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Aile öğrenim düzeyi, aile ortalama aylık gelir düzeyi, cinsiyet ve okul türüne

BÖLÜM 3: BULGULAR VE YORUMLAR

3.3. Aile öğrenim düzeyi, aile ortalama aylık gelir düzeyi, cinsiyet ve okul türüne

A aprendizagem de uma terceira língua ocorre principalmente em uma idade na qual os aprendizes têm seu desenvolvimento linguístico e capacidade cognitiva completamente formados (cf. BAHR; BAUSCH; KLEPPIN, 1996, p. 16 apud PAULINA-PANAJOTA, 2002, p. 2). Esses aprendizes trazem para a aula de língua estrangeira um conhecimento de mundo prévio, que marca seu processo de aprendizagem. Dessa forma, a aprendizagem de uma terceira língua é caracterizada por uma forte sistematicidade, capacidade analítica e pelo desejo de conscientização (cf. HUFEISEN; MARX, 2001, p. 5). O fator idade se mostrou de relevância por ser citado em praticamente todos os estudos acerca da aprendizagem de L3, dentre os quais Neuner (1996) e Britta Hufeisen (1999).

1.3.4.2 Línguas aprendidas e nível de proficiência

A importância da análise do repertório linguístico dos aprendizes se justifica a partir da defesa, feita por Hufeisen (1999), de que a língua alemã como língua estrangeira é tipicamente uma terceira língua, visto que ela é raramente aprendida como L2 e frequentemente, ou ao menos comumente, como L3. Outro fator que influencia a

capacidade de ocorrer transferência linguística é a proficiência, visto que a influência de uma língua estrangeira é favorecida caso o aprendiz possua um alto nível de competência nesta (cf. HUFEISEN; MARX, 2001, p. 38). A influência de uma segunda língua também pode ser intensificada quando temos um aprendiz com uma alta competência na L2, em contraposição a uma baixa competência na L3 (ODLIN, 1989), sendo este um dos mais importantes fatores para determinar a ocorrência de influência interlinguística. Entretanto, Odlin (1989) salienta que a correlação entre transferência e proficiência se aplica muito mais a transferência negativa do que para a positiva.

1.3.4.3 Frequência do uso da língua e recenticidade

Os fatores frequência e recenticidade (HAMMABERG, 1998) são de relevância para a probabilidade de ocorrer influência interlinguística, pois quanto mais frequente o uso de uma determinada L2 e maior proximidade temporal entre o último uso, maior a tendência de ocorrer influência interlinguística. Esta constatação se deve ao fato dos aprendizes terem maior propensão a realizar empréstimos de línguas usadas de forma ativa do que daquelas que eles podem conhecer, porém não usam com tanta frequência. A transferência de uma segunda língua também pode dever-se aouso concomitante da L2 e da L3 (cf. HUFEISEN; MARX, 2001, p. 38). Odlin (1989) discute a questão da exposição dos aprendizes a língua, falando que esta tem um forte efeito tanto na transferência positiva quanto na interferência, de forma que, quanto maior a exposição e o uso, menor a chance de transferência.

1.3.4.4 Status da L2

Outro fator que pode prever a influência interlinguística é o chamado “efeito da língua estrangeira” (MEISEL, 1983 apud CENOZ, 2001, p. 9) do status da L2. Muitos estudos reportaram que aprendizes têm a tendência de usar a L2 ou línguas que não a L1 pelo fato dessas serem línguas estrangeiras, em especial quando estas detêm alto prestígio na comunidade linguística do aprendiz.

1.3.4.5 Distância psicotipológica

A questão da psicotipologia, que determina a extensão da transferência da L2 baseado na similaridade formal, é citada desde os estudos sob a perspectiva behaviorista como um fator vital para determinar a influência interlinguística. Aquelas línguas que parecem similares à língua - alvo fornecem mais pontos de referência para o aprendiz do que no caso de línguas não relacionadas. A partir disso, a questão é muito abordada na literatura plurilíngue por ser repetidamente observada na produção de seus aprendizes (RINGBOM, 1986; DE ANGELIS & SELINKER, 1998; WILLIAMS & HAMMABERG, 1998). Tal afirmação se reforça quando existe um grau de parentesco entre as duas línguas, como é o caso do inglês e do alemão, línguas anglo-germânicas.

Reinfried (1998, p. 38 apud NEUNER, 2003) frisa a influência positiva da ligação entre duas línguas com parentesco e cita que esta traz mais vantagens do que desvantagens no processo de aprendizagem, algo que diz respeito especialmente às capacidades receptivas. Dessa forma, um aprendiz de alemão como L3 que aprendeu inglês como L2 pode recorrer ao seu conhecimento nesta para facilitar a aprendizagem da L3, especialmente quando a língua materna é mais distante das línguas estrangeiras aprendidas.

Kellerman (1983) indica a percepção da psicotipologia por parte do aluno como fator central da sua abordagem de transferência linguística, para a qual a percepção de formas iguais ou diferentes facilita ou dificulta a aprendizagem. A partir disso, quanto maior for a percepção do aprendiz sobre o parentesco entre as línguas, maior a possibilidade de influência interlinguística.

1.3.4.6 Consciência linguística

A consciência linguística diz respeito ao conhecimento explícito dos aprendizes sobre a empregabilidade de sua competência linguística (HUFEISEN, 1999). A partir da aprendizagem de uma terceira língua surgem diversos estímulos para a comparação linguística e para a construção de hipóteses sobre as possíveis transferências de conhecimentos pré-existentes, pois aquele que inicia a aprendizagem de uma terceira

língua dispõe de uma diversidade de conhecimentos. A partir disso, para os aprendizes de uma L3 passa a ser significativo que os mesmos tenham a correta percepção acerca de seu conhecimento e de suas possibilidades de emprego.

Na subseção seguinte serão apresentados os modelos já existentes para a análise da aprendizagem de uma L3 e sua relação com os fatores de influência na aprendizagem de terceiras línguas.

1.3.5 Os modelos para a aprendizagem de terceiras línguas

1.3.5.1 Apresentação dos modelos

É cada vez mais presente a ideia de que existem diferenças tanto qualitativas quanto quantitativas entre a aprendizagem de uma primeira para uma segunda língua estrangeira. A partir da análise dessas diferenças surgiram os seguintes modelos, que se concentram exclusivamente na aprendizagem de uma L3:

1. DMM [Dynamic Model of Multilingualism] 2. Rollen-Funktions-Modell

3. Faktorenmodell

4. Ecological Model of Multilinguality

5. FLAM [Foreign Language Acquisition Model]

O DMM, bem como o Rollen-Funktions-Modell são modelos psicolinguísticos que se concentram no desenvolvimento dinâmico dos processos individuais de aprendizagem. O Faktorenmodell preocupa-se com as diferenças qualitativas e quantitativas existentes na aprendizagem de múltiplas línguas, enquanto o FLAM constitui um modelo basicamente contrastivo. O Ecological Model, por sua vez, é fortemente sociolinguístico, apresentando os fatores do ambiente de aprendizagem como decisivos. É importante ressaltar que todos esses modelos são aplicáveis a todas as línguas e cada um aborda um aspecto diferente da aquisição de línguas.