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2.8. Neonatal Pemfigus

2.11.2. Adjuvan immünsüpresif ve immünmodülatörler Azatiyoprin

A AGB Peixe Vivo é a Agência de Água do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas. Foi equiparada à agência através da Deliberação CERH - MG nº 56 de 18 de julho de 2007. Nos moldes da AGEVAP a agência vai funcionar como uma secretaria executiva do comitê do Velhas. No entanto já há ações direcionadas para que ela seja a agência dos outros dez comitês do Rio São Francisco. Mas esta ainda é discussão incipiente. Os comitês do Rio Pará e o comitê do Entorno da Represa de Três Marias já sinalizaram a concordância de que esta seja a Agência de Água dos mesmos, somente aguardando a aprovação do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH). Enquanto estas outras questões estão em debate ou aguardam decisão, a AGB Peixe Vivo está se preparando para administrar os recursos da cobrança pelo uso da água do Rio das Velhas que está com previsão para dezembro deste ano.

2.7.2.1

Peculiaridades na criação da AGB Peixe Vivo: a cooperação dos

atores para a existência da agência

Em relação ao surgimento da AGB Peixe Vivo, há uma peculiaridade bastante interessante se analisada sob a perspectiva da ação coletiva e da escolha racional. Como já mostrado, a Agência deve ter viabilidade financeira garantida a partir da cobrança pelo uso da água. Entretanto no caso da AGB Peixe Vivo os usuários uniram-se para viabilizar a criação desta associação antes mesmo da efetivação da cobrança pelo uso da água no Rio das Velhas. Como as agências já tem previstos em seus estatutos outras competências, elas podem existir antes do cobrança, porém com recursos de outras fontes.

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG) tomou a iniciativa para esta empreitada, como ser visto no ANEXO J, que é um documento que reforça o seu posicionamento e conclama aos empresários a aderirem. O ANEXO K mostra o modelo de termo de adesão que foi utilizado. Primeiramente a FIEMG mobilizou os usuários que representa, através de reuniões e encontros mostrando a necessidade de intervir de forma mais atuante na gestão da bacia do Rio das Velhas. Um dos argumentos foi a questão da agenda verde e as obrigações com o meio ambiente. Outro argumento foi o de que o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) está se estruturando para, conforme determinação governamental, investir no comitê para que esse implemente todos os instrumentos de gestão, e principalmente a cobrança pelo uso da água. Neste sentido, os empresários vislumbraram uma maneira de participar mais ativamente das decisões relativas ao rio e seu uso. Os usuários, ao se associarem à AGB Peixe Vivo pagariam uma taxa mensal de R$ 760,00 que será abolida assim que se efetivar a cobrança. Houve a aderência de 17 membros. O valor arrecadado destina-se ao sustento da agência até o seu pleno funcionamento com o recurso da cobrança pelo uso da água. O entrevistado nº 06 afirmou na entrevista que antes o Projeto Manuelzão49 tomava frente em todas as ações referentes ao Rio das Velhas, centralizando assim as ações. Mas atualmente com uma maior intervenção dos membros do comitê, bem como a do IGAM, tal projeto irá dividir a atuação.

[...] Aqui em Minas Gerais para a cobrança acontecer o governo tá fazendo a mesma coisa, tá assumindo isso, fortalecendo o IGAM, criando estrutura dentro do IGAM, né, saiu a lei recentemente, quer dizer, também não tinha essa lei de cobrança, então como é que nós íamos cobrar? Então saiu a lei recente, tá estruturando o IGAM... Então se o governo tiver interesse a cobrança acontece. Agora precisa ter também a mobilização do pessoal pra tá fazendo isso, quer dizer, eu vejo que o Velhas até o final do ano tem cobrança, se não tiver até o final do ano no início do ano que vem tem, mas porque houve o que? Uma determinação política do governo dizer “Vai ter” E aí o que aconteceu: o comitê que antes estava na mão do Manuelzão, ele teve que abrir mão da... da responsabilidade única dele. Ele teve que dividir com a sociedade e com o usuário, que antes ele não dividia. Então agora no que ele fez isso, dividiu. Quando ele dividiu isso o usuário resolveu investir na Peixe Vivo, investiu na Peixe Vivo, [...], mas vai sair. (Entrevista 06, 1999)

Esta iniciativa mostra a cooperação entre os atores do comitê com vistas à produção do bem público, que neste caso seria a efetiva gestão dos recursos hídricos. Eles arcam com os custos da participação para se beneficiarem do resultado. Como afirmou Olson (1999), em grupos pequenos de atores racionais há grande probabilidade de provisão do bem público.

49

O Projeto Manuelzão foi idealizado em 1997 pelo departamento de medicina da UFMG, tendo início em janeiro de 1997, com o objetivo de trazer de volta os peixes para as águas do Rio das Velhas. O projeto tem como objeto de estudo a bacia do Rio das Velhas, que é o maior afluente do Rio São Francisco. Mais informações em: <www.manuelzao.ufmg.br> e <www.ufmg.br>. Acesso em 31 ago. 2009.

Orenstein (1998) também assinala que o indivíduo ao tomar conhecimento da possibilidade de produção do bem público ou de incentivos seletivos, ele decide cooperar. Este fato também corrobora o que Souza (2003) afirmou acerca da propensão à cooperação por parte dos atores dado o formato institucional do comitê. Neste sentido, há a predisposição dos componentes à cooperação mesmo quando o que está em debate é a cobrança pelo uso da água. Aqui cabe considerar o comitê como instituição eficiente, pois resolve problemas de coordenação (TSEBELIS, 1998).

2.7.3

O caso CIBAPAR e o debate em torno de sua equiparação em

Benzer Belgeler