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Şinasi’den Sonra Yeni Osmanlılar Cemiyeti

Belgede ARAŞTIRMANIN KONUSU VE ÖNEMİ (sayfa 21-25)

Em complemento ao que foi dito pelas docentes, as falas a seguir apresentam outros elementos que causam sofrimento, dor, apreensão e ansiedade.

Estresse causado pela grande quantidade de aulas dadas no semestre (E1).

Aspectos políticos da universidade; pensar a longo prazo; clima de competição com colegas; participação nos conselhos superiores e outros organismos de gestão. (...) eu acho essa solidão, a falta de um espaço de interlocução e discussão, (...) essa solidão. A solidão, outro seria mesmo a falta, assim, de um espaço onde pudesse atualizar, mesmo, dos conteúdos, então essa parte de uma formação constante, não é, pudesse haver uma formação constante com relação até à própria forma de dar aula, didática, metodologia, não é. E outro, outra dificuldade que eu acho, é que assim, cada vez mais você é obrigada a dar mais aula, não é, a ter mais carga horária para justificar o seu contrato, quando, na verdade, isso acaba deixando você muito cansado e as salas são cheias (E2).

Falta de educação por parte dos alunos/apresentar notas baixas (pois o aluno questiona e praticamente obriga o professor a aprová-lo). Hoje também lançar faltas, os alunos sempre reclamam e dizem que nunca faltaram o que está no boletim (E4).

Sofrimento, eu acho que é a desqualificação dos alunos, é a impossibilidade de eu usar o meu conhecimento, não é, a impossibilidade de eu poder trocar com alguém dentro de sala de aula. Nem os colegas de trabalho mais têm vontade de fazer isso. Havia um tempo atrás, quando eu entrei na faculdade, assim, os colegas gostavam de ficar trocando material, hoje em dia eu vejo que é uma coisa mais generalizada, ninguém tem vontade de trocar material de trabalho, fazer alguma coisa melhor... Então assim, então eu acho que o que mais me causa sofrimento é essa falta de perspectiva, de aproveitamento, de conhecimento, de poder compartilhar, criar, não sei se chega a causar dor, não é, eu acho que causa uma tristeza, assim, porque eu me vejo meio que obrigada a ter que estar aqui, porque eu não consegui ainda uma outra situação melhor, entendeu. Apesar de não ser (...) assim, não ganhar muito, mas o valor que eu ganho aqui é importante no momento, na minha vida, para eu poder me manter... Não é, porque principalmente pela questão do plano de saúde e a idade que eu tenho, se eu sair daqui, um plano de saúde como eu tenho aqui, vai sair de R$ 600,00 a R$ 800,00, estou dizendo o que eu tenho aqui, não estou nem falando que seja o melhor. Então o plano de saúde, ele pega por faixa etária, então é um preço alto (E5).

O que me causa dor é perceber que a maior parte dos alunos vem do ensino fundamental sem nenhum preparo, com carência de informação de todos os tipos e, sobretudo, que não compreendem a importância da educação. Isso fica claro quando percebo que eles não têm respeito pela educação e quando se reportam a mim de maneira desrespeitosa, com o discurso “tô pagando”. Isso acontece pouco, pois no primeiro dia de aula explico a maneira como penso o papel da educação. Deixo claro que corresponde à principal ferramenta de transformação de um ser humano e que nossa relação não se limita às variáveis de mercado, que está atravessada pelo papel que exerço qual seja o de mediar o processo de aprendizagem, orientando a maneira como instrumentalizam os conteúdos, ensinado conceitos etc. Por essa razão, não é como comprar qualquer outro serviço, pois exige dedicação da parte deles sobretudo (E6).

No que diz respeito às mudanças do ensino superior brasileiro, percebe-se certa angústia nas professoras relacionada à qualidade do aluno que tem ingressado nas IES nos últimos tempos. A falta de preparação e a desqualificação parecem ser centrais no que se

refere ao que lhes causam mais sofrimento, além de a educação ser vista como uma mercadoria, a tal ponto do aluno obrigar o professor a aprová-lo, com o discurso de que é ele quem está pagando. Inclusive a entrevistada E4 relatou que já ouviu de um aluno durante um pequeno desentendimento em sala de aula que ela era só uma funcionária da IES B e que era ele quem pagava seu salário. Tal comentário advindo de um aluno parece refletir o posicionamento da IES com relação à postura do aluno como cliente.

A mercantilização do conhecimento e o tratamento da educação como se fosse um produto, uma mercadoria a ser vendida/adquirida atravessa as relações institucionais e atinge até mesmo a relação professor-aluno, afetando o processo de ensino-aprendizagem conforme se pode perceber. Nota-se um sentimento de ameaça presente na relação professor-aluno que é às vezes fomentado pela IES, pois em algumas ocasiões em que o professor precisa do respaldo da IES para cumprir alguma norma ou procedimento padrão, quem acaba recebendo esse respaldo é o aluno (inclusive no caso relatado pela entrevistada E4, se o professor lança as faltas e esse aluno é reprovado, ele vai até a coordenação, e, por vezes, a própria coordenação retira essas faltas). Perez (2012) afirma que muitas vezes isso acontece em função da concorrência crescente que há no setor privado entre as IES. Caso o aluno esteja descontente com uma determinada IES, poderá procurar outra. Professores muito exigentes podem não ser bem vistos pela IES, pois não agradam a uma parte da clientela interessada, por vezes, somente na obtenção do diploma.

Outra reflexão que a entrevistada E2 coloca sobre o sofrimento no trabalho do professor é sobre a solidão que está se tornando ser um docente, em que prevalece um trabalho solitário, do cada um por si, neutralizando toda mobilização de mudança através da coletividade, estimulando o silêncio entre os trabalhadores. Para Bosi (2007), isso não só é requerido, mas incentivado pelas instituições e infelizmente acaba refletindo na sala de aula onde os professores, por não conseguirem ser solidários com seus colegas, acabam por não incentivar o desenvolvimento dos laços coletivos e cooperativos entre os alunos, que são ou serão os profissionais no futuro. Dessa forma, forma-se um ciclo, pois a educação, responsável também por repassar valores para a convivência e fortalecimento dos laços sociais, acaba por estimular a desestruturação dos vínculos coletivos dos próprios alunos que estão inseridos (ou serão inseridos) no mundo do trabalho reproduzindo essa dinâmica vivenciada no meio acadêmico.

Outro aspecto evidenciado que remete ao sofrimento relatado é a grande jornada de trabalho, com um número elevado de aulas durante a semana, colocado pela entrevistada E1.

Além disso, a entrevistada E5 diz que a desqualificação e a impossibilidade de troca de conhecimento com o aluno têm sido para ela grande fator de desmotivação.

Belgede ARAŞTIRMANIN KONUSU VE ÖNEMİ (sayfa 21-25)

Benzer Belgeler