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1. ATATÜRK ARAġTIRMA MERKEZLERĠNĠN YÜKSEK ÖĞRETĠM SĠSTEMĠ

1.2 Akademik Bir Kurum Olarak Atatürk AraĢtırma Merkezlerinin KuruluĢu ve

2.8.2 .1 Variáveis de natureza sóciodemográfica:

Os aspectos sóciodemográficos a seguir foram coletados por meios de questões estruturadas: sexo, idade, estado civil, raça, arranjo familiar, trabalho remunerado, ser aposentado e/ou pensionista, renda mensal do idoso, se considerava renda suficiente para suas necessidades, se possuía residência própria, se era responsável pelo sustento familiar e se identificava a presença de suporte social. A escolaridade foi obsevada em anos completos, sendo considerado o último ano da última série que o idoso concluiu com aprovação e também foi avaliada a capacidade de ler e escrever um bilhete simples. A operacionalização das variáveis sociodemográficas foi realizada da seguinte forma:

VARIÁVEL OPERACIONALIZAÇÃO

Sexo Feminino/ Masculino

Idade <80 anos/ 80anos

Estado civil Com companheiro/ Sem companheiro

Raça* Branca/ Não branca

Mora só Sim/Não

Trabalho remunerado Sim/Não

Aposentado e/ou pensionista, Sim/Não

Renda mensal do idoso** <R$465,00/ R$465,00

Renda suficiente para cobrir despesas Sim/Não

Residência própria Sim/Não

Responsável pelo sustendo familiar Sim/Não

Suporte social Sim/Não

Escolaridade (utilizado nos estudos 2 e 3) <5 anos/ 5anos Capacidade de ler e escrever um bilhete

simples (utilizado no estudo 1)

Sim/Não

Raça*: variável retirada da univariada, utilizada somente para caracterização das amostras.

Renda mensal do idoso**: R$465,00 (renda em Reais, correspondente ao salário mínimo brasileiro do ano de 2009).

2.9.2 .2 Dados clínicos:

A condição de saúde física foi observada pela presença ou ausência das seguintes condições: comorbidades conforme o autorrelato de diagnóstico médico de doenças crônicas no último ano (doença cardíaca, hipertensão arterial; acidente vascular cerebral - AVC; diabetes mellitus; câncer; artrite; doença respiratória; depressão e osteoporose). A operacionalização das doenças foi realizada de forma categórica, objetivando a avaliação da associação individual para cada condição de saúde e a variáveis dependentes dos estudos, prevendo a necessidade de controle por algumas destas variáveis. Assim como pela criação da variável contínua número de comorbidades. Também foram avaliados os autorrelatos, de forma dicotômica, dos seguintes eventos: restrição ao leito por motivo de doença e/ou cirurgia; uso de dispositivos auxiliares da marcha (bengala; muletas e andadores); dificuldade de memória; dificuldade para dormir; déficit visual; déficit auditivo; incontinência urinária e incontinência fecal. A quantidade de medicamentos utilizados de forma regular, nos últimos três meses, foi avaliada de forma contínua. Também foi questionada, de forma categórica binária, a restrição medicamentosa por dificuldade financeira.

2.9.2 .3 Hábitos de vida:

Em relação aos hábitos de vida foram avaliados o tabagismo e alcoolismo. O tabagismo foi investigado por três questões sobre o hábito atual e pregresso de fumar assim como o tempo de fumante. Para a análise, esta variável foi operacionalizada de forma categórica com as seguintes opções de classificação: não fumante, ex-fumante e fumante. Para avaliar o alcoolismo foi utilizada uma versão reduzida do instrumento AUDIT (Alcohol Use Disorders Identification Test) contendo três questões, sobre frequência e quantidade do uso de álcool. O AUDIT foi validado para a população brasileira (Mendéz, 1999) e é composto por 10 questões, que avaliam o uso recente de álcool, sintomas de dependência e problemas relacionados ao álcool. Para a análise, foi avaliado o consumo de álcool, operacionalizado de forma categórica dicotômica.

2.9.2 .4 Percepção de saúde:

A avaliação subjetiva de saúde do idoso foi verificada no inquérito FIBRA por cinco questões: percepção de saúde, comparação da saúde com a de outra pessoa da mesma idade, comparação da saúde em relação há um ano, cuidado com a saúde e percepção do nível de atividade em relação há um ano. Dessas questões, o presente estudo operacionalizou a percepção de saúde utilizando somente a seguinte pergunta: “Em geral o (a) senhor (a) diria que sua saúde é:” (muito boa; boa; regular; ruim ou muito ruim) operacionalização utilizada para o município de Belo Horizonte e (excelente, muito boa; boa; regular; ruim ou muito ruim) operacionalização utilizada para os dados nacionais. Categorizando-se esta variável em dois níveis: percepção positiva de saúde (boa, muito boa e excelente), retirando-se a opção “excelente” para os dados de Belo Horizonte e percepção negativa de saúde (regular; ruim e muito ruim).

2.9.2 .5 Utilização de serviços de saúde:

Foi avaliada a frequência de utilização dos seguintes serviços de saúde nos últimos 12 meses: atendimentos domiciliares realizados por profissionais de saúde (psicólogo, fisioterapeuta, médico, fonoaudiólogo), número de consultas médicas e de internações hospitalares, definidas, pelo estudo FIBRA, como a permanência no ambiente hospitalar por, no mínimo, uma noite. Foi realizada em sequencia a seguinte pergunta sobre tempo de internação: “qual foi o maior tempo de permanência no hospital?” Neste estudo, a questão referente ao tempo de hospitalização foi utilizada somente para melhorar a consistência da variável internação hospitalar por meio do cruzamento dos dados das duas variáveis. A presença de seguro de saúde e a origem da cobertura nos atendimentos de saúde (público/privado) também foram verificadas pela pergunta. “O (a) senhor (a) tem plano de saúde?”

2.9.2 .6 Capacidade funcional:

A capacidade funcional foi avaliada pela capacidade de realização de atividades básicas, instrumentais e avançadas de vida diária. A atividades básicas de vida diária ABVD foram verificadas pela aplicação da versão brasileira da Escala de Katz (LINO et al., 2008), que avalia a independência em seis atividades essenciais a sobrevivência: alimentação, continência, banho, transferências, ir ao banheiro e auto cuidado pessoal. A versão brasileira da escala de Katz adota a seguinte classificação baseada na pontuação de zero a seis na qual o zero corresponde a independência em todas as funções avaliadas e, seis a total dependência nas atividades verificadas.

As atividades instrumentais de vida diária AIVD foram avaliadas pela da escala de Lawton, composta por sete domínios relativos a capacidade de usar o telefone, usar transporte, fazer compras, preparar alimento, realizar tarefas domésticas, tomar medicamentos e manejar dinheiro (LAWTON;BRODY, 1969). Cada domínio apresenta três itens que recebem uma das seguintes pontuações: (1) dependente, (2) necessita de assistência e (3) independente. Seu escore total varia de 7 a 21, sendo que quanto menor o valor obtido pelo indivíduo, maior o seu grau de comprometimento para levar uma vida comunitária independente.

As atividades avançadas de vida diária AAVD foram avaliadas por questionário estruturado contendo 12 questões que avaliam participação social, prática religiosa, realização de atividades educacionais, lazer, viagens, atividades laborais e funções políticas e/ou de gestão. Para cada pergunta havia três opções de resposta: nunca fez (1), parou de fazer (2), ainda faz (3). As AAVD constituem-se em atividades que demandam alta complexidade funcional, entretanto não são referência para a definição da independência, mas contribuem para a identificação de risco de limitações futuras (PAIXÃO, JR.; REICHENHEIM, 2005). Para a análise do presente estudo, as AAVD foram operacionalizadas de forma contínua, considerando o número total de atividades que o indivíduo parou de fazer, variando de zero a doze atividades.

2.9.2.7 Cuidado e expectativa de cuidado em atividades de vida diária (AVD) incorporando as AAVD, AIVD e ABVD:

Foram avaliados pelas seguntes questões: “O (A) senhor(a) tem algum parente, amigo ou vizinho que poderia cuidar de você por alguns dias, caso necessário?” e a expectativa de cuidado em AAVD, AIVD e ABVD “Caso precise ou venha precisar de ajuda para realizar qualquer destas atividades o (a) senhor (a) tem com quem contar?”.

2.9.2 .8 Sintomas Depressivos:

Os sintomas depressivos foram avaliados utilizando a versão curta da Escala de Depressão Geriátrica (Geriatric Depression Scale- GDS-15), que contém 15 itens e foi desenvolvida por Sheik e Yesavage (1986). Esta escala avalia de forma dicotômica o estado sócio-afetivo do idoso, com domínios que compreendem humor, sintomas somáticos, interações com outros indivíduos e funcionamento motor. A GDS-15 foi validada para a população brasileira por Almeida e Almeida (1999), onde o resultado de 5 a 10 pontos sugere depressão leve à moderada e o escore de 11 a 15 pontos caracteriza a depressão grave ou severa.

2.9.2 .9 Satisfação global com a vida e referenciada a domínios:

No estudo FIBRA a satisfação global com a vida foi avaliada por oito questões estruturadas relativas à satisfação do idoso com a vida de forma individual e comparativa a outros idosos. E também referente aos domínios relacionados à capacidades mental e funcional, autonomia, relacionamento social e familiar, ambiente, saúde e transporte. Com as seguintes possibilidades de resposta: pouco, mais ou menos e muito No presente estudo, esta variável foi operacionalizada pela questão: “O (A) senhor. (a) está satisfeito com sua vida hoje?”.