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Şirketin Kurumsal Yönetim Komitesi

1. GENEL BİLGİLER

1.5 Şirketin yönetim organı, üst düzey yöneticileri ve personel sayısı ile ilgili bilgiler

1.5.4 Şirketin Kurumsal Yönetim Komitesi

chamada Jesus de Nazaré. Ele se manifestava muito mais à semelhança de um profeta, contestando a perversão da Instituição, embora não a negasse. O Evangelho de São Marcos diz que

O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome tinha se tornado famoso. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. É por isso que os poderes agem nesse homem.” Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como os profetas antigos”. (Mc., 6, 14-15)

Diante de tantas opiniões sobre quem ele era, Jesus pergunta aos discípulos o que as pessoas em geral falavam dele, e qual a opinião dos próprios discípulos. Indiscutivelmente Jesus era identificado como profeta. Os discípulos, no entanto, na pessoa de Simão Pedro, reconhecem Jesus como o totalmente novo que irrompe na história de Israel, diferente de todos os que já tinham vindo, como relata o Evangelho de Mateus:

Jesus chegou à região de Cesaréia de Filipe, e perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens que é o filho do homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda que é Jeremias, ou algum dos profetas”. Então Jesus perguntou- lhes: “E vocês, quem dizem que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do deus vivo.” (Mt, 16, 13-16)

Portanto, para os discípulos, Jesus não era alguém igual a outros que já haviam irrompido na história de Israel. Neste sentido, para eles, ele era mais que um profeta.

No decorrer de sua história, Jesus vai deixando claro quem ele é e, à medida que se identifica, causa cada vez mais a ira e a perseguição da classe dominante de Israel.

Dentre as tantas afirmações que Jesus fez de si mesmo, sobre sua missão, deixou claro que ele não era contra a instituição (Moisés e a lei), mas também exercia vigorosamente a profecia, conforme nos diz o Evangelho de Mateus: “Não

pensem que eu vim abolir a lei e os profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”. (Mt. 5, 17). Porém, Jesus combateu vigorosamente o legalismo

daquela sociedade, mostrando que, quando uma organização coloca a lei acima do ser humano e não a seu serviço, ela se desumaniza e perde sua razão de ser; e, para isso, usa a arma da denúncia profética, como vemos nessa passagem de Mateus:

Ai de vocês, doutores da lei e fariseus hipócritas! Vocês fecham o reino do céu para os homens. Nem vocês entram, nem deixam entrar aqueles que desejam. Ai de vocês, doutores da lei e fariseu hipócritas! Vocês exploram as viúvas e roubam suas casas e, para disfarçar, fazem longas orações! Por isso, vocês vão receber uma condenação mais severa. Ai de vocês, doutores da lei e fariseu hipócritas! Vocês percorrem o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguem o tornam merecedor do inferno duas vezes mais do que vocês. Ai de vocês guias cegos! Vocês dizem: ‘Se alguém jura pelo templo, não fica obrigado, mas se alguém jura pelo ouro do templo, fica obrigado’. Irresponsáveis e cegos! O que vale mais: o ouro ou o templo que santifica o ouro? .... Ai de vocês, doutores da lei e fariseu hipócritas! Vocês pagam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixam de lado os ensinamentos mais importantes da lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade... Guias cegos! Vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo... (Mt. 23, 13-24)

Nesta mesma cena, Jesus condena a classe dominante de Israel, não só pela perversão social que chegaram a partir da prática legalista, mas também pelo trato que deram aos profetas.

Ai de vocês, doutores da lei e fariseu hipócritas! Vocês constroem sepulcros para os profetas, e enfeitam os túmulos dos justos, e dizem: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices na morte dos profetas’. “Com isso, vocês confessam que são filhos daqueles que mataram os profetas”. (Mt. 23, 29-31)

A Experiência da transfiguração, portanto, é um momento fundamental de aprendizagem, para os discípulos; se eles ‘esquecerem’ esse momento, a proposta de Jesus correrá o risco de perder-se nas diversas formas de estruturas, legalismos, fundamentalismos e ‘burocratismos’ da história, como um conjunto simbólico- ideológico de poder-dominação, mascarando e pervertendo a realidade, e colocando em segundo plano a vida do ser humano. Toda a experiência dos discípulos com Jesus e sua proposta caminhou nessa direção. Jesus havia mostrado claramente o

que aconteceu com a trajetória de vida do povo de Israel, desde sua experiência primordial de fraternidade, a partir da caminhada com Moisés, até as estruturas sociais injustas, outrora condenadas por profetas como Elias, e agora por ele próprio.

A transfiguração é uma experiência tão marcante que nunca mais poderá ser esquecida, sob pena da proposta de Jesus perfazer, neste aspecto, o mesmo caminho de Israel; se isso acontecer, ela perderá totalmente seu sentido, podendo, no processo de perversão, produzir efeito contrário.

Pierre Boudieu nos ajuda a compreender melhor esta realidade, usando a tipologia weberiana para distinguir os agentes religiosos sacerdotes, dos profetas. Para ele, o sacerdote é, por excelência, o agente da religião estabelecida, aquele que reproduz e pereniza um sistema de crenças e ritos sagrados, inserindo-se na rotina social. Aos poucos, essa religião se incorpora nos membros da sociedade, tornando-se um hábito que ninguém mais questiona. O sacerdote torna-se, portanto, um simples agente religioso caracterizado pela rotina dos ofícios religiosos, predisposto a atuar em defesa da ordem simbólica e social estabelecidas, sendo praticamente incapaz de criar o novo ou, pelo menos, expressar aquilo que não é lícito existir, na ordem vigente.

Ao contrário do sacerdote, o profeta é um agente religioso que tem função significativa, principalmente em situações extraordinárias. Quase sempre ele atua a partir de grupos marginais. Sua legitimidade não vem de uma instituição, como no caso do sacerdote, mas do seu carisma que lhe é socialmente atribuído. Possuído por este carisma e movido por ele, o profeta contesta a ordem religiosa estabelecida, propondo uma nova ordem simbólica.

Por isso, o profeta e seus discípulos normalmente são combatidos pelos sacerdotes.

Bourdieu chama atenção para um paradoxo que pode acontecer nesse processo: ao morrer o profeta, os discípulos mais próximos procuram apropriar-se do carisma e, a partir dessa apropriação, buscar novos discípulos. Nesse processo, o carisma pode institucionalizar-se e com isso, surge a necessidade de criar sacerdotes que passam a sistematizar a mensagem profética em forma de doutrina, transformando-a em igreja.

Jesus se coloca como um ‘movimento dialético’ permanente entre a estrutura e a profecia.

A estrutura só tem sentido quando renovada permanente pelo ‘sopro’ do novo, da mudança. Sem estruturas também não é possível a vida (Moisés e a instituição). Toda a mensagem de Jesus é perpassada pelo ‘vigiai e orai’, isto é, pela atenção e tensão permanente e contínua disposição de mudança (Elias e a profecia); por isso, ele transmite lições da ‘semente que deve morrer’, como condição para produzir vida e ‘dar fruto’.

Benzer Belgeler