3.2.1.1 O Caderno do Professor
Figura 3.2 – Caderno do Professor.
Esse documento soma-se aos demais documentos destinados aos docentes já citados neste trabalho, sendo apresentado em forma de caderno (chamado pelos docentes de apostila ou caderninho) e produzido para todas as séries do EF Ciclo II e para o EM.
As unidades escolares recebem os materiais “mensalmente”, com o apoio da FDE e da CENP. Segundo Maria Inês Fini, coordenadora geral do projeto “São Paulo Faz Escola”,
o objetivo dos Cadernos sempre será o de apoiar os professores em suas práticas de sala de aula. Podemos dizer que este objetivo está sendo alcançado, porque os professores da rede pública do Estado de São Paulo
fizeram dos cadernos um instrumento pedagógico com bons resultados. (SÃO PAULO, 2009a, p. 5).
O Caderno do Professor traz uma unidade didática, disposta em situação de aprendizagem, e o conteúdo a ser trabalhado, ao qual segue um roteiro de orientações metodológicas, direcionado ao professor, contendo: a quantidade de aulas a serem ministradas, o conteúdo referido, as competências e habilidades destinadas àquela situação de aprendizagem, as estratégias de ensino, os recursos didáticos e a forma como o processo deve ser avaliado.
Já as atividades propostas seguem um direcionamento de como o professor deve trabalhar o assunto em sala de aula, mas sem considerar imprevistos ou, ainda, a falta de materiais adequados para o desenvolvimento do que está sendo proposto. Nesse sentido, alega-se que, para evitar esses problemas, o professor deve preparar a sua aula antecipadamente, pois assim saberá o que necessita para o desenvolvimento do roteiro dos cadernos, ou seja, julga-se que as escolas possuem uma ampla infraestrutura para tal feito. Um exemplo de atividade proposta é o seguinte:
Para desenhar o mapa: com o auxílio de um retroprojetor, projete o mapa do Brasil com as divisões estaduais sobre as cartolinas já coladas na parede. Caso o retroprojetor não esteja disponível, você pode pedir para aqueles alunos que desenham bem que façam um croqui do território brasileiro. (SÃO PAULO, 2008a, p. 19).
Outro ponto de bastante destaque diz respeito às atividades práticas que devem ser desenvolvidas, as quais também se tornam limitadas à medida que, em sua maioria, as escolas não possuem nem ao menos espaços para a realização das atividades propostas nos cadernos, sendo que algumas possuem cunho de formulação de hipótese e outras, cunho de redescoberta.
Para que se compreenda a questão da liberdade de escolha do tema e da metodologia a ser desenvolvida nas salas de aula, sugerimos uma breve análise de uma atividade disponível no Caderno do Professor – Ciências – 5ª série/6º ano – 2009, páginas 17 a 20, com o tema “Características dos principais ecossistemas
(biomas) brasileiros”;42 ressalte-se que, neste tópico, faremos somente a análise do Caderno do Professor.
Na atividade, consta, primeiramente, o tempo para as aulas, os conteúdos e seus temas, além de uma lista com as competências e habilidades que o aluno deve atingir com a atividade, não diferindo em nada dos objetivos específicos dos “antigos planos de ensino”; as estratégias, ou seja, a metodologia, também se apresentam, sendo, nesse caso, uma aula dialogada, com pesquisa orientada. Além disso, o caderno sugere os recursos a serem utilizados em sala de aula, entre eles, o livro didático, jornais, internet e cartolinas. Em suma, trata-se de um miniplano de aula para que o professor siga.
Na sequência, o roteiro de aprendizagem sugere o objetivo da atividade, que é: “proporcionar ao aluno o conhecimento dos diferentes biomas que ocorrem no território brasileiro, e permitir a reflexão sobre a dependência dos seres vivos aos fatores não vivos.” (SÃO PAULO, 2008a, p. 17-20), seguindo com as etapas, o processo a ser desenvolvido pelo educador em cada uma delas, bem como a forma como isso deverá acontecer.
É interessante notar que, como o material já sugere um roteiro de pesquisa, o professor não irá proporcionar aos educandos o pesquisar, o criar. Em outras palavras, o roteiro já se encontra pronto, bastando que o professor transfira-o aos seus alunos, os quais devem ter essas questões respondidas em seus cadernos. Além disso, verifica-se que, embora todo o trabalho também enfoque questões espaciais e climáticas, por exemplo, em nenhum momento cita-se o trabalho interdisciplinar entre as disciplinas de Ciências e Geografia.
Por fim, a atividade de avaliação corresponde à socialização de um trabalho padronizado, o que pode provocar comparações, em nível de competição, entre os alunos e poucas diversidades na aprendizagem, visto que, para tal feito, os alunos devem se embasar em uma tabela que se encontra no material. Logo, o que pode se constatar é que uma aula, em que poderiam haver grandes momentos de questionamentos e uma metodologia diferenciada e criativa por parte dos educadores e, por que não, dos alunos, passa a ser rotineira e, até mesmo, empobrecida.
3.2.1.2 O Caderno do Aluno
Figura 3.3 – Caderno do Aluno.
Alunos da rede estadual recebem caderno de atividade s
Os livros serão separados por disciplina e divididos por série, e trarão exercícios, mapas e tabelas, entre outros.
Para facilitar o acompanhamento das aulas, 3,3 milhões estudantes de 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e do ensino médio da rede estadual paulista receberão este mês o Caderno do Aluno. Separados por disciplina e divididos por série, os cadernos trarão exercícios, mapas, tabelas, indicadores bibliográficos e dicas de estudo. O novo material complementará livros didáticos e servirá para poupar tempo ao jovem, que não precisará copiar todo o conteúdo da lousa. Idem o tempo do professor, que terá mais disponibilidade para aclarar dúvidas do aluno.
Também poderá ser útil aos pais na supervisão do estudo de seus filhos. São 60 cadernos diferentes, um para cada disciplina e para cada série. No total, serão 108,3 milhões de exemplares por ano. Os alunos do ensino fundamental receberão sete cadernos, um para cada disciplina (língua portuguesa, matemática, artes, língua inglesa, ciências, geografia e história). Ao longo do ano letivo, o estudante receberá um total de três volumes de cada disciplina (2º e 3º bimestres condensados em um material). [...] O material foi elaborado por uma equipe multidisciplinar integrada por educadores da Secretaria Estadual da Educação e por especialistas consultados pela pasta paulista. (SÃO PAULO, 2009b).
Assim como o Caderno do Professor, o Caderno do Aluno possui uma disposição quanto a textos, figuras e gráficos, porém este é complementado com espaços para respostas, denominados “questionário de interpretação”, “o que aprendi”, “registro de conceitos básicos” e “registro de pesquisa de grupo e campo”. Além disso, com a intenção de enriquecer o trabalho realizado na sala de aula e contribuir ainda mais para a formação do aluno, possui atividades intituladas “lições de casa”.
De acordo com a sua introdução,
é por meio de estudos e da realização das tarefas que você [aluno] poderá conquistar a autonomia para aprender sempre. Neste sentido, cabe ao professor a tarefa de orientar os estudos, esclarecer dúvidas, retomar conteúdos e fazer revisões, enquanto que o aluno, por meio do seu „Caderno‟ deverá: Ler ou reler textos indicados pelo professor; fazer e refazer exercícios para compreender melhor um conteúdo; realizar pesquisas para ampliar ou aprofundar conhecimentos sobre um assunto; e refletir sobre um tema ou assunto de uma disciplina. (SÃO PAULO, 2008d, p. 1).
Dessa maneira, de acordo com a proposta curricular implementada no ano de 2008 pela SEESP e configurada como currículo oficial no ano de 2009, além da ênfase na linguagem dos processos de desenvolvimento dos alunos, amparada em habilidades e competências, os conteúdos propostos devem estar articulados com a repetição de tarefas e o mundo do trabalho.
Ressalta-se que analisamos os cadernos das várias séries do EF Ciclo II e encontramos, neles, algumas dicas de realização de atividades muito interessantes, porém algumas são distantes da realidade de muitos dos alunos da rede estadual. Não queremos, contudo, dizer que os educandos não devem ter acesso ao tipo de atividade que sugerem os cadernos, mas que isso se torna menos acessível para alguns educandos; dessa maneira, seria interessante a ampliação de alguns projetos desenvolvidos pela SEESP, como, por exemplo, “Cultura é Currículo”.
Como realizado no item anterior, analisaremos a atividade sobre “Características dos principais ecossistemas (biomas) brasileiros”, agora através do Caderno do Aluno; a atividade está nas páginas 15 a 23 (SÃO PAULO, 2009d).43
Primeiramente, o aluno possui um espaço para registrar o que foi discutido em aula, fato extremamente abstrato para um aluno no primeiro bimestre do EF Ciclo II, no qual cabe ao educador auxiliar seus educandos na jornada de adaptação, não somente no que tange à mudança de ciclo, mas, muitas vezes, no fato de os alunos terem, agora, que conviver com professores diferentes e a realização de diferentes atividades, em diferentes tempos.
A seguir, o aluno deverá responder ao roteiro de pesquisa preestabelecido, ou seja, não cabe aos alunos a formulação do que consideram interessante de ser descoberto com o auxílio do professor; se assim fosse, esse fator causaria nos alunos um maior contato com a pesquisa em si, além de entrosamento com os demais colegas e com o professor, com um número maior de questionamentos. Por fim, um esquete de um mapa e uma tabela já prontos, não deixando que o aluno construa sua atividade, mas apenas a complete, são fatores que também poderiam ser trabalhados de outra maneira, como, por exemplo, a interdisciplinaridade com professores das demais disciplinas.
Nesse contexto, é imprescindível refletir que as propostas curriculares podem trazer contribuições para a melhora da educação, desde que, para isso, haja uma parceria em sua elaboração, considerando o cotidiano escolar. Para tanto, é indispensável a participação dos educadores, visto que a ação e o sucesso delas dependem muito desses sujeitos do processo. Logo, faz-se necessário que uma relação muito maior aconteça entre o que foi concebido no currículo estadual paulista e o que é vivido no dia a dia das escolas e nas relações professor-aluno, abrindo a possibilidade de melhoria significativa no ensino e na educação.
4 CAMINHO METODOLÓGICO
Neste capítulo, apresentamos a abordagem metodológica empregada, a descrição do contexto da pesquisa, a DRE a que pertencem as escolas e os professores participantes, bem como, de maneira mais específica, os instrumentos de coleta e os procedimentos para análise dos dados.
Primeiramente, cumpre informar que a presente proposta objetivou a aproximação do contexto do professor, da escola e de sua forma de trabalho com o novo currículo estadual, partilhando de suas experiências, questionamentos e posicionamentos frente a essa nova política estadual de educação. Para tanto, este trabalho de investigação científica é de natureza qualitativa, por considerar que essa perspectiva possibilita uma visão mais profunda e integrada das situações vivenciadas pelos professores em seu percurso profissional, diante das ações modificadoras desencadeadas pelas políticas públicas educacionais implantadas ao longo dos dezesseis anos de comando do governo estadual paulista. Logo,
implica uma partilha densa com pessoas, fatos e locais que const ituem objetos de pesquisa, para extrair desse convívio os significados visíveis e latentes que somente são perceptíveis a uma atenção sensível. Após este tirocínio, o autor interpreta e traduz em um texto, zelosamente escrito, com perspicácia e competências científicas, os significados patentes ou ocultos do seu objeto de pesquisa. (CHIZZOTTI, 2008, p. 28-29).
Além disso, uma vez que nosso interesse baseia-se em descobrir o que pensam os professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo sobre o novo currículo e de que maneira estão desenvolvendo-o em seu trabalho, a metodologia escolhida foi para que a pesquisa direcionasse-se em características de análise de conteúdo, pois,
partindo de uma mensagem, procuramos indagações acerca de „quem‟ e acerca do „por que‟ de determinado conteúdo, estamos trabalhando com o ponto de vista do produtor. E neste caso, três pressupostos básicos garantem relevância a esse enfoque: toda mensagem falada, escrita ou sensorial contém, potencialmente, uma grande quantidade de informações sobre seu autor; suas filiações teóricas, concepções de mundo, interesses de classe, traços psicológicos, representações sociais, motivações expectativas, etc. O
produtor/autor é antes de tudo um selecionador e essa seleção não é arbitrária. Da multiplicidade de manifestações da vida humana, seleciona o que considera mais importante para „dar seu recado‟ e as interpreta de acordo com seu quadro de referência. Obviamente, essa seleção é preconcebida. Sendo o produtor, ele próprio, um produto social, está condicionado pelos interesses de sua época, ou da classe que pertence. E, principalmente, ele é formado no espírito de uma teoria que não significa „saber erudito‟ e nem contrapõe ao „saber popular‟, mas que transforma seus divulgadores muito mais em executores de determinadas concepções do que seus próprios senhores. A „teoria‟ da qual o autor é expositor orienta sua concepção da realidade. Tal concepção (consciente ou ideologizada) é filtrada mediante seu discurso e resulta em implicações extremamente importantes, para quem s e propõe a fazer análise de conteúdo. (FRANCO, 2008, p. 25).
Para Bardin (2008),
a análise de conteúdo é um conjunto de técnicas das comunicações visando obter procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitem a interferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens. (p. 44).
Já os instrumentos de coletas de dados foram dois: questionário, com questões abertas e fechadas, e entrevista, a qual foi escolhida porque, no processo de investigação qualitativa, permite que o sujeito pesquisador aproxime-se de seus sujeitos entrevistados, compreendendo de forma mais direta as suas ações e interações com o cotidiano, visto que
[...] o mundo social não é um dado natural, sem problemas: ele é ativamente construído por pessoas em suas vidas, mas não sob as condições que elas mesmas estabeleceram. Assume-se que essas construções constituem a realidade essencial das pessoas, seu mundo vivencial. (GASKELL, 2002, p. 65).
Ainda, a entrevista também evidencia atitudes e valores dos entrevistados, que, nesta pesquisa, foram os professores de Ciências Físicas e Biológicas do EF Ciclo II, no sentido de garantir o objetivo central deste estudo, ou seja, obter dados significativos do pensamento e da prática frente ao novo currículo de Ciências proposto pela SEESP.
[...] a entrevista também se torna um momento de organização de idéias e de construção de um discurso para o interlocutor, o que já se caracteriza um recorte da experiência e reafirma a situação de interação como geradora de um discurso particularizado. Esse processo interativo complexo tem um caráter reflexivo, num intercâmbio contínuo entre significados e o sistema de crenças e valores perpassados pelas emoções e sentimentos do protagonista. (SZYMANSKI; ALMEIDA; PRANDINI, 2004, p. 14).
4.1 O Campo da Pesquisa
A presente pesquisa foi desenvolvida com os professores da DRE Centro- Oeste, órgão da SEESP localizado na região oeste de São Paulo, mais especificamente na Vila Madalena.
Essa DRE compreende um total de 75 escolas, localizadas nos seguintes bairros: Jardim Monte Kemel, Rio Pequeno, Vila Progredior, Vila Morse, Indianápolis, Butantã, Jardim Peri Peri, Vila Anastácio, Pinheiros, Alto da Lapa, Jardim Esmeralda, Vila Inah, Jardim Colombo, Lapa, Parque Continental, Itaim Bibi, Vila Lageado, Mirandópolis, Vila Madalena, Sumarezinho, Vila Nova Conceição, Jardim Ivana, Alto de Pinheiros, Brooklin Paulista, Vila Mariana, Parque Jabaquara, Jardim Paulista, Lapa de Baixo, Jardim Cambará, Saúde, Jaguaré, Jardim Jussara, Jardim João XXIII, Vila Nova Alba, Planalto Paulista, Jardim Guaraú, Jardim Rosa Maria, São Judas, Vila Romana, Jardim Ester, Vila do Bosque, Previdência, Conjunto Promorar, Jardim Boa Vista, Ferreira e Vila Dalva, os quais pertencentes aos distritos de: Vila Sônia, Rio Pequeno, Morumbi, Saúde, Butantã, Lapa, Pinheiros, Jaguaré, Itaim Bibi, Campo Belo, Jardim Paulista, Raposo Tavares e Alto de Pinheiros (Figuras 4.1 e 4.2).
–
–
Estado de São Paulo
Grande São Paulo
Cidade de São Paulo Estado de São Paulo
Estado de São Paulo
Grande São Paulo Grande São Paulo
Cidade de São Paulo Cidade de São Paulo
Figura 4.1 – Localização da DRE Centro-Oeste.
Fonte: Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo (COGSP) (SÃO
PAULO, 2010b). – – Saúde Vila Sônia Raposo Tavares Rio Pequeno Morumbi Pinheiros Jardim Paulista Lapa Itaim Bibi Jaguaré Butantã Campo Belo
Cidade de São Paulo - Diretoria Regional de Ensino Centro Oeste
Distritos
Alto de Pinheiros
Jardim Peri-Peri Vila Nova Conceição Jardim Rosa Maria
Lapa Vila ProgrediorVila Romana
Jardim Monte Kemel Vila Morsi
Jardim Paulista Vila Nova Alba
Jardim João XXIII Vila Madalena
Jardim Jussara Vila Mariana
Jardim Guaraú Vila Inah
Jardim Ivana Vila Lageado
Jardim Esmeralda Vila Dalva
Jardim Ester Vila do Bosque
Jardim Cambará Sumarézinho
Jardim Colombo Vila Anastácio
Ferreira Planalto Paulista
Indianápolis Previdência
Alto da Lapa Lapa de Baixo
Itaim Bibi Rio pequeno
Jaguaré São Judas
Jardim Boa Vista Saúde
Brooklin Paulista Parque Continental
Butantã Parque Jabaquara
Conjunto Promorar Pinheiros
Cidade de São Paulo - Diretoria Regional de Ensino Centro Oeste Bairros
Alto de Pinheiros Mirandópolis
Saúde Vila Sônia Raposo Tavares Rio Pequeno Morumbi Pinheiros Jardim Paulista Lapa Itaim Bibi Jaguaré Butantã Campo Belo
Cidade de São Paulo - Diretoria Regional de Ensino Centro Oeste
Distritos
Alto de Pinheiros
Jardim Peri-Peri Vila Nova Conceição Jardim Rosa Maria
Lapa Vila ProgrediorVila Romana
Jardim Monte Kemel Vila Morsi
Jardim Paulista Vila Nova Alba
Jardim João XXIII Vila Madalena
Jardim Jussara Vila Mariana
Jardim Guaraú Vila Inah
Jardim Ivana Vila Lageado
Jardim Esmeralda Vila Dalva
Jardim Ester Vila do Bosque
Jardim Cambará Sumarézinho
Jardim Colombo Vila Anastácio
Ferreira Planalto Paulista
Indianápolis Previdência
Alto da Lapa Lapa de Baixo
Itaim Bibi Rio pequeno
Jaguaré São Judas
Jardim Boa Vista Saúde
Brooklin Paulista Parque Continental
Butantã Parque Jabaquara
Conjunto Promorar Pinheiros
Cidade de São Paulo - Diretoria Regional de Ensino Centro Oeste Bairros
Alto de Pinheiros Mirandópolis
Figura 4.2 – Localização da DRE Centro-Oeste.
Através de pesquisa realizada no setor de Planejamento da DRE Centro-Oeste, com dados do sistema Gestão Dinâmica de Administração Escolar (GDAE),44 foi possível caracterizar as unidades escolares da seguinte maneira:
Caracterização das salas de aula Número de unidades escolares na DRE
Centro-Oeste
Unidades escolares de Ciclo I –
1ª a 4ª séries 63
Unidades escolares de 1ª a 4ª e 5ª a 8ª séries 03 Unidades escolares de 1ª a 4ª, 5ª a 8ª e EM 05 Unidades escolares somente de 5ª a 8ª séries 05 Unidades escolares de 5ª a 8ª séries e EM 23 Unidades escolares somente de EM regular 10 Unidades escolares com EM regular e Educação de
Jovens e Adultos (EJA) 18
Unidades escolares com EJA, EF e EM 02
Unidades escolares que possuem Centro de
Estudos de Línguas (CEL) 02
Unidades escolares que possuem Telecurso
Técnico (TELETEC) 02
Escolas sedes de classes da Fundação Casa 02 Escolas que possuem telecurso de EF e EM 02
Quadro 4.1 – Caracterização das unidades escolares/séries da DRE Centro-Oeste – 29/10/2010.
Fonte: GDAE (SÃO PAULO, 2010c).
Sala de recursos Unidades escolares Total de salas de
recursos Total de alunos
Deficiência Intelectual (DI) 19 unidades 10 213 Deficiência Auditiva (DA) 04 unidades 02 18
Deficiência Visual (DV) 04 unidades 03 10
Deficiência Física (DF) 01 unidades Classe hospitalar 02 unidades Educação especial 14 unidades
Quadro 4.2 – Caracterização das salas de educação especial da DRE Centro-Oeste.
Fonte: GDAE (SÃO PAULO, 2010c).
44 GDAE é um sistema administrativo constituído por um portal na internet, que opera através de uma
infraestrutura de telecomunicações, cobrindo todo o Estado. Os dados e informações fluem entre as escolas e os órgãos centrais, nos dois sentidos, passando pelas DREs.
Turmas formadas Número total de turmas Total de alunos matriculados
Turmas de Ciclo I 419 11476
Turmas de ensino de 9 anos 158 4115
Turmas de PIC45 13 231
Turmas de EF Ciclo II 540 17681
Turmas de recuperação de ciclo 3 58
EM regular 477 17133 EJA EF 7 237 EJA EM 168 6247 Educação especial DI46 19 221 DF 4 40 DI 20 213 DA 2 18 DV 3 10
Total de alunos matriculados na DRE 57680
Quadro 4.3 – Somatória de turmas/alunos da DRE Centro-Oeste.
Fonte: GDAE (SÃO PAULO, 2010c).
4.2 Os Sujeitos da Pesquisa
De acordo com Chizzotti (2006),
na pesquisa qualitativa, todas as pessoas que participam da pesquisa são reconhecidas como sujeitos que elaboram conhecimentos e produzem práticas adequadas para intervir nos problemas que identificam. Pressupõe- se, pois, que elas têm um conhecimento prático, de senso comum e representações relativamente elaboradas que formam uma concepção de vida e orientam as suas ações individuais. (p. 83).
Assim, para a participação nesta pesquisa, recorreu-se a uma amostra de sujeitos, para os quais foram estabelecidos critérios, pois,