O PT já enfrentou diversas crises políticas. Algumas tiveram origem no interior do partido e se refletiram no plano externo, como ocorreu durante a prefeitura de Luiza Erundina em São Paulo (1989 e 1992). Outras percorreram um caminho inverso, como a registrada em 2005, com Lula na Presidência. Nesta pesquisa, episódios pontuais dos dois governos serão discutidos como forma de mostrar a mudança verificada no tipo de crise nas administrações petistas.
A crise de 1988 teve sua origem no período pré-eleitoral. Luiza Erundina e Plínio de Arruda Sampaio concorreram à vaga de candidato do PT à prefeitura, disputa que deixou o PT dividido. A paraibana contava com o apoio das tendências PT Vivo, Poder Popular e Socialismo (PPS), Partido Revolucionário Comunista (PRC), Democracia Socialista, O Trabalho, Contratempo e de setores minoritários da Articulação e da Igreja. Na oposição, estavam: setores hegemônicos da Articulação nas esferas municipal e nacional, a direção nacional do partido, inclusive Lula, e a maioria dos setores ligados à Igreja. Havia independentes nos dois lados (COUTO, 1994, p. 72).
A vitória de Erundina na prévia e a desistência de Plínio de levar a disputa para a convenção partidária não foram suficientes para unir o partido em torno de sua candidatura. Durante a campanha eleitoral contra Paulo Maluf (PDS), ela foi “abandonada” pela cúpula do
PT e uma aproximação só foi ensaiada na véspera do pleito, quando havia indícios de que a petista seria eleita.
Ao assumir o governo, ela se deparou com dois grandes problemas: a herança deixada pelo ex-prefeito Jânio Quadros e a oposição do próprio PT ao seu modo de governar. Jânio deixou os equipamentos públicos sucateados, estoques zerados, salários dos funcionários públicos corroídos pela inflação, assim como as tarifas de ônibus, débitos atrasados com fornecedores e o maior déficit orçamentário da história de São Paulo, entre outros problemas. Já o PT queria influir na definição dos secretários e diretores estatais e ter uma participação ativa no conjunto de decisões administrativas que seriam tomadas pelo governo. A cúpula partidária considerava que as decisões do governo deveriam ser submetidas, quando possível, a consultas internas (COUTO, 1994, p. 93).
Essa tentativa do PT de participar das decisões do governo ocorria em todas as cidades administradas pelo partido e não apenas em São Paulo. Em maio de 1989, portanto cinco meses após o início da gestão dos novos prefeitos, as Resoluções do 4º Encontro Municipal do PT ratificaram a força que o partido deveria ter nos governos:
O partido não deve curvar-se, nem resignar-se às ‘impossibilidades objetivas’, ‘técnicas’ das prefeituras, nem tampouco deve buscar a solução dos problemas no âmbito exclusivamente municipal. (...) Cabe ao partido a direção política das prefeituras. Isso não significa que o partido deve se imiscuir em todas as medidas tomadas pela administração. Mas significa, isto sim, que não existem medidas puramente ‘técnicas’ em uma administração pública; que as medidas aparentemente técnicas podem ter repercussões políticas; e que, portanto, é decisiva a intervenção do Partido (op.cit. p. 94).
Erundina resolveu montar o secretariado sem submeter os nomes dos escolhidos ao Diretório Municipal do PT. Um grupo de “notáveis, como assinalou Cláudio Couto, participou do primeiro escalão: Marilena Chauí, Paul Singer, Amir Khair, Hélio Bicudo, Eduardo Jorge e Perseu Abramo, Paulo Freire, entre outros. À Articulação coube apenas um reduzido espaço.
Dois outros casos de tentativa de intervenção são emblemáticos e merecem ser citados. No primeiro ano de governo, Erundina enfrentou sua primeira “provação”: na campanha eleitoral, o PT havia prometido reduzir o preço das tarifas de ônibus. Diante dos problemas encontrados no setor, bem como em outras áreas, o governo percebeu que isto não seria
possível e negou o reajuste. Deixou, portanto, que prevalecesse uma “ética de responsabilidade” frente aos princípios do partido. O outro caso também serviu para mostrar que, na prática, a teoria é outra. Os funcionários públicos entraram em greve com apoio do PT. A cúpula do partido recomendou a Erundina que valorizasse o instrumento da greve e pagasse os trabalhadores pelos dias parados, mas a prefeita também declinou da orientação do partido nesta segunda “provação” (COUTO, 1994, p. 94)
A postura que o PT adotou na gestão Erundina sugeria que, no lugar de “arrumar a casa”, a prefeitura deveria adotar uma política que atendesse os interesses do partido e não da sociedade. Os princípios apareciam, portanto, antes da responsabilidade administrativa. Muitas outras tentativas de intervenção ocorreram na gestão municipal em São Paulo, aumentando o desgaste contra a prefeita e o PT, mas Erundina não se curvou, conforme declaração abaixo:
Desde a vitória e depois da posse, eu insistentemente afirmo, reafirmo – e procuro mostrar na prática – que eu não sou a prefeita do PT. Sou uma petista na prefeitura e sou a prefeita da cidade. Naquilo que eu puder compatibilizar a administração de São Paulo com as propostas do meu partido, sem ferir essa tarefa mais ampla, mais global de ser administradora de petistas e não-petistas, certamente eu vou fazer. Porque continuo petista, sou uma militante. Naquilo que minha função de prefeita se chocar, em dado momento, com uma determinação do partido, infelizmente terei que contrariar o partido (Apud Couto, 1994, p. 105-106).
O cientista político Cláudio Couto (op.cit., p. 176-180) observa que a experiência do partido em São Paulo pode ser resumida em dois processos: crise e mudança. De um lado, as crises resultaram de mudanças e as principais mudanças ocorreram como tentativa de responder às crises. O PT demorou a perceber que, no governo, não seria possível agir como se estivesse no comandando o partido. A função de governante é mais ampla, pois ele é responsável por petistas e não-petistas, por quem apóia o partido, mas também pelos que fazem campanha contrária.
Entre o governo Erundina e o de Lula se passaram 10 anos. Desde que o candidato petista assumiu a Presidência da República, o PT e o governo enfrentaram várias crises, mas poucos episódios, inclusive se considerada a história recente da política brasileira, tiveram a capacidade de alimentar a mídia como a de 2005.
Naquele ano, o Congresso Nacional instalou várias comissões parlamentares de inquérito (CPIs), cujos depoimentos eram transmitidos ao vivo pela TV Senado e retransmitidos por canais abertos e fechados. Cada nova convocação, cada novo bate-boca entre acusados e acusadores era atentamente acompanhado por milhões de cidadãos que se posicionavam em frente à primeira TV que encontravam no caminho. As emissoras brasileiras viveram um momento áureo. Como observou o colunista Daniel Castro, da Folha de S. Paulo, a TV Senado, que sempre teve uma discreta participação no mercado, viu o seu market share dar um salto:
Em março, a TV Senado ocupava um modesto 36º lugar no ranking do Ibope dos canais mais vistos da TV paga, com apenas 1.331 telespectadores por minuto em média no horário nobre (das 19h às 24h) (...) Em maio, no início da crise, mas antes das CPIs, a TV Senado já registrava audiência cinco vezes maior, pulando para o 29º lugar. Em julho (até o dia 24), com a CPI dos Correios, saltou para 14.644 telespectadores por minuto no horário nobre, ocupando o 23º posto entre os mais vistos. (...) A TV Senado já aparece em julho à frente de canais mais bem embalados ou com conteúdo muito mais atraente, como Band News (que reproduz o sinal do canal dos senadores durante boa parte do dia), ESPN (o internacional), National Geographic, Telecine Emotion e HBO2. (A CPI..., 2008).
Dar publicidade aos desvios de parlamentares e pessoas que ocupam uma função pública é uma das tarefas dos meios de comunicação de massa. O comportamento do público, por sua vez, tem um papel fundamental no desenrolar da história. Em seu estudo sobre escândalos políticos e mídia, Vera Chaia ressalta que o papel da mídia na publicização do escândalo político “também é reforçado pelos 'espectadores' que acompanham freneticamente e ansiosamente os passos e as descobertas da mídia ou das autoridades competentes sobre determinados acontecimentos/pessoas” (CHAIA, 2000).
O escândalo, segundo a cientista política, é “aquele fenômeno que se traduz em ações que podem afetar a reputação de pessoas, ações ou eventos, supondo a existência de transgressões a valores, códigos morais que são levadas ao domínio público e que provocam reações”. Devem ser qualificados de acordo com a sociedade em questão, pois valores e normas variam com o contexto sociopolítico. Por trás da “detonação” de um escândalo político, estão pessoas, ou grupos, interessadas em desmoralizar, condenar, destruir a imagem ou vingar-se de um adversário. Quando um caso ganha público e audiência, a contínua divulgação de novos fatos pode fazer com que os fins de quem lançou “a pedra fundamental” do escândalo não sejam atingidos (op. cit).
Chaia considera que as CPIs são formadas para acompanhar escândalos e restaurar, à medida do desgaste político, a confiança nas instituições. Mas percebe-se que, para membros das comissões, esta é, também, uma forma de se autopromover, tornar-se conhecido, confiável e colar à sua reputação valores como honestidade e integridades moral e ética.
A crise de 2005, formada a partir de uma seqüência de escândalos, tinha um caráter diferente da que ocorreu na gestão Luiza Erundina. “Medalhões” do partido, governo e da base aliada estavam envolvidos num emaranhado de denúncias que se entrelaçavam em diferentes casos de corrupção e formação de quadrilha, entre outros crimes. Os de mais repercussão foram investigados por meio de CPIs na Câmara dos Deputados e/ou Senado Federal e também por jornalistas, Ministério Público e Polícia Federal. São elas: CPI dos Correios, CPI dos Bingos e CPI do Mensalão. Dois casos são importantes para entender o momento: “caseirogate” e “valerioduto”. Segue um breve relato sobre cada um deles, com ênfase no “mensalão”, que é parte desta pesquisa.
Crise nos Correios
Em maio de 2005, foi divulgado um vídeo em que o ex-chefe do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios, Maurício Marinho recebia R$ 3 mil reais como pagamento de propina. Na gravação, ele contava a empresários como funcionava o esquema para arrecadar dinheiro dos fornecedores que era repassado ao PTB. Dizia ter respaldo do deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido.
A partir da denúncia, foi instalada uma CPI mista formada por 16 deputados federais e 16 senadores. O presidente era o senador Delcídio Amaral (PT-MS), e o relator, o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR). Três semanas depois que o vídeo foi divulgado, Jefferson deu uma entrevista à Folha de São Paulo em que afirmava ter sido montado, no Congresso Nacional, um esquema de pagamento mensal a parlamentares com o objetivo de garantir maioria ao governo nas principais votações.
Diante do novo fato, o Congresso Nacional criou a CPI do Mensalão, o que levou a CPI dos Correios a mudar o foco. A comissão concentrou a investigação nos fornecedores da “mesada” e em suas ligações com os fundos de pensão das estatais. Quando foi concluída, esta CPI colaborou para revelar o “valerioduto” montado para bancar campanhas eleitorais de parlamentares.
O caso Waldomiro Diniz
Em fevereiro de 2004, foi divulgado um vídeo em que o ex-presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, no exercício do cargo, aparecia pedindo propina ao empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os recursos seriam repassados para campanhas de Rosinha Matheus (PMDB) e Benedita da Silva (PT), ao governo do Rio de Janeiro, e para Geraldo Magela (PT), no Distrito Federal. Os três negaram ter recebido dinheiro. Waldomiro também queria uma parte em troca de facilidades nos negócios das loterias oficiais do Rio (AIDAR, 2008).
A gravação foi feita por Cachoeira. À época da divulgação, Waldomiro ocupava o cargo de subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil e o ministro da pasta era José Dirceu. Naquele ano, por pressões do governo, a tentativa de se instalar uma CPI para investigar o caso foi abortada.
Em 2005, surge uma nova denúncia: Waldomiro, já como assessor de Dirceu, estaria envolvido num negócio de R$ 650 milhões fechado entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e a GTech, empresa americana que montou o sistema de loterias do governo federal. Entra em cena novo personagem: o petista Rogério Buratti. Ele havia sido secretário de governo de Ribeirão Preto em 1994, quando o ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho era o prefeito da cidade de Ribeirão Preto. Segundo as investigações, Waldomiro teria exigido a contratação de Rogério pela Gtech para que o contrato com a Caixa fosse renovado (DANTAS, 2008).
No fim de junho, foi instalada, no Senado, a “CPI dos Bingos”. Por meio desta comissão, a oposição queria investigar Waldomiro, José Dirceu e todas as outras denúncias contra o governo Lula: a suposta ligação de membros do PT/governo no assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), o “caixa dois”, que financiava campanha de parlamentares, a suspeita de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto na gestão de Palocci etc. Por este motivo, a comissão foi apelidada de “CPI do Fim do Mundo”. O relator era Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e o presidente Efraim Moraes (PFL-PB).
“Caseirogate”
Este foi o apelido dado à investigação sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. Ele se tornou “celebridade instantânea”, quando confirmou que o ministro Antonio Palocci freqüentava uma mansão usada por lobistas para fechar negócios suspeitos e promover festas com prostitutas. O ministro havia negado a informação.
Empenhados em mostrar que o caseiro tinha sido pago pela oposição, membros do governo quebraram, ilegalmente, o sigilo bancário de Francenildo. No extrato bancário do caseiro havia um depósito de R$ 35 mil, valor considerado incompatível com o salário mensal de R$ 700. A movimentação financeira da sua conta foi parar no blog da revista Época. A reviravolta ocorreu quando se descobriu que o dinheiro havia sido depositado na conta de Francenildo pelo empresário piauiense Eurípedes Soares da Silva como “compensação” para que o empresário não tivesse que assumir a paternidade do caseiro.
Convocado pela CPI dos Bingos para dar explicações sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, confirmou que solicitou o extrato de Francenildo a um funcionário do banco e que o entregara ao ministro Palocci, um dia antes da divulgação da informação pela Época. Horas depois da declaração dada por Mattoso, Palocci deixou o cargo.
“Valerioduto”
O neologismo foi utilizado como sinônimo de rede de distribuição de dinheiro público para parlamentares que recebiam o suposto “mensalão”. O esquema teria sido montado pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, daí a origem da palavra. A expressão “valerioduto” fazia parte do vocabulário diário das CPIs dos Correios, Bingos e do Mensalão.
Marcos Valério se tornou uma das figuras centrais nas investigações, principalmente, após seus depoimentos à CPI. O empresário foi, também, o avalista de empréstimos bancários feitos pela direção do PT e que acabaram colaborando para desmontar a direção do partido.
O caso “mensalão”
O governo e o Congresso Nacional já estavam sob forte pressão por conta da crise nos Correios quando a Folha de São Paulo publicou, no dia 06 de junho, a reportagem “Jefferson denuncia mesada paga pelo tesoureiro do PT”. Na entrevista, o deputado federal contou a Renata Lo Prete que o PT orquestrava um esquema de pagamento mensal – o “mensalão” – a parlamentares, com o objetivo de garantir maioria nas votacões dos principais projetos do governo Lula.
Jefferson disse que o esquema era comandado pelo tesoureito do partido, Delúbio Soares, e que o secretário-geral do PT, Silvio Pereira, era o gerente. As negociacões eram feitas com a ajuda de “operadores” como Marcos Valério e o então lider do PP na Câmara dos Deputados, José Janene (PR). Os pagamentos teriam sido efetuados até o início de 2005 e que não eram segredo para José Dirceu (ministro da Casa Civil), Antonio Palocci, José Genoino (presidente do PT) e Marcelo Sereno (secretário de Comunicacões do PT). Lula, disse o deputado, desconhecia o “mensalão”.
O Congresso Nacional instalou a CPI do Mensalão, o que provocou uma avalanche de novas denúncias. A crise política de 2005, e não apenas o caso “mensalão”, derrubou ministros, funcionários do governo, provocou a cassação de deputados, a renúncia de outros e o desmantelamento do comando do PT. Atingiu também o centro de outros partidos: PSDB, PTB, PMDB, PP e PL.
Alguns desdobramentos importantes deste período foram: cassação de Roberto Jefferson, José Dirceu (ele já havia deixado a Casa Civil) e Pedro Corrêa (PP-PE), a saída de Antonio Palocci, ministro da Fazenda, e Luiz Gushiken, das Comunicações, do cargo, a renúncia dos deputados Paulo Rocha (PT-PA), José Borba (PMDB-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ) e Waldemar Costa Neto (PL-SP). No PT, Genoino deixou a presidência do partido, Delúbio Soares foi expulso e Silvio Pereira se desfiliou. O presidente do PSDB, Eduardo Azeredo, que teria participado do esquema de “caixa dois” operado por Marcos Valério em Minas Gerais, também deixou o cargo.
Lula e alguns intelectuais trataram de desqualificar as denúncias e relacionalas a um complô das elites, que queriam desgastar o governo e o PT, e antecipar o debate eleitoral de 2006. Em outros momentos, admitiu a existência de “caixa dois” no partido e disse que,
diante do que estava sendo descoberto, sentia-se traído. Mas o presidente não apontou os traidores (SILVEIRA, 2008).
A CPI encerrou os trabalhos em novembro de 2005 sem aprovar um relatório final e sem aprofundar todas as investigações. Depois, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, denunciou 40 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento em casos de corrupção e formação de quadrilha, entre outros crimes. Em agosto de 2007, o STF fez um “julgamento histórico” e transformou os quarentas denunciados em réus. A expectativa é que eles sejam julgados em 2011 (SUPREMO..., 2007).
Abaixo, segue a lista dos investigados e a respectiva relação dos crimes que teriam cometido.
Os réus do mensalão
Nome Crime
Anderson Adauto Lavagem de dinheiro (2x) e corrupção ativa
Anita Leocádia Lavagem de dinheiro
Antonio Lamas Lavagem de dinheiro e formação de quadrilha Ayanna Tenório Gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro Bispo Rodrigues Corrupção passiva e lavagem de dinheiro Breno Fischberg Formação de quadrilha e lavagem de dinheiro Carlos Alberto Quaglia Formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
Cristiano Paz Corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro e evasão de divisas Delúbio Soares Corrupção ativa e formação de quadrilha
Duda Mendonça Lavagem de dinheiro e evasão de divisas Emerson Palmieri Corrupção passiva e lavagem de dinheiro Enivaldo Quadrado Formação de quadrilha e lavagem de dinheiro Gleiza Dias dos Santos Lavagem de dinheiro
Henrique Pizzolato Peculato (2x), lavagem de dinheiro e corrupção passiva Jacinto Lamas Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro João Cláudio Genu Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
João Magno Lavagem de dinheiro
João Paulo Cunha Corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato
José Borba Corrupção passiva e lavagem de dinheiro
José Dirceu Corrupção ativa e formação de quadrilha
José Genoino Corrupção ativa e formação de quadrilha
José Janene Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro
José Roberto Salgado Gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas Kátia Rabello Gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Luiz Gushiken Peculato
Marcos Valério Corrupção ativa (2x), peculato (3x), lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e evasão de divisas
Paulo Rocha Lavagem de dinheiro
Pedro Corrêa Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro Pedro Henry Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro Professor Luizinho Lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach Peculato (3x), corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas Roberto Jefferson Corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Rogério Tolentino Lavagem de dinheiro
Romeu Queiroz Corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Silvio Pereira Formação de quadrilha
Simone Vasconcelos Lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Valdemar Costa Neto Corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro Vinícius Samarame Gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e evasão de divisas Zilmar Fernandes Lavagem de dinheiro e evasão de divisas
FONTE: SUPREMO..., 2008.
Forjado em 1987 no bojo do movimento sindical, o PT se consolidou na conjuntura político-eleitoral nacional, ganhou musculatura em todo o território e trouxe à cena a luta de camponeses, operários, mulheres, negros, entre outros grupos de excluídos. Mas, para chegar ao Planalto, deixou de lado princípios históricos, ampliou o leque de alianças e, de certa maneira, viabilizou a manutenção de classes dirigentes preexistentes no poder. Aconteceu com o Partido dos Trabalhadores o que, segundo Panebianco (2005), ocorre com muitas organizações.
Ao analisar a teoria do partido político como instrumento de manutenção e ampliação do poder de uns homens sobre outros, o cientista político observa que o surgimento e