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5. Değerlemeler bazen gizli yapılır Açık ve şeffaf bir sistem 6 Değerlemenin nasıl kullanılacağının
2.1.3 Performans Değerlemesinin Temel Kullanım Alanları
2.1.3.1 Ġnsan Kaynakları Planlaması
OESP publicou, entre 1946 e 1953, vinte e três artigos sobre a questão do petróleo, mais da metade redigidos e assinados por Rafael Correa de Oliveira, Carlos Lacerda e Matos Pimenta. A maior incidência deu-se entre 1947 e 1949, momento de acirrados debates motivados pelas conferências no Clube Militar e pela tramitação do Estatuto do Petróleo no Congresso Nacional.
Rafael Correa de Oliveira63, jornalista, professor e advogado, formado pela Faculdade de Direito do Recife, desenvolveu intensa atividade política e jornalística, na qual defendia o monopólio estatal. Participou das conspirações que resultaram na Revolução de 1930, foi funcionário do Ministério das Relações Exteriores em Londres, Lisboa e Nova Yorque e trabalhou em jornais de Pernambuco, Santos, São Paulo e Rio de Janeiro. Após a queda do Estado Novo foi comentarista político no Jornal de Debates, Diário de Notícias, no qual manteve coluna diária, e foi diretor da sucursal no Rio de Janeiro de O Estado de S. Paulo. Em 1948, participou da fundação do CEDPEN, integrou a comissão diretora e tornou- se um dos vice-presidentes da entidade, sendo expulso em 1949.64 O jornalista empreendeu nas páginas do matutino paulista uma campanha contra a atuação dos comunistas no Centro do Petróleo e fez oposição a Getúlio Vargas e ao Projeto da Petrobras.65 Dos nove artigos que publicou, quatro foram reproduzidos no DN.
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Em 1954 Rafael Correa de Oliveira elegeu-se deputado federal pela Paraíba na legenda da UDN e faleceu em 1958, em pleno mandato legislativo.
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ABREU, Alzira Alves de. et. al. Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro: pós-1930. 2ª ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Editora da FGV/ CPDOC, 2001, V. 4, p. 4175-4176.
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OESP. 31/03/1946, p. 03; 12/08/1947, p. 04; 26/10/1948, p. 05; 05/05/1948, p. 04; 23/01/1949, p.04; 20/02/1949, p.05; 02/09/1950, p. 03; 15/05/1952, p. 03; 27/07/1952, p. 03.
Carlos Lacerda escreveu quatro artigos, entre 1947 e 1948, nos quais manifestou apoio à proposta de Juarez Távora e à participação do capital estrangeiro na indústria brasileira de petróleo e criticou a atuação do CNP, ressaltando os problemas do órgão, que ele qualificava de deficitário, burocrático e sem recursos orçamentários – fatores que explicariam a baixa produtividade de seus campos de exploração. Defendeu a aprovação do Estatuto do Petróleo, criticou a adoção do monopólio estatal e sugeriu a criação de cooperativas de exploração.66 O político udenista promoveu iniciativas de grande repercussão em prol da participação do capital estrangeiro, como a série de artigos no Correio da Manhã, denominada Guia do Petróleo para Leitores Assíduos (1947), e a coordenação da obra que reuniu as conferências proferidas por Juarez Távora no Clube Militar. 67 No início da década de 1950, ele e seu jornal, Tribuna da Imprensa, mudaram de posição e, assim como a UDN, passaram a criticar o projeto da Petrobras e defender monopólio estatal, que visava desmoralizar Vargas, sob alegação de entreguista.
Matos Pimenta, proprietário do Jornal de Debates e importante liderança do movimento “O Petróleo é Nosso”, publicou três artigos em OESP, dois dos quais eram a conferência proferida na Faculdade de Direito de São Paulo (setembro de 1947) na íntegra. Seus textos insistiam na inadequação da presença de empresas privadas, nacionais e estrangeiras, no setor energético e na indústria de base e argumentava que o Estado deveria manter o controle dessas atividades estratégicas para garantir que interesses públicos predominassem sobre os privados. Procurou mobilizar um conjunto de argumentos para convencer o leitor dos riscos da abertura do setor petrolífero ao capital estrangeiro.68 Em outro
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OESP. 25/06/2947, p. 05; 29/01/1948, p. 05; 14/04/1948, p. 05; 15/09/1949, p. 09.
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A referencia da publicação é TÁVORA, Juarez. O Petróleo do Brasil. São Paulo: Instituto Progresso Editorial S.A., 1947, (Coleção Cadernos de Atualidade – dirigida por Carlos Lacerda).
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artigo defendeu a encampação pelo CNP das duas refinarias privadas em construção pelos grupos Soares Sampaio (SP) e Drault Ernany (RJ) e afirmou que a proposta partira da UDN.69 As páginas de OESP também receberam a colaboração de estrangeiros, como o norte-americano Paul Vanorden Shaiu, que comentou os debates em curso sobre o petróleo. Segundo ele, a polêmica que empolgava jornalistas, estadistas e brasileiros em geral tinha a vantagem de utilizar a experiência de outros países antes de tomar a melhor decisão.70 Já o italiano Armando Ferrari71 defendeu o monopólio estatal, enquanto seu conterrâneo Dom Luigi Sturzo, defendeu a livre iniciativa.72
Roberto Pinto de Souza, articulista que também abordou o problema, defendeu a aplicação de capitais estrangeiros no Brasil para superar o subdesenvolvimento.73 Mario Pinto Serva era favorável à participação de capitais e técnicos estrangeiros na exploração do petróleo brasileiro, pois acreditava que não possuíamos tais recursos.74 Pierre Monbeig elogiou os trabalhos de pesquisa do geólogo Silvio Frois de Abreu75 e Francisco Morato apoiou a lei constitucional que estabeleceu a distinção entre a propriedade do solo e do subsolo.76
Como foi possível evidenciar, OESP aceitou a colaboração de defensores do monopólio estatal e dos que propugnavam a participação da iniciativa privada na indústria brasileira de petróleo. Dos 23 artigos assinados, 8 defenderam a abertura do setor petrolífero, 6 eram favoráveis ao monopólio do Estado e 9 abordaram outros temas relativos à polêmica. O reduzido número de artigos assinados mostra que O Estadão priorizou tratar da questão do 69 OESP. 20/08/1952, p. 05. 70 OESP. 30/09/1947, p. 18. 71 OESP. 31/07/1949, p. 02. 72 OESP. 01/07/1953, p. 06. 73
OESP. Suplemento Comercial e Industrial. Maio de 1950, p. 15.
74 OESP. 28/05/1953, p. 05. 75 OESP. 23/05/1946, p. 04. 76 OESP. 14/05/1946, p. 04.
petróleo nos editoriais e noticiário, optando por esses tipos de texto para prestar apoio à proposta de Juarez Távora. No entanto, apesar do jornal não ter fechado totalmente as páginas para seus adversários, deu-lhes menos espaço e selecionou as falas. Dos 10 articulistas apenas dois eram notórios próceres da tese monopolista, Matos Pimenta e Rafael Correa de Oliveira, sendo que o último privilegiou, em seus textos, críticas ao comunismo e a Getúlio Vargas ao invés do combate ao capital estrangeiro.