3. ĐSTANBUL’DA OTOMOBĐL KULLANIMININ BELĐRLENMESĐ
3.3. Đstanbul’da Otomobil Kullanımı
Sim, é possível argumentar que Pernambuco começou a iniciar um novo ciclo na sua história econômica tanto em âmbito nacional quanto internacional, mais promissor e capaz de promover uma inflexão nos cenários futuros de seu porvir, principalmente com a atração de investimentos para o estado, distanciando sua economia, de modo geral, das culturas de algodão e do açúcar, conforme explicitado anteriormente, em seu passado econômico, aproximando-o de uma realidade mais industrializada e consequentemente, com maior valor agregado.
Conforme o decorrer de todas as entrevistas realizadas, abordando as fraquezas e oportunidades existentes em Pernambuco ante a atração de investimentos diversos, principalmente pela ação do reshoring, os entrevistados responderam sobre as fraquezas, muitas vezes endêmicas e as oportunidades, como possibilidades reais de crescimento e desenvolvimento local para a atração e manutenção de investimentos diversos, diferenciando este cenário atual da sua escalada histórica, de um estado carente pelos repasses do Governo Federal, recorrência da sua fraca estrutura social e econômica daquela época.
Conforme entrevista com o Sr. Jorge Jatobá, Pernambuco precisa urgentemente adensar suas cadeias produtivas, a exemplo da naval, automotiva, petróleo e gás etc., além da busca de novos sítios de investimentos preenchendo os elos entre estas cadeias com as áreas acadêmicas do estado, a exemplo das engenharias e das ciências de modo geral, objetivando a atração de novos investimentos industriais, tudo isso integrado ao Sistema S para viabilização de uma educação técnica (mão de obra) de qualidade, comenta. Assim, poderemos vislumbrar cenários promissores com a abertura de um estado em mudanças rumo às possibilidades do cenário internacional.
Quanto as perspectivas futuras, conforme suas fraquezas vigentes, Pernambuco ainda não tem um cenário promissor, devido a atual gama de contraposições que dificultam o seu desenvolvimento, como a questão da retirada de Pernambuco a autonomia do Porto de Suape; a falta de uma política de desenvolvimento regional, impondo a política regional setorizada, ou seja, o Governo Federal enxerga apenas os setores, como por exemplo o industrial, liberando verbas para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES). Isto sem olhar as peculiaridades estaduais, gerando um desequilíbrio entre as oportunidades existentes, deixando de melhorar (atender) determinadas atividades-chave existentes, por exemplo.
Pernambuco precisaria crescer de 2,5% a 3,0% acima do PIB Brasil por pelo menos 20 anos para tentar alcançar a marca de 70% a 75% da média do PIB Brasil, assim o Estado teria condições de acelerar seu desenvolvimento, sem a excessiva dependência do Governo Federal, tanto na atração nacional quanto internacional de investimentos.
Antes da consultoria proveniente do ICAS, conforme mencionado, não havia conhecimentos de atração, busca de novas parcerias e monitoramento local, nacional e internacional quanto às possiblidades de atração de investimentos, ou seja, o estado não praticava a devida assistência ao investidor nacional quanto internacional.
Os resultados obtidos demonstraram ainda a existência de melhorias, após a efetivação da consultoria que decorreu em dois anos de execução, ante a um cenário sem quaisquer perspectivas de atratividade de investimentos para o estado de Pernambuco tanto nacional quanto internacional, até o início de 2009.
Além destas melhorias operacionais, existem as questões referentes às limitações da educação profissional do estado, conforme entrevista a Sra. Angella Mochel (SEMPETQ) explicou que o estado tem iniciado pequenas melhorias ao passo que, por meio de programas de monitoramento educacional executados pelo governo, objetivando a criação de um mapa estratégico de educação, foi possível identificar as fraquezas antes mesmos de determinados problemas e assim, poder atuar proativamente nestas questões.
Continuando com explicação da Sra. Angella Mochel (SEMPETQ) quanto a educação profissional de Pernambuco, tem pela ação: manter o controle de forma mais agressiva e ampla agindo de forma pontual, diretamente nos custos e recursos (orçamentário e financeiro), assim como, agir e monitorar de forma direta por meio da Controladoria e da Secretaria da Fazenda, atuando intensamente em alguns pontos, além de realizar a devida manutenção de suas ações, tomando por decisão da continuidade ou paralisação de seus programas, representando uma forma de manter a operação das estratégias,
aumentando o controle, e assim quando ocorrem as oportunidades, obter maior clareza e confiança das ações desenvolvidas.
As condições existentes em Pernambuco para receber parte dos investimentos que estão e continuarão se realocando no desenho da nova economia internacional (reshoring), atualmente dispõe de metodologia própria e organização suficiente para, uma vez decidido um montante de investimento a ser trabalhado, o governo utiliza os valores provenientes de antecipação da arrecadação de impostos, no caso do ICMS, para que a indústria possa reinvestir em infraestrutura local. Com este beneficiamento tanto a indústria quanto o governo ganham com o aumento da produtividade e arrecadações outras, a exemplo da empregabilidade, consumo local, de regiões vizinhas etc.
Assim, o Estado vem conseguido atrair modestamente a atenção de novos investidores. Fato este que, atualmente são contabilizados 27 distritos industriais, com 2 distritos na RMR de Recife e os 25 nos interiores, contra os 11 distritos existentes antes da nova implementação dos treinamentos (consultorias) até o período de 2009.
Conforme explicou em entrevista, o Sr. Márcio Stefanni, sobre os diferenciais de Pernambuco na visão da Secretaria da Fazenda (Sefaz), o estado representa lócus para retomada da indústria naval nacional, conseguindo atrair investimentos importantes na indústria de equipamentos de energia eólica em Suape, além do mais moderno polo automobilístico do país, em Goiana. Essas novas indústrias, para Pernambuco, ainda têm uma capacidade importante de estruturação de novas cadeias de fornecimento de bens e serviços em seu entorno, conforme explicou. No caso da indústria automobilística, não foi só a atividade fabril que foi conquistada, mas a montadora âncora desse polo também decidiu instalar no Estado seu quarto centro mundial de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), o que não só corrobora a base importante de formação que se tem em Recife, mas desponta como uma segunda referência internacional na economia do conhecimento.
Continuando as explicações dos diferenciais de Pernambuco, conforme argumento do Sr. Márcio Stefanni, se no continente a vocação de polo regional é evidente quando se olha o mapa, a posição e a estrutura de Suape e do aeroporto de Recife vocacionam o Estado também como um hub internacional, por declaração dos próprios operadores logísticos que atuam no local. É claro que há uma série de fatores competitivos que são de
deliberação federal, mas se o Brasil oferecer um cardápio de políticas mais competitivo, não há dúvida de que Pernambuco será um destaque nesse processo. Ainda assim, as diversas instituições, além do Governo do Estado, também têm uma forte sinergia, o que favorece uma proposta de valor ampla e significativa para o investidor, comenta.
Há nas entrevistas, principalmente com o Sr. Márcio Stefanni, um adensamento de grandes investimentos na capital do estado, agravando mais a situação de Pernambuco quanto a interiorização de investimentos, conforme exposto no Gráfico 1 que retrata os investimentos entre 2007 a 2013, conforme dados cedidos pela AD Diper.
Conforme decorreram as entrevistas quanto a vitalidade de Pernambuco em relação a possiblidade de desenvolvimento por parte de grandes investidores, é visível que o Estado ainda se encontra em terreno instável economicamente falando, precisando se distanciar dos aportes do Governo Federal criando novas receitas para que possam ser reinvestidas conforme as necessidades vigentes.
Todas as análises e descrições presentes nesta dissertação foram respaldados em dados consistentes, em parte considerando o desenvolvimento da economia pernambucana em seu passado mais próximo até os dias atuais, reconhecendo que a economia do estado está passando por profundas transformações em sua estrutura produtiva, em virtude dos vários projetos de investimentos estruturadores em curso.
Podemos sim esperar um novo Pernambuco, um Pernambuco para um futuro de novas possibilidades com aumento real de sua força produtiva, fazendo-se conhecer, pouco a pouco, aos olhos de investidores nacionais e internacionais, como um parceiro estratégico de negócios, ora por sua localização, ora por sua infraestrutura ou mesmo devido ao seu passado, remontando à sua história de um estado que vivenciou booms e quedas econômicas, com experiência entre erros e acertos no patamar econômico e social brasileiro, vem se mostrando um competidor de peso em um cenário mais industrializado, cada vez mais integrado ao fluxo do capital internacional, consequência natural da globalização.
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