1. BİRİNCİ BÖLÜM
2.2. Halkla İlişkilerin Tarihsel Gelişimi
2.2.1. ABD’de Halkla İlişkilerin Gelişimi
RESUMO: Com o objetivo de avaliar o N em plantas de milho nos diferentes órgãos (colmo, folhas e grãos) e, avaliar as respostas bioquímico-fisiológicas de híbridos com produtividade distinta, foi montado experimento em condições de campo na área da Fazenda Experimental da FCAV/Unesp, Jaboticabal. Os tratamentos corresponderam a dois genótipos (híbridos simples) submetidos a quatro níveis de N em delineamento em blocos ao acaso, com três repetições. A unidade experimental foi composta por parcelas com quatro linhas de cinco metros de comprimento, no espaçamento de 0,9 metros entre linhas. A área útil da parcela foi constituída pelas duas linhas centrais, com bordadura de 0,5 m nas extremidades. Os atributos avaliados foram: atividade da redutase do nitrato, teor de aminoácidos livres totais, teor de nitrogênio total, teor de proteína bruta, massa de matéria seca e acúmulo de N no caule, folha diagnóstica e grãos. Também foram mensurados: altura, diâmetro, número de grãos e número de fileiras por espiga. O genótipo AS1596 foi superior ao AS1522 para a atividade da redutase do nitrato, acúmulo de N nos grãos e biomassa seca do caule e grãos, houve acúmulo no teor de aminoácidos livres totais no híbrido AS1596. O caule foi o que mais contribuiu para a redistribuição de nitrogênio.
Evaluation of nitrogen in different parts of plants of maize genotypes
SUMMARY: Aiming to evaluate the nitrogen in different organs (stem, leaves and kernels corn plants), and assess the biochemical and physiological responses of hybrids with different productivity, an experiment was set up under field conditions in the Experimental Farm on the FCAV/UNESP, Jaboticabal. The treatments consisted of two genotypes (hybrids) subjected to four N levels in a randomized block design with three replications. The experimental unit was composed by plots with four rows of five meters long, spaced 0.9 meters between rows. The two central lines, with border of 0.5 m at the ends, were used for seedlings. The attributes evaluated were: leaf nitrate reductase activity, total free amino acid content, total nitrogen content, dry matter and N accumulation in stem, leaf and grain. Were also measured height, diameter, number of rows and number of grains per ear. The genotype AS1596 was higher than AS1522 for nitrate reductase activity, N accumulation in grain, stem and grain, dry biomass. The total free amino acid content was greatest in hybrid AS1596. The stems was the most likely contributed to the redistribution of nitrogen.
3.1. INTRODUÇÃO
O plantio e a condução de uma lavoura de milho visam obter alta produtividade e lucro com a venda do produto colhido. Além de condições de solo e clima favoráveis à sua implantação, a cultura requer do agricultor muitas e oportunas decisões, em geral baseadas em recomendações técnicas da pesquisa. Dentre estas destacam-se a escolha da cultivar e da melhor alternativa de manejo da adubação (BORGES et al., 2006).
O nitrogênio é o nutriente mais exigido pela cultura do milho (SILVA et al., 2005). Segundo os mesmos autores, a dose a ser aplicada pode variar em função da cultura antecessora, a produtividade de grãos e o teor de matéria orgânica no solo. As recomendações atuais para a adubação nitrogenada em cobertura são realizadas com base em curvas de resposta, histórico da área e produtividade esperada (COELHO et al, 2009).
O nitrogênio influencia no diretamente no rendimento dos grãos, principalmente por ele estar relacionado aos mais importantes processos fisiológicos que ocorrem na planta, tais como: fotossíntese, respiração, desenvolvimento e atividade das raízes, absorção iônica de outros nutrientes, crescimento e diferenciação celular e genética (GAVA et al., 2010).
Atualmente, muito se discute à respeito de quantidades de N aplicadas à cultura do milho, como também sua influência na produtividade (FARINELLI & LEMOS, 2010). De acordo com COELHO (2007), a quantidade média de N empregada em lavouras comerciais do Brasil é de 60 kg ha-1, sendo muito inferior às da China e dos Estados Unidos, que correspondem a 130 e 150 kg ha-1 de N, respectivamente. Além disso, a eficiência do uso de N diminui em relação ao aumento de doses aplicadas, em vista de o suprimento de N exceder as necessidades da cultura (FERNANDES et al., 2005).
O uso eficiente de nutrientes pelas plantas está relacionado à eficiência na aquisição, no transporte e na utilização de nutrientes que variam em função do genótipo
e de fatores ambientais (BALIGAR & FAGERIA, 1999; MARSCHNER, 1995). Diferenças genotípicas na eficiência a alguns nutrientes têm sido atribuídas a uma série de mecanismos, que estão relacionados às características de absorção, transporte a longa distância e utilização de nutrientes pela planta, de forma isolada ou em conjunto (CLARK, 1983).
Em decorrer disso, objetivou-se avaliar as respostas bioquímico-fisiológicas (do colmo, folhas e grãos) e características biométricas de híbridos com potenciais produtivos distintos, submetidos a diferentes doses de nitrogênio em condições de campo.
3.2. MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi desenvolvido em condições de campo em Jaboticabal, SP, em local cujas coordenadas são: 21°15’22” de latitude sul e 48°18’58” de longitude oeste e altitude de 614 m. O clima da região é tipo Aw, baseado na classificação internacional de Köeppen. O solo da área experimental é classificado como Latossolo Vermelho eutroférrico típico textura muito argilosa, segundo ANDRIOLI & CENTURION (1999).
Antes da instalação do experimento, foi realizada amostragem de solo (agosto de 2010) na camada de 0-20 cm, para verificação da fertilidade (Tabela 2), e posteriormente a área foi areada e gradeada.
Tabela 2. Análise de rotina, micronutrientes e enxofre da área experimental
pH (CaCl2) M.O. P (resina) K Ca Mg (H+Al) SB T Al V g/dm3 mg/dm3 --- mmol c/dm3 --- % Solo 5,5 26 75 5,5 44 20 31 69,5 100,5 - 69 B Cu Fe Mn Zn S-SO42- --- mg/dm3 --- Solo 0,56 1,0 12 41,3 1,7 11
Na véspera da instalação do experimento, a área foi sulcada e realizado juntamente a adubação de semeadura, que consistia em 300 kg ha-1 do formulado 4-20- 20 (fonte disponível na fazenda experimental). Os genótipos utilizados foram os híbridos simples AS1522 e AS1596 obtidos junto à Agroeste Sementes da Monsanto do Brasil®. A semeadura foi realizada em sete de dezembro de 2010, sendo este realizado manualmente, utilizando 8 sementes por metro.
Os tratamentos corresponderam a dois genótipos submetidos a quatro níveis de N em delineamento em blocos ao acaso, com três repetições. A unidade experimental foi composta por parcelas com quatro linhas de cinco metros de comprimento, no espaçamento de 0,9 metros entre linhas. A área útil da parcela foi constituída pelas duas linhas centrais, com bordadura de 0,5 m nas extremidades.
Após quinze dias da semeadura, foi aplicado o herbicida Velpar K® para controle de plantas invasoras e os inseticidas Karate® e Lorsban® para o controle de lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda).
As doses de N utilizadas foram zero, metade da padrão, padrão e duas vezes a padrão, conforme RAIJ et al. (1997), considerando média resposta à adubação nitrogenada em função do histórico e expectativa de produtividade de grãos entre 10 e 12 t ha-1, correspondendo às doses 0, 55, 110 e 220 kg ha-1 de N. As doses foram aplicadas em cobertura, 30 dias após a semeadura (estádio V7), utilizando uréia com 45% de N.
A avaliação do estado nutricional foi realizada, coletando-se o terço central da folha da base da espiga, na fase do pendoamento (50% das plantas pendoadas) segundo CANTARELLA et al. (1997) para a análise da atividade da redutase do nitrato. Também foram coletadas, além das folhas diagnósticas, caules e espigas de 10 plantas da área útil para análise do teor de nitrogênio total, teor de aminoácidos livres totais, teor de proteína bruta, biomassa seca e acúmulo de N, cujas metodologias dessas análises estão descritas no capítulo 2.
Foram também avaliados a altura e diâmetro do caule e, componentes de produção (número de espigas por planta, número de grãos por espiga, número de fileiras por espiga e número de grãos por fileira). Para avaliação da altura, utilizou-se uma trena com medição do colo da planta até a ponto do pendão. O diâmetro do entrenó da base da primeira espiga foi medido com um paquímetro.
Os dados foram analisados através de teste F e, quando significativos (p≤ 0,05), foi realizado teste de comparação de médias (teste de Tukey a 5%) para o fator qualitativo e análise de regressão linear e polinomial para o fator quantitativo (BANZATTO & KRONKA, 2006). Os dados foram analisados com auxílio do software SISVAR (FERREIRA, 2008).
3.3. RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observa-se que não houve efeito significativo (p≤0,05) para a interação genótipo e doses para a maioria das variáveis, exceto para teor de N no colmo e grãos, acúmulo de N no colmo e palha+sabugo, teor de aminoácidos livres no colmo, folhas e grãos e produção (Tabela 3).
campo
Causas de variação RN BSC BSF BSG BSPS NTC NTFD (μmol m
-2 hora-1 de N-
NO2) (kg planta-1) (kg planta-1) (kg planta-1) (kg planta-1) (g kg-1) (g kg-1)
---Teste de F---
Genótipos (G) 3,73* 7,78* 11,94* 15,59** 2,66NS 5,87* 0,05NS
Doses (D) 1,73NS 8,47** 0,99NS 3,26NS 1,82NS 16,41** 1,38NS
G x D 3,53NS 2,55NS 1,76NS 0,20NS 1,90NS 11,80** 2,46NS
C.V. (%) 10,49 6,47 19,50 17,83 13,93 9,07 12,89
NTG ANC ANF ANG ANPS ALC ALFD
(g kg-1) (g planta-1) (g planta-1) (g planta-1) (g planta-1) (μmol kg-1) (μmol kg-1)
---Teste de F---
Genótipos (G) 3,83NS 17,54** 10,03** 12,50** 0,002NS 15,28** 7,12*
Doses (D) 3,73* 22,66** 1,87NS 2,65NS 19,49** 9,51** 22,07**
G x D 4,44* 6,53** 0,10NS 0,38NS 3,62* 5,97** 7,48**
C.V. (%) 3,27 10,57 21,81 18,49 14,28 20,98 3,29
ALG Alt Dia N° grãos E-1 N° fileiras E-1 Produção Ef. Agron.
(μmol N-aminoácido kg-1) (m planta-1) (cm planta-1) (unid) (unid) (kg planta-1) kg grãos kg -1 de N planta-1) ---Teste de F--- Genótipos (G) 49,51** 3,50NS 2,03NS 0,084NS 0,80NS 25,30** 29,36** Doses (D) 14,74** 1,46NS 1,43NS 2,64NS 2,24NS 17,00** 7,48* G x D 4,32* 0,58NS 0,23NS 3,12NS 3,00NS 4,82* 5,02* C.V. (%) 9,90 16,89 15,39 6,95 4,08 11,16 10,38
* e NS – Significativo e não significativo a 5%, respectivamente. ** - Significativo a 1%.
(RN) Atividade da redutase do nitrato folhas diagnósticas; (BSC) biomassa seca caule; (BSF) biomassa seca folhas; (BSG) biomassa seca grãos; (BSPS) biomassa seca de palha e sabugo; (NTC) teor de nitrogênio total caule; (NTFD) teor de nitrogênio total folhas diagnósticas; (NTG) teor de nitrogênio total grãos; (ANC) acúmulo de N caule; (ANF) acúmulo de N folhas; (ANG) Acúmulo de N grãos; (ANPS) Acúmulo de N palha e sabugo; (ALC) teor de aminoácidos livres totais caule; (ALFD) aminoácidos livres
folhas; (ALG) aminoácidos livres grãos; (Alt) Altura; (Dia) Diâmetro; (N° grãos E-1) número de grãos por espiga; (N° fileira E-1) número de fileiras por espiga.
Houve efeito significativo para genótipos para atividade da redutase do nitrato, acúmulo de N nos grãos e nas folhas e biomassa seca do colmo, folhas e grãos (Tabela 4), sendo que para todas essas, o genótipo AS1596 superior ao AS1522. Essa superioridade provavelmente se deve ao fato de ser mais produtivo e com isso tenha melhores mecanismos de eficiência de absorção, utilização, transporte e redistribuição de nutrientes.
Tabela 4. Efeito dos genótipos para atividade da redutase do nitrato, acúmulo de N nos grãos e massa de matéria seca no caule e grãos
Redutase do nitrato Acúmulo N grãos Acúmulo N Folhas
(μmol m-2 hora-1 de N-
NO2) (g planta-1) (g planta-1)
AS1596 390,26 a 6,82 a 7,26 a
AS1522 352,25 b 5,20 b 5,47 b
Biomassa seca
colmo seca folhas Biomassa Biomassa seca grãos
(kg planta-1) (kg planta-1) (kg planta-1)
AS1596 0,50 a 0,38 a 0,50 a
AS1522 0,47 b 0,29 b 0,37 b
*Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si ao nível de 5% de probabilidade pelo teste de Tukey
As doses que proporcionaram maior teor de nitrogênio total no colmo foram 166 e 83,66 kg ha-1 de N (Figura 16) para os genótipos AS1596 e AS1522 respectivamente. O teor de N-total nos grãos se ajustou o modelo de regressão crescente linear apenas para o genótipo AS1522 (Figura 17).
Doses de N (kg ha-1) 0 55 110 220 N-total no colm o (g kg -1 ) 2,0 2,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 AS1596: y = -0,0001X2+0,0333X+2,36 R2 = 0,99 AS1522: y = -0,000039444X2+0,0066X+3,26 R2 = 0,94
Figura 16. Teor de nitrogênio total do colmo em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
Essa diferença no teor de N-total no caule entre os genótipos se deve provavelmente à eficiência de utilização de ambos, pois quanto maior essa eficiência, maior também é a conversão do N absorvido em proteína. Apesar das plantas AS1596 apresentarem menor teor na dose zero, verifica-se que rapidamente houve incremento conforme se aumentavam as doses. Logo, o genótipo AS1596 é mais eficiente na utilização do N e mais responsivo, quando comparado ao genótipo AS1522.
As plantas AS1522 continham menores teores de N no caule em doses mais altas (curva quadrática), o que evidencia um transporte de N a partir da dose ótima para suprir a necessidade dos grãos. O mesmo aconteceu com as plantas AS1596, porém nos grãos, o teor de N-total não foi afetado pelas doses aplicadas (Figura 17).
A remobilização de N ocorre durante todo o período de desenvolvimento da planta, principalmente entre os órgãos reprodutivos e os vegetativos, na qual há uma
predominância da redistribuição de N do colmo e de folhas para os grãos (AUSTIN et al., 1977; DIDONET et al., 2000; REVOREDO, 2008).
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
N-total nos grãos (g kg
-1 ) 13,0 13,2 13,4 13,6 13,8 14,0 14,2 14,4 14,6 14,8 15,0 15,2 AS1596: y=13,70 AS1522: y=0,0071X+13,37 R2=0,88
Figura 17. Teor de nitrogênio total dos grãos em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
Apesar de não ter havido efeito significativo para o teor de N nas folhas diagnósticas, as plantas de milho apresentaram médias de 19,09 e 18,88 g kg-1 de N para os genótipos AS1596 e AS1522 respectivamente. Esses valores estão abaixo aos valores apresentados por RAIJ et al. (1997), como valores adequados para a cultura do milho, sendo esses valores entre 27-35 g kg-1.
Para biomassa seca do colmo (Figura 18), observa-se significância apenas para doses, sendo a dose de 191,24 kg ha-1 a que proporcionou o maior teor de biomassa.
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
Biomassa seca do colmo (kg planta
-1 ) 1,30 1,35 1,40 1,45 1,50 1,55 1,60 y = -0,0000065364X2+0,0025X+1,3185 R2 = 0,85
Figura 18. Biomassa seca do colmo em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
VILLELA (1999), trabalhando com duas doses de nitrogênio e quatro fontes, encontrou menor biomassa seca para o tratamento sem aplicação de N em cobertura, evidenciando o efeito positivo da adubação nitrogenada em relação à matéria seca.
Nas figuras 19 e 20, estão apresentadas o acúmulo de N no colmo e palha+sabugo.
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
Acúmulo de N no colmo (g plant
a -1 ) 1,0 1,2 1,4 1,6 1,8 2,0 2,2 2,4 2,6 AS1522: y=1,52 AS1596: y=-0,0000722X2+0,0193X+1,11 R2=0,98
Figura 19. Acúmulo de N do colmo (expresso em g planta-1) em híbridos de milho em
Figura 20. Acúmulo de N da palha+sabugo em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
A dose que apresentou os melhores desempenhos para acúmulo de N no colmo foi 133,65 kg ha-1 para as plantas AS1596 e para acúmulo na palha+sabugo, 140,93 kg ha-1 para as plantas AS1596 (Figuras 19 e 20).
Ambos os híbridos acumularam aproximadamente a mesma quantidade de N nas diferentes partes. AS1596 acumulou 11,04% no colmo, 44,03% nas folhas, 41,36% nos grãos e 3,57% na palha+sabugo. As plantas AS1522 acumularam 11,85; 42,63; 40,61 e 4,91% no colmo, folhas, grãos e palha+sabugo respectivamente.
A partir do estádio V10, a planta de milho inicia um rápido e contínuo crescimento, com acumulação de nutrientes e peso seco, os quais continuarão até os estádios reprodutivos (MAGALHÃES & DURÃES, 2006) para formação dos grãos. O que pode explicar o alto acúmulo de N nas folhas, não ocorrendo a redistribuição para os grãos na época da amostragem (pendoamento).
Em relação ao teor de aminoácidos livres totais, houve significância para ambos os genótipos nas diferentes partes da planta. No colmo e nas folhas diagnósticas houve ajuste linear crescente para as plantas AS1596 (Figuras 21 e 22 respectivamente). Já para as plantas AS1522, a melhor dose foi de 131,46 kg ha-1 para colmo (Figura 21) e 113,14 kg ha-1 para as folhas diagnósticas (Figura 22). Nos grãos, o melhor modelo foi o quadrático para ambos os genótipos com ponto de máximo nas doses 106,48 kg ha-1 para as plantas AS1596 e 123,65 kg ha-1 para as plantas AS1522 (Figura 23).
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
N-aminoácidos livres totais no colmo (
μ mol kg -1 ) 0,10 0,15 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 AS1596: y= 0,0006X+0,14 R2 = 0,93 AS1522: y = -0,000012X2+0,0032X+0,23 R2= 0,97
Figura 21. Teor de aminoácidos livres totais no colmo (expresso em μmol de N-amínico
por kg de biomassa seca do colmo) em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio.
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
N-aminoácidos livres nas folhas (
μ mol kg -1 ) 1,30 1,35 1,40 1,45 1,50 1,55 1,60 1,65 1,70 AS1596: y = 0,0012X+1,42 R2 = 0,94 AS1522: y = -0,0000075X2+0,0017X+1,44 R2 = 0,74
Figura 22. Teor de aminoácidos livres totais das folhas (expresso em μmol de N-
amínico por kg de biomassa seca das folhas) em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio.
Doses de N (kg ha-1)
0 55 110 220
N-aminoácidos
livres nos grãos (
μ mol kg -1 ) 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0,55 0,60 AS1596: y = -0,0000056X2+0,0012X+0,30 R2 = 0,79 AS1522: y = -0,000013X2+0,0034X+0,34 R2= 0,99
Figura 23. Teor de aminoácidos livres totais dos grãos (μmol de N-amínico por kg de
biomassa seca dos grãos) em híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
Verifica-se superioridade para as plantas AS1522, no transporte de aminoácidos para os grãos em relação às plantas AS1596. Mostrando com isso, maior redistribuição do caule e folhas para os grãos nas plantas AS1522.
Os aminoácidos livres totais no colmo e folhas foram maiores à medida que se aumentavam as doses para as plantas AS1596 e até certo ponto para as AS1522. Comportamentos estes, semelhantes aos obtidos por SILVA (2005) em plantas de milho e fornecimento de nitrogênio, que apresentavam aumentos nos acúmulos de aminoácidos livres nas folhas e nos colmos, e diferentes dos obtidos por CAZETTA (1997) em tratamentos que apresentavam as menores quantidades de nitrogênio por planta. Tais resultados sugerem que o aumento das doses aplicadas, nas condições
deste experimento, mostrou que as plantas AS1596 e AS1522 são diferentes quanto à utilização e remobilização de N nas diferentes partes.
Este aumento no teor de aminoácidos ocorre devido às plantas não estarem utilizando-o ainda em grandes proporções, pois com a elevada absorção de N e a intensa atividade metabólica favorece a maior formação e acúmulo de aminoácidos (BREDEMEIER & MUNDSTOCK, 2000; BELOW, 2002) no período de pendoamento. Após este estádio fenológico, com início a fase reprodutiva, as plantas irão consumir este metabólito para a sua conversão em proteínas (CAZETTA, 1997). Porém, isso não aconteceu para o híbrido AS1596, onde houve acúmulo desses aminoácidos no colmo e folhas, explicando a menor concentração nos grãos em comparação ao híbrido AS1522.
Geralmente, os aproveitamentos de N decrescem com o aumento das doses aplicadas, em vista do suprimento de N exceder as necessidades da cultura e esse não aproveitamento de N têm como conseqüências as perdas de amônia, que aumentam com a dose de aplicação (FERNANDES et al., 2005).
Para produção, a interação genótipos e doses foi significativa (Figura 24), em que o híbrido AS1596 foi superior com média de 0,24 kg planta-1 (8891 kg ha-1). A média das plantas AS1522 foi de 0,18 kg planta-1 (6666 kg ha-1).
Doses de N (kg ha-1) 0 55 110 220 Produção (kg planta -1 ) 0,20 0,25 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0,55 AS1596: y=0,001X+0,28 R2=0,97 AS1522: y=-0,000004921X2+0,0014X+0,24 R2=0,96
Figura 24. Produção (expresso em kg de grãos por planta) de híbridos de milho em função de doses de nitrogênio
Observa-se correlação entre as variáveis, pois a produção seguiu a mesma tendência para a maioria destas, mostrando a superioridade do híbrido AS1596 e confirmando com resultados de HANASHIRO et al. (2009).
RAMBO et al. (2008), observaram que o rendimento de grãos de milho foi significativamente afetado pelas doses de N aplicadas (0, 50, 100, 200 e 300 kg ha-1).
Os dados biométricos e de produção como altura, diâmetro, número de grãos e número de fileiras por espiga não foram significativos.
COSTA (2000) trabalhou com três doses de nitrogênio na semeadura (30, 60 e 90 kg ha-1 de N) e três doses de nitrogênio em cobertura (30, 60 e 90 kg ha-1 de N) e demonstrou que as diferenças entre tratamentos também não foram significativas para diâmetro da espiga, tamanho da espiga, número de fileiras por espiga, massa de 100 grãos e altura de plantas.
Os diversos híbridos e variedades exigem quantidades diferentes de nitrogênio, de acordo com seu potencial de produtividade (FERNANDES et al., 2005). BELASQUE JÚNIOR (2000), avaliando doses e épocas de aplicação de nitrogênio nos componentes produtivos de dois híbridos de milho cultivados na “safrinha”, verificou que a resposta da cultura à adubação nitrogenada variou com as condições ambientais e com os híbridos.
Para eficiência agronômica (Figura 25), observa-se que o híbrido AS1596 mais uma vez foi superior ao AS1522, em que se obteve um ajuste crescente linear com o aumento das doses aplicadas.
Doses de N (kg ha-1) 55 110 220 Eficiência agronômica (kg kg -1 ) 0,30 0,35 0,40 0,45 0,50 0,55 AS1596: y=0,0009X+0,295 R2=0,99 AS1522: y=0,31
Figura 25. Eficiência agronômica (expressa em kg de grãos produzidos por kg de N- total na planta) de híbridos de milho em função de doses de nitrogênio Como a eficiência agronômica é definida como a produção econômica obtida (grãos, no caso do milho) por unidade de nutriente aplicado (FAGERIA, 1998), de modo análogo, Além do híbrido AS1596 ser mais produtivo, é também mais eficiente do que AS1522, aproveitando mais a quantidade de nutriente aplicado e convertendo em produção. Isso pode ser explicado pelo fato deste híbrido possuir mecanismos mais
eficientes na absorção e utilização do N, contribuindo para um maior transporte e redistribuição na planta.
3.4. CONCLUSÕES
1. O genótipo AS1596 foi superior ao AS1522 em relação à atividade da redutase do nitrato, acúmulo de N nos grãos e biomassa seca do caule e grãos.
2. O teor de aminoácidos livres totais foi a variável que proporcionou as maiores diferenças entre genótipos.
3. Entre as partes da planta, o caule foi o que mais contribuiu para a redistribuição de nitrogênio.
4. O híbrido AS1596 possui maior eficiência agronômica do que AS1522. 5. O transporte e a redistribuição de N para o grão foram importantes para distinguir os híbridos em mais e menos eficiente.
3.5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ANDRIOLI, I. & CENTURION, J. F. Levantamento detalhado dos solos da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias de Jaboticabal. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIA DO SOLO, 27, Brasília, 1999. Anais..., Brasília: Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 1999. CD ROM.
AUSTIN, R. B.; FORD, M. A.; EDRICH, J. A.; BLACKWELL, R. D. The nitrogen economy of winter wheat. Journal of Agricultural Science, Cambridge, v. 88, n. 1, p. 59-167, 1977.
BALIGAR, V. C. & FAGERIA, N. K. Plant nutrient efficiency: forward the second paradigm. In: SIQUEIRA, J.; MOREIRA, F. M. S.; LOPES, A. S.; GUILHERME, L. R. G.;