BÖLÜM 2: ALIŞVERĐŞ MERKEZLERĐ
2.6. Alışveriş Merkezlerinin ABD ve Türkiye’de Gelişim Süreci
2.6.1. Amerika Birleşik Devletleri’nde Alışveriş Merkezlerinin
Esta abordagem subdivide o território em função da polarização da região, considerando a estruturação do pólo regional, de seus sub-pólos e de suas áreas de influência; sendo adotada na regionalização político-administrativa do Estado.
A Região Administrativa de Campinas abrange a parte centro leste do Estado de São Paulo e subdividi-se nas Regiões de Governo de Campinas, Jundiaí, Limeira, Rio Claro, Piracicaba, Bragança Paulista e São João da Boa Vista, onde se localiza o Município de Tambaú, objeto de estudo dessa dissertação.
A partir do processo de regionalização político-administrativa do Estado de São Paulo, ficou estabelecido que a porção paulista que equivale à Região de Governo de São João da Boa Vista está inserida na Região Administrativa de Campinas.
Segundo Karin Matzkin (1993 apud Vitale, 2000), a regionalização foi concebida como um instrumento capaz de promover relações mais efetivas entre o Estado e os Municípios, de integrar os interesses dos diferentes agentes que interagem no desenvolvimento das cidades e de contemplar as diversas realidades regionais para permitir uma maior eficiência da ação pública do Estado.
No período entre 1967 e 1982, com o suporte dado pelos estudos urbanísticos, principalmente pelo Centro de Pesquisas e Estudos Urbanísticos (CPEU) “que visavam a regionalização da ação governamental e de seu planejamento”, foram delimitadas as Regiões Administrativas. Porém, “sua implementação institucional ficou reduzida à configuração dos órgãos regionais, sem ter alcançado a efetiva descentralização que o Estado pretendia” (Lobão, 2007, p. 146-147). Por meio desta regionalização, estabeleceu-se a Região Administrativa de Campinas.
Em um período posterior, de 1983 a 1988, com o propósito de estimular o processo de descentralização e dar maior autonomia ao nível local na gestão de seus interesses, foi instituída uma nova unidade de estruturação regional, denominada Região de Governo, nas áreas territoriais das Regiões Administrativas do Estado de São Paulo, a qual “organizou o território estadual em unidades menores e abriu a possibilidade de uma ação mais integrada dos organismos de representação” (Alvim, 1996, p. 387). No entanto, de acordo com Lobão (2007), a definição desta regionalização também não permitiu uma ação conjunta do Estado e Municípios.
Entretanto, as antigas Regiões Administrativas não foram substituídas pelas Regiões de Governo em função de uma série de dificuldades, tais como: “multiplicidade dos organismos setoriais existentes e a serem remanejados, pouca experiência acumulada em gestão de programas intersetoriais, fragilidade do novo
sistema regional”, entre outros (Zahn, 1995, não paginado44). A compatibilização entre as duas estruturas vigentes de regionalização foram efetivadas em 1987, sendo que a partir de 1990 a divisão regional do Estado passou a compor-se de 14 Regiões Administrativas e 42 Regiões de Governo, além da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP).
Desde então, a Região Administrativa de Campinas45 passou a ser composta pelas Regiões de Governo de Campinas, Jundiaí, Limeira, Rio Claro, Piracicaba, Bragança Paulista e São João da Boa Vista; configuração que permanece até hoje.
Nesse sentido, a Região de Governo de São João da Boa Vista passou a ser composta pelos seguintes municípios: Aguaí, Águas da Prata, Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Espírito Santo do Pinhal, Itobi, Mococa, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antonio do Jardim, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, São João da Boa Vista, Tambáu, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.
Entretanto, tal regionalização ofereceu grandes dificuldades ao desenvolvimento de uma política regional articulada ao planejamento municipal, que efetivamente direcionasse a elaboração de planos e legislações locais em consonância com diretrizes regionais.
44
ZAHN, Carlos Eduardo. Evolução da Política de Divisão Administrativa do Estado de São Paulo.
(relatório de grupo de trabalho) In: Proposta para Divisão do Estado em Regiões Sócio-Ambientais e
sua Gestão. São Paulo: s.n., SEP/ CAPR - FUPAM/ FAUUSP, 1995. não paginado. (inédito)
45
Os 90 municípios da RA de Campinas são: Aguaí, Águas da Prata, Águas de Lindóia, Águas de São Pedro, Americana, Amparo, Analândia, Araras, Artur Nogueira, Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Brotas, Cabreúva, Caconde, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capivari, Casa Branca, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Corumbataí, Cosmópolis, Divinolândia, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itirapina, Itobi, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Joanópolis, Jundiaí, Leme, Limeira, Lindóia, Louveira, Mococa, Mogi Guaçu, Moji Mirim, Mombuca, Monte Alegre do Sul, Monte Mor, Morungaba, Nazaré Paulista, Nova Odessa, Paulínia, Pedra Bela, Pedreira, Pinhalzinho, Piracaia, Piracicaba, Pirassununga, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Santa Bárbara d'Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, Santo Antonio de Posse, Santo Antonio do Jardim, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo, São Pedro, São Sebastião da Grama, Serra Negra, Socorro, Sumaré, Tambaú, Tapiratiba, Torrinha, Tuiuti, Valinhos, Vargem, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista e Vinhedo.
Mapa 3.6. – Divisão político-administrativa do Estado de São Paulo a partir de suas Regiões de Governo.
Fonte: Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados – SEADE.
Em 1988, com a nova Constituição Federal, preconizou-se uma nova organização regional para os Estados, delegando-lhes o poder de instituir unidades regionais, a fortalecer a instância municipal. No ano seguinte, em 1989, a Constituição do Estado de São Paulo, recomendou a instituição no território estadual das regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e micro-regiões; constituídas por agrupamentos de municípios limites, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, não eliminando, porém, as instituições anteriores (RAs e RGs).
Em estudos posteriores à promulgação desta Constituição, a Região Administrativa de Campinas destacou-se como uma das aglomerações urbanas do Estado com possibilidades de conformar uma região metropolitana. Assim, por meio da Lei Complementar nº. 870, de 2000, tem-se a criação da Região Metropolitana de Campinas (RMC), integrando 19 municípios da Região Administrativa, a saber: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Itatiba, Indaiatuba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia,
Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio da Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
Pelo Mapa 3.7 observa-se a Região Administrativa de Campinas, com destaque para a área territorial que compreende o município de Tambaú.
Mapa 3.7. – Região Administrativa de Campinas.
Fonte: Ceapla/Unesp/Prefeitura Municipal de Tambaú, 2006; organizado por Providelo, 2006.
A área total da Região Administrativa de Campinas é de 27.079 Km², 10,9% da área do Estado de São Paulo de 248.600 Km². A população total dessa região está estimada em 5.916.224, cerca de 15% da população do Estado.
Já a Região de Governo de São João da Boa Vista, composta por 16 municípios, compreende uma área total de 6.343 Km² e uma população estimada de 327.217 habitantes, apresentando a densidade demográfica de 51,59 hab/Km.