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3. KUR’AN’DA VE SÜNNETTE NAMAZIN KASRI

3.2. Sünnette Namazların Kasrı

3.2.1. Kasrın Azimet Olduğuna Delil Olan Hadisler

3.2.1.7. Hz. Abdullah b. Ömer (r.a) Hadisi

PROJETOS POLÍTICO

PEDAGÓGICOS

PROJETOS EDUCATIVOS

ESCOLA A 1. Leitura e Produção de Textos: uma porta aberta para o mundo;

2. Gentileza Gera Gentileza

3. Representando nossa turma, colaborando com a escola

4. Inclusão Escolar com as Redes Sociais 5. Estimular o Prazer pela Leitura 6. Acelerando o Ensino da Leitura ESCOLA B 1. Inclusão e Diversidade Cultural,

2. Alimentação Saudável,

3. Sexualidade, Meio Ambiente, Construção de uma Cultura de Paz

4. Prevenção e enfrentamento ao uso e abuso de drogas. Fonte: Elaborado pela autora (2016).

A partir desses documentos, procuramos compreender como as relações étnico-raciais estão sendo inseridas em duas escolas municipais de João Pessoa/PB, por meio dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) e dos Projetos Educativos, elaborados pelos profissionais da educação e a urgente necessidade de trabalhar a obrigatoriedade das relações étnico-raciais no currículo escolar. Desse modo, esperamos, com base nas análises documentais, gerar uma reflexão em cada leitor a partir da produção de novos textos. O procedimento de análise baseia-se nos documentos citados nos quadros 1 e 2 com base nas seguintes categorias de análises: diálogo e conscientização presente na Pedagogia Libertadora de Paulo Freire (1959, 1967, 1979, 1987, 1991, 1992, 1996) e a sociologia das ausências e a sociologia das emergências baseada no pensamento de Santos (2010a).

A figura 4 representa a localização das escolas-campo desta pesquisa, onde solicitamos, através de uma autorização na prefeitura de João Pessoa, o acesso aos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP)32, bem como os projetos educativos elaborados pelos docentes no ano de 2014 que compuseram o corpus da pesquisa.

Figura 4 - Localização das escolas-campos da pesquisa

Fonte: Google Maps (2015).

Para a escolha dos PPP e dos Projetos Educativos das escolas-campo que compõem esta pesquisa, adotou-se como justificativa os seguintes motivos: as escolas municipais A e B apresentam realidades semelhantes com relação à presença de estudantes das diferentes raças e estão localizadas nos bairros mais numerosos do município de João Pessoa/PB, que são Mangabeira33 e Cristo Redentor34. Portanto, optamos em investigar como as relações étnico- raciais estão presentes, a partir da análise dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) e dos Projetos Educativos dessas escolas e, para isso, caracterizamos cada escola-campo.

2.3.1 Caracterizando o lócus da pesquisa

32 Durante o acesso e entrega dos PPP houve a solicitação por parte da direção em manter o anonimato das

escolas.

33 Segundo Nogueira (2000, p. 114) o bairro de Mangabeira [...] pode ser considerado o maior bairro de João

Pessoa: possui uma população bem superior à de várias cidades estaduais de porte médio, superada apenas por João Pessoa, capital do estado, e por Campina Grande, maior cidade do interior do Nordeste. Em relação a Mangabeira, dois fatos chamam a atenção: o primeiro é que, embora criado há apenas 16 anos, o bairro já conta com um número significativo de atividades comerciais e de prestação de serviços; trata-se de um comércio dos mais dinâmicos, não em termos do porte de seus empreendimentos, mas de seu número, variedade e disponibilidade. Além disso, esses bairros possuem grande quantitativo de comunidades carentes, a exemplo Boa Esperança e Belo Horizonte.

34 Segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB, 2015) o Cristo Redentor é o

Ao analisar o PPP das duas escolas da Rede Municipal de João Pessoa/PB procuramos identificar como estão inseridas as relações étnico-raciais nessas escolas e se esses temas estavam contidos nos projetos educacionais elaborados pelos profissionais da educação.

A Escola A35 originou-se através do Decreto nº 2.186, de 16 de outubro/91 e a mesma

passou por mudanças de endereço e de infraestrutura que resultou na luta pela construção de uma sede própria. Essa reivindicação foi atendida em 2002. A principal consequência dessa sede culminou no aumento no quantitativo de estudantes que antes eram 155 e, em 2014, atende a 845 desde o Ensino Fundamental I até a Educação de Jovens e Adultos (EJA). A escola A conta com uma equipe multiprofissional para atender as crianças, adolescentes, jovens e adultos. Nessa escola existem estudantes com necessidades especiais. Além disso, o corpo de funcionários é constituído por uma diretora-geral, três diretoras adjuntas, uma orientadora educacional, dois supervisores, uma psicóloga, uma assistente social e 24 professores, uma secretária, seis auxiliares de secretaria, uma supervisora de merenda três monitores de informática, três inspetores, seis auxiliares de serviços e quatro vigilantes (JOÃO PESSOA, 2014).

Com relação à infraestrutura, a presente instituição escolar possui seis salas de aulas dentre elas uma sala destinada ao Programa Mais Educação e atende aos estudantes do Ensino Fundamental I, II e a EJA, além de oferecer aulas em horário posterior ao de estudo do aluno, o Programa Mais Educação36.

A Escola B37 surgiu com base no Decreto nº 4.023/2000 e a autorização de

funcionamento deu-se através da Resolução nº 01/2011 cuja vigência era de quatro anos, ou seja, entre os períodos de 01/02/2011 a 01/02/2015 (JOÃO PESSOA, 2014). O seu nome se

35 A escola A possui uma boa infraestrutura e está com certa conservação. Possui como recursos materiais:

cinco TVs, 25 computadores, três impressoras, uma máquina de xérox, um retroprojetor, três projetores de imagem, duas caixas de som, dois microfones, quatro microssistemas, uma filmadora, duas máquinas fotográficas, um quadro de aviso, dois bebedouros, um frigobar, três DVDs, uma máquina de encadernação, um elevador/acessibilidade. Além disso, oito banheiros, sendo cinco para estudantes, um para professores, um para especialistas e um para funcionários; uma sala para direção; uma sala para secretaria; uma sala para especialistas; uma sala para professores; uma sala para biblioteca; uma sala para laboratório de informática; uma sala para arquivo; três salas para depósito; uma cozinha e uma quadra coberta (JOÃO PESSOA, 2014).

36 O Programa Mais Educação, instituído pela Portaria Interministerial nº 17/2007 e regulamentado pelo

Decreto nº 7.083/10, constitui-se como estratégia do Ministério da Educação para induzir a ampliação da jornada escolar e a organização curricularna perspectiva da Educação Integral. As escolas das redes públicas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal fazem a adesão ao Programa e, de acordo com o projeto educativo em curso, optam por desenvolver atividades nos macrocampos de acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica (BRASIL, 2015b, p. 1).

37 A infraestrutura da escola B conta com seis salas de aula, biblioteca, sala de professores, sala de música, sala

para os especialistas, secretaria, uma sala para a direção, duas salas para as atividades do Programa Mais Educação.

originou com base na história de Zumbi dos Palmares que se deu em virtude da “[...] importância da contribuição do negro ao longo de nossa história e em homenagem ao herói negro Francisco, que liderou a luta de resistência aos brancos no Quilombo dos Palmares em Maceió – Alagoas [...]” (JOÃO PESSOA, 2014, p. 4).

A escola oferta os seguintes níveis de ensino: Ensino Fundamental I e II, que funcionam, respectivamente, nos horários da manhã e tarde. Além disso, oferece a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no horário da noite. Segundo informações colhidas no PPP, os quantitativos de estudantes são: “[...] 475 estudantes matriculados, sendo 175 do 1º ao 5º Ano do Ensino Fundamental, 160 do 6º ao 9º Ano e 140 na Educação de Jovens e Adultos” (JOÃO PESSOA, 2014, p. 5). Outra informação extraída a partir da análise do PPP (JOÃO PESSOA, 2014) é que se observa que esta escola atende aos estudantes residentes no bairro de Mangabeira e de baixa renda, sendo beneficiada do Programa Bolsa-Família38.

A Escola B fornece como atividade extracurricular o Programa Mais Educação, mas não apresenta uma infraestrutura com acessibilidade para as crianças com necessidades especiais, bem como não possui um espaço para as atividades de educação física. Por último, os pilares dessa instituição estão centrados na “[...] necessidade de alcançar uma educação centrada no respeito e valorização das diferenças, destacando a mudança de paradigma acerca da educação inclusiva [...]” (JOÃO PESSOA, 2014, p. 6).

Sendo assim, apresentamos as escolas-campo onde solicitamos o PPP para as posteriores análises. Dessa forma, neste capítulo, estabeleceu-se um diálogo com a teoria desenvolvida pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos (2010a) e pelo educador Paulo Freire (1959, 1967, 1979, 1987, 1991, 1992, 1996) com o objetivo de trazer ao centro de discussões as categorias de análise desta pesquisa. Posteriormente, houve o desenvolvimento da metodologia adotada para a dissertação.

38 O Programa Bolsa Família, criado pela Medida Provisória nº 132, de 20 de outubro de 2003, transformada na

Lei nº 10.836, de 09 de janeiro de 2004 institui no: [...] Art. 1o Fica criado, no âmbito da Presidência da

República, o Programa Bolsa Família, destinado às ações de transferência de renda com condicionalidades. Parágrafo único. O Programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - Bolsa Escola, instituído pela Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação (PNAA), criado pela Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde - Bolsa Alimentação, instituído pela Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001.

CAPÍTULO III - AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: QUAL É O PAPEL DO