5. ÖMER OSMAN ERENDORUK’UN ŞİİRLERİ
5.1. Şiirler
APÊNDICE G – PARÂMETROS UTILIZADOS NO CÁLCULO DA VAZÃO DE CHEIA ... 275 APÊNDICE H – CARTAS DE SUSCETIBILIDADE À OCORRÊNCIA DE INCÊNDIOS ... 279 APÊNDICE I – CHAVES DE CODIFICAÇÃO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS EM RELAÇÃO ÀS SUAS SUSCETIBILIDADE E RESTRIÇÕES ... 281 APÊNDICE J – CARTA DE POTENCIALIDADES E RESTRIÇÕES AO USO TURÍSTICO ... 283
INTRODUÇÃO
Nos últimos anos o turismo passou a desempenhar um papel de grande importância na economia mundial. Segundo dados da Organização Mundial de Turismo (OMT), entre 2000 e 2008, as viagens internacionais cresceram 4,2% ao ano, alcançando o total de 922 milhões de turistas em 2008, gerando uma renda de aproximadamente US$ 5 trilhões (MINISTÉRIO DE TURISMO, 2009). Em 2012 o número total de chegadas internacionais em todo mundo, pela primeira vez na história, superou 1 bilhão de turistas (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2012). No Brasil os números também são significantes, no total o país recebeu em 2012 5.676.843 turistas (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2013).
O ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza, sustentavelmente, o patrimônio natural e cultural, incentivando sua conservação e buscando a formação de uma consciência ambiental por meio da interpretação do meio ambiente, proporcionando o bem estar das populações envolvidas (EMBRATUR, 1994). Entretanto, este conceito muitas vezes não é condizente com que é praticado. As atividades ecoturísticas realizadas sem planejamento ocasionam sérios impactos negativos ao meio ambiente, principalmente quando é praticada em unidades de conservação (SOARES, 2007).
Percebe-se que na grande maioria das vezes o potencial ecoturístico de certas regiões é explorado de maneira inadequada, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Muitas regiões são exploradas para o ecoturismo sem qualquer consideração aos seus aspectos geológico - geotécnicos. Vias de acesso são construídas em terrenos com altas declividades, solos facilmente erodíveis e interceptam um grande número de canais de drenagem, que causam desde erosão nas vias e suas proximidades até o assoreamento dos corpos d’água.
Além do impacto negativo ao meio físico, a exploração de áreas para o ecoturismo, sem o conhecimento da sua dinâmica física e de seus níveis de suscetibilidades, pode colocar o próprio turista em situações de perigo e impor limitações às suas atividades. Como exemplos, pode-se citar a presença de áreas suscetíveis à ocorrência de movimentos de massa, como escorregamento e queda de blocos, áreas sujeitas à inundação e cheias relâmpago e terrenos pouco trafegáveis.
Esta problemática se torna ainda mais intensa à medida que se observa uma carência de estudos em escala regional que avaliem as restrições e potencialidades destas áreas, tanto para a adequação das atividades já existentes quando para o planejamento de novas atividades turísticas.
A presente pesquisa está relacionada à análise desta problemática em parte do Parque Nacional Serra da Canastra, em Minas Gerais. Inicialmente, foi feita uma avaliação da evolução do uso do solo no Parque por meio de produtos de sensoriamento remoto de diferentes períodos, a fim de averiguar uma possível melhora ou piora da sua conversação. Em seguida, buscou-se levantar e analisar a localização das vias de acesso nos diferentes compartimentos da paisagem da área, bem como os possíveis impactos ocasionados. Por fim, foi produzida uma carta de potencialidades e restrições ao seu uso turístico, a partir da elaboração de cartas interpretativas que representam os principais processos ambientais que ocorrem nesta região.
1 Objetivos
Esta pesquisa tem como objetivo geral avaliar as restrições e potencialidades de parte da área do Parque Nacional Serra da Canastra - MG quanto ao uso turístico, na escala 1:50.000, por meio da análise temporal do uso e ocupação do solo, inclusive a evolução das vias de acesso, e elaboração de documentos interpretativos que caracterizem restrições e suscetibilidades aos processos que ocorrem na área. Para tanto, os objetivos específicos estabelecidos são:
Elaborar o mapa uso e ocupação do solo para diferentes períodos e analisar a evolução temporal do uso do solo na área de estudo;
Avaliar a localização das vias de acesso e seus impactos ao meio físico;
Elaborar documentos cartográficos que representem as suscetibilidades e restrições da área (movimentos de massa, inundação, incêndios, trafegabilidade e implantação de vias de acesso);
2 Justificatica
O Parque Nacional Serra da Canastra (PNSC) foi criado pelo Decreto n.º 70.355, de 3 de abril de 1972, com uma área estimada em 200.000 hectares. Entretanto o PNSC possui somente parte desta área com situação fundiária regularizada, ou seja, sob posse e domínio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA. Esta área é denominada Chapadão da Canastra. O restante da área decretada e ainda não regularizada, conhecida como Chapadão da Babilônia, é constituída por propriedades privadas.
A escolha de parte da área não regularizada do parque para realização desta pesquisa justifica-se pela maior exposição desta região às atividades degradantes, devido à sua situação fundiária não regularizada, e principalmente ao seu grande potencial turístico, caracterizado pela beleza cênica encontrada em suas águas cristalinas, cânions, exuberantes cachoeiras, corredeiras e formação geomorfológica, mas que vêm sendo explorado sem planejamento adequado. Este uso inadequado vem causando inúmeros impactos ao meio físico, como o surgimento de processos erosivos e assoreamento dos corpos d’água, que são citados no plano de manejo do PNSC. Os impactos causados ultrapassam a área do parque, pois o mesmo possui uma grande rede de nascentes e cursos d’água que abastecem as bacias hidrográficas dos rios São Francisco, Grande e Araguari.
A realização de estudos envolvendo o mapeamento das suscetibilidades e restrições da área constitui uma ferramenta que pode ser utilizada pelos gestores para melhor planejamento e monitoramento desta unidade de conservação.