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Algilanan virüslere ve zararli yazilimlara yanit verme

4. Avira Antivirus Suite ürününe genel bakış

4.3 Nasıl yapılır

4.3.10 Algilanan virüslere ve zararli yazilimlara yanit verme

As tecnologias utilizadas em dispositivos eletrˆonicos atualmente (em geral, baseadas em Si), usam o fluxo bin´ario de cargas el´etricas para facilitar comunica¸c˜oes entre difer- entes dispositivos microeletrˆonicos, os quais expressam dados na forma de bits bin´arios, onde 0’s e 1’s correspondem `a ausˆencia e presen¸ca de cargas el´etricas, respectivamente. A miniaturiza¸c˜ao obedecendo `a famosa Lei de Moore, que diz que microprocessadores devem dobrar sua potˆencia a cada 18 meses, tem levado a um crescimento exponencial da quantidade de informa¸c˜ao guardada em um microprocessador. Por´em, ´e comum ouvir-se dizer que ”nenhum crescimento exponencial ´e para sempre”, e neste caso n˜ao ´e diferente: o paradigma de Moore deve enfrentar um fim pr´oximo quando o tamanho de um ´unico bit aproximar-se da escala atˆomica. Uma quest˜ao essencial ´e se ´e poss´ıvel ou n˜ao continuar a miniaturiza¸c˜ao nos padr˜oes atuais. Existem algumas sugest˜oes para o aprimoramento dos dispositivos atrav´es de multi-funcionalidades, por exemplo, combinando-se o proces- samento e o armazenamento de dados em uma ´unica unidade de um dispositivo eletrˆonico, atrav´es do uso do grau de liberdade de spin do el´etron. Isso nos leva a um tema bastante discutido atualmente no meio cient´ıfico: a spintrˆonica.

1.1 Semicondutores 38

O acoplamento spin-´orbita em pontos quˆanticos semicondutores tem sido tema de muitos estudos recentes, pois este efeito ´e de fundamental importˆancia para a spintrˆonica. [3] Este acoplamento acontece devido ao fato de que um campo el´etrico para um el´etron em movimento, no referencial do el´etron, ´e visto efetivamente como um campo magn´etico, que pode interferir no seu spin. O principal objetivo dos estudos sobre intera¸c˜oes spin- ´orbita ´e o de encontrar maneiras de se ajustar estas intera¸c˜oes e, assim, manipular os spins dos el´etrons em pontos quˆanticos. [36] O entendimento da dinˆamica de spins em pontos quˆanticos poderia facilitar futuramente o desenvolvimento da computa¸c˜ao quˆantica e da comunica¸c˜ao quˆantica.[37] O grau de liberdade do spin ´e talvez at´e mais vantajoso do que a carga do el´etron porque, diferentemente da carga, o spin n˜ao se acopla ao ru´ıdo eletromagn´etico e, assim, tem um tempo de coerˆencia maior.[38] Dada a importˆancia ´obvia dos estados de spin do el´etron em nanoestruturas, um conhecimento aprimorado do acoplamento SO em estados eletrˆonicos de estruturas semicondutoras de baixa dimension- alidade, como pontos e an´eis quˆanticos, ´e essencial para o desenvolvimento das tecnologias citadas.

Os dois principais mecanismos de acoplamento entre o spin e a ´orbita do el´etron s˜ao descritos pelos Hamiltonianos de Rashba-Bychkov e Dresselhaus. [2] O primeiro aparece em estruturas com um potencial de confinamento assim´etrico, de forma que a assimetria no potencial pode ser descrita por um campo el´etrico efetivo perpendicular ao movi- mento do el´etron no plano. Do ponto de vista do pr´oprio el´etron, este campo el´etrico na verdade ´e visto como um campo magn´etico no plano, mas perpendicular ao vetor de onda k do el´etron. A intera¸c˜ao Zeeman efetiva do spin do el´etron com este ”campo magn´etico”levanta a degenerescˆencia do spin, resultando em uma separa¸c˜ao de energias isotr´opica proporcional a k, mesmo para B = 0. Consideremos uma part´ıcula de massa efe- tiva m∗movendo-se no plano com velocidade v = k/msob um campo el´etrico E = E

0z.ˆ

No referencial do el´etron, este campo transforma-se um campo magn´etico efetivo 2

 Bef f = − 1 2 k × E . (1.17)

Temos agora o acoplamento do spin do el´etron com este campo de forma similar ao do efeito Zeeman: HR = µ · Bef f = − e2 4m∗2σ · k × E = e 2 4m∗2E · k × σ = αR(σxky− σykx), (1.18)

onde podemos controlar a constante de acoplamento αR = e 2

4m∗2E0 simplesmente variando

a componente z do campo el´etrico E0 ou, equivalentemente, a assimetria do potencial de

2

1.1 Semicondutores 39

confinamento nesta dire¸c˜ao.

J´a o mecanismo de Dresselhaus vem da corre¸c˜ao de menor ordem para a parabolicidade da banda de condu¸c˜ao no modelo da massa efetiva para materiais sem simetria de invers˜ao, como por exemplo, os cristais zinc-blend. Esta corre¸c˜ao ´e dada por Hcorr = α′Dσ · Ω/2,

onde

Ωx= kx(ky2− kz2) Ωy = ky(kz2− kx2) Ωz = kz(kx2− ky2) (1.19)

e α′

D ´e uma constante que depende do gap e da massa efetiva do material. [39] Nos casos

que estudaremos, o sistema ´e praticamente bidimensional, de forma que temos kz = 0

e k2

z = 2m∗ǫz



2, onde ǫz ´e a energia do confinamento na dire¸c˜ao z, perpendicular ao plano. Assim, temos Hcorr = HD+ HD3, com

HD = αD(−σxkx+ σyky) (1.20a) HD3 = α′ D 2 (σxkxk 2 y− σykykx2) + h.c., (1.20b)

onde definimos αD = α′Dk2z/2. Note que o mecanismo de Dresselhaus ´e mais dif´ıcil de

ser controlado por meios externos, j´a que ele n˜ao depende de campos aplicados como o mecanismo de Rashba, mas da pr´opria estrutura cristalina do material, a qual define o gap e a massa efetiva e, consequentemente, α′

D. Ainda assim, existe um parˆametro control´avel

para a intensidade do acoplamento αD, que ´e a energia do confinamento vertical ǫz, a qual

pode ser ajustada variando-se a largura e a altura do potencial de confinamento nesta dire¸c˜ao. Em geral, o termo c´ubico de Dresselhaus HD3 tem energia muito menor que o

termo HD, principalmente se o confinamento na dire¸c˜ao z for muito forte, portanto, no

decorrer desta tese, iremos considerar apenas HD, descartando o termo c´ubico.

Em pontos e an´eis quˆanticos semicondutores, ambos os mecanismos de Dresselhaus e Rashba podem aparecer, um devido ao material utilizado na composi¸c˜ao destas estru- turas, o outro devido `a varia¸c˜ao da composi¸c˜ao do material dentro do ponto, que gera uma assimetria no potencial de confinamento, [17] ou at´e mesmo devido a um campo el´etrico aplicado na dire¸c˜ao z. Al´em dos efeitos spin-´orbita, vale lembrar que temos tamb´em um outro efeito ainda mais trivial que acopla um campo magn´etico externo ao spin: o efeito Zeeman, descrito pelo Hamiltoniano HZ = gµ−→B ·−→S . ´E interessante estudarmos at´e que

ponto um efeito pode influenciar mais que o outro, e o papel destes efeitos sobre o espectro de energia e sobre os autoestados do spin em pontos quˆanticos semicondutores. Sendo as- sim, neste trabalho, mostraremos como podemos aplicar a t´ecnica split-operator no estudo dos efeitos Zeeman e spin-´orbita em estruturas semicondutoras de baixa dimensionalidade.

1.2 Grafeno 40

1.2

Grafeno

Um problema bastante estudado recentemente ´e o do comportamento de el´etrons sobre folhas de grafeno. O grafeno ´e um cristal de carbono bidimensional que foi obtido pela primeira vez em 2004 atrav´es de uma clivagem micromecˆanica do grafite [40]. Os primeiros estudos te´oricos sobre grafeno foram feitos no fim dos anos quarenta, como uma primeira aproxima¸c˜ao para o grafite [41].

Os ´atomos do grafeno est˜ao dispostos em uma rede hexagonal, que ´e usualmente tratada como duas sub-redes A e B superpostas. A Fig. 5 mostra a rede cristalina do grafeno e a disposi¸c˜ao das sub-redes A e B. Na verdade, a necessidade de se considerar duas sub-redes diferentes vem do fato de que a rede hexagonal do grafeno n˜ao ´e uma rede de Bravais; em outras palavras, n˜ao podemos definir, para um s´o s´ıtio, dois vetores de base que possam ser combinados linearmente gerando qualquer outro s´ıtio da rede. Por´em, uma rede triangular possui tal caracter´ıstica e, por isso, diz-se que a c´elula unit´aria do grafeno possui dois s´ıtios (´atomos de carbono), a partir dos quais podemos criar vetores de base e descrever todo o sistema como uma superposi¸c˜ao de duas sub-redes triangulares deslocadas e superpostas, denominadas A e B. Como podemos ver na Fig. 5, a simetria da rede do grafeno ´e C6v, de forma que as dire¸c˜oes x e y do plano Cartesiano n˜ao s˜ao

equivalentes neste caso. Na verdade, na rede ilustrada na Fig. 5, os ´atomos nestas dire¸c˜oes est˜ao organizados em estruturas chamadas de zigzag (na dire¸c˜ao x) e armchair (na dire¸c˜ao y).

Figura 5: Estrutura cristalina de uma monocamada de grafeno, cujo parˆametro de rede ´e a, mostrando a superposi¸c˜ao das duas sub-redes A e B.

1.2 Grafeno 41

de um modelo tight-binding (TB) ou, caso consideremos apenas os estados de menor energia em uma folha de grafeno infinita, de um modelo cont´ınuo, no qual os el´etrons s˜ao descritos por quasi-part´ıculas que obedecem `a equa¸c˜ao de Dirac, como explicaremos em detalhes a seguir.