2. BÖLÜM: AB’NİN KURUMSAL YAPISI VE SİYASAL İLİŞKİLERİ
2.2. AB İLE SİYASAL İLİŞKİLERDE HUKUKİ ALT YAPI
que realizavam atividades físicas diversas reportou prevalências entre 46,5 e 77,91%, mostrando uma significante associação entre a presença de lesão gástrica e o tipo de atividade (Berger et al., 2009). Em potros da raça Quarto de Milha com idades entre 1 e 120 dias, foi descrita uma incidência de 43,3% de lesões gástricas (Dearo et al., 1998). Goloubeff (2006) determinou prevalências de 45 e 100% de alterações na mucosa gástrica de potros da raça Brasileiro de Hipismo antes e após do desmame respectivamente.
3.5 Sinais clínicos e diagnósticos da SUGE
Os sinais clínicos associados à úlcera gástrica incluem cólica, bruxismo, sialorréia, diminuição do apetite, emagrecimento,
mudanças de comportamento e de
desempenho atlético ou reprodutivo. Episódios de cólica discreta e intermitente durante e depois da alimentação podem estar relacionados com a SUGE (Videla e Andrews, 2009). Recentemente, a aerofagia
foi relacionada com a produção aumentada de saliva em equinos portadores de irritação gastrintestinal (Moeller et al., 2008). A correlação entre os sinais clínicos e a intensidade da úlcera é variável (Murray e Grodinsky, 1989), porém em muitos casos a ausência de sinais clínicos pode predominar. Sandin et al. (2000) reportaram associação entre a SUGE e desconforto abdominal. Contudo, um estudo posterior não determinou correlação significativa no grau das úlceras gástricas em equinos hospitalizados por crises de cólica frente aos animais internados por outra causa diferente ao trato gastrintestinal (Rabuffo et al., 2009). Geralmente, as úlceras na área não glandular da mucosa devem ter uma maior intensidade para causar dor abdominal, entretanto as úlceras na área glandular podem ser moderadas a intensas e em especial próximas ao piloro, levando a cólica (Videla e Andrews et al., 2009).
O histórico, o exame clínico e a identificação de fatores de riscos, associados a exames complementares como a pesquisa de sangue oculto nas fezes, auxilia
no diagnóstico da SUGE. Exames
hematológicos e bioquímicos são de pouca relevância para o diagnóstico, mas uma baixa de eritrócitos, hemoglobina e hematócrito foi evidenciada em quadros de úlceras gástricas (McClure et al., 1999; Rabuffo et al., 2009). O teste de sensibilidade da sacarose na urina foi recomendado para detecção de úlceras com 83% e 90% de sensibilidade e especificidade respectivamente (O`connor et al., 2004). Pelas dificuldades técnicas na coleta de urina que limitam a praticidade do teste, foi
recomendada mais recentemente a
determinação da sacarose no soro, com alto valor preditivo para SUGE (Hewetson et al., 2006).
O teste de sangue oculto em fezes tem sido utilizado no diagnóstico de úlceras gastrintestinais, mas com baixa
sensibilidade e especificidade para SUGE, especificamente na predição dos casos negativos. Frente a esse fato, Pellegrine (2009) desenvolveu um teste rápido com anticorpos monoclonais contra albumina e hemoglobina em fezes, achando correlação positiva entre a detenção de albumina com úlceras do cólon e da hemoglobina com lesões do trato gastrintestinal, melhorando desta maneira os valores preditivos negativos, mas os positivos mostraram diminuição.
O diagnóstico definitivo das erosões, irritações e úlceras gástricas é confirmado por gastroscopia. A visualização da lesão permite o diagnóstico, a classificação e a determinação do grau de lesão, além do monitoramento para acompanhamento da resposta ao tratamento (Andrews et al., 1999a). Em condições de ausência desse recurso, o resultado do tratamento é também importante para o diagnóstico da SUGE (Videla e Andrews, 2009).
Para a realização do exame gastroscópico em equinos adulto, é necessário videoendoscopio de três metros de comprimento para inspecionar a superfície gástrica e atingir a área duodenal. A disponibilidade destes equipamentos tem facilitado o diagnóstico e realização de trabalhos de prevalências das úlceras gástricas. Entretanto a gastroscopia tem algumas limitações como pouca visualização devido a presença de ingesta remanescente e menor acessibilidade em algumas áreas do estômago (Murray et al., 1989), o que pode implicar em subestimação da presença de úlceras nas duas áreas da mucosa se comparado com os achados na necropsia (Andrews et al., 2002).
Existem vários sistemas de classificação para os achados gastroscópicos. Os escores auxiliam na determinação da extensão, intensidade e características das lesões nas diferentes áreas da mucosa gástrica. Algumas classificações por escore detalham
melhor as lesões, outras são mais gerais. Os escores mais específicos para classificar as úlceras de acordo a número e intensidade foram descritos por MaCallister et al. (1997) (tabela 1).
A eficiência da avaliação histológica de biópsias obtidas transendoscopicamente foi estudada recentemente por Rodrigues et al. (2009), determinando locais de difícil acesso e o material da área não glandular da mucosa foi de pouca qualidade para o estudo
histopatológico, sugerindo um número maior que seis amostras de tecido para ser representativa de toda a superfície gástrica. As lesões histológicas do estômago equino mais comumente descritas na área não glandular da mucosa são hiperqueratoses, cicatrizes, erosões difusas e lesões no margo plicatus, hiperemia na área glandular da mucosa, erosão focal e úlceras (Martineau et al., 2009a).
Tabela 1. Classificação das úlceras gástricas, de acordo com o número e intensidade das lesões, segundo MacAllister et al. (1997).
NÚMERO DESCRIÇÃO 0 Sem lesões 1 1 - 2 lesões localizadas 2 3 - 5 lesões localizadas 3 6 - 10 lesões localizadas 4 > 10 lesões ou difusas INTENSIDADE DESCRIÇÃO 0 Sem lesões
1 Aparentemente superficial (só mucosa)
2 Envolvendo estruturas profundas
3 Múltiplas lesões de intensidade variável (1,2 e/ou 4) 4 Igual ao 2 mas com aparência ativa (hiperemia, lesão escura) 5 Igual ao 4 com hemorragia ou coagulo aderido
Atualmente, o escore de classificação para os achados histológicos de tecido gástrico de equinos é adaptado do sistema Sidney utilizado em humanos. Histologicamente, erosão se relaciona com perda superficial da mucosa e úlcera com a perda profunda da mucosa com exposição da muscular da mucosa, sendo importante nesta avaliação a caracterização dos processos inflamatórios subsequentes as lesões (Martineau et al., 2009b).
Um estudo recente, comparando a avaliação gastroscópica, histológica e a caracterização de citocinas da mucosa gástrica determinou maior correlação entre a presença SUGE e o aumento de TNF-α e IL-13 como marcadores pro-inflamatórios, sugerindo como ajuda para avaliação, o PCR
qualitativo e quantitativo como os mais acurados para o diagnóstico desta síndrome em equinos (Pietra et al., 2010).