3. TEKSTİL ATIKSULARIN ARITILMASINDA KULLANILAN
3.2. Su Arıtımında Kullanılan Alternatif Yöntemler
3.2.4. Ġleri arıtım yöntemleri
3.2.4.5. Adsorpsiyon
Os contratos em geral, assim como os contratos de distribuição ou revenda e os de representação comercial ou de agência, desempenham importante função para atendimento das necessidades do consumo, possibilitam a entrada de novos empreendedores no mercado, ampliando a saudável concorrência, geram empregos e impostos e, acima de tudo, garantem o acesso de consumidores a produtos e serviços.
No desempenho de suas atividades, tanto o distribuidor ou revendedor quanto o agente ou representante comercial auferem lucros da atividade empresarial, estruturando-a segundo aspectos econômicos acordados e firmados conforme a livre-vontade dos contratantes durante o tempo que convencionaram perdurar a relação entre eles.
78
Artigos 112 e 113 do Código Civil: Artigo 112: “Nas declarações de vontade se atenderá mais à intenção nela consubstanciada do que ao sentido literal da linguagem”. Artigo 113: “Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar e sua celebração”. Artigo 133 do Código Civil Alemão: Para interpretar una declaración de voluntad, habrá de indagarse la voluntad real y no limitarse al sentido literal e las palabras (apud La
interpretación de los negócios jurídicos, E. Danz, Editorial Revista de Derecho Privado, Madrid,
1955, p. 1). 79
José Carlos de Moreira Alves. Jurisprudência Catarinense – volume 102, O Negócio Jurídico
Referidos contratos, como já dissemos, são muito importantes na circulação de riquezas.
Extremamente difícil é dissociar um negócio jurídico do contexto econômico. No mundo empresarial, o lucro é o foco. Pode-se então afirmar que noventa e nove por cento dos negócios empresariais são realizados em cima de análises econômicas, de maneira a avaliar o custo/benefício de determinado negócio que se pretende realizar.
Além disso, outros aspectos podem ser suscitados quanto aos fatores econômicos das relações empresariais, dentre eles eventuais desequilíbrios que possam ocorrer entre os contratantes, vez que não se pode comparar uma empresa multinacional com uma quitanda da esquina, por exemplo, sem querer aqui desmerecer a importância de uma e outra para a sociedade e, por conseqüência, para os indivíduos.
Cabe observar algumas questões sobre a teoria da base do negócio jurídico no direito brasileiro.
Não obstante, no século XIX, a vontade – diga-se, a autonomia privada – ter sido elevada ao valor supremo da época, alguns juristas perceberam que a estrutura contratual pressupõe, para que possa exercer com normalidade sua função de troca, uma relação estreita com a realidade econômica subjacente.
O fato é que, ao levantarmos aspectos históricos, percebemos que o sistema contratual, próprio às concepções liberais do século XIX, momento em que se realizaram as grandes codificações do direito civil, tinha como valor supremo o princípio da autonomia privada, conforme inclusive já mencionamos repetidas vezes. Contribuía muito para a adoção desse princípio, como fundamento único do direito contratual, o fato de as relações econômicas serem estáveis, sem as crises que começaram a surgir na primeira metade do século XX.
Por esse motivo, os códigos não inseriram, expressamente, outros conceitos limitadores da referida autonomia, como o da cláusula “rebus sic
stantibus”. A dificuldade, em razão das modificações econômicas, dava ensejo
à aplicação da referida cláusula. Verificou-se que, progressivamente, a teoria da imprevisão passou a ser aplicada.
Nesse contexto, começou a surgir no direito civil a teoria da base subjetiva do negócio jurídico e, depois, da base objetiva. Focando-se na teoria da base objetiva no negócio jurídico, podemos dizer que esta se vincula à finalidade real do contrato e procura responder à questão: a intenção geral dos contratantes pode ainda efetivar-se, em face das modificações econômicas sobrevindas? Por essa razão, entende-se que ela se vincula à teoria da impossibilidade.
Interessante observar Clóvis V. do Couto e Silva80, vez que, para ele, cuidar-se-ia de uma impossibilidade econômica, porquanto ultrapassaria os limites do que poderia exigir de uma das partes no contrato o denominado “limite do sacrifício”. Referido autor diz:
”O conceito de base objetiva revela que não se leva em conta a posição de apenas uma das partes do contrato e, sim, a de ambos os figurantes. A base objetiva do negócio jurídico decorre de uma tensão ou polaridade entre os aspectos voluntaristas do contrato – aspecto subjetivo e o seu meio econômico – aspecto institucional – o que relativisa,, nas situações mais dramáticas, a aludida vontade, para permitir a adaptação do contrato a realidade subjacente”.
E diz, ainda, que o princípio “pacta sunt servanda”81, vem sendo progressivamente afastado, com o que concordamos integralmente.
80
Clóvis V. do Couto e Silva. A Teoria da Base do Negócio Jurídico no Direito Brasileiro, p. 9- 10.
81
Rosa Maria de Andrade Nery (Coord.). A Função do Direito Privado no atual momento
histórico, Paulo Velten, p. 435: A cláusula da função social, por outro lado, atenua
consideravelmente os princípios do pacta sunt servanda e o da relatividade dos efeitos do contrato, na medida em que o contrato tem eficácia social, repercute na sociedade e não apenas inter alios acta.
Diga-se que o Código Civil estabelece a base objetiva com as cláusulas gerais da função social do contrato (artigo 421)82 e da boa-fé objetiva (artigo 422)83.
Segundo Nelson Nery84:
“Essa base objetiva existe antes da celebração do contrato, com as tratativas preliminares (eficácia pré-contratual), deve ser mantida durante toda a execução do contrato e mesmo depois de o contrato já ter sido totalmente executado e, portanto, findo (eficácia pós-contratual). Caso haja, no decorrer do cumprimento do contrato, descompasso entre o que as partes acordaram antes e na época da celebração do mesmo contrato, haverá quebra da base objetiva do negócio jurídico, que enseja sua revisão judicial ou extrajudicial, para que o contrato volte ao status quo ante e se mantenha equilibrado sob a mesma base originária”.
Quanto à teoria da base objetiva, podemos dizer que, no âmbito do objeto dos contratos, ou seja, dentre os direitos e deveres recíprocos entre proponente e agente ou representante comercial e entre o fabricante e o distribuidor, situa-se o de manter a base do negócio, ou seja, o conjunto de circunstâncias e estado geral das coisas que atraíram os contratantes à contratação, cuja alteração retira o sentido da relação85.
Nesse contexto, Coase86 ensina que as decisões jurídicas, que tangem sobre responsabilidades legais, diferem das decisões econômicas, pois estas analisam a natureza do problema econômico apresentado do aspecto
82
Artigo 421 do Código Civil: “A liberdade de contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato”.
83
Artigo 422 do Código Civil: “Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em sua execução os princípios de probidade e de boa-fé”.
84
Parecer de Nelson Nery: “Contrato de distribuição de petróleo e derivados: aspectos
materiais e processuais”, p. 316, Revista de Direito Privado, julho-setembro de 2005.
85
Karl Larenz, Base del negocio jurídico y cumplimiento de los contratos, p. 225. 86
intrinsecamente financeiro. Diz o referido autor que a razoabilidade empregada pelos tribunais para determinar os direitos legais é diferente para os economistas, pois os fatores levados para tomar a sua decisão são para eles irrelevantes. Por essa razão, situações idênticas do ponto de vista econômico são tratadas de forma muito diferente pelos tribunais. Para os economistas, o que mais importa é a forma de maximizar o valor da produção, e os que estudam os problemas das empresas utilizam, habitualmente, o enfoque custo- oportunidade. Para os tribunais, o que se procura responder não é o que se fará e por quem, mas quem tem o direito legal de fazer o que. Os julgadores estão na maioria das vezes preocupados com o bem comum. Em alguns casos, entretanto, os tribunais influem de forma direta sobre as atividades econômicas, portanto, há necessidade de esses tribunais compreenderem as conseqüências econômicas de suas decisões.
A questão é que, apesar dos enfoques diferentes que, em regra, têm o Judiciário e os economistas ao analisarem um fato concreto, para uma análise completa da situação, é preciso verificar todos os aspectos envolvidos, a exemplo das responsabilidades legais, fatores econômicos etc. Não podemos nos esquecer de que vivemos em um mundo material e que tudo se move à base da circulação de riqueza.
Ademais, não há dúvidas de que o legislador pátrio e também os aplicadores do direito devem focar-se na harmonização dos interesses que se relacionam, compatibilizando as necessidades e o desenvolvimento econômico das partes envolvidas.
Em relação aos tipos contratuais, que ora se estudam, é inevitável reconhecer que aspectos econômicos estão intrinsecamente inseridos nas relações comerciais suportadas por esses contratos. Tanto é assim que tal aspecto influencia diretamente questões que envolvem indenizações ao término do período contratual, a própria origem da relação, geralmente baseada no custo/benefício econômico dessas contratações etc.
Outro aspecto é que agentes, proponentes, distribuidores e fabricantes são empresários, pois exercem profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou circulação de riquezas, bens ou serviços, com o intuito de obter lucro nessas operações.