TARİHİ SÜREÇ İÇİNDE PANİONİON’UN KAVRAMSAL BOYUTTAKİ YAPILANMASI
III.1. Amphiktionia Yapılanmasında Panionion
A Figura 5.55 mostra novamente os valores da condutividade elétrica ( S/cm) em função da data da coleta em 14 poços, situados na Bacia Hidrográfica do Rio da Prata e em torno. Uma análise cuidadosa deste gráfico mostra que eles explotam águas de dois sistemas aquíferos; um com condutividade elétrica menor ou igual a 150 S/cm e outro com condutividade elétrica maior ou igual à 200 S/cm. No primeiro observa-se um conjunto com condutividade elétrica entre 70 e 150 S/cm e o outro com condutividade elétrica menor que 70 S/cm.
Figura 5.55 – Condutividade elétrica versus data de coleta nas águas subterrâneas
Na Bacia Hidrográfica do Rio da Prata, especialmente nas nascentes do rio, fontes ocorrem no contato de lentes areno-argilosas com as escarpas na nascente do rio. Estas lentes têm baixa permeabilidade e são semi-confinantes. O alto teor de argila proporciona alto potencial de troca iônica.
O solo na área é rico nos minerais Bixbyta (FeMnO3) e hematita (Fe2O3) associados a sílica (SiO2) como mostra a análise de raio-x de amostras extraídas de vários pontos (Figura 5.56). A concentração do ferro total versus condutividade elétrica (Figura 5.57) mostra para cada faixa de condutividade elétrica, 0 a 70 S/cm, 70 a 150 S/cm e >200 S/cm, diferentes faixas de concentração de ferro. Embora com concentrações relativamente mais baixas, os fosfatos estão presentes e estão mostradas, versus a condutividade elétrica, na Figura 5.58. out 2 011 dez 2 011 fev 20 12 abr 2 012 jun 20 12 ago 2 012 0 100 200 300 400 C o n d u tiv ida d e E létr ic a ( S /c m) P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 C1 3 12 10 11 13 4, 9, 7 5, 8, 2,6,14,1
Figura 5.56 – Análise com raio-x de amostra de rocha abundante na Bacia Hidrográfica do rio da Prata
As diferentes faixas de concentração de ferro e fosfato são aqui explicadas através de reações descritas pelas equações a seguir, que descrevem os processos induzidos pela recarga com água cloretada e trocas nas micelas da argila.
Figura 5.57 – Concentração de ferro versus condutividade elétrica nos poços amostrados
Figura 5.58– Concentração de fósforo versus condutividade elétrica nos poços amostrados
No período chuvoso, a recarga do aquífero com Fe e PO43- feita com água cloretada sódica, produz cloreto de ferro (FeCl3), solúvel e fosfato de sódio (Na2HPO4), insolúvel, com significativa variação na concentração de ferro e relativamente pequena variação na concentração de fosfato. Este processo é descrito pela equação:
3Na+ + 3Cl- + H++ HCO3- + Fe+3 + PO43- FeCl3 + Na2HPO4 + NaHCO3 (5.1) As trocas de cálcio nas micelas das lentes areno-argilosas produzem fosfato de cálcio (Ca(H PO4)), solúvel, carbonato de ferro (Fe2(CO3)3) insolúvel, e o hidróxido de ferro de baixa solubilidade gerando maior variação na concentração de fosfato e menor variação na concentração de ferro. Este processo é descrito pela equação:
3Ca2+ + 3(HCO3- ) + 3OH- + 3 Fe3+ + 3 PO43-
3Ca(H PO4) + Fe2(CO3)3 + Fe(HO)3 (5.2)
0 50 100 150 200 250 300 350 400 0,0 0,5 1,0 1,5 F e rr o (mg /L ) Condutividade elétrica ( S/cm) P1 P2 P3 P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 C1 VMP 0 50 100 150 200 250 300 350 400 0,0 0,5 1,0 1,5 F o s fo ro ( mg /L ) Condutividade elétrica ( S/cm) P1 P2 P3) P4 P5 P6 P7 P8 P9 P10 P11 P12 P13 P14 C1
Nas águas abaixo das lentes, os processos descritos pelas equações 5.1 e 5.2 já ocorreram e a formação de FeCl3 e de Ca(H PO4) torna o ferro e o fosfato disponíveis.
Com base nestes resultados, um modelo de circulação das águas subterrâneas é proposto para a área separando as águas em três grupos: o grupo 1, das águas com as mais altas condutividades elétricas, de 200 e 400 S/cm, armazenadas na Formação Barreiras; os grupos 2 e 3, das águas armazenadas na Formação Itapecuru; o grupo 2, das que estão em contato com lentes argilosas com condutividade elétrica entre 70 e 150 S/cm e significativa variação nas concentrações de ferro e relativamente baixa concentração de fósforo e o grupo 3, das águas sem contato com as lentes de argila, com condutividade elétrica de até 70 S/cm e baixa com as maiores variação das concentrações de ferro e de fosfato.
6 CONCLUSÃO
Ações antrópicas na Bacia Hidrográfica do Rio da Prata, parte do Parque Estadual do Bacanga, uma Área de Proteção Ambiental, estão sendo identificadas pelo crescente aumento da população ribeirinha, gerando elevação na quantidade de resíduos sólidos gerados e desmatamento com consequente assoreamento do rio e lago e poluição pela ausência de saneamento básico.
As análises físicas, químicas, de metais pesados, inorgânicos e análises bacteriológicas de amostras de águas da área identificaram o efeito destas ações sobre as águas superficiais e subterrâneas. De acordo com a Portaria 2914 (MS, 2011), as águas amostradas no lago, nas nascentes e nos poços são potáveis quanto às concentrações dos elementos maiores, mas os nitratos aparecem em todas as amostras.
O mais forte efeito da ação antrópica é identificado pelos resultados das análises bacteriológicas, com valores extremamente altos de coliformes totais no lago, alto nas nascentes e em nove dos poços. Em 02 deles, um em cada coleta, os valores estavam extremamente elevados. Escherichia Coli também estavam presentes no lago, nas nascentes e em águas coletadas em 04 poços.
Dos metais pesados e inorgânicos analisados, somente o ferro teve concentração acima do VMP em todas as águas do lago e das nascentes. Em todas as águas subterrâneas coletadas nos poços, esse parâmetro estava com concentração adequada a águas potáveis.
Os valores da condutividade elétrica se apresentaram valores abaixo do VMP e mostraram três faixas bem definidas. Estes resultados, juntamente com as concentrações de ferro e fosfato, permitiram construir um modelo de circulação das águas na Bacia, possibilitando identificar dois sistemas aquíferos.
O escoamento das águas de chuva na bacia hidrográfica para o lago, no rio e para recarga das águas subterrâneas carreia ferro originado de processos geoquímicos com os minerais de ferro existentes na área, além de aerossóis marinhos de deposição seca e úmida, dando às águas o caráter de cloretada sódica.
As águas de recarga são armazenadas em dois sistemas aquíferos separados por lentes areno-argilosas. No sistema superior, elas têm duas faixas de condutividade elétrica, uma a das águas de recarga do escoamento das chuvas, com condutividade elétrica entre 50 e 150 µS/cm, com grande variação na concentração de ferro e baixa variação na concentração de fosfato. As fontes são exutórios destas águas.
A outra faixa é das águas em contato com as lentes tendo condutividade elétrica maior do que 200 µS/cm, os maiores valores. Nestas águas a variação da concentração de ferro é pequena enquanto que a variação da concentração de fosfato é grande decorrente de reações de trocas iônicas nas micelas, envolvendo cálcio.
As águas do outro sistema aquífero, abaixo das lentes têm as mais baixas concentrações, menores ou iguais a 50 µS/cm como resultados dos processos de troca e aprisionamento iônicos nas argilas e em parte pela baixa permeabilidade das lentes areno- argilosas; nestas águas as variações nas concentrações de ferro e fosfatos são ambas de baixo valor.
As condições de armazenamento das águas na bacia, com recarga rápida refletida pela variação dos parâmetros analisados no intervalo de um ano, mostram a alta vulnerabilidade da área que se reflete no efeito da ação antrópica ser rapidamente transferido a todos os armazenamentos de água.
RECOMENDAÇÕES
Com base nos resultados desta pesquisa recomenda-se: - Estender o trabalho a outros poços.
- Conscientizar a população ribeirinha da importância da preservação da área através de eventos de educação socioambiental promovidos pelo IFMA.
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