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AB’de Düzensiz Göç Yönetiminin Başarısızlığı

1. BÖLÜM: GÖÇ OLGUSU, TÜRLERİ VE AVRUPA BİRLİĞİ’NİN GÖÇ

1.10. AB’de Düzensiz Göç Yönetiminin Başarısızlığı

A prova testemunhal está prevista na seção IX, do capítulo XII, nos arts. 442 a 463, sendo que a subseção I vai dos arts. 442 a 449 e trata “da admissibilidade e do valor da prova

testemunhal”; e a subseção II vai dos arts. 450 a 463 e trata “da produção da prova testemunhal”. Este meio de prova não é novidade e já estava previsto no CPC/1973. A prova

testemunhal, da forma como veio colocada no CPC/2015, sofreu significativas mudanças que terão importância na prática dos operadores do direito. Dentre todas as mudanças apresentadas, destacam-se os arts. 444 e 445 do CPC/2015 que tratam da possibilidade do uso da prova testemunhal quando a lei exigir prova escrita da obrigação.

Art. 444. Nos casos em que a lei exigir prova escrita da obrigação, é admissível a prova testemunhal quando houver começo de prova por escrito, emanado da parte contra a qual se pretende produzir a prova.

Art. 445. Também se admite a prova testemunhal quando o credor não pode ou não podia, moral ou materialmente, obter a prova escrita da obrigação, em casos como o de parentesco, de depósito necessário ou de hospedagem em hotel ou em razão das práticas comerciais do local onde contraída a obrigação.

No caso desses artigos mencionados acima, existe uma clara intenção de ampliar as possibilidades de uso da prova testemunhal, mas é importante que o operador do direito esteja

atento ao fato de que “[...] ao admitir prova testemunhal quando a lei exigir prova escrita da

obrigação, não alcança os atos jurídicos que só podem ser provados por determinado instrumento público.” 79 A título de exemplificação, um casamento não pode ser provado sem a respectiva certidão ainda que haja início de prova escrita através do pacto antenupcial.

78

BRASIL. Lei nº 11.419, de 19 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a informatização do processo judicial; altera a Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 – Código de Processo Civil; e dá outras providências. Diário Oficial da

União, Poder Legislativo, Brasília, DF, 20 dez. 2006. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/

ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11419.htm>. Acesso em: 5 fev. 2016.

79 NEVES, Daniel Amorim Assumpção. Novo código de processo civil: Lei 13.105/2015. Rio de Janeiro:

Cabe também apontar, a alteração trazida pelo art. 453, §1º do CPC/2015, que torna possível “A oitiva de testemunha que residir em comarca, seção ou subseção judiciária diversa daquela onde tramita o processo poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão e recepção de sons e imagens em tempo real [...].” Esta previsão do novo CPC tomou por base o art. 222, §3º do Código de Processo Penal (CPP) 80 que há tempos já trabalha, aproveitando a tecnologia existente a favor da justiça. Para viabilizar que esta prática aconteça, o §2º, do art. 453, determina que “Os juízos deverão manter equipamento para a transmissão e recepção de sons e imagens [...].”

Uma das principais mudanças apresentadas pelo novo Código para a prova testemunhal diz respeito à forma como a intimação da testemunha passa a ser feita. O art. 455,

caput e §1º, do CPC/2015 estabelecem que “Cabe ao advogado da parte informar ou intimar a

testemunha por ele arrolada do dia, da hora e do local da audiência designada, dispensando-se a intimação do juízo”, sendo que “A intimação deverá ser realizada por carta com aviso de recebimento, cumprindo ao advogado juntar aos autos, com antecedência de pelo menos 3 (três) dias da data da audiência, cópia da correspondência de intimação e do comprovante de recebimento.” Esta alteração, apesar de desafogar a máquina do Poder Judiciário tem recebido muitas críticas por parte dos advogados em razão da dificuldade prática que tal obrigatoriedade vai ocasionar tanto em relação à gestão dos escritórios de advocacia para cumprir o modus operandi exigido pela lei, no que diz respeito à elaboração da necessária carta de intimação que não possui seus requisitos estabelecidos em lugar algum e também em razão do encaminhamento da carta ao correio e a preocupação em aguardar o aviso de recebimento chegar para juntá-lo aos autos dentro do tempo limite, tudo isso sob pena de receber a sanção de ser reconhecida a desistência da inquirição da testemunha, conforme o art. 462, §3º do CPC/2015. Apesar de toda a dificuldade que certamente existirá, importa mencionar que a previsão legal que transfere a obrigação da intimação da testemunha ao advogado não afasta por completo a intimação por via judicial, que será mantida nos casos previstos pelo art. 455, §4 do CPC/2015 quando:

80 Art. 222. A testemunha que morar fora da jurisdição do juiz será inquirida pelo juiz do lugar de sua

residência, expedindo-se, para esse fim, carta precatória, com prazo razoável, intimadas as partes [...] § 3o Na hipótese prevista no caput deste artigo, a oitiva de testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real, permitida a presença do defensor e podendo ser realizada, inclusive, durante a realização da audiência de instrução e julgamento. (Incluído pela Lei nº 11.900, de 2009). BRASIL. Decreto-Lei nº 3.689, de 3 de outubro de 1941. Código de Processo Penal. Diário oficial da União, Poder Executivo, Rio de Janeiro, 13 out. 1941. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm>. Acesso em: 8 jan. 2016.

I - for frustrada a intimação prevista no § 1o deste artigo; II - sua necessidade for devidamente demonstrada pela parte ao juiz; III - figurar no rol de testemunhas servidor público ou militar, hipótese em que o juiz o requisitará ao chefe da repartição ou ao comando do corpo em que servir; IV - a testemunha houver sido arrolada pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública; V - a testemunha for uma daquelas previstas no art. 454.

Além dessas alterações, merece ser apontada apenas mais uma delas, que é a mudança do regime de interrogatório das testemunhas antes trazido pelo art. 416 do CPC/1973. O art. 459, caput, do CPC/2015, determina que as perguntas deverão ser formuladas pelas partes diretamente à testemunha e não mais por intermédio da figura do magistrado. Na verdade, quem formula e faz as perguntas é o advogado das partes e o juiz deve apenas cuidar para que as perguntas não sejam formuladas de forma a induzir determinadas respostas e indeferir perguntas sem relação com a causa ou perguntas repetidas e já respondidas.