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AB Enerji Politikasını Destekleyen Programlar

2.3. Enerji Güvenliğinin AB Enerji Politikasındaki Yeri

2.3.7 AB Enerji Politikasını Destekleyen Programlar

Na presente pesquisa, foram utilizadas metodologias qualitativas. A utilização de técnicas qualitativas visou aprofundar o conhecimento sobre o tema do crédito agrícola no Brasil por meio de coleta de dados primários, bem como de pesquisa em fontes bibliográficas e documentais. De acordo com Langelett (2003), a pesquisa qualitativa tem como objetivo central a compreensão de fenômenos sociais caracterizados pela complexidade dos elementos que os compõem. A transação de crédito é, aqui, entendida como uma forma híbrida de arranjo contratual, e, portanto, não apenas governada pelo mecanismo de preço. Há outros elementos na transação entre tomadores e credores que remetem à complexidade nas relações contratuais ao se considerar a interdependência e multiplicidade de agentes que transacionam, bem como as incertezas envolvidas.

Foram feitas revisões bibliográficas em periódicos nacionais e internacionais sobre os seguintes temas: i) evolução do mercado de crédito agrícola no Brasil; ii) políticas agrícolas; iii) cenário atual das modalidades de crédito agrícola para custeio da produção de soja e iv) principais problemas do sistema de crédito agrícola brasileiro.

Os dados secundários foram obtidos com institutos de pesquisa, como: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), bem como em órgãos governamentais relacionados ao crédito agrícola como: Ministério da Agricultura, Banco Central do Brasil, Banco do Brasil e CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Além disso, foram realizadas entrevistas com agentes do complexo soja, ou seja, representantes de tradings, indústrias de insumo e cooperativas. Foram contatados gerentes de crédito agrícola em bancos públicos e privados, além de agentes cartorários e advogados. O roteiro das entrevistas com os agentes encontra-se no Apêndice 1.

Carlile e Christensen (2005) creditam o processo de construção de teorias a três estágios: observação, classificação e associação. A pesquisa qualitativa corresponde aos dois primeiros estágios, uma vez que permite a observação e descrição do fato em toda a sua complexidade por meio da coleta de informações com os agentes sociais para, então, classificar os atributos do fenômeno. A partir desses dois estágios é possível estabelecer relações entre os atributos e testá-los por meio de modelos estatísticos. No presente estudo,

os estágios de observação e classificação correspondem, respectivamente, ao entendimento do ambiente institucional do crédito e categorização das mudanças e das estratégias dos credores. A partir desse conjunto de informações, é possível estabelecer relações e testá- las em futuros trabalhos.

Delimitação do estudo e modelo conceitual

O estudo focaliza o mercado de crédito agrícola para financiamento da produção de soja no Brasil, especificamente, para empreendimentos rurais comerciais. Em 2006, o Brasil tornou-se o segundo maior produtor mundial de soja e o líder em exportação do complexo de soja (grãos, farelo e óleo) contribuindo com US$ 9,2 bilhões para a balança comercial brasileira daquele ano (MAPA, 2007).

No fluxo de recursos financeiros para financiamento da produção de soja, participam agentes tradicionais (bancos e cooperativas de crédito), e agentes não-tradicionais (tradings, cooperativas, indústria de insumo, revendas agrícolas e processadores). O financiamento da produção consiste no custeio e na comercialização da safra, o que caracteriza crédito de curto prazo.

O modelo conceitual adotado neste estudo é composto por três etapas, conforme é evidenciado pela Ilustração 5.

Ilustração no 5 – Modelo conceitual da pesquisa

Identificação das mudanças institucionais Entendimento do Ambiente Institucional

Ar ra nj os c ontra tu ai s co m ple xo s Mudanças nos contratos Informação e salvaguardas Renegociação das dívidas Identificação das mudanças institucionais

Entendimento do Ambiente Institucional

Ar ra nj os c ontra tu ai s co m ple xo s Mudanças nos contratos Informação e salvaguardas Renegociação das dívidas

Parte-se do entendimento dos marcos institucionais do mercado de crédito agrícola para identificar as principais mudanças no ambiente institucional que acarretaram alterações nas estratégias dos agentes. Três mudanças institucionais são debatidas com base na teoria da Nova Economia Institucional: a evolução dos contratos de crédito agrícola, os sistemas de informação e as salvaguardas contratuais e, por fim, a efeito das renegociações das dívidas nas estratégias dos agentes credores.

Este estudo entende que a transação de crédito agrícola decorre de contratos complexos ao longo da cadeia agroindustrial entre os produtores e os agentes credores, sejam eles tradicionais ou não tradicionais. Os contratos de crédito agrícola são formas de governança cujas características remetem aos arranjos híbridos. Segundo Ménard (2004), as formas híbridas ocorrem em situação de incerteza ambiental e dependência multi ou bilateral entre os agentes envolvidos e, portanto, são mecanismos para minimizar os custos de transação e reduzir o risco de oportunismo.

A dependência decorre de investimentos em ativos específicos que podem levar à situação de hold-up e problemas de apropriação da quase-renda (MÉNARD, 2004; KLEIN et al, 1978). No ambiente das transações agrícolas, dada a especificidade que a produção agrícola requer, os agentes realizam investimentos que os credencia a realizar transações apenas com agentes do sistema agroindustrial, tornando seus ativos com valor reduzido para um segundo uso. Além disso, o mercado de crédito agrícola brasileiro é caracterizado pela escassez de recursos o que acarreta situações que podem levar à apropriação da quase- renda por uma das partes.

A complexidade e a dependência entre os agentes são observadas na cadeia agroindustrial da soja que reúne produtores de soja, tradings, cooperativas, indústria de insumo, indústria de sementes, produtores de máquinas e implementos, revendas agrícolas, armazenadores, esmagadores, indústrias processadoras, distribuidores e, ainda, bancos, cooperativas de crédito e investidores.