Başlık XVI Çevre Madde 130 (R):
3. AB ÇEVRE EYLEM PROGRAMLARI
3.7. Altıncı Çevre Eylem Programı
Fourez (1992) destaca que “praticamos constantemente a interdisciplinaridade sem o sabermos. Praticamo-la de cada vez que mobilizamos saberes diversos que nos estão disponíveis para resolver uma questão concreta” (p.5).
Para Amato (2010) devido ao facto de existir uma multiplicidade de conceitos relativos ao termo interdisciplinaridade é pertinente procurar uma nomenclatura que seja mais adequada e próxima ao uso linguístico corrente nos meios científicos. Para a autora, a conceção de interdisciplinaridade pode designar-se como sendo um conceito aberto que envolve vários graus de integração entre disciplinas. Contudo, salienta que, uma intensa integração entre áreas do saber, se ocorrer de forma profunda pode dar origem a uma nova ciência, considerando-a como um nível avançado de interdisciplinaridade (p.38). Amato (2010) refere também que “o que costuma ocorrer, entretanto, é a junção ocasional de várias disciplinas para estudar determinado objeto, em determinada pesquisa; ou, no plano pedagógico, a exploração do estudo de várias matérias com foco um determinado tema que se está a estudar”. Complementa, indicando que, este é um nível básico de interdisciplinaridade, o
32 mais vulgarmente observado. No que concerne ao âmbito da pesquisa e da docência na música, a autora indica que “a interdisciplinaridade pode oferecer relevantes contribuições ao incluir no campo da ciência musical as contribuições das diversas áreas do conhecimento. Muitas vezes, o saber musical é considerado como pertencente estritamente a um “campo artístico” e oposto ao que se considera saber científico. Para superar o caráter “informal” ou “não científico” do conhecimento acerca da música, buscam-se referenciais em outras áreas do conhecimento, estabelecendo-a como uma área nitidamente interdisciplinar” (p.39).
Vasconcelos (2013), quando aporta a temática do trabalho educativo e artístico aponta de forma ténue para a interdisciplinaridade, uma vez que o autor considera que o trabalho educativo e artístico, pode assentar na aprendizagem contextualizada, isto é, partindo de uma qualquer obra musical ser possível desenvolver-se um trabalho que “facilite a apropriação e a manipulação dos diferentes tipos de vocabulários artísticos, de forma a contribuir para a compreensão das técnicas e estéticas, os seus usos e funções, interligando a totalidade com os particularismos, a diversidade de procedimentos e a sua convergência e complementaridade com outras áreas do saber” (p.12).
Aflorar o conceito de interculturalidade implica, obrigatoriamente, abordar também o conceito de educação, devido à forte ligação entre ambos, uma vez que, um e outro são uma necessidade e exigência da sociedade atual. Acontecimentos como a globalização e o desenvolvimento das novas tecnologias solicitam a aquisição de novas competências, obrigando a pensar a escola de um modo diferente. Isto porque, ao pensar em interculturalidade é considerar que a educação e suas respetivas instituições e agentes são meios viáveis ao seu desenvolvimento.
Segundo Schmeckies et al (2000) “a renovação da escola, no sentido intercultural, diz respeito aos conteúdos (em primeiro lugar a transformação dos programas monoculturais e eurocêntricos em pluriculturais), mas sobretudo à metodologia de ensino, que deve colocar o aluno no centro da atividade didática, com modalidades de maior variedade e flexibilidade, de modo a responder à vasta gama de estilos de conhecimento e de aprendizagem, próprios dos alunos, desenvolvendo-lhes novos interesses e capacidades” (Schmeckies et al,2000:7, apud Sousa, 2008:52). Aplicando esta renovação à dimensão da Educação
33 Musical, esta deve ser desenvolvida, atendendo ao universo musical diversificado e ao discurso musical das crianças.
Sobre a importância de considerar o discurso musical dos estudantes, Swanwick (2003) refere que “cada aluno traz consigo um domínio de compreensão musical quando chega a nossas instituições educacionais” (p.66). Isto porque, não são os professores a introduzir as crianças na música, uma vez que, elas já vêm bem familiarizadas com a música. Relativamente ao desenvolvimento de uma educação intercultural, Swanwick (2006) adverte de que se deve considerar a música que “as crianças hoje aprendem através das suas experiências, sem passarem pela aprendizagem formal” (p.20). O pedagogo atenta que os estilos musicais devem ser considerados como música, uma vez que, estes promovem uma “crítica imaginativa e a análise de métodos e de critérios diferentes”, e não vislumbra-los como bandeiras étnicas ou nacionais, ou como manifestações de uma cultura (p.130).
Green (2012) menciona que “a música é parte da vida cotidiana e deve ser entendida como tal”. A autora também reconhece a importância que o espaço de sala de aula assume enquanto local de entrelaçamento de significados, valores e experiências musicais, refere ainda que “a maioria dos educadores musicais concordaria que incentivar crianças pequenas a terem experiências com o maior número de estilos musicais quanto forem possíveis seria legítimo e, na realidade, altamente desejável” (p.65).
Sobre a integração da música “Popular” nos currículos, Green (2000) alude que “é importante incluir a música “popular” nos curricula e trazê-la para a sala de aula mas não podemos esquecer as suas práticas de aprendizagem e os correspondentes valores e atitudes”, uma vez que, se não se atender aos métodos que a criaram, a mesma não passará de uma simples e particular versão académica (p.66). A docente aporta ainda os valores das vendas discográficas da música “Popular”, salientando que estas assumem um valor elevadíssimo. Ponderando este fator, Green (2000) adverte que ““os educadores poderiam dar mais atenção a este tipo de música e daí tirar algum benefício para si e para os seus alunos, analisando com mais profundidade, valorizando as aprendizagens daí decorrentes e as atitudes e valores dos que a ela se dedicam” (p.67). A autora refere ainda que “se continuarmos a ignorar esse género de práticas, atitudes e valores, corremos o risco de afastar a educação musical
34 daquele brilho e entusiasmo que diariamente atrai tantos músicos ouvintes para a música popular”. “A música popular pode ser educacionalmente valorizada, tanto por si só quanto por seu potencial de conduzir os alunos a uma esfera mais ampla de apreciação musical” (p.62).