BÖLÜM 3: BORSA İSTANBUL’DA İŞLEM GÖREN İMALAT
3.5. Borsa İstanbul’da İşlem Gören İmalat İşletmelerinin 2017 Yılında Faaliyet
3.5.9. Anadolu Cam Sanayii A.Ş. 2017-2018 Yılları İtibarıyla Faaliyet
As licenciaturas brasileiras foram criadas na década de 1930, implantadas nas antigas Faculdades de Filosofia Ciência e Letras, em decorrência da atenção dada pelas políticas educacionais da época para a regulamentação do preparo dos docentes para a escola secundária. A literatura relata que, pela falta de um modelo de ensino superior brasileiro, a criação das Faculdades de Filosofia Ciência e Letras emergiu sob os padrões europeus, tendo ainda que solicitar a vinda de professores desses países para integrar o corpo docente inicial das diferentes disciplinas específicas, ficando a cargo do conjunto de professores brasileiros, a formação pedagógica (PAGOTTO, 1995; TEIXEIRA, 1968). As licenciaturas se destinaram ao preparo de profissionais nas dimensões da educação, ciências e letras, com a finalidade de qualificar pessoas para o exercício do magistério, direcionando pontualmente este profissional para lecionar preferencialmente nas disciplinas de sua especialidade. Portanto, para formar professores que atendessem as diferentes etapas de ensino, estas licenciaturas se apresentaram em duas dimensões: licenciatura em educação, que se destinava ao ensino normal e à licenciatura em educação e letras, que se dedicava ao ensino secundário. Como comenta PAGOTTO (1995):
“[...] essa faculdade teria como objetivos específicos, ampliar a cultura no domínio das ciências puras, promover e facilitar a prática de investigações naturais e especializar conhecimentos necessários ao exercício do magistério [...]”
Relata-se que as licenciaturas já surgiram inspiradas pelo paradigma da racionalidade técnica, segundo o modelo designado “3+1”, onde os conteúdos específicos eram ministrados nos três primeiros anos e a formação pedagógica vista no último ano de formação. Este modelo, segundo GIROUX (1997), esteve centrado em ideologias instrumentais que reduzem os professores a técnicos, negando-se, assim, aos professores oportunidades de julgarem e entenderem suas próprias ações.
Ao longo da história, as licenciaturas passaram por vários ajustes, buscando a construção de uma identidade de formação de professores. Na década de 1960, destaca-se o fato em que os cursos de licenciatura passaram por significativa expansão no território nacional, porém, de forma desordenada, prejudicando a questão da qualidade da formação do professor. Neste momento as escolas denominadas como “normais” tornarem-se mais numerosas e se fundiram aos cursos de pedagogia e as demais licenciaturas para formação de professores “multifuncionais” presentes nas às Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras. Sobre esses acontecimentos SUCUPIRA (1968) comenta que:
[...] não foi o caráter multifuncional das faculdades de filosofia, o maior entrave para a realização satisfatória de suas tarefas, mas a precariedade de seu corpo docente, a indigência de suas instalações e suas bibliotecas, e a forma que seus cursos foram estruturados [...] A expansão se deu, especialmente, através de cursos fáceis, ou seja, os que não exigiam laboratórios e equipamento especiais, e em sua maioria, em escolas isoladas, não integradas as universidades [...]”.
Pelo advento da reestruturação das Universidades Federais (final da década de 1960), a Reforma Universitária, regida sob a Lei 5540/68, legalizou a formação pedagógica do professor, que passou a ser função das Faculdades de Educação ou dos Departamentos similares. Houve, então, a necessidade de se
fazer uma série de examinações nos currículos das licenciaturas, no tocante à estrutura, à duração e às matérias obrigatórias dos cursos, bem como, às atribuições que cabiam a cada departamento. A partir de então, as licenciaturas iniciaram um período de desarticulação entre as áreas de conhecimento de formação de um professor: a formação pedagógica passou a ser de responsabilidade das Faculdades ou Departamentos de Educação e os conhecimentos específicos das disciplinas, a cargo das Faculdades ou departamentos de áreas específicas (PAGOTTO, 1995). Esta desarticulação levou um isolamento entre estas áreas do conhecimento. Porém, como afirma esse mesmo autor, desde a criação até o presente momento, não se identificam muitas alterações nos modelos das licenciaturas.
A questão da eficiência dos programas de formação de professores esteve sempre em âmbito de questionamento, sendo mais pontual nas últimas décadas, uma vez que se apresenta constantemente desafiadas pelas modificações que se sucedem no cenário educacional nacional e mundial, devido ao profissional professor ser fator determinante e também dinamizador do processo de ensino aprendizagem.
Na atualidade, as licenciaturas se encontram inseridas essencialmente no âmbito universitário, dividido em modalidades do tipo presencial ou à distância, norteadas por leis documentadas pelo Ministério da Educação, as quais regem as diretrizes a serem tomadas e adequadas por cada Instituição de Ensino Superior. Segundo as Diretrizes Curriculares para Formação de Professores, as licenciaturas devem se organizar à luz de eixos de competências e habilidades e deverão, acima de tudo, considerar as características regionais e adequar-se às mudanças necessárias, no tocante à flexibilidade que a lei permite ao nível de currículos universitários e autonomia para desenvolver seu próprio plano de trabalho, não obstante garanta a seus alunos e professores em formação, um processo formativo sólido e crítico, desenvolvendo saberes que os tornem hábeis e competentes. Estabelecem ainda, que a instituição universitária deva proporcionar aos cursos de licenciatura estreita ligação com o futuro ambiente de trabalho do profissional formado através de experiências diversificadas de formação e de cultura geral, seja no sentido de integrar um conhecimento específico às preocupações educacionais e escolares, seja com práticas que possibilitem o desenvolvimento de habilidades, de
pensamentos e raciocínio, no âmbito pessoal e social (BRASIL, 2001a; BRASIL, 2002a; BRASIL, 2002b).