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4. ALAN ÇALIŞMASI

4.6. Analiz Sonuçları ve Bulgular

3º BIMESTRE (maio, junho)

ARTIGO (p.18/19)

MULHERES METODISTAS FAZENDO A DIFERENÇA – Entrevista com Rosemary Was, presidente da Federação Mundial de Mulheres Metodistas. Concedida a: Revda. Rosângela Oliveira: Coord. Projetos Sabedoria e Testemunho março de 2005- N. York, EUA. Rosângela: “O governo brasileiro declarou a Comissão da Condição Jurídica e Social da Mulher da ONU, em março de 2005, em Nova Iorque, que a maioria dos pobres no Brasil tem rosto de mulher, particularmente mulher negra e indígena”.

Rosemary Was: A Federação Mundial traz para sua Assembléia a perspectiva e o compromisso pela igualdade das mulheres e eliminação da discriminação. Na última Assembléia, [...] foi aprovada uma série de resoluções provenientes das 12 áreas de preocupação especial sobre a condição da mulher definidas na Plataforma de Beijing. As resoluções são sobre a violência contra as mulheres,

justiça econômica, combate ao racismo....

5ª BIMESTRE (setembro, outubro)

CALENDÁRIO:

(p.6) DIA 20: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

ARTIGO: (p.30) A VOZ DA CONFEDERAÇÃO, de Jane Eyre Silva da Mata, vice-presidente da Confederação Mulheres Metodistas da América Latina. A autora esteve presente na 49ª sessão da Comissão da ONU sobre a condição jurídica e social da mulher. “A coalizão Mulheres Ecumênicas 2000 fortemente apóia a implementação de metas de direitos humanos de igualdade de gênero de desenvolvimento e de paz, que são a base da plataforma de Beijing. Nós afirmamos e envidamos esforços contínuos para o avanço dos direitos humanos, da dignidade, condição social e jurídica de todas as mulheres no mundo, especialmente as que enfrentam a discriminação e do inter-relacionamento de gênero com a raça, classe, etnia, idade e orientação sexual [...] Ademais, nossas igrejas tem sido lentas em suas respostas adequadas a temas urgentes como a HIV/AIDS, o racismo, [...]”. 6º BIMESTRE

(novembro, dezembro)

CALENDÁRIO:

(p.6) DIA 20: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

ANO 2006

3º BIMESTRE (maio, junho)

ARTIGO: (p.23) A TRINDADE NA UNIDADE DA IGREJA. Autor: Bispo Luiz Vergílio Batista Rosa, 2ª RE:

Item 3 harmonia do corpo... “esta pretensa superioridade pode advir da condição de quem tem maior conhecimento formal ou [...] das relações discriminatórias históricas que se expressam em nossa sociedade, em termos de gênero, etnia, cultura”

ARTIGO: (p.31) ENTREVISTA COM MULHERES

PARTICIPANTES DO CONCÍLIO. Depoimento da pastora Cristiani Capeletti, 3ªRE: “a cada dia homens e mulheres, vão enxergando mais e melhor o potencial de cada ser humano. A nossa igreja tem pregado e valorizado a participação de mulheres, crianças, idosos, negros, deficientes [...] isto tem se refletido em nossa prática (mesmo devagar)”. Concedida a Revda. Amélia Tavares C. Neves - Redatora.

4º TRIMESTRE

(julho, agosto) ARTIGO: (p.10) ALEGRIA E ESPERANÇA – do pastor metodista negro Kelsen Barbosa de Jesus: “O racismo tem sido uma das marcas constantes nos gramados europeus e brasileiros revelando a desigualdade racial e suas evidentes dimensões sociais, manchando o espetáculo maior” [...].

“Que as multicores e miscigenação dos diversos cantos da nação brasileira possam unir-se e expressar a alegria da comunhão testemunhando assim, a esperança [...] mundo com menos diferenças e desigualdades”.

5º BIMESTRE (setembro, outubro)

REPORTAGEM:

(p.13) GLOBALIZAÇÃO, EDUCAÇÃO SUPERIOR MULHERES: Questões analisadas no primeiro seminário Internacional de Instituições fundadas pela Divisão de Mulheres Metodistas da Igreja Metodista Unida de diversos países: “questões relacionadas a contexto socioeconômico e político como [...] relacionados à discriminação étnica [...]”Artigo de Luciana Baggio Alvim Gava

(observação da pesquisadora: A I.M. Brasil esteve representado por duas mulheres brancas),

ARTIGO: (p.28) “CHÁ DO BEBÊ” - foto de uma mulher negra com um bebê

6º BIMESTRE (novembro, dezembro)

CALENDÁRIO

(p.6) DIA 20: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

ARTIGO: (p.16) VOLTAR PARA AGRADECER, de Eliana Barbosa dos Santos Silva.

Foto de duas jovens, uma preta e outra parda.

ANO 2007

1º BIMESTRE

(janeiro, fevereiro) ARTIGO (pp.7/8) O CAMINHO DA PAZ, de Jane Menezes Blackburn. [...] Exercitar a tolerância às diferenças. Aceitar que os outros pensem e ajam de modo diferente do nosso. Pensar em como podemos estar atentas à tolerância a desejos, opiniões, modos de ser, credos, partidos, paixões, etnias.

4º BIMESTRE

(julho, agosto) CONTRACAPA Figura de uma menina negra vestida de anjo

Na análise dos dados anuais destacamos os seguintes aspectos: Ano de 2000

1) Há contribuição de homens negros em artigos e poesias, mas não abordam a questão racial nem se percebe alguma identificação negra.

2) Não aparecem temas que abordem a temática negra. Quando aparecem, são citações referentes ao passado de escravidão e à ação de John Wesley contra este sistema.

3) Um dos artigos – de uma mulher, líder metodista - deixa transparecer uma repetição do discurso de unidade nacional, associado à idéia de cordialidade e democracia racial, desvinculado de uma história conflitos e violências que marcaram o processo de dominação dos negros e indígenas pelos portugueses.

4) Consta no Calendário da revista de outubro-dezembro o Dia da Consciência Negra, contudo não há nenhuma abordagem ao tema.

Ano 2003

1) a revista manteve autores negros nas seções ou artigos, da mesma forma que no ano 2000. 2) O exemplar de outubro-novembro dá destaque ao mês da Consciência negra: além de constar no calendário do bimestre, há duas matérias sobre o tema racial.

Ano 2004

1) O Dia da Consciência Negra consta no calendário do exemplar de outubro-novembro. 2) A temática racial é citada dentro de dois artigos que relatam ações não específicas da IM: como sugestão de atividade (conversar sobre discriminação) em uma oficina voltada para a questão gênero; em outro momento é citada a discriminação racial dentro do artigo sobre gênero e violência; e novamente o racismo, como parte do cotidiano da população feminina, dentro de um artigo que aborda um relatório da ONU. Neste ano, não houve matéria específica sobre a questão negra, embora conste esta demanda em alguns artigos.

Ano 2005

1) O Dia da Consciência Negra consta no calendário do exemplar de outubro-novembro. 2) Os textos onde são citados os termos mulher negra ou discriminação são relatos da participação de mulheres metodistas brancas, em reuniões da ONU. O primeiro cita a declaração do governo brasileiro sobre a pobreza no Brasil, a qual tem o rosto da mulher negra. O segundo é o relato de uma mulher metodista sobre a posição da coalizão “Mulheres Ecumênicas 2000”, de apoiar as mulheres no mundo em relação aos direitos humanos, e dentre essas, as mulheres que sofrem discriminação de gênero e raça, etnia, etc.

Contudo, não aparece nenhum título de matéria específica sobre mulheres negras. Ano 2006

1) Consta no calendário da revista de outubro/novembro o Dia da Consciência Negra.

2) A questão racial aparece em citações como discriminação e racismo dentro dois artigos. Os dois autores destes textos são negros, sendo que um é bispo da Igreja Metodista e o outro é pastor metodista. No entanto, enquanto o primeiro aponta para a discriminação como resultante das relações de poder, o outro assinala a existência do racismo no esporte, e depois recorre à diversidade e à mestiçagem, como forças de unidade que podem expressar comunhão e dar esperança de um mundo menos desigual.

3) Aparece, na entrevista de uma pastora, a visão de que a Igreja Metodista tem procurado valorizar, mesmo que lentamente, os vários grupos discriminados, entre os quais “os negros”. 4) É citada a existência de discriminação étnica num relato de participação no Seminário Internacional de Instituições fundadas pela Divisão de Mulheres Metodistas da Igreja

Metodista Unida, dos Estados Unidos, observando-se que as duas representantes brasileiras são brancas.

Ano 2007

1) Menção à tolerância para com as etnias, dentro de um artigo escrito por uma mulher branca, intitulado “Caminho da Paz”.

2) Artigo de um pastor negro, sem qualquer menção à questão racial.

A partir destes dados, consideramos que a revista “Voz Missionária” tem uma visão universalista das mulheres. Não percebemos uma linha editorial comprometida com a inclusão das mulheres negras, embora seja uma demanda apontada em vários artigos, como posição de organismos internacionais, e tenha constado o Dia da Consciência Negra em todos os anos, no Calendário da revista. Há pouca representatividade de mulheres negras nos artigos da revista, apesar da participação de homens negros. Contudo, não há abordagem de temas identificados com as questões das mulheres negras ou da população negra em geral. Assim, podemos considerar que a revista pouco contribuiu neste período pesquisado para a formação de uma identidade negra positiva, por parte de mulheres e homens negros metodistas.

d) Revista “RAÇA NEGRA: preto é cor, raça é negra”

Esta revista foi produzida pelo Ministério de Combate ao Racismo, da Igreja Metodista, em 1997. É uma publicação avulsa constituída de artigos de diversos autores, em geral do movimento negro social, não pertencentes à Igreja Metodista. Ela tem um caráter informativo e educativo, porém não é uma revista de posicionamento ou definições da Igreja Metodista, embora represente um avanço, por conter artigos de pessoas não metodistas; inclusive pessoas de religiões afro-brasileiras, embora isto não fique explícito na apresentação da revista.

2.2.4 Ações dos Movimentos Negros Metodistas

Desde a década de 1980, várias iniciativas de movimentos negros surgiram dentro da Igreja Metodista e se transformaram em organizações independentes, como o Coral Resistência Negra e Comissão Nacional de Combate ao Racismo – CENACORA.

O Coral Resistência Negra foi criado em maio de 1988, tendo como motivação o Centenário da Abolição da Escravatura no Brasil. A iniciativa coube a uma mulher metodista, negra, Benedita de Oliveira, e um homem negro, maestro Moisés da Rocha, além de vários fundadores. No início compunha um total de 22 metodistas, além de membros da Igreja Batista, Assembléia de Deus e Católicos. O grupo era denominado “Coral Resistência de Negros Evangélicos” e, posteriormente, foi alterado para Resistência negra, tornando-se de caráter ecumênico e integrante da CENACORA.

Assim, além de evangelistas, éramos resistência contra o desaparecimento de nossas raízes culturais africanas, como afro-descendentes, promovendo discussões e denunciando o preconceito, existente na sociedade e automaticamente, nas Igrejas. Nessas andanças, pudemos constatar o tabu em que se transformou o tema preconceito, racismo e acima de tudo a intolerância, tudo isso sob um falso relacionamento da irmandade evangélica. Por outro lado, as Igrejas têm sido muito tímidas no convidar o nosso Grupo, sendo que a maioria que recebemos, além da Igreja Católica, principalmente no período de Dom Paulo Arnês (Padre Bizon) tem vindo das Igrejas Presbiterianas São Paulo e interior. [...] Para os nossos ensaios temos percorrido como nômades, vários locais. A Igreja Metodista da Luz, onde iniciamos os nossos ensaios, praticamente se recusa a ceder seus espaços para nossas atividades. Lá pretendemos desenvolver um trabalho evangelístico- comunitário com crianças e adultos, inclusive com oficinas culturais e de formação profissional, promovendo uma verdadeira re-inclusão social, sempre à luz do evangelho. O que se ouve muito dos que combatem o nosso trabalho é que o que pregamos é uma bobagem que esse problema não existe ou ainda, que estamos fazendo um racismo ao contrário. E, o mais impressionante é sermos combatidos pelos próprios negros das comunidades, que estão insensíveis à sua própria causa. Interessante: Depois de iniciarmos a nossa jornada, perdemos cerca de dez componentes por morte, além de outros que se recusaram a conviver com irmãos de outras denominações, principalmente católicos. Foram na maioria batistas e pentecostais e alguns metodistas. (Depoimento do regente do Coral Resistência

Negra, Moisés da Rocha).

A Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (CENACORA) originou-se da mobilização de negros metodistas, sendo que seus primeiros encontros ocorreram na Igreja Metodista na Luz.

Todos nós que lutamos por uma causa, fazemos história. História com cheiro e gosto de liberdade. Somos uma organização ainda adolescente, contudo com uma história dinâmica. Nascemos sob a inspiração da iniciativa da comunidade militante negra da Igreja Metodista que deu o primeiro passo a partir de uma Igreja Evangélica criando em 1985 a Comissão Nacional de Combate ao Racismo53

Assim, em 1985, foi criada a Cenacora, que passou a ser um departamento do Conselho nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) em 1989. Um dos fundadores e Secretário

Executivo da Cenacora é o pastor metodista Antonio Olímpio Sant’Ana, que tem atuado em várias frentes, tanto no meio religioso, como na sociedade civil e em níveis de governo e organismos internacionais. A Cenacora sempre contou com a presença de metodistas em sua mesa diretora. A partir de 2006, por decisão do Concílio Geral, a Igreja Metodista se retirou de órgãos ecumênicos, rompendo, assim, com sua participação nesta comissão.

A Pastoral Nacional de Combate ao Racismo da Igreja Metodista foi criada em 1985, época em que surgiram outras pastorais regionais, com diferentes designações, a critério da região. Posteriormente, A Pastoral Nacional foi reduzida a uma pessoa de Referência Nacional – Sra. Maria da Fé Viana - posição ocupada até 2007. No entanto, tivemos dificuldade de acesso a documentos sobre esta Pastoral.

As regiões eclesiásticas que contam com este tipo ação - Pastoral ou Ministério – são: a primeira, segunda, terceira e a quarta. Em 2005-2006, a Secretaria Nacional de Ação Social promoveu a Consulta Nacional sobre Racismo (2005), que resultou num documento entregue ao colégio episcopal (Anexo D) e em várias propostas de ações regionais; e em 2006, o Encontro Bi-regional Negritude e Fé, organizado pelas 3ª e 5ª Regiões, resultou no documento “Carta de Piracicaba” (Anexo E) divulgado nas regiões e apresentado ao Colégio Episcopal. No entanto, a reação da Igreja Metodista tem sido mais de indiferença, do que de solidariedade às solicitações levantadas por negros e negras metodistas. Isto, em parte porque não tem chegado ao conhecimento da maioria dos/as adeptos/as, como também não tem obtido apoio da maioria das pessoas negras metodistas e, em parte porque não há poder para a concretização das propostas originadas nestes encontros.

Na 3ª Região, houve a criação da Pastoral de Combate ao racismo na década de 1980 sob Coordenação da Pra. Maria de Jesus, porém não teve prosseguimento, justificado pela falta de envolvimento e apoio da comunidade metodista. Negros e negras metodistas de Sorocaba iniciaram, há cerca de 15 anos, um movimento de valorização da identidade negra com grande repercussão, o que resultou na formação do Movimento Negro da cidade. Em 2005, foi criado o Ministério de Ações Afirmativas Afro-descendentes – AA-AFRO-3ªRE por um grupo de negros e negras metodistas, o qual vem atuando há 3 anos na região de São Paulo.

Ainda que seja pouco o registro de ações negras dentro do contexto metodista, nosso objetivo é evidenciar a existência de grupos que buscam firmar uma identidade negra metodista, como enfrentamento ao racismo e valorização da cultura afro-brasileira. Embora seja um pequeno número de pessoas, os grupos têm se firmado como identidades de

resistência negra, dentro do contexto metodista. Assim, faz-se necessário ainda realizarmos uma pesquisa mais aprofundada destes movimentos negros dentro da Igreja Metodista.

Os estudos deste capítulo nos levam às seguintes constatações a respeito do campo religioso da metrópole paulista:

a) Há uma distribuição dos segmentos religiosos segundo um recorte social e racial. Dentro desta perspectiva, o protestantismo apresenta maior concentração de pessoas brancas de classe média, enquanto que as igrejas pentecostais e as religiões afro- brasileiras apresentam maior concentração de pessoas pobres e negras.

b) O protestantismo brasileiro tem dificuldades de assimilação ou inter-relação com as camadas populares e culturas, particularmente, com as culturas afro-brasileiras; em parte, em decorrência de sua origem norte-americana e européia, impregnada de racismo na época da implantação no Brasil, como da incorporação do racismo da classe média branca brasileira, constituída majoritariamente de pessoas brancas; em parte, pela visão fundamentada no conversionismo individual e na ética protestante. c) Há, no segmento religioso cristão, principalmente no pentecostalismo, a associação

das religiões e culturas afro-brasileiras ao Mal, fundamentada em uma ideologia religiosa racista, marcada por intolerâncias e perseguição religiosa.

d) A cosmovisão africana e as religiosidades afro-brasileiras sofrem o racismo, manifesto pela demonização forjada dentro do universo cristão.

Destacamos que o racismo é uma variável importante na segregação social, racial e religiosa da população negra, no cenário social e religioso da Região Metropolitana de São Paulo; e que ser um sujeito religioso metodista implica um distanciamento das camadas populares, ou seja, de valores das culturas populares, incluindo afro-brasileiras.

Retomando a questão: os discursos e práticas metodistas influenciam na constituição da identidade das pessoas negras metodistas? Podemos dizer que:

a) A história da Igreja Metodista é marcada pela visão racista de inferioridade do povo negro. A própria evangelização das pessoas negras metodistas foi marcada pela imposição de ruptura com dimensão étnico-racial das pessoas negras. Esta visão metodista, herdada dos missionários norte-americanos, ainda não foi enfrentada pela Igreja Metodista.

b) Os documentos analisados não são transparentes em relação à dimensão racial negra, ora transmitem uma posição de abertura e inclusão da cultura do povo, que tende a incluir as culturas afro-brasileiras; ora transmitem a idéia de associação destas práticas ao “culto ao Diabo”. Outras vezes, posicionam-se a favor dos pobres, discriminados e minorias; enquanto que poucos espaços valorizam as temáticas relacionadas às questões raciais negras, em termos educativos e de posições da Igreja para enfrentamento do racismo.

c) Há evidências de inexistência de uma contribuição efetiva, por parte da Igreja, principalmente das instâncias de poder, no sentido da valorização e inclusão racial negra, bem como influência na construção de identidades metodistas com auto-estima racial.

d) A Igreja Metodista permite a organização de grupos identificados com a dimensão racial negra, dentro dos princípios metodistas, com objetivos de conscientização das questões raciais que envolvem as pessoas negras. No entanto, estes grupos são vistos com desconfiança pelos próprios negros e negras metodistas, e contam com pouco poder de influência nas instâncias de poder.

Benzer Belgeler