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Almanya: Politik Tiyatronun Beşiği

1. BELGESEL TİYATRO

1.1. I. Dünya Savaşı

1.1.1. Almanya: Politik Tiyatronun Beşiği

As incertezas e os desafios que o futuro nos reserva, caracterizado pela instabilidade do ambiente geoestratégico mundial, levam a novas formas de pensamento de modo a encontrar soluções que contribuam para um combate eficaz às novas ameaças emergentes.

Esta reflexão é condicionada por vários factores tais como: condicionantes políticas, questões legais, novas capacidades tecnológicas, em que o “Key Point” da actuação é o efeito necessário para atingir os objectivos estratégicos superiormente definidos.

A expressão do conceito das Effects Based Approach Operations (EBAO) requer forças e capacidades que são caracterizadas pela capacidade de alcançar superioridade na decisão, coerência nos efeitos e projecção e sustentação de uma força conjunta e em que a coerência nos efeitos representa a capacidade de integrar todas as valências da força militar nos outros instrumentos de poder, sinónimo de uma mais rápida harmonização dos esforços militares, com os internacionais, nacionais e de agências não-governamentais, operando no TO.

O conceito de EBAO leva-nos a uma mudança na forma de planear e conduzir operações, centrando-se nas causas e efeitos desejados versus destruição total do objectivo. Ele releva o conjunto, em detrimento do individual, a todos os níveis de comando e em todo o espectro do conflito.

Para se visualizar a perspectiva da dimensão da transformação da NATO, à luz do EBAO, apresenta-se na fig. 2 do Apêndice B, a base da sua Transformação (Strategic Vision, 2004: 17):

Esta doutrina emergente de emprego do poder aéreo, leva-nos a um conceito de operações Força-Tarefa, em que, os meios empregues no cumprimento da missão, são os necessários para a concretização de várias tarefas que nos forem cometidas. Este conceito

de aplicação modelar de emprego da força aérea, surge como uma solução integrada de actuação do poder militar de modo a que as capacidades de cada vector (aéreo, terrestre e naval), que sejam necessárias para o cumprimento da missão, sejam maximizadas e doseadas.

O seu ciclo de expansão poderá ter várias tipologias: emprego – desdobramento – emprego; emprego – reconfiguração – emprego, podendo expandir-se ou retrair-se de acordo com a ameaça, efeito pretendido ou cenário de actuação (ex. aplicação de energia, estabilização, humanitário ou outro) que, de uma forma sumária, para o caso da Força Aérea, se tipificam na fig. 3 do Apêndice B.

Mas, relembrando que a estratégia deve ser entendida como “a arte de preparar e

empregar o poder” e que deve-se ler e assimilar a nova tipologia de ameaça de forma a

definir estratégias de actuação, verifica-se que muito da transformação em curso bem como os novos conceitos de emprego do poder militar em geral e do poder aéreo, em particular, se circunscrevem a cenários fora do nosso espaço ou seja "Out of Area". Então, e os cenários "In Area", ou seja, cenários dentro do nosso território que vão obrigar à intervenção do poder aéreo e em que o conceito de actuação poderá ser muito mais complexo do aqueles que até agora estão a ser estudados?

Relembrando a passagem do furacão Katrina em New Orleans em que foi necessário a intervenção das FFAA como garante da segurança da área e recapitulando uma aula de estratégia em que é conceptualizado um conflito intra-estatal (fig.4 - Apêndice B), pergunta-se: Não há risco dos inimigos emergentes, utilizarem armas de destruição

maciça no nosso próprio território? Recorda-se uma entrevista que Bin Laden deu à

“Time Magazine” em que afirmou que “ (…) se eu adquirisse ADM, então eu agradeço a Deus por me ter permitido fazê-lo.” (Innes, 1999). Num cenário interno desta dimensão em

que fosse disseminado o vírus da varíola qual seria o conceito doutrinário de emprego

do poder aéreo como vector do poder militar? Qual a tipologia de missões que se

enquadram neste cenário?

Por outro lado, como referido anteriormente, despontam no horizonte ameaças de carácter climatérico e pandemias que irão provocar cenários internos de aplicação do poder militar; a ser assim qual o enquadramento conceptual de emprego do poder militar, partindo de um pseudo caos para a estabilização da sociedade?

Desde os primórdios da aplicação do poder aéreo, falamos em poder destruição e projecção de força, mas nestes cenários "In Area", qual é a reflexão estratégica em

A visão prospectiva do quadro de emprego poder militar em geral e do poder aéreo em particular no século XX, assumiu uma posição, predominantemente, ofensiva em detrimento da defensiva. Tendo em conta as ameaças do século XXI, este princípio, na nossa opinião, merece uma melhor reflexão

A gestão a partir do caos para a estabilização poderá ser uma realidade que

merece uma profunda reflexão. Um cenário desta dimensão põe em causa a coesão e a segurança nacional.

A aplicação do poder aéreo, como vector do poder militar, deverá ser sustentada em

dois princípios: o da operação e o da sobrevivência e conservação das capacidades da

força.

O princípio da operação significa a capacidade de aplicarmos o poder aéreo “de

fora para dentro” num cenário interno de desordem e caos, em que a principal ameaça à aplicação do poder vem de dentro, há que mudar o centro de gravidade da força para “Out of Area”, de modo a ter garantia de operação continuada (conceito inverso ao BRAC).

Neste sentido, torna-se estratégico para os países e organizações internacionais manter capacidades estratégicas "Out of Area", de forma a responder com eficácia aos cenários "In Area". Este princípio procura criar vários centros de gravidade da força em que por maior que seja o golpe do inimigo, este não consegue atingir o seu núcleo central. É uma resposta assimétrica a um inimigo assimétrico cuja dificuldade é também a de identificar o seu centro de gravidade que está em constante mutação.

Os cenários que poderão ser considerados, por alguns, de apocalípticos, são bem reais e num futuro não muito distante, poderão vir a acontecer, o que nos leva à necessidade de aplicar um segundo princípio, o da sobrevivência e conservação das

capacidades da força, sinónimo de criar condições para que “a força não seja engolida”

pela ameaça.

Há que pensar qual o quadro de aplicação do poder nestes ambiente bem como os meios de defesa da força, de forma a manter a sua sobrevivência e conservar as suas capacidades num espectro de conflito altamente complexo e de difícil actuação. Pensamos que, nesta área, a robótica e os UAV’s terão valências inigualáveis de actuação.

Esta é, na nossa opinião, uma reflexão que terá que ser efectuada com urgência.

Benzer Belgeler