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EXTENDED ABSTRACT Background

3. VERİ SETİ VE METODOLOJİ

3.1. Ampirik Bulgular

Na instância onde estão os indicadores que foram classificados como meios para o desenvolvimento, a resposta regular está presente no grupo com ICVP baixo e médio em maiores proporções.

O indicador Mão de obra familiar em atividade dentro ou fora da unidade de produção é uma autoavaliação que os entrevistados fazem da característica da mão de obra de sua família. Entre os entrevistados classificados com um intermediário Índice de Condição de Vida, 46,4% declararam que a característica da mão de obra (Gráfico 9) é regular. As proporções de respostas regulares para esse indicador foram as maiores entre os três grupos e entre todos os indicadores, revelando que esse elemento não foi determinante para caracterização dos produtores, pois nesse item há uma concordância.

Baixo Médio Alto 33,6% 18,3% 6,3% 45,0% 46,4% 27,8% 21,4% 35,3% 66,0% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssima

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

Para mais de 50% dos entrevistados, a área para produção familiar (Gráfico 10) nos grupos médio e alto, está boa ou ótima, demonstrando satisfação quanto a esse indicador. Dessa forma, pode-se concluir que a situação da área de produção foi decisiva para os produtores se classificarem no grupo com condição de vida baixa.

Gráfico 9 - Características da mão de obra familiar que está trabalhando dentro ou fora da unidade de produção. Comparação entre os três grupos do Índice de Condição de Vida dos Produtores Rurais

Baixo Médio Alto 35,9% 13,2% 6,3% 41,2% 34,1% 19,4% 22,9% 52,7% 74,3% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssimas

Baixo Médio Alto

38,1% 12,6% 2,8% 35,9% 41,3% 23,6% 26,0% 46,1% 73,6% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssima Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

O Gráfico 11 apresenta a percepção dos entrevistados quanto ao grau de escolaridade de sua família nos três grupos do ICVP.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

Gráfico 10 - Situação da área utilizada para produção, comparação entre os três grupos do Índice de Condição de Vida dos Produtores

Gráfico 11 - Situação dos membros da família, quanto a escolaridade, comparação entre os três grupos

Para uma melhor avaliação do gráfico 11, a Tabela 9 mostra um mapeamento da situação escolar dos membros das famílias por grupo. Mesmo no grupo alto, a proporção de famílias em que há adultos que não são alfabetizados e que não completaram o ensino fundamental chega a 40%. Apesar de ser um valor elevado, principalmente considerando o grupo, esse valor torna-se relativamente aceitável, pois nos demais grupos o número de adultos que não concluíram o ensino fundamental dobra. A partir dessa informação, pode-se concluir que os produtores com melhores condições de escolaridade têm uma melhor percepção de sua condição de vida.

Ao verificar os valores da tabela 9, dos grupos baixo e médio, pode-se concluir que a condição escolar destes grupos pode ser avaliada como ruim. Entretanto, essa não é a percepção a maioria dos entrevistados desses grupos. De acordo com o gráfico 11, 62% dos entrevistados do grupo com índice baixo considera que a situação escolar de sua família está entre regular e ótima, no grupo médio essa proporção subiu para 87,4%. Segundo Casimiro (2012), esses resultados podem ser justificados pela falta de visão crítica e pelo baixo nível de escolaridade dos entrevistados, o que os impede de ter uma visão clara de sua situação, aumentando a dificuldade de compreender a importância da educação.

Tabela 9 - Situação dos membros das famílias quanto a escolaridade por grupo

Baixo Médio Alto Todos os membros da família maiores de 15

anos são alfabetizados? Sim 45% 57% 60%

Todos os adultos completaram o ensino

fundamental (Primeiro Grau)? Sim 11% 16% 60%

Todas as crianças e adolescentes em idade escolar estão matriculados e frequentam

regularmente a escola?

Sim 84% 87% 95%

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

O indicador melhor avaliado por todos os grupos foi condições de moradia (Gráfico12), 83,3% dos respondentes do grupo alto consideraram que a condição de moradia de sua família está entre boa e ótima. Apenas 6,6% dos produtores que se classificaram como tendo uma condição de vida média avaliaram a condição de moradia entre ruim e péssima.

Baixo Médio Alto 18,3% 6,6% 2,8% 40,5% 31,2% 13,9% 41,2% 62,1% 83,3% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssima

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

A Tabela 10 apresenta a proporção de domicílios quanto à existência de alguns itens para uma melhor condição de moradia. Nos três grupos, em mais de 90% dos domicílios há energia elétrica, fogão a gás e geladeira. Em mais de 90% dos domicílios dos três grupos não há computador, o que não foi um determinante para avaliar a condição de vida dos produtores dado os valores apresentados no gráfico 12.

Tabela 10 - Itens que refletem as condições de moradia das famílias com produção agrícola nos Territórios da Cidadania do Rio Grande do Norte, por categorias do ICVP

BAIXO MÉDIO ALTO

Energia Elétrica Sim 98% 97% 100%

Água dentro ou próxima de casa Sim 80% 83% 88%

Banheiro dentro de casa Sim 85% 90% 95%

Fogão a gás Sim 93% 96,3% 99,4%

Geladeira Sim 91% 93,7% 96%

Telefone Sim 58% 68% 72%

Computador Sim 2% 6% 8%

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

A Condição de moradia do índice alto tem o dobro de produtores que consideram sua condição de moradia entre boa e ótima quando comparado ao índice baixo, porém esse resultado não foi reflexo da existência de alguns itens nos domicílios.

Gráfico 12 - Percepção da condição de moradia, comparação entre os três grupos do Índice de Condição de Vida dos Produtores

Ao analisar os grupos, com relação ao acesso a mercado (Gráfico 13), nota-se que, quando se compara esse item à análise geral, o resultado se diferencia, havendo uma heterogeneidade entre os grupos. Esse foi um dos indicadores com a pior avaliação na visão dos produtores que se agruparam no ICVP baixo, sendo uma forte característica para diferenciar os grupos.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

Umas das soluções para melhorar o acesso a mercados são cooperativas e associações, pois com essas sociedades os agricultores se organizam em vendas coletivas. De acordo com a cartilha de Estratégias de Acesso a Mercados, da Agricultura Familiar (2013), no desafio de produzir e comercializar, os produtores se deparam com as exigências dos grandes varejos, obrigando-se a entregar sua produção a preços que, na maioria das vezes, sequer cobrem os custos de produção. Ao se organizarem em cooperativas/associações, eles podem ditar preço e atender maiores demandas, deixando de estar numa concorrência perfeita. Entretanto, o que se observa nos territórios do Rio Grande do Norte é que as unidades familiares produzem de forma individual e essa realidade é uma característica de todos os grupos da análise. A Tabela 11 informa que em média 83,56% dos produtores dos três grupos nunca venderam seus produtos para cooperativas ou por meio de associações.

Baixo Médio Alto

64,1% 30,9% 10,4% 29,0% 38,8% 26,4% 6,9% 30,3% 63,2% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssima Gráfico 13 - Condições de acesso a mercados, comparação entre os grupos do ICVP

Tabela 11 - Frequência da venda dos produtos para cooperativas e associações, por categorias do ICVP

Você vende seus produtos para cooperativas ou por meio de associações?

Baixo Médio Alto Nunca 86,25% 83,25% 81,18% Às vezes 11,25% 12,9% 8%

Sempre 2,5% 3,85% 10,82%

Total 100% 100% 100%

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT.

As informações referentes à avaliação do comércio podem ser verificadas na Tabela 12. Para o grupo com índice baixo, o fator que obteve a pior avaliação foi as condições de compra de insumos e o melhor foi a atuação de intermediários, refletindo a situação da tabela 11, ou seja, a produção fragmentada atrai os atravessadores. Mesmo que os intermediários não paguem um preço justo pelo produto, a boa avaliação pode ser explicada pela garantia que os produtores têm em vender seus produtos.

Porém, a participação dos atravessadores na cadeia produtiva de pequenos produtores provoca uma redução em sua receita líquida e consequentemente no subdesenvolvimento socioeconômico. Esta redução é mais grave para pequenos produtores que produzem e comercializam individualmente (OLIVEIRA E MAYORGA, 2005).

No médio, a melhor percepção foi a venda de produtos e a pior foi a atuação de atravessadores. No índice alto, a pior avaliação foi as condições de ir até o mercado. Nessa avaliação está a distância e a facilidade de deslocamento, ou seja, esse grupo avalia a infraestrutura de estrada e transporte como um fator negativo para a comercialização.

Tabela 12 - Avaliação do comércio das famílias que produzem também para vender, por categoria do ICVP

Baixo Médio Alto Como avalia a atuação de

intermediários/atravessadores?

Mais para ruim 70% 63% 51% Mais para bom 30% 37% 49% Como avalia as condições para ir até os

mercados?

Mais para ruim 79% 58% 58% Mais para bom 21% 42% 43% Como avalia as condições para a compra

de insumos (sementes, adubo,

Mais para ruim 85% 60% 39% Mais para bom 15% 40% 61%

medicamento, rações, equipamentos.)?

Como avalia a venda de produtos? Mais para ruim 76% 55% 42% Mais para bom 24% 45% 58% Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

Com a mesma avaliação também está o indicador presença de instituições que favorecem o desenvolvimento (Gráfico 14) Mais de 60% dos entrevistados avaliam os indicadores entre ruim e péssima para ambas. Quando passa para o grupo alto, a situação se inverte e mais de 60% dos entrevistados julgam que a presença de instituições que favorecem o desenvolvimento está entre bom e ótimo. Para o grupo de produtores com índice médio, a maior proporção foi dos que consideram os indicadores regulares. Este indicador contribui fortemente para definir os grupos, pois as opiniões contrárias entre os grupos dos limites são bastante discrepantes. Dessa forma, a ausência de instituições que favorecem o desenvolvimento contribui para uma percepção baixa no Índice de Condição de Vida dos Produtores, pois delas depende uma parcela do sucesso das políticas de desenvolvimento para o meio rural. Ao citar North, Schneider e Nunes (2011) afirmam que a ausência ou deficiência das instituições produz realidades caracterizadas pelo desenvolvimento desigual e atraso econômico.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

Baixo Médio Alto

67,2% 30,9% 9,7% 23,7% 36,9% 18,8% 9,2% 32,2% 71,5% Boa e Ótima Regular Ruim e Péssima Gráfico 14 - Avaliação da atuação de instituições e organizações na localidade, comparação entre os grupos

A avaliação do comércio pelos produtores pode está intimamente ligada ao acesso a crédito e assistência técnica e a políticas públicas. Os Gráficos 15 e 16 apresentam as percepções das famílias nos três grupos. Pode-se observar que os dois indicadores foram os que obtiveram piores avaliações no grupo com índice alto; 34,7% e 23,6% são as proporções dos que consideraram o acesso a crédito e assistência técnica e o acesso a políticas públicas respectivamente como complicado e muito complicado. As proporções de produtores do índice baixo foram bem superiores 81,7% e 61,1%. A proporção foi alta também para os classificados no índice médio, não havendo indecisão ou respostas “mais ou menos”.

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

As dificuldades do acesso ao crédito e às políticas públicas são características dos três grupos. Dada a importância desse benefício para uma melhor condição de vida dos produtores, facilitar o acesso a eles poderá gerar desenvolvimento econômico rural. De acordo com Antão e Campanholo (2011), o desenvolvimento econômico fará as famílias rurais procurarem mecanismos para melhorar a qualidade de vida e proporcionar o bem-estar, se aprimorando em conhecimentos e técnicas, caminhando para o desenvolvimento social e cultural. Por isso, além de desburocratizar o acesso a esses auxílios, o governo deve divulgar a existência deles.

Baixo Médio Alto

81,7% 54,6% 34,7% 10,7% 23,3% 23,6% 7,6% 22,1% 41,7%

Simples e Muito simples Mais ou menos

Complicadas e Muito complicadas

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT

A Tabela13 apresenta a proporção de famílias que participam ou já participaram de algum programa do governo. Mesmo que seja alta a proporção de entrevistados que declararam ser complicado ou muito complicado o acesso aos programas do governo nos grupos com índice baixo e médio (Gráfico 16), mais de 75% dos entrevistados em todas as categorias afirmaram participar ou já ter participado de algum programa do governo.

A menor proporção de produtores no indicador participação em programas sociais, está no grupo baixo, o resultado pode ser justificado pelo baixo nível de escolaridade desse grupo, como já foi exposto, uma das dificuldades citadas para o acesso a esses benefícios é a falta de informação. Dessa forma, os produtores com índice baixo se caracterizam por ter a menor proporção de participantes em programas do governo.

Tabela 13 - Participação em programas do governo, por categoria do ICVP A família participa ou já participou de algum

programa do Governo?

Baixo Médio Alto

Sim 77% 81% 88%

Fonte: Elaboração própria a partir dos dados do MDA/SDT.

4.3.2.2 Comparação dos grupos nos indicadores da segunda dimensão: características do