ÇOCUK TEMASI
3.1 Aile Ġçinde Çocuk
3.1.4 Aile Kurumları Ġçinde Çocuğa Uygulanan Psikolojik ve Fiziki ġiddet
Marcelo: - Estou aqui entrevistando o Carlos para a tese “A influência do escritório de 1
projetos no desenvolvimento de competência do gerente de projetos”.
2
Primeiro, obrigado. A primeira pergunta è: Vejo você assim, um cara que se desenvolve 3
profissionalmente, vejo você se desenvolver em gerenciamento de projetos... Quero dizer 4
você, não só pela sua experiência, pelo tempo que você está nessa área, eu queria que você me 5
falasse um pouco disso, como é que você vê o seu desenvolvimento em gerenciamento de 6
projetos. 7
8
Carlos: - Eu diria que, de modo geral, atualmente no gerenciamento de projetos a gente está 9
toda hora realizando workshops e encontros, trocando experiência entre os próprios gerentes 10
de projeto que existem dentro do próprio Banco Central, o que é uma coisa interessante, você 11
vive a experiência do cara e você usa a experiência do cara, você vai buscar na experiência do 12
cara a solução para o problema. Você compartilha com um, compartilha com o outro, e recebe 13
o tempo todo as questões dos outros, ou seja, você está o tempo todo compartilhando. 14
15
Agora, em termos de desenvolvimento os cursos são sempre oferecidos, encontros que a gente 16
está participando o tempo todo, sempre que pode. Mas, o melhor mesmo são os workshops, os 17
encontros de gerentes de projeto e as discussões entre os próprios gerentes e os problemas 18
vividos por cada um deles. 19
20
Marcelo: - E o que motiva você a se desenvolver no gerenciamento de projetos? 21
22
Carlos: - A grande coisa do gerenciamento de projetos é a novidade. Todo dia há uma 23
coisa nova, todo dia aparece uma coisa pra fazer de diferente. Quando você trabalha em ações 24
continuadas é rotineiro, repetitivo, você tem sempre que fazer a mesma coisa. No 25
gerenciamento de projeto, não. Apesar de ser uma atividade normal todo dia tem um 26
gerenciamento diferente do dia anterior. É o que vale a pena. 27
28
Marcelo: - E isso te motiva. 29
30
Carlos: - Me motiva a permanecer. Até tendo propostas para sair dessa área várias vezes. 31
32
Marcelo: - Vale à pena a novidade, as mudanças... 33
34
Carlos: - As coisas do dia a dia são diferentes das do dia anterior. 35
36
Marcelo: - Me fale mais em detalhes das formas como você usa para se desenvolver. Você já 37
havia me falado alguma coisa: workshops, encontros... Como é que você se desenvolve? 38
39
Carlos: - Eu procuro ler bastante sobre os assuntos da área de projetos, inclusive, como a 40
gente falou, workshops dentro do Banco Central e tal, mas tem muita gente que dá aula fora 41
daqui. Eu mesmo dou aula e a gente procura trocar figurinha, trocar informações. Eu dou 42
aulas em cursos de graduação e pós-graduação, faço contato com os próprios professores, esse 43
pessoal que dá aulas junto com a gente nessa área também é especialista em outras 44
instituições tipo Banco do Brasil, por exemplo, que tem uma bela equipe na área de projetos. 45
46
Marcelo: - Então, em gerenciamento de projetos você se desenvolve na área assim: leitura, 47
workshops, encontros, dando aulas... Formas principais de você... 48
49
Carlos: - E assistindo aulas também! 50
51
Marcelo: - Isso. Assistindo aulas também... Gosta de fazer cursos, é isso? 52
53
Carlos: - É isso. Fazendo cursos, normalmente. 54
55
Marcelo: - E onde você procura informação sobre desenvolvimento de projetos em 56
gerenciamento de projetos? 57
58
Carlos: - Em revistas especializadas, programas de curso (por incrível que pareça!), você 59
trabalha muito nisso... 60
61
Marcelo: - Você acessa programa de cursos para saber como estão os cursos no Brasil. 62
63
Carlos: - Sim. A gente acessa os programas dos cursos no Brasil para saber quem está dando 64
o quê, para que a gente possa também adaptar ao nosso curso de pós-graduação... 65
66
Marcelo: - Cursos de outras instituições para que você possa subsidiar a construção do seu 67
próprio currículo. 68
69
Carlos: - As revistas do PMI... 70
71
Marcelo: - Cite uma determinada competência – competência no sentido de algo que você 72
passou a conhecer, não só o saber, mas também o saber fazer aquilo, mesmo uma questão 73
comportamental e que você se desenvolveu e teve impacto positivo no seu desenvolvimento 74
no gerenciamento de projetos. 75
76
Carlos: - A comunicação. A comunicação eu acho que é uma das principais (competências) 77
que existem para o gerenciamento de projetos. Comunicar sempre. E acho que desenvolveu o 78
“como comunicar” e como chegar ao receptor de uma forma bacana, comprometida. 79
80
Marcelo: - Comprometida você quer dizer gerar compromisso? 81
82
Carlos: - Gerar compromisso. 83
84
Marcelo: - Então, você hoje é assim: você desenvolveu uma competência de gerar 85
compromisso nos stakeholders no projeto. É isso? 86
87
Carlos: - Na própria equipe e dos stakeholders de uma forma geral. 88
89
Marcelo: - Gerar compromisso dentro da própria equipe. Dentro e fora da equipe. E isso foi 90
importante para o seu desempenho? 91
92
Carlos: - Com certeza. A principal ferramenta hoje em gerenciamento de projeto é a 93
comunicação. 94
95
Marcelo: - Que tipo de atitude ou de comportamento você mudou na sua vida profissional em 96
função de você ter melhorado essa competência? 97
Carlos: - Que tipo de...? 99
100
Marcelo: - O que mudou na sua vida quando você começou a procurar gerar mais 101
compromisso dentro e fora da equipe? Você mudou algum comportamento efetivo, alguma 102
postura? 103
104
Carlos: - Acho que menos impositivo e mais participativo. 105
106
Marcelo: - Ótimo. Então, você deixou de ser impositivo e se tornou mais participativo. 107
108
Carlos: - Isso. As decisões ficaram mais descentralizadas. 109
110
Marcelo: - E você acha que isso foi bom? 111
112
Carlos: - Ótimo! Excelente! 113
114
Marcelo: - E isso vai buscar o quê? 115
116
Carlos: - Compromisso. Da outra parte. Com isso você gera compromisso também, da outra 117
parte. 118
119
Marcelo: - Ótimo. Você diferencia e/ou prioriza o desenvolvimento de conhecimentos e 120
habilidades e comportamentos, ou a sua preocupação é mais de conhecer, ou é mais de saber 121
fazer ou é mais questão de comportamento? Ou é tudo junto? 122
123
Carlos: - São todas as coisas juntas. Quando tem que acontecer quando você está gerenciando 124
o projeto você tem que estar bem atualizado e sempre em busca de novas informações. 125
126
Marcelo: - Então é uma questão de equilíbrio. 127
128
Carlos: - É um equilíbrio entre essas partes. 129
130
Marcelo: - E com quem você conversa sobre o seu desenvolvimento? 131
132
Carlos: - Com o próprio chefe do setor e com a própria equipe do projeto, verificando com 133
eles o que tem de bom e de ruim, o que pode ser melhorado... 134
135
Marcelo: - Certo. Então você conversa com o chefe e com a própria equipe do projeto. Agora, 136
me fale um pouco sobre o seu atual relacionamento com o escritório de projetos. 137
138
Carlos: - O escritório de projeto tem que ser o melhor acompanhante. É ele que vai te 139
ajudar, é ele quem realmente te ajuda naquilo que você precisa fazer. O escritório de 140
projetos não é (eu sempre digo isso aqui), um órgão cobrador. Ele tem que ser um órgão 141
participativo, que trabalhe do seu lado, que vai em busca do quê? Da entrega do 142
produto que você está trabalhando. Acho que é isso: o escritório de projetos, eu diria para 143
você, que é, não digo o suporte, mas é o companheiro. 144
145
Marcelo: - E você pode me dar um exemplo positivo e outro negativo desse relacionamento? 146
Carlos: - Eu penso que o maior exemplo positivo é a participação do escritório, ativamente, 148
no projeto: nas reuniões, nos workshops, acompanhando tudo! 149
150
Marcelo: - Fazendo o quê exatamente? 151
152
Carlos: - Acompanhando tudo, todos os documentos que a gente gera, desde a BS (?), até os 153
planos auxiliares que é como nós chamamos aqui. 154
155
Marcelo: - Sim, mas acompanhando como? Como é que você sente bem ele acompanhando? 156
Fazendo o quê? 157
158
Carlos: - Ele acompanha, ajuda a fazer e discute. Item a item. Ele participa como se fosse um 159
(...) 160
161
Marcelo: - Seria uma forma de te alertar em determinadas coisas. É isso? 162
163
Carlos: - Exatamente. Não é cobrar, é alertar. 164
165
Marcelo: - Não é cobrar, é alertar. OK. E um exemplo negativo? 166
167
Carlos: - Negativo é exatamente o que eu te falei agora: negativo é quando cobra. É cobrar, 168
mas cobrar coisas supérfluas. 169
170
Marcelo: - Coisas supérfluas. 171
172
Carlos: - (...) do Banco Central. Cobrar porque não foi feito. Aquilo deveria ter sido feito 173
ontem, mas cobrou hoje porque passou perto. Ele não veio dizer, por exemplo, antes de 174
ontem: “amanhã vence, vamos fazer”. 175
176
Marcelo:- Ótimo. E me cite algum tipo de influência que o escritório teve ou tem no 177
desenvolvimento de suas competências no gerenciamento de projetos. 178
179
Carlos: - Principalmente em termos de metodologia. Estar sempre em conformidade com a 180
metodologia. 181
182
Marcelo: - Em conformidade com a metodologia. Isso foi positivo, e influenciou você a 183
buscar a conformidade com a metodologia. 184
185
Carlos: - A metodologia não é pra te engessar, é pra te auxiliar. Isso é importante porque 186
não são todos os detalhes (...) que ela deva auxiliar... 187
188
Marcelo: - Que tipo de desafio você vivencia ao gerenciar um projeto? 189 190 Carlos: - Desafio? 191 192 Marcelo: - É. 193 194
Carlos: - Primeiro, é colocar a equipe pra trabalhar. E fazer com que equipe trabalhe com 195
sintonia fina, com o mesmo objetivo. Esse é o principal desafio. 196
Marcelo: - Têm outros? 198
199
Carlos: - Depois, é dar conforto ao patrocinador. 200
201
Marcelo: - Ah! E o que é dar conforto ao patrocinador? 202
203
Carlos: - È ele saber que você está trabalhando em prol daquele produto, daquele projeto que 204
você está desenvolvendo e que vai ter sucesso no final. E vai chegar do outro lado com um 205
produto à altura da expectativa dele, com a qualidade desejada. E saber que vai acontecer. 206
207
Marcelo: - Demonstrar que está no caminho. É isto? 208
209
Carlos: - É isso. 210
211
Marcelo: - Mais alguma coisa que a gente não falou e você gostaria de compartilhar, como 212
você desenvolve as competências no GP... Algum estalo que você teve na vida, alguma coisa 213
que você descobriu, uma maneira de se desenvolver. 214
215
Carlos: - Uma coisa que você teria que colocar aí é a negociação. O gerente está sempre em 216
negociação, está sempre negociando. Sempre, sempre. 217
218
Marcelo: - Sempre em negociação. Negociação então é uma competência... 219
220
Carlos: - É uma das principais competências: comunicação e negociação estão juntas. 221
222
Marcelo: - E nisso, na negociação, tem algum tipo de ajuda que o escritório pode te dar? 223
224
Carlos: - Sempre. Toda vez que o escritório entra flexibilizando, entendeu? Ajuda. 225
226
Marcelo: - Mas, como seria isso? Flexibilizando...? Te ajudar o quê? 227
228
Carlos: - Ajudar a chegar num denominador comum. Naquele impasse. Por exemplo: o plano 229
educacional lá, o (...). É um negócio complicado, você tem que ter três mãos ali, não tem jeito. 230
O escritório entra. 231
232
Marcelo: - O escritório entra facilitando o acordo. É isso? 233
234
Carlos: - Facilitando! É isso! Essa é boa. 235
236
Marcelo: - Facilitando o acordo. 237
238
Carlos: - E num projeto, e isso também é importante, é sempre a busca de um acordo. 239
240
Marcelo: - É sempre buscar o acordo. 241
242
Carlos: - É sempre buscar o acordo. Para ter comprometimento. Evitar sempre a votação. 243
Evite a votação, vai sempre pelo consenso. Mesmo que demore. É preferível demorar, mas 244
você ter um consenso para que todo mundo tenha a vontade dele. 245
246
Marcelo: - Por que é importante evitar a votação? 247
248
Carlos: - Porque você perde o comprometimento daquele que não votou. O sujeito diz: “mas 249
eu não votei nessa porcaria. Eu fui contra”. 250
251
Marcelo: - Então, votar não é bom. 252
253
Carlos: - Não é bom! É só em último caso, no caso em que você não consegue mesmo. 254
255
Marcelo: - Perfeito. 256
257
Carlos: - Porque o sujeito fala exatamente o que eu falei pra você: “não falei que não era 258
bom?”. 259
260
Marcelo: - Perfeito. Legal. Muito obrigado. 261
262
Carlos: - Só isso? 263
1.5 Entrevista 5 – Paulo (Profissional do Escritório de Gerenciamento de