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Akut Koroner Sendrom

4. GENEL BİLGİLER

4.2 Koroner Arter Hastalığı (KAH) Tanımı ve Patofizyolojisi

4.2.1 Akut Koroner Sendrom

Para adentrarmos mais no universo perceptual dos sujeitos sobre as questões dessa pesquisa, algumas perguntas do questionário versavam sobre a sua relação cotidiana com o ambiente e os danos a ele causados, tentando compreender como se percebem enquanto integrantes e ao mesmo tempo impactantes. Essa busca justificou-se à luz da dimensão pedagógica proposta na Ecopedagogia de Gutiérrez e Prado (2008), que propõem a partir do cotidiano, a percepção de um problema e a objetivação de uma realidade para melhor conhecê-la e atribuir-lhe um significado, na análise de possíveis causas e consequências. Só assim é possível a ação concreta sobre o ambiente em que se vive, criando novas formas de ser e de estar no planeta, impregnando de sentido as práticas, os atos cotidianos, na busca pela qualidade de vida e sustentabilidade.

Os dados obtidos nessa seção, foram analisados por meio de análise estatística descritiva, através dos percentis. Os gráficos que serão apresentados, estão fragmentados em: percepção dos problemas ambientais da cidade onde mora/estuda, uma vez que a maioria dos sujeitos são estudantes em regime de internato na cidade de Bananeiras e percepção dos problemas ambientais do semiárido, onde a maioria dos sujeitos reside com seus familiares. Assim, ao perguntarmos para os sujeitos sobre os problemas ambientais existentes no semiárido, o desmatamento (25%), a desertificação (20%), as queimadas (15%), a diminuição da fauna (15%) e a erosão (10%) foram os mais presentes nas respostas, conforme Gráfico 1.

Foram também apontados de maneira menos expressiva a poluição das águas, assim como a presença de lixões a céu aberto, entre outros. Esses problemas ambientais evidenciados pelos sujeitos investigados, vem no encontro aos impactos do semiárido,

onde a Caatinga é um dos biomas mais alterados pelas atividades humanas, segundo Abílio e Florentino (2011).

Gráfico 1: Diagnose inicial da percepção dos problemas ambientais do semiárido

nordestino.

Fonte: a autora (2014)

Logo após as intervenções ecovivenciais, prosseguimos por meio da diagnose final, tentando compreender se houve modificações e quais seriam essas, sobre sua auto- percepção enquanto integrantes e ao mesmo tempo impactantes do seu meio ambiente. Como achados, entre os mais apontados conforme Gráfico 2, o desmatamento se manteve na liderança, agora com 34% das respostas, vindo na sequência as queimadas (17%) e como novidade, uma maior pontuação para os lixões a céu aberto (13%), pouco expressados na diagnose inicial (5%). Também foram mencionados de forma menos expressiva a desertificação, a poluição das águas, a diminuição da fauna e o assoreamento dos rios, todos esses, novamente coadunando com Abílio e Florentino (2011).

Ao cruzarmos os dados obtidos entre esses dois momentos: a diagnose inicial e a diagnose final, observamos que os problemas ambientais mais apontados se repetem, havendo poucas mudanças, como em relação ao olhar mais aguçado para a presença de lixões a céu aberto.

Gráfico 2: Diagnose final da percepção dos problemas ambientais do semiárido

nordestino.

Fonte: a autora (2014)

Quando a pergunta do questionário versou sobre os problemas ambientais observados na cidade de moradia ou de estudo dos sujeitos, uma vez que quase todos são alunos em regime de internato na cidade locus da pesquisa, Bananeiras (PB), a grande maioria apontou ser a poluição da água (47%), como podemos perceber no Gráfico 3 a seguir, seguindo os lixões a céu aberto (17%), as queimadas (12%) e a poluição do ar (12%). Com menor expressividade foram apontadas a erosão (6%) e a desertificação (6%).

Após as intervenções ecovivenciais, tentando compreender nos sujeitos da pesquisa se houve modificações e quais seriam essas, observamos entre as respostas novamente a poluição da água (27%) como a mais apontada, vindo na sequência os lixões a céu aberto (23%) e o desmatamento (18%). Com menor frequência foram mencionados a poluição do ar (9%), o lixo nas ruas (9%), seguidos do assoreamento dos rios (5%), do armazenamento inadequado da água (5%) e das queimadas (4%) conforme Gráfico 4.

Gráfico 3: Diagnose inicial da percepção dos problemas ambientais da cidade onde

mora/estuda – Bananeiras (PB).

Fonte: a autora (2014)

Com relação à percepção dos problemas ambientais da cidade em que mora/estuda, ao compararmos os Gráficos 3 e 4, ou seja, a diagnose inicial e a diagnose final, observamos que houve uma maior diversificação de problemas ambientais apontados pelos sujeitos da pesquisa. A poluição da água permaneceu como a mais significativa, mas apresentando uma mudança na sua frequência, ou seja, de 47% para 27%. Essa alta frequência se justifica em função do rio que dá nome à cidade, Bananeiras, fazer parte do cotidiano dos sujeitos, passando ao lado do Campus onde moram e estudam, atravessando as ruas principais. Emergiu a percepção para os desmatamentos (novos loteamentos), os lixões a céu aberto, o lixo nas ruas, a maneira inadequada de armazenamento de água, entre outros. Seria um indicativo de reeducação do olhar a partir do sentido dado às ações cotidianas defendidas na ecopedagogia de Gutiérrez e Prado (2008), tendo em vista que nossas intervenções pedagógicas, em sua maioria, se deram no entorno do Campus locus da pesquisa.

Estabelecendo uma análise comparativa entre as percepções do semiárido, no seu meio rural, menos urbanizado (Gráficos 1 e 3) e na cidade (Gráficos 2 e 4), observamos que no semiárido o elemento terra foi o mais representativo nas falas dos sujeitos, por meio de referências ao desmatamento, à desertificação, à diminuição da fauna, à erosão e aos lixões a céu aberto. As percepções dos sujeitos da pesquisa para os problemas ambientais no semiárido fazem emergir a alma da zona rural, por ser o lar, o locus de

reminiscências e o meio de se ganhar a vida (TUAN, 2012, p. 136). Por serem na sua maioria do meio rural, estão imersos na terra.

Gráfico 4: Diagnose final da percepção dos problemas ambientais da cidade onde

mora/estuda – Bananeiras (PB).

Fonte: a autora (2014).

Com relação à percepção dos problemas ambientais da cidade onde moram/estudam, os elementos água e ar prevalecem, por meio da poluição da água, da poluição do ar, dos lixões a céu aberto, das queimadas, do assoreamento dos rios e do armazenamento inadequado da água. A percepção dos sujeitos na cidade não focou nas coisas em si, mas nos discursos que circulam e permeiam todas as relações.

E para se perceber no meio, segundo Maffesoli (1998), faz-se necessário mais do que nunca, voltar os olhos para si mesmo. Assim, uma das perguntas do questionário versou sobre os problemas ambientais ocasionados pelas atitudes cotidianas dos próprios sujeitos da pesquisa, e observamos que a maioria dos sujeitos, não se implica pessoalmente, mostram-se evasivos, apartados, enfim homens no mundo e não com o mundo, homens expectadores e não recriadores (FREIRE,P., 2011a, p. 87), como podemos observar nas falas transcritas e apresentadas no Quadro VIII – Diagnose

Sendo a percepção uma atividade, um estender-se para o mundo, segundo Tuan, (2012, p. 30), apenas quatro sujeitos investigados se mostraram co-responsáveis por suas atitudes ambientais. Pineau (2008a) chama a atenção para a maneira puramente utilitária de se relacionar com os elementos, fazendo com que o organismo seja usado, automatizado e coisificado, embotando a consciência e brutalizando a pessoa. Dai a dificuldade da maioria dos sujeitos se perceberem como co-responsáveis, seja nas mais simples atitudes, como o destino adequado do próprio lixo gerado ou o gasto excessivo de água. Para o autor, faz-se necessário transformar as relações de uso do cotidiano em relações de reflexão, que permitam atentar tanto a si próprio quanto ao universo, favorecendo uma tomada de consciência das relações entre os gestos cotidianos e seus ambientes mundiais, aproximando-os. (PINEAU, 2008a, p. 50). Na medida em que os homens, simultaneamente refletindo sobre si e sobre o mundo, vão aumentando o campo de sua percepção.

Constatamos que, mesmo após as ecovivências e os jogos de areia, alguns sujeitos da pesquisa continuaram não se implicando pessoalmente, mostrando-se evasivos como observamos no Quadro VIII – Diagnose Final. Pressupomos a necessidade de novas ecovivências, afinal como nos apontam Gutiérrez e Prado (2008), compreender e respeitar a dimensão espaço-temporal é de cada indivíduo é fundamental, uma vez que a educação é um processo consumidor de tempo diante de uma diversidade cultural, com estilos e ritmos diferentes de aprendizagem.

Em contrapartida, houve um aumento significativo no número de sujeitos que se sentem co-responsáveis, se implicando enquanto integrantes e ao mesmo tempo impactantes nas suas ações cotidianas, nos sinalizando o caráter emancipatório do nosso objeto de estudo, a Pedagogia Ecovivencial. Essa mudança na auto-percepção dos sujeitos, mudando a sua postura de mero espectador ou objeto para sujeito da sua história, nos remete aos saberes freireanos, ao defender que como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata, mas também o de quem intervém como sujeito nas ocorrências (FREIRE, P., 2011b, p. 74).

Quadro VIII: Diagnose Inicial e Diagnose Final da auto-percepção dos sujeitos com relação ao meio em vivem.

Diagnose Inicial Diagnose Final

- Evasivos:

Ipê-amarelo: Não prejudico, ajudo a preservar;

Macambira: Espero que não, procuro sempre fazer a minha parte em defesa do meio;

Jurema: Parcialmente, mas tento solucionar evitando esses danos;

Mandacarú1: Sim, pois quando o homem polui o rio, joga lixo no solo, polui o ar de certa forma, está gerando impacto ao meio ambiente;

Juazeiro: Sim, o gasto excessivo de água;

Coroa-de-frade: Não, me reeduquei nas minhas atitudes como ser humano e vivente do meu ambiente;

Cacto Branco: Procuro fazer o que posso para amenizar os danos já existentes, busco incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo;

Cacto: Acredito que não, tenho não ocasionar danos. - Co-responsáveis:

Palma: sim, mas sempre acabo jogando um ‘lixinho’ aqui, outro ali, sei que

devo fazer minha parte no cuidado com o meio ambiente;

Xique-xique2: Sim, jogando lixo na rua e não me preocupando com o tempo no banho;

Girassol: Sim, dede a hora que tomamos banho, a água que gastamos, o consumo exagerado;

Mandacarú2: Sim, na propriedade do meu avô, eles utilizam as queimadas que prejudicam ainda mais o meio.

- Evasivos:

Ipê-amarelo: Sim, pretendo preservar;

Jurema: Sim em parte, mas sempre tentando solucionar ou minimizar;

Cacto Branco: Procuro sempre estar me cuidando e policiando;

Cacto: Não, procuro evitar qualquer dano;

Girassol: Sim, a cada movimento do ser humano, ele está prejudicando algo na natureza.

Mandacarú2: Não, estou melhorando cada vez mais com minha participação nesse projeto.

- Co-responsáveis:

Macambira: Não, busco sempre agir corretamente com a natureza, preservando-a, por outro lado, acho que sim, pois não faço nada para que haja coleta seletiva na minha cidade, como também depositar o lixo colhido no ambiente adequado.

Mandacarú1: Sim, pelos materiais industrializados que consumimos;

Juazeiro: Pelo meu lixo que não é reciclado, pelo gasto excessivo de água;

Paula: Nem sempre coloco o lixo no lixo, assim contribuindo para problemas ambientais;

Xique-xique1: Sim, sabendo que veículos automotores emitem com gases poluentes, então foco nisso constantemente evitando o uso excessivo;

Xique-xique2: Sim, porque desperdiço água, jogo lixo onde não deveria jogar;

Coroa-de-frade: Sim, o lixo não tem destino correto.

Benzer Belgeler