Nesse momento do trabalho, apresentamos fragmentos de uma situação clínica e as interpretações das narrativas do atendimento clínico estudado. Para tanto, informamos inicialmente o contexto dos atendimentos, seu início, especificidades da psicoterapia, alguns temas que se destacaram no desenrolar das sessões e que representam a nossa construção de sentidos sobre a escuta clínica na atitude fenomenológica em processo psicoterápico de base fenomenológico-existencial no atendimento de pessoas surdas. Esses dados são interpretados à luz da hermenêutica heideggeriana, em um processo de diálogo com outros autores que estudam algumas das temáticas que emergiram ao longo das sessões como conteúdos significativos para nossa pesquisa.
Com relação aos atendimentos, esses ocorreram em consultório particular, com sessões com duração de 50 minutos cada, realizadas semanalmente. Durante semanas específicas tivemos momentos de urgência e foi necessário realizar entre um ou dois atendimentos a mais que o convencional, diante das necessidades e demandas que foram se desvelando ao longo do acompanhamento psicoterápico. Esses momentos foram aqueles nos quais o cliente estava em uma situação delicada e sua vida encontrava-se em risco. No momento da realização do segundo seminário de qualificação do mestrado, o cliente encontrava-se em sua setuagésima sessão e delimitamos esse período como sendo os atendimentos realizados que comporiam esse estudo, mas, para a construção da dissertação, novas informações foram acrescentadas, visto que a psicoterapia continuou sendo realizada juntamente ao prosseguimento do mestrado. Com relação ao período da construção dos dados, foi ao longo de vinte e oito meses de psicoterapia que as informações foram elaboradas. O cliente compareceu regularmente aos atendimentos
nos horários previamente combinados. Com relação ao pagamento financeiro pela realização desse processo, os honorários do psicoterapeuta não foram cobrados, tendo o psicoterapeuta considerado a situação financeira do cliente e a possibilidade da realização de um estudo científico.
Para realizar o atendimento em Libras é importante considerar a modalidade de comunicação dessa língua, seus aspectos viso-espaciais, que implicam exigências não só ao psicoterapeuta, mas também à configuração e organização da sala. Inicialmente a sala na qual realizávamos o atendimento possibilitava a disposição das cadeiras em paralelo, ficávamos de frente um para o outro, como sugerido por Veloso e Maia (2009) para poder realizar nossa comunicação, mas essa disposição não favorecia muito a videogravação por completo de todo o setting. Sendo assim, optei por tomar como foco da filmagem o cliente, por esse motivo a minha imagem não está bem enquadrada nessas filmagens iniciais. No enquadre de cena, nós estamos em perfil, com a câmera mais voltada para gravar a sinalização do cliente. Essa escolha não prejudicou a pesquisa, pois os registros sobre as minhas impressões e reflexões do atendimento foram realizadas no diário clínico após cada atendimento. Outro aspecto é dispor de boa iluminação na sala, questão de extrema relevância não só para a captura das imagens, mas, principalmente, para a completa visualização e apreensão dos sinais. Com relação à instalação da câmera, posicionava esse equipamento em um suporte de tripé sobre uma mesa próxima às poltronas em que sentávamos.
Após um ano e quatro meses de atendimento, mudei de consultório e, em uma nova sala, tive melhores resultados com a boa utilização do espaço para a videogravação das sessões. Nesse novo ambiente, as poltronas ficam dispostas perpendicularmente, com um espaço entre elas, nos dando mais mobilidade na escolha da posição em que sentamos sem prejudicar as imagens. A câmera fica posicionada em frente a nós dois e
captura por completo a imagem do cliente, assim como a minha. Outra questão que busquei modificar diz respeito à acessibilidade do cliente e consideração à sua condição. Tenho na porta de minha sala uma placa que informa se estou em atendimento ou não. Com a mudança, também mudei a placa e na nova constam as inscrições “Aguarde” e “Livre”, aquela na cor vermelha, sinalizando o momento de esperar, assim como usado no trânsito, sendo que, na clínica, indica ao cliente que, no atual momento, ele precisa aguardar, pois nessa ocasião já está ocorrendo um atendimento. No lado oposto está pintada a palavra “Livre”, na cor verde, representando que, no momento, o cliente pode, sim, informar a sua chegada. Como a Libras é a língua oficial da população surda, e não o português, a escolha das cores respeita essa questão e possibilita aos clientes surdos não bilíngues ter um rápido entendimento do que está acontecendo no momento de sua chegada à recepção do consultório. Essa estratégia surtiu um bom resultado, tanto com adultos, como com as crianças e adolescentes surdos que são atendidos.
Disponibilizar-se para atender pessoas surdas requer pensar em condições dignas de acessibilidade, além dessas questões estruturais, também precisamos considerar as condizentes com as relações sociais. O local onde o profissional exerce seu trabalho deve ter um preparo também junto aos outros profissionais que lá estejam presentes. O psicólogo deve informar que atua com pessoas surdas, esclarecer questões básicas e, se possível, realizar um trabalho de capacitação da equipe profissional. Informações básicas, como apresentar alguns sinais mais usuais que permitam uma breve conversação informativa, facilita a inserção dos clientes surdos no serviço no qual se trabalha, assim como diminui as barreiras relacionais que podem dificultar o livre acesso e bom uso desses espaços. Para Schneider (2012), as questões da acessibilidade são questões políticas e legalmente garantidas às populações consideradas “deficientes”, não se configurando somente como sinalizações e modificações físicas dos
estabelecimentos. Pensar em acessibilidade é ir além e garantir direitos, não interferir no bom uso dos espaços para que as pessoas possam utilizar esses lugares com mais autonomia e liberdade. Todas essas informações contribuem para pensar sobre um formato de atendimento que favoreça esse tipo específico de clientela.
Com relação ao início do processo, o cliente chegou para atendimento por indicação de uma professora da universidade, com a qual realizo o mestrado, que passou o meu contato à família que necessitava de ajuda. O contato inicial foi feito por telefone pelo cunhado do cliente, informando brevemente como estava a situação familiar diante das tentativas de suicídio por parte do cliente. Também foi relatado que uma médica havia recomendado atendimento psicológico com alguém que soubesse Libras, argumentando que o seu trabalho já não era suficiente e que o paciente precisava conversar sobre o que estava acontecendo. Sua família sabia que ele falava em estar sentindo muita “angústia” e inicialmente foi informado que ele se sente diferente na família, “ele quer casar, ter filhos”, dizia o membro familiar durante a ligação. Marcamos uma sessão inicial com sua mãe e com o cliente para darmos início aos atendimentos.
Na primeira sessão veio o cliente, sua mãe, sua irmã e seu cunhado. Iniciei conversando somente com a mãe, para entender melhor sobre a necessidade do atendimento. Essa escolha foi feita para que eu pudesse ter uma visão mais ampla da situação, saber como o cliente se encontrava, emocionalmente, se tinha condições de estar ali e sobre sua disponibilidade para conversar comigo, já que havia tentado se suicidar e veio por intermédio de sua família. Bastante emocionada e sensibilizada com a situação, relatou que o filho tentou se suicidar e que essa não foi a única vez, já que existiram outras tentativas anteriores ao longo de sua juventude. Segundo ela, ele tentou pular de uma ponte localizada na cidade, mas foi resgatado por policiais e levado para
um hospital psiquiátrico. Nesse local, foi medicado, passou um dia em observação, recebeu alta e pôde ir para casa no dia seguinte. A mãe prosseguiu, falou sobre os motivos que, nesse momento, poderiam levar o cliente a pensar em se matar, em suas palavras:
Os irmãos dele já são casados, com filhos, e ele é louco para ser pai, mas até agora não é. Eu sinto que ele se sente diferente, pensa que nós não gostamos dele, até por não ser pai. Eu não sei o que fazer, já entreguei a Deus, porque você ver seu filho querer morrer e você não conseguir fazer nada... não é fácil”.
Para ela, não ser igual aos outros, “ser diferente” assim como relatou em sessão, o faz sofrer e contribui para que não se aceite nessa condição. Contou que ele trabalha em um grande supermercado da cidade, mora com uma companheira, não terminou os estudos, aprendeu Libras já com uma idade mais avançada e sempre preferiu ficar em casa. Percebi a mãe expressando como compreende esse momento do seu filho, os sentidos atribuídos ao que acontece com ele. Na perspectiva fenomenológico- existencial, é importante acolher o discurso do outro, assim como estarmos abertos para, em outro momento, suspender o que foi apresentado e permitir que outros sentidos emerjam durante a situação clínica. Enquanto sua mãe fala, eu pensava no cliente, no como seria para ele estar passando por isso. Também pensava que ele ainda se encontrava aguardando uma escuta, ser acolhido diante de seu sofrimento, o que me fazia refletir sobre as possibilidades do meu atendimento, questionando se daria conta de escutar e falar com essa existência tão fragilizada.
Algo que chama atenção nesse atendimento é que se trata de um acompanhamento de adulto, mas que o cliente chega ao psicólogo por iniciativa da família. Quem me telefonou foi um familiar que, inicialmente, falou representando sua família; na primeira sessão, escutei a mãe falar sobre o cliente, inclusive, relatando que
sempre o acompanha quando tem que ir a médicos, chegando até a resolver algumas questões dele sem que ele precise ir junto até os serviços de saúde. Essa questão nos mostra que um familiar de uma pessoa surda, no caso a que se encontra em atendimento, faz a mediação entre o campo de comunicação das pessoas ouvintes e do familiar que é surdo, auxiliando no acesso à serviços, como os de saúde, inclusive respondendo por ele, assumindo seu lugar em um modo de cuidado que Heidegger (1927/2012) poderia chamar de substitutivo, no qual se assume o lugar do outro, respondendo às solicitações do mundo por ele.
Com relação a esse momento inicial, de chegar até o psicólogo, e pensando sobre todo o trajeto que essa família precisou fazer para encontrar um atendimento adequado, em Libras, atendimento esse não encontrado nos serviços públicos de saúde, nos deparamos com as limitações e exclusões vivenciadas por pessoas surdas quando buscam atendimento para suas demandas, em especial, aquelas relacionadas ao sofrimento existencial. Mesmo com tantos avanços nas políticas de inclusão, com decretos e leis que resguardam os direitos da população surda, ainda assim existe um despreparo dos serviços e profissionais, culminando no desamparo da população surda que fica desassistida, à margem dos serviços públicos e privados.
O discurso da mãe do cliente estava carregado de afetos, ela trazia o cansaço de vivenciar o sofrimento existencial de seu filho, como o vivenciado por não encontrar apoio adequado nesse momento de urgência, momento em que a vida de alguém muito querido está em risco. Quando pensamos no humano, enquanto Dasein, um ser-com que se constitui e é constituído junto aos demais entes, vemos que essa mãe também vivencia o sofrimento do filho, ela também é afetada, não enquanto alguém que sente tudo como seu filho sente, não como se substituísse ele, mas sofre junto, com ele, não por ele. Enquanto ser-com, o que afeta a um toca a todos os demais, aqui estou
referenciando apenas a mãe, pois foi com esta que conversei, mas toda sua família estava tocada pelo sofrimento e angústia de não saber se conseguiriam ajudá-lo nesse momento no qual a vida do cliente estava desamparada de cuidado, por parte do cliente e também dos serviços de saúde, nos quais buscaram ajuda e não conseguiram uma resposta satisfatória.
Foram essas questões iniciais que chegaram até mim, foi assim que iniciamos nosso atendimento, com a escuta de outras pessoas falando sobre o cliente e que facilitaram o acesso para que ele pudesse chegar até um psicólogo, profissão sobre a qual não sabia se antes o cliente já tinha tomado conhecimento. Iniciei com a escuta da mãe, mas como nos diz Feijoo (2011) “o analista deverá assumir uma atitude fenomenológica, e, assim, suspender todo e qualquer pressuposto que anteriormente se fez presente, inclusive no relato dos pais” (p 118). Feijoo tece esses comentários ao falar do atendimento clínico de crianças, pessoas que podem não ter conhecimento de que existe uma profissão chamada psicologia e de que um psicoterapeuta pode tentar contribuir para desenvolver algum tipo de mudança em momentos de intenso sofrimento. Por essa questão, faço analogia ao atendimento desse adulto surdo, que pode necessitar que outra pessoa tenha algum conhecimento das possibilidades da psicologia para dar suporte emocional a sua atual situação.
Com relação ao atendimento de pessoas surdas com a participação de sua família, Solé (2005) fala que, em sua experiência, devido a se deparar com clientes que não sabiam maiores detalhes de sua história, passou a incluir entrevistas com os pais, independente da idade do cliente, para poder auxiliá-la no desenrolar da terapia. Eu também trabalho com a participação da família do cliente. Acredito que esse é o momento no qual se inicia o atendimento ou pode fazer parte, em outras ocasiões, durante o desenvolvimento da psicoterapia. Essa escolha se faz também por perceber
que o cliente pode não saber maiores detalhes de sua vida, por vivenciar situações nas quais ele não participa dos processos de comunicação familiar ou em outros momentos de sua história, como ida a médicos, resolução de questões escolares, entre outros acontecimentos em espaços sociais que o deixam à margem no que tange a sua necessidade de se comunicar em sinais. Falar com algum membro de sua família é ir construindo sua história, é uma parte a mais, não deve ser o único meio de informação, também temos, principalmente, que escutar o cliente, bastando para isso estar disponível para que ele fale sobre sua experiência, que narre sua história e que continue o processo de atribuir sentidos ao seu ser-no-mundo.
O passo seguinte foi escutar o cliente e, após o atendimento de sua mãe, foi isso que fiz ao convidá-lo para sua primeira sessão. Confesso que, antes de encontrá-lo, eu vivenciava diferentes emoções, dúvidas e interesses com relação ao como seria atendê- lo. Qual seu nível de conhecimento em Libras? Como seria nossa comunicação? O cliente, por estar em um momento intenso de crise, repercutiria negativamente em nosso diálogo? Eu teria dificuldades para compreender como estava sendo para ele exercer a responsabilidade de assumir o cuidado de sua vida? Como seria sair de meu lugar de ouvinte e escutar e falar em sinais? Preocupava-me em poder auxiliá-lo e colaborar para que ele pudesse sentir-se melhor. Em atitude fenomenológica, permiti-me ser tocado por essas questões, mas precisei deixá-las em segundo plano, pois o encontro com o cliente pedia que eu estivesse ali, totalmente presente. Nesse momento, as preocupações abriram espaço para o meu envolvimento e implicação com esse atendimento, uma atuação que não podia ser desenvolvida por outra pessoa, já que necessitava, no mínimo, de alguém que soubesse Libras e, nesse aspecto, os serviços de psicologia da cidade do cliente, na ocasião desse atendimento, não dispunham de outro profissional que realizasse psicoterapia em Libras.
Para realizar a sessão inicial, eu adotei o mesmo tempo e procedimentos que utilizo com pessoas ouvintes, com relação ao estabelecimento do contrato e demais questões. Nesse momento, por não ter respaldo na literatura sobre o como deve se desenvolver o atendimento às pessoas surdas, fiz o que fazia com os outros atendimentos, utilizei o referencial que tinha aprendido na minha graduação, conhecimento ampliado em minha especialização na atuação clínica fenomenológico- existencial e, nessas circunstâncias, fomos construindo esse atendimento. Iniciamos nossa conversa nos apresentando. Eu mostrei o meu sinal em Libras, a identificação pessoal. Assim como o nome é o elemento representativo nas comunicações entre ouvintes, também fiz meu nome em datilologia. O cliente também se apresentou, fazendo seu sinal e mostrando seu nome. Disse a ele que sou psicólogo, perguntei se ele conhecia essa profissão e ele disse que conhece a profissão de médico e que acredita que eu também sou um médico. Eu respondi que meu trabalho é diferente, mas que sobre essa questão depois nós conversaríamos. Nesse atendimento, fiz como faço com todos os clientes, perguntei como eu poderia ajudar, ele respondeu que não sabia, que não estava bem e que sentia muita “angústia”.
Para desenvolver essa questão, pedi que me falasse como estava sua vida e ele iniciou dizendo que queria morrer, “acabar com tudo”. Aos poucos, ele foi relatando sua vida, falando sobre o seu atual trabalho, sobre o contexto familiar, contou que estava casado com uma mulher que também é surda e relatou como foi sua tentativa de se matar. Ele descreveu o acontecimento, falou ter ido para cima de uma ponte que fica sobre o mar, pensou por um tempo sobre sua vida e decidiu que ia pular. Nesse momento, em que estava disposto a concretizar o abandono de sua vida, chegaram policiais e, segundo ele, “atrapalharam tudo”, no momento em que tentaram conversar com ele, mas logo o cliente mostrou que era surdo, colocando a mão no ouvido e, com
esse gesto ele disse que a polícia o entendeu. Contou que ao ser abordado pelos policiais, nessa tentativa de suicídio, foi imobilizado e eles conseguiram ligar para seus pais e o encaminharam para ser medicado em um hospital psiquiátrico da cidade. Após escutar seu relato, falei que sua família estava bastante preocupada e que por esse motivo eles me procuraram. Com o término da sessão, combinamos dar continuidade aos atendimentos, mostrei-me solícito a escutar a sua narrativa em sinais e o cliente concordou, afirmou querer voltar outras vezes para conversar sobre o que estava acontecendo em sua vida.
Nesse primeiro momento, seu discurso também estava carregado de afetos, insatisfações, intenso sofrimento e o desejo de encerrar com tudo o que lhefazia mal. O cliente mostrava-se emocionalmente abalado, seu olhar não apresentava vivacidade e o movimento de suas mãos, na comunicação dos sinais, não tinha tanto vigor, a existência estava cansada, querendo não mais prosseguir a ser-no-mundo enquanto existente. O tédio (Langeweile) evidenciava-se enquanto tonalidade afetiva fundamental, na qual o
Dasein fica limitado em suas possibilidades de ser-no-mundo, ao passo que busca
recusar sua liberdade e se lançar na tentativa de existir como se fosse um ente dado, sem sentido (Heidegger, 2011b). Nessa sessão, o cliente traz o seu sofrimento, sua tentativa de abandonar tudo que vivencia por não ver outra possibilidade para sua existência. Sua liberdade, enquanto condição existencial, está velada, o que o leva a não vislumbrar outras possibilidades de ser e de cuidar do seu existir. Ele mostra sentir-se desapontado por ser interrompido em sua tentativa de matar o seu viver e, por isso, ter que retornar à cotidianidade que o incomoda e, nesse singular momento, não mais o interessa ou faz sentido:
Eu estou com vontade de morrer, eu quero! Não quero saber de nada... Eu ia fazer, mas chegaram os homens da polícia e atrapalharam tudo, fui para o
hospital e voltei. Eu estava lá (na ponte) e olhava para baixo, não pensava em mais nada.
Ao terminar essa sessão, as questões que me inquietavam antes do início de nosso processo me fizeram refletir que seria uma boa estratégia gravar em vídeo os atendimentos desse cliente; pensei nesse recurso em razão de em alguns momentos sentir dificuldade para conversar com ele, compreender o que me contava, não sei se devido ao conteúdo da sessão e seu estado emocional ou se por incompreensão de alguns sinais que ele apresentava e que foram difíceis para que eu os entendesse. Essa estratégia serviria para que eu pudesse estudar o atendimento após ter sido realizado,