• Sonuç bulunamadı

BÖLÜM 3: ARAŞTIRMA SÜRECİ VE BULGULAR

3.3 Araştırmanın Analizi Süreci

3.3.4 Analizde Öne Çıkan Kodlar

Macedo (1994, p. 9) destaca que para que ocorra a aprendizagem significativa deve-se utilizar estratégias diferenciadas e motivacionais para a apresentação de conteúdos, possibilitando assim a assimilação do novo:

Em síntese, para construir algo como uma forma, é necessário que os conteúdos da ação diferenciem-se, multipliquem-se criativamente, tornando, assim, possível sua assimilação como algo novo. Para tanto, as transformações das ações estão subordinadas às suas correspondências com o objeto, cuja forma trata-se de fixar como imagem, gesto, utensílio, texto, obra de arte, etc.

Os conteúdos aparecem na concepção construtivista como um elemento que possibilita analisar e inovar a prática docente. Assim, a construção dos conhecimentos por parte do aluno é, na realidade, uma atribuição de significado pessoal aos mesmos, e cabe ao professor certificar-se de que o aluno esta internalizando esses significados de maneira coerente.

Coll e Solé (2001, p. 22-23) argumentam sobre a importância do professor na aquisição de significados por parte do aluno:

[...] , a concepção construtivista, assume todo um conjunto de postulados em torno de considerações do ensino como um processo conjunto, compartilhado, no qual o aluno, graças à ajuda que recebe do professor, pode mostrar-se progressivamente competente e autônomo na resolução de tarefas,

na utilização de conceitos, na prática de determinadas atitudes e em numerosas questões.

É uma ajuda porque é o aluno que realiza a construção; mas é imprescindível, porque essa ajuda varia de qualidade e quantidade, que é contínua e transitória e que se traduz em coisas muito diversas – do desafio à demonstração minuciosa, da demonstração de afeto à correção – que se ajustam à necessidade do aluno, é que permite explicar que este, partindo de suas possibilidades, possa progredir no sentido apontado pelas finalidades educativas, isto é, no sentido de progredir em suas capacidades.

Lima (2003, p. 19) questiona a massificação do ensino e a quantidade de alunos por sala em detrimento à construção de significado próprio do conhecimento. Sob esta análise, o ensino tradicional torna-se uma abordagem inviável em que os alunos não assumem um papel analítico e questionador:

Se o conhecimento é uma construção singular como pode ser massificado, igualado, em salas de aula com enormes contingentes de alunos? Não seria por definição um contra-senso imaginar o ensino tradicional capaz de conduzir alunos ao processo de conhecimento compreendido nessa nova dimensão?

Segundo Lima (2003, p. 27-28), para viabilizar uma mudança na visão de educação, onde o conhecimento deixa de ser transmissível e passa a ser construído pelo sujeito, devem-se planejar os conteúdos que serão ensinados de acordo com o interesse dos alunos, assim como os métodos a serem aplicados de forma a suprir suas demandas. O professor seria então um facilitador e o aluno o principal agente desse processo:

Conceber uma mudança na educação em que o conhecimento não é transmissível, mas construído pelo sujeito (e sujeito singular), nos leva à compreensão de uma mudança de paradigma, uma vez que se terá de rever todo o “conteúdo” a ser ensinado e os métodos empregados.

1.3 O Construcionismo

Uma teoria condizente com o construtivismo é o construcionismo em que os alunos são inseridos em um contexto educacional que os leva a participar de maneira efetiva das atividades propostas e o professor deixa de ser o principal elemento do processo. Cabe ao professor intervir sempre que achar necessário, mas é importante que o aluno tenha autonomia de investigar e discutir sobre os projetos em andamento.

Podemos verificar as semelhanças entre o construtivismo e o construcionismo na definição de Maltempi apud Azevedo (2008). Segundo ele, o construcionismo é ao mesmo tempo uma teoria de aprendizagem e uma estratégia de educação onde o desenvolvimento cognitivo é um processo ativo de construção e reconstrução de estruturas mentais. Nele o aprendizado é um processo ativo onde os alunos aprendem trabalhando em seus projetos, ao invés de aulas expositivas.

Na construção de um ambiente de aprendizagem construcionista, Papert apud Azevedo (2008) descreve cinco dimensões para embasar esse ambiente:

• A primeira delas, a pragmática, se utiliza das construções concretas, a partir de observações e discussões para desenvolver as construções mentais, podendo assim incrementar seus projetos.

• A base sintônica valoriza projetos contextualizados e do interesse dos alunos, pois estes têm autonomia de escolher o tema de seus projetos e decidir sobre o decorrer do mesmo. O professor age como mediador desse processo.

• A base sintática ressalta que o ambiente de aprendizagem deve ser acessível ao aluno e ser projetado de tal modo que exista uma progressão na manipulação dos elementos que levará o mesmo a um desenvolvimento cognitivo pessoal.

• A base semântica destaca que os materiais utilizados dever oferecer uma diversidade de significados e assim possibilitar ao aluno, a partir da manipulação e construção, a descoberta de novos conceitos.

• Por último temos a base social. Nela é importante a criação de ambientes de aprendizagem utilizando materiais valorizados culturalmente. Um bom exemplo é a utilização das TIC’s (tecnologias de informação e comunicação) como recurso educacional.

Especificamente no ensino de Matemática, Azevedo (2008, p. 32) reforça a definição de um ambiente construcionista como:

[...] as cinco dimensões que permeiam o ambiente construcionista, o qual, ao nosso entender, não é estático, pois tem como característica privilegiar o desenvolvimento de projetos de maneira contextualizada, oferecendo a oportunidade de se desenvolver ações que dificilmente aconteceriam em outro ambiente, com os alunos podendo realizar discussões/reflexões entre si, com as construções mentais apoiadas em discussões concretas, associando os conceitos matemáticos decorrentes dos Projetos ao dia-a-dia dos alunos e sua cultura, de maneira fácil e eficiente. No conjunto dessas ações aparecem as interações entre professor, aluno, software, livros didáticos, ou outros recursos que se fizerem necessários para o desenvolvimento dos Projetos.

1.4 A espiral da aprendizagem e a valorização do erro como objeto de

Benzer Belgeler