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1.1.5. Ortadoğu’nun ABD İçin Önemi

1.1.5.2. ABD’nin Ortadoğu Politikası ve Petrol

n. Plano Estratégico de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais II (PEAASAR II) 2007-201342

No PEAASAR 2007-2013 são definidos três grandes objectivos estratégicos e as respectivas orientações que devem enquadrar os objectivos operacionais e as medidas a desenvolver no período de 2007-2013, designadamente:

- A universalidade, a continuidade e a qualidade do serviço; - A sustentabilidade do sector;

- A protecção dos valores ambientais.

Como objectivos operacionais, são definidos, nomeadamente, os seguintes:

- Servir cerca de 95% da população total do País com sistemas públicos de abaste- cimento de água;

- Servir cerca de 90% da população total do País com sistemas públicos de sanea- mento de águas residuais urbanas, sendo que em cada sistema integrado o nível de atendimento desejável deve ser de, pelo menos, 70% da população abrangida; - Garantir a recuperação integral dos custos incorridos dos serviços;

- Contribuir para a dinamização do tecido empresarial privado nacional e local; e - Cumprir os objectivos decorrentes do normativo nacional e comunitário de pro-

tecção do ambiente e saúde pública.

42 Adaptação do Despacho 2339/2006 de 28 de Dezembro do Ministro do Ambiente Ordenamento do Territó-

Para a consecução dos objectivos prevê-se a adopção de um conjunto de medidas, de que se destacam:

- Realizar os investimentos necessários à conclusão e à expansão dos sistemas em alta e à continuação da infra-estruturação da vertente em baixa, com especial enfoque nos investimentos visando a articulação entre ambas as vertentes;

- Rever os princípios de enquadramento legal, técnico, económico e financeiro apli- cáveis aos sistemas multimunicipais e alargar o leque de soluções institucionais de gestão empresarial;

- Promover uma maior integração territorial e funcional de sistemas plurimunicipais vizinhos, de forma a potenciar economias de escala e de gama e mais-valias ambientais;

- Promover a criação, na vertente em baixa, de sistemas integrados, tanto quanto possível territorialmente articulados com as soluções existentes na vertente em alta, e com um regime tarifário uniformizado na área de intervenção de cada sis- tema, regulamentar a gestão dos sistemas municipais e criar uma lei de bases de concessões em baixa;

- Implementar as disposições da Lei 58/2005, de 29 de Dezembro, Lei da Água, directamente relacionadas com o abastecimento de água e o saneamento de águas residuais e incentivar o uso eficiente da água e o controlo e a prevenção da poluição;

- Estimular o investimento privado e promover a concorrência, com especial desta- que para um alargamento e dinamização muito significativos do mercado dos contratos de exploração e de prestação de serviços, promovendo assim o desen- volvimento do tecido empresarial nacional e local;

- Reforçar e alargar o âmbito dos mecanismos de regulação de serviços e de regula- ção ambiental e de inspecção

o. Resíduos Sólidos

(1) Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) e Equiparados

O Plano de Intervenção de Resíduos Sólidos Urbanos e Equiparados (PIRSUE) (Despacho 454/2006 de 9 de Janeiro) constitui um mecanismo orientador da gestão de resíduos sólidos urbanos, visando a solução dos problemas mais urgentes. Impõe-se que se reveja a intervenção dos sistemas no sentido da concretização de uma estratégia integrada de gestão dos resíduos, associada ao cumprimento de metas já fixadas a nível nacional, em

que dois vectores assumem particular relevância:

- A maximização da recuperação e valorização dos resíduos produzidos;

- A utilização dos aterros unicamente como recurso final para resíduos últimos, previamente sujeitos a tratamento.

Toda a estratégia desenhada, bem como a legislação nacional e comunitária, aponta para que, no mais breve prazo, os aterros se destinem apenas aos designados resíduos últi- mos — resíduos que já não podem ser sujeitos a operações de tratamento nas presentes condições técnicas e económicas. Tal facto implica a necessidade de todos os resíduos, previamente à sua deposição, serem sujeitos a operações de valorização e tratamento, de acordo com uma hierarquia em que:

i) A prevenção; ii) A reciclagem;

iii) A valorização orgânica e material; e iv) A valorização energética;

devem ser consideradas como as soluções sequenciais a adoptar para atingir o objectivo indicado. Encontram-se definidas metas comunitárias, no horizonte de 2005 a 2016, para as várias operações referidas que, face à evolução constatada, dificilmente serão atingidas se não for desde já tomado um conjunto de medidas que concorram para a sua concretização. Neste âmbito, foram definidos eixos de intervenção e correspondentes medidas de acção, cuja estrutura foi definida em cinco eixos bases, a saber:

Eixo1, «Deposição em aterro»—definição das medidas tendentes a desincentivar a deposição em aterro e a proporcionar maior capacidade de encaixe; Eixo 2, «Separação/valorização na origem de RSU e de resíduos equiparados a

RSU»—definição das medidas tendentes ao incremento da separação de RSU e equiparados a RSU;

Eixo 3, «Valorização multimaterial, orgânica e energética»— definição de medidas tendentes à maximização da valorização de resíduos;

Eixo 4, «Avaliação da integração dos sistemas de gestão de RSU»—definição de medida que permita a optimização de sistemas;

Eixo 5, «Elaboração de planos de gestão de resíduos»—definição de medidas que enquadrem o desenvolvimento e concretização das medidas dos restantes eixos.

PERSU II43

O PERSU estabelece as prioridades a observar no domínio dos RSU, as metas a atingir e acções a implementar e as regras orientadoras da disciplina a definir pelos planos multimunicipais, intermunicipais e municipais de acção.

Parte das orientações estratégicas definidas no PERSU II emanam do PIRSUE, para fazer face ao atraso no cumprimento das metas europeias de reciclagem e valorização, no âmbito do qual foram diagnosticados os principais problemas inerentes à gestão dos RSU e identificados eixos de intervenção, medidas e acções a concretizar pelos diversos agentes do sector, com destaque para os sistemas plurimunicipais de gestão de RSU.

A situação dos RSU em Portugal está muito abaixo da média europeia, conforme se pode verificar na Tabela seguinte:

Tabela 4.6 – Gestão de RSU na UE em 2005

As metas definidas no PERSU I eram as seguintes: Tabela 4.7 – Metas do PERSU I

43

Tabela 4.8 – Síntese da Avaliação das Metas para a Reciclagem

A estratégia de gestão de RSU em Portugal está determinantemente condicionada pelo cumprimento de objectivos comunitários (estabelecidos para os anos 2009, 2011 e 2016):

Tabela 4.9 – Objectivos Macro para a gestão de RSU

Para os resíduos de embalagens (RE), a situação em 2006 e os objectivos a atingir são os seguintes:

Tabela 4.11 – Objectivos para a Reciclagem de Resíduos de embalagens

É um crescimento ambicioso.

Para os Resíduos Não Embalagem, as metas são as seguintes Tabela 4.12 – Objectivos para a Reciclagem de Papel/Cartão

(2) Resíduos Industriais

Em 1999, foi adoptado um Plano para os Resíduos Industriais, publicado pelo Decreto-Lei n.º 516/99, de 2 de Dezembro, que aprova o Plano Estratégico de Gestão dos Resíduos Industriais (PESGRI 99), onde estão definidos os princípios estratégicos a que deve obedecer a gestão de resíduos, no território nacional. Este Plano foi objecto de duas revisões, uma em 2000 e outra em 2001. Este Plano Estratégico integra a inventariação e a caracterização dos resíduos industriais produzidos ou existentes em Portugal e assume como objectivos prioritários a sua redução, reutilização e reciclagem.

1.2

4.7

Figura 4.9 - Ciclo Ecológico dos Resíduos

(3) Resíduos hospitalares

A gestão estratégica dos resíduos hospitalares baseia-se nos objectivos e metas definidos no Plano Estratégico dos Resíduos Hospitalares (PERH).

A elaboração deste Plano foi seguida por um Conselho de Acompanhamento (CARH) e foi elaborado em conjunto pelos Ministérios do Ambiente e da Saúde, tendo sido aprovado por despacho conjunto destes dois Ministérios (Despacho conjunto 761/99 de 31 de Agosto, dos Ministérios da Saúde e Ambiente).

O PERH destina-se a estabelecer as estratégias e as metas que presidem à gestão dos resíduos hospitalares, considerando a sua definição legal e o universo abrangido, pelo que é necessário identificar os seus produtores e as suas origens.

Definição e tipologia de resíduos hospitalares

São considerados Resíduos Hospitalares de acordo com o Decreto-Lei n.º178/2006, de 5 de Setembro, os resíduos resultantes de actividades médicas desenvolvidas em unida- des de prestação de cuidados de saúde, em actividades de prevenção, diagnóstico, trata- mento, reabilitação e investigação, relacionada com seres humanos ou animais, em farmá- cias, em actividades médico-legais, de ensino e em quaisquer outras que envolvam proce- dimentos invasivos, tais como acupunctura, piercings e tatuagens.

O Despacho n.º 242/96, de 13 de Agosto de 1996, classificou os Resíduos Hospita- lares em quatro grupos distintos, sendo os resíduos objecto de tratamento apropriado dife- renciado consoante o grupo a que pertençam.