra, onde foram orientados quanto aos cuidados com o lixo, em especial o plástico que envolve o lanche e a marmita de alumínio usada.

Os trabalhadores guardam a embalagem plástica do lanche junto aos pertences pessoais e na hora do almoço ou no final do expediente, depositam-na nos cestos próprios localizados no ônibus. Os restos de comida quando presentes, assim como o recipiente de alumínio usado, também são descartados em lixos específicos disponíveis junto ao ônibus.

Nas Figuras 20 e 21 é apresentado o fluxo do lixo produzido no local de trabalho desenvolvido junto a equipe de meio ambiente da empresa

Figura 20 - Fluxo do lixo gerado: embalagens plásticas e de alumínio Fonte: Bunho (2011)

Figura 21 - Figura 21 - Fluxo do lixo gerado: Restos de comida Fonte: Bunho (2011)

Benzer Belgeler