2. KAVRAMSAL ÇERÇEVE
2.3. Đnsan Genetiği ile Đlgili Uygulamalar
2.3.2. Đnsan Genetiği ile Đlgili Özel Uygulamalar
Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo
Em termos de elementos maiores (Anexo 4.3), os resultados geoquímicos desse litotipo (pontos JC 1379 e JC 1379A), quando plotados em diagrama Ab-An-Or (O’Connor 1965), ocupam o campo dos quartzo-monzonitos (Figura 4.14.b). Coerentemente, no diagrama proposto por De la Roche et al. (1980; Figura 4.14.a) o litotipo em questão classifica-se como granodiorito.
Figura 4.14 - Classificação dos litotipos da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia, com base nos dados geoquímicos
em rocha total (A). De la Roche et al. (1980): 1 = diorito, 2 = tonalito, 3 = granodiorito, 4 = monzo-granito, 5 = sieno-granito, 6 = álcali-granito, 7 = quartzo-monzonito); (B). O’Connor (1965): 1 = tonalito, 2 = granodiorito, 3 = quartzo-monzonito, 4 = trondhjemito, 5 = granito. Legenda: Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379, JC 1379A); Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [Dados de outros autores: (*1) = Quéméneur (1996), (*2) = Fernandes (2000), (*3) = Noce (1995)].
Na Tabela 4.4 podem ser observadas diferentes possibilidades de enquadramento tectônico para o Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo.
Tabela 4.4 – As diversas possibilidades de enquadramento geoquímico para o Hiperstênio-Biotita Granodiorito
Unidade Proposta Caracterização do litotipo Figura
Sylvester (1989) Alcalino/Cálcio-alcalino fortemente peraluminoso 4.17.a
Whalen et al. (1987) I/S normais; Fracionado 4.17.b; 4.17.c
Hiperstênio- Biotita Granodiorito Santo Antônio
do Amparo Barker & Arth (1976) Tholeítico; Cálcio-alcalina 4.17.d; 4.17.e
Sylvester (1989) Alcalino 4.17.a
Whalen et al. (1987) Fracionado; I/S normais 4.17.b; 4.17.c
Granito São Pedro das Carapuças
Barker & Arth (1976) Tholeítico; Cálcio-alcalina 4.17.d; 4.17.e
Em diagramas do tipo Harker, com SiO2 na abcissa, os litotipos dessa suíte mostram correlações
negativas com TiO2, MgO, CaO, P2O5, Zn e V; com relação ao Y e ao Zr, na ordenada, a dispersão dos
pontos analíticos não permite uma avaliação segura do comportamento geoquímico dos litotipos estudados (Figura 4.15). O Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo mostra-se menos evoluído que o Granito São Pedro das Carapuças, o Granito Salto Paraopeba (Noce 1995) e os granitos Candeias (Fernandes 2000).
Contribuições às Ciências da Terra – Série D, vol. 08, 191.,2004
Figura 4.15 – Comportamento dos litotipos da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia, em diagramas tipo Harker
selecionados, em função de alguns elementos maiores e traços. Legenda: Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379, JC 1379A); Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [Dados de outros autores: (*1) = Quéméneur (1996), (*2) = Fernandes (2000), (*3) = Noce (1995)].
Os teores de Rb desse litotipo variam de 71ppm a 138ppm, enquanto o de Sr, está entre 154ppm e 205ppm, guardando razoável correlação com granitos do tipo baixo Ca (Turekian & Wedepohl 1961); os dados fornecem relações Rb/Sr da ordem de 0,46 - 0,75. Essas razões Rb/Sr relativamente altas sugerem derivação a partir de retrabalhamento crustal.
Plotando-se os dados referentes a esse litotipo, em diagramas com o logaritmo da razão Rb/Sr na abscissa (Figura 4.16), nota-se que suas razões Rb/Sr são mais baixas, em comparação com os demais
litotipos da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia e, de modo geral, que eles se comportam semelhantemente aos granitos Lavras e Candeias. Deste modo, por este critério, os litotipos dessa suíte parecem ser todos resultantes de retrabalhamento crustal.
Figura 4.16 - Diagramas discriminantes selecionados, com log(Rb/Sr) na abscissa, mostrando o enquadramento dos
litotipos caracterizados nesta tese, em termos de conteúdos relativos de Rb e Sr, aos demais da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia. Legenda: Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379, JC 1379A); Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [Dados de outros autores: (*1) = Quéméneur (1996), (*2) = Fernandes (2000), (*3) = Noce (1995)].
Os resultados geoquímicos desse litotipo estão espalhados entre os campos alcalino e cálcio- alcalinos normais, no diagrama de Sylvester (1989), enquanto, nos diagramas de Whalen et al. (1987), posicionam-se ora no campo dos granitóides dos tipos I/S normais, ora no campo dos fracionados (Figura 4.17; Tabela 4.4).
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Figura 4.17 - Diagramas diversos, mostrando as possibilidades de enquadramento geoquímico de todos os litotipos
da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia. Legenda: Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379, JC 1379A); Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [Dados de outros autores: (*1) = Quéméneur (1996), (*2) = Fernandes (2000), (*3) = Noce (1995)].
Tanto no diagrama K-Na-Ca (Barker & Arth 1976) quanto no diagrama AFM (Barker & Arth 1976), vê-se que o litotipo em questão segue uma tendência cálcio-alcalina (Figura 4.17).
Em termos de elementos incompatíveis (Figura 4.18), normalizados pelos valores de ORG (Pearce
et al. 1984), esse litotipo assemelha-se aos granitos Skaergard e Mull, que são granitos tipo WPG (granito
semelhança também com os granitos Jamaica e Chile, do tipo VAG, a menos da anomalia negativa e mais pronunciada de Zr.
Figura 4.18 - Diagrama mostrando o padrão do Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo e do
Granito São Pedro das Carapuças, junto ao envelope dos resultados dos demais litotipos da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia, em termos de elementos incompatíveis normalizados ao Ocean Ridge Granite (Pearce et al. 1984). Legenda: Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379, JC 1379A); Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [Dados de outros autores: (*1) = Quéméneur (1996), (*2) = Fernandes (2000), (*3) = Noce (1995)].
Granito São Pedro das Carapuças
Os resultados geoquímicos relativos a esse litotipo (JC 1589; Anexo 4.3) se apresentam, no diagrama Ab-An-Or (O’Connor 1965; Figura 4.14.b), espalhados no campo dos granitos. Analogamente, no diagrama proposto o por De la Roche et al. (1980), esse litotipo ocupa o campo dos monzo-granitos (Figura 4.14.a).
Em diagramas do tipo Harker há correlações negativas de SiO2 com Fe2O3, TiO2, MgO, CaO,
Contribuições às Ciências da Terra – Série D, vol. 08, 191.,2004 Esse litotipo apresenta teores de Rb de 94ppm a 124ppm e de Sr, entre 144ppm e 176ppm, com razões Rb/Sr relativamente baixas, assemelhando-se a granitos de alto Ca (Turekian & Wedepohl 1961). Plotando-se os dados referentes a esse granito em diagramas com logaritmo da razão Rb/Sr na abscissa (Figura 4.16), nota-se que eles apresentam baixos valores de Rb/Sr. Na Tabela 4.4 podem ser observadas diferentes possibilidades de enquadramento geoquímico para o litotipo em questão.
Tanto no diagrama K-Na-Ca (Barker & Arth 1976) quanto no diagrama AFM (Barker & Arth 1976), vê-se que o litotipo em questão segue uma tendência cálcio-alcalina (Figura 4.17).
Os teores de elementos incompatíveis, normalizados pelos valores de ORG (Pearce et al. 1984), produzem um padrão semelhante aos dos granitos Skaergard e Mull (tipo WPG, granito de interior de placa). À exceção da anomalia negativa de Zr mais acentuada e da ausência da anomalia negativa de Ba, guarda semelhança, também, com granitos da Jamaica e do Chile, que são do tipo VAG (Figura 4.18), com as mesmas ressalvas.
Em termos litogeoquímicos, os resultados, referentes esse litotipo, apresentam padrões sub- paralelos de distribuição dos ETR, quando normalizados ao condrito pelos valores de Masuda et al. (1973). É notável a anomalia negativa de Eu em uma das amostras (Figura 4.19). O grau de fracionamento [(La/Yb)N] é 74 e 8 para cada uma das duas amostras analisadas.
Os teores de Eu desse granito variam de 0,31ppm a 1,33ppm, enquanto o somatório dos elementos terras raras (ETRt) vai de 154,34ppm a 248,28ppm; estes resultados são discrepantes, pois indicam
assinaturas, ora crustais, ora de granitos provenientes de fontes da transição crosta/manto, de acordo com os critérios de Shen Jili & Liu Jiayuan (1985).
Os dados de uma das frações (ETRt= 154,34ppm) são compatíveis com os dos granitos
metassomáticos (plagiogranito do Caledoniano precoce), enquanto os da outra amostra assemelham-se aos dos granitos intrusivos e complexo vulcânico/hipoabissal, ambos crustais. O valor de ETRt da última
amostra é mais baixo que aqueles encontrados em migmatitos e rochas metamórficas do Siniano- Cambriano, em Jiangxi (Shen Jili & Liu Jiayuan 1985), entretanto, é mais alto que os encontrados para granitos de gênese metassomática, cerca de 177ppm (cordierita-biotita granodiorito; Shen Jili & Liu Jiayuan 1985) e de andesitos de arco de ilha, por volta de 93ppm (Balashov & Tugarinov (1976). A primeira amostra tem um teor de Eu compatível com granitos crustais, mas a segunda, com granitos provenientes de fontes da transição crosta/manto. Os conteúdos de Yb e de La estão compreendidos,
respectivamente, entre 0,59 - 3,03ppm e 38,44 - 64,66ppm; os teores de CaO desse litotipo estão entre 1,80 e 2,30%. Estes dados, comparados aos de granitóides da Província Jianhxi China (Shen Jili & Liu Jiayuan 1985), posicionam-se, em diagrama Eu versus CaO, no campo dos granitos crustais, enquanto, no diagrama Yb/La versus ETRt ora no campo dos granitos crustais, ora no dos granitos provenientes de
fontes da transição crosta/manto. Levando em conta a maioria dos parâmetros, pode-se considerar o litotipo em questão como crustal, correspondente aos granitos S de Chappel & White (1974).
Figura 4.19 - Diagramas mostrando os padrões apresentados pelos granitos e G5 e G6 (Fernandes 2000) e pelo
Granito São Pedro das Carapuças, envelopados pelos dados do Granito Salto Paraopeba (Noce 1995), em termos de elementos de terras raras, normalizados pelos valores do Condrito (Masuda et al. (1973). Legenda: Granito São Pedro das Carapuças (JC 1589). [ (*) = Granitos Candeias G5 e G6 (Fernandes 2000)].
Discussão
Os granitos Salto Paraopeba, Mãe Maria, Lavras e o Granodiorito Babilônia podem ser classificados como dos tipos S (e I-Cordilheriano) e CR, na interface com MS, segundo os critérios de Pitcher (1983) e Chaoqun (1985), respectivamente, conforme se vê na Tabela 4.1. Por outro lado, o Granito Machados é do tipo I-Caledoniano e CR, enquanto os granitos Candeias G5 e G6 são, respectivamente, S, I-Caledoniano e MM, CR (ou MD?). Os dados do Hiperstênio-Biotita Granodiorito Santo Antônio do Amparo (JC 1379 e JC 1379A) sugerem que eles correspondem a granitóides dos tipos
Contribuições às Ciências da Terra – Série D, vol. 08, 191.,2004 MM e S (Tabela 4.1), que seriam formados, a partir da fusão de materiais crustais com contribuição mantélica, intimamente relacionados a metamorfismo, com metassomatismo, associados a falhas transcrustais de faixas móveis. O Granito São Pedro das Carapuças seria do tipo M, pelos critérios de Pitcher (1983), enquanto pelos critérios de Chaoqun (1985), seria do tipo M, ou seja, de arco de ilha (Tabela 4.1).
Em termos de elementos incompatíveis (Figura 4.18), normalizados pelos valores de ORG (Pearce
et al. 1984), os litotipos dessa suíte mostram padrões semelhantes aos descritos para as amostras JC 1379
e JC 1379A.
Uma das frações das amostras dessa suíte [Granito Salto Paraopeba (Noce 1995)] mostra notável anomalia negativa de Eu; apesar de não se observarem anomalias nas outras curvas, as demais unidades têm conteúdos de Eu semelhantes ao desta fração, não destoando do padrão geral de distribuição dos ETR, normalizados ao condrito (Masuda et al. 1973), conforme se vê na Figura 4.19. No tocante ao grau de fracionamento [(La/Yb)N], os valores estão entre 15 e 40, sendo o do Granito Salto do Paraopeba o mais
elevado e, do Granito Candeias G6, o mais baixo. Essa mesma relação é observada em termos de concentração global de ETR (Figura 4.19).
Em termos de razões Rb/Sr (Tabela 4.1), todos os litotipos apresentam valores bastante altos, com exceção do Granodiorito Babilônia de alto K (Quéméneur 1996), cuja faixa de variação é 0,36-0,57 e do Granito São Pedro das Carapuças (Rb/Sr = 0,67). Em função dos parâmetros de Shen Jili & Liu Jiayuan (1985), esse granito, ora mostra comportamento de granitóide derivado de material mantélico, ora de granitóides de assinatura crustal. Todavia, no conjunto dos critérios usados, a tendência é para derivação a partir de fusão de materiais crustais. Isto, aliado ao padrão geral de baixos teores de Eu, denunciam uma origem a partir de materiais crustais para estas unidades da Suíte Ígnea Salto Paraopeba-Babilônia.