Başlık XVI Çevre Madde 130 (R):
4. AVRUPA BİRLİĞİ’NDE ÇEVRE KORUMA ÖRGÜTLERİ
Diversos pedagogos do século XX, entre eles: Zoltan Kodály (1882- 1967), Justine Ward (1879-1975), Edgar Willems (1890-1978), Carl Orff (1895- 1982), e Maurice Martenot (1898-1980), concederam à prática vocal um papel central da aprendizagem musical.
O compositor, etnomusicólogo e pedagogo Zoltan Kodály foi o que mais explorou o ensino do canto como recurso para a aprendizagem musical. Uma das razões para tal importância foi o fácil acesso ao instrumento.
37 Kodály utilizou exclusivamente canções folclóricas pois considerou que este tipo de canção constituía a língua materna das crianças e que estas se revelavam fundamentais ao seu desenvolvimento musical. Tal como aprendiam a falar e a contactar com a sua língua materna desde tenra idade, as crianças deveriam igualmente contactar desde cedo com as canções folclóricas tradicionais, pois estas constituíam a base da sua aprendizagem musical. Por se tratar de canções que apresentam uma harmonia entre texto e música e também por transmitirem valores de uma cultura.
Justine Ward procurou facilitar as aprendizagens musicais das crianças do 1º ciclo do Ensino Básico através de um modelo mais prático e menos teórico. Ward baseou-se sobretudo no “canto coral uníssono e a solo, orientado para o canto gregoriano e apoiando-se no sistema de Benedetti di Solesmes” (Ward, apud Sousa 2003:103). “A formação musical é adquirida através de uma didática prática voltada para a voz, estudando o ritmo, a altura, a dinâmica, a emissão, a palavra cantada” (p.103).
O primeiro princípio do método educativo de Ward é levar a criança a descobrir a diferença da voz falada para a voz cantada, para tal Ward propôs uma série de vocalizos. Durante este percurso a criança deve ser sensibilizada para um ponto fulcral: a qualidade sonora. Ward “procurou que a possibilidade de cantar e de se expressar pela música não se limitasse ao talento, tornando- se acessível a todos, património comum, permitindo a todos o acesso ao mundo dos sons” (p.103).
Para Sousa (2003), a educação musical de Ward “procurava levar a criança a seguir por vias simples e naturais (o cantar), aprendendo a criança primeiro pela prática e sendo depois gradualmente conduzida às normas teóricas” (p.103).
O pedagogo Edgar Willems foi pioneiro ao lançar uma nova perspetiva sobre o ensino da música. Willems nunca anuiu com o ensino da música excessivamente intelectualizado e a área que maior interesse lhe despertou foi a audição. A sua pedagogia tinha como objetivos o desenvolvimento do gosto pela música nas crianças por via de uma prática musical com alegria, o que segundo Willems permitia o desenvolvimento integral das crianças nos âmbitos afetivo, sensorial, mental, físico e espiritual. O seu método baseava-se nas
38 relações psicológicas que subsistem entre o ser humano, a música, e o ‘mundo’ que nos rodeia. Os seus princípios basilares são a voz da criança e o movimento. Carl Orff não inclui numa primeira fase da sua metodologia o elemento – voz, só quando constatou a riqueza do mundo infantil é que esta passou a constar da sua perspetiva pedagógica. Orff tomou como ponto de partida “as canções, lengalengas, as adivinhas, os trava-línguas, as onomatopeias, por estas fazerem parte integrante da vida das crianças” (Orff apud Sousa 2003:108). A perspetiva pedagógica passou então a aliar o movimento, o cantar e o tocar, o sistema Orff pode resumir a uma visão geral do mundo musical resumida ao mais simples possível, consistindo essencialmente de uma iniciação através das lengalengas e das canções infantis tradicionais, quase sempre de ritmo simples e repetido. Orff acreditou ter finalmente descoberto um sistema educacional especialmente pensado para crianças.
Maurice Martenot (1898-1980) foi apreciado como sendo um dos grandes pedagogos e compositores franceses do século XX. Apresentou em 1952 um método de pedagogia musical que visava encontrar novos caminhos para o ensino da música. O método baseava-se num conjunto de exercícios rítmicos e melódicos que deveriam ser cantados em lá-lá-lá e, os quais iam progressivamente aumentando de complexidade. “Deseja-se que a aprendizagem seja efetuada através do canto e, sobretudo, do mesmo canto” (Martenot, 1993:34).
Mais recentemente, na segunda metade do século XX, na conceção da sua Teoria da Aprendizagem Musical, Edwin Gordon (1927-2015) deu um lugar de destaque à utilização da voz, quer por parte dos educadores, quer por parte dos alunos. Um pouco à semelhança de Ward, Gordon alerta inicialmente para a diferença entre a voz cantada e a voz falada das crianças, independentemente da sua idade. O pedagogo refere que a melhor forma de ajudar as crianças a descobrirem a sua voz cantada é cantando com elas. Gordon estabelece ainda a comparação, de que da mesma forma que as crianças tomam por modelo os adultos que usam a voz falada, o mesmo acontece no que concerne à voz cantada. Na sua perspetiva o ideal seria as crianças disporem do mesmo tempo de aprendizagem para a voz cantada de que dispõem para aprender a usar a voz falada. Gordon ressalva ainda a importância de os modelos imitados pelos adultos serem cantados na altura(s) que se pretende que as crianças cantem,
39 pois, as crianças ao aprenderem a imitar padrões tonais, aprendem a cantar sons com a altura apropriada. O pedagogo acautela que só se conseguirá estabelecer uma boa afinação depois de as crianças terem descoberto a sua voz cantada e que o cantar e o cantar afinado são duas realidades totalmente distintas.
Jos Wuytack (n.1935) discípulo de Carl Orff “dá muita importância ao canto, referindo que «nem todas as crianças gostam de se exprimir vocalmente e nem todas são capazes, mas todas gostam de cantar» (1970:84). Diz ainda que o canto nasce da palavra, compondo-se de palavras” (Sousa, 2008:109).