2. NORM KADRO, NORM KADRONUN PERFORMANS ARTTIRMADAKĐ ETKĐSĐ VE
2.1. NORM KADRO
2.1.4. Norm Kadro Süreci
2.1.4.1. Đş Analizi
2.1.4.1.2. Đş Analizinde Kullanılan Teknikler
O processo de transição do projeto SBTVD está estruturado em três fases, de acordo com Holanda e Martins (2005). A primeira tem por objetivo realizar uma análise dos modelos de referência, incluindo também o plano de implantação do sistema digital, em termos econômicos e tecnológicos. A segunda fase deve voltar- se para o desenvolvimento da tecnologia que foi determinada na primeira fase, bem como promover os ajustes políticos e jurídicos necessários para o pleno funcionamento do novo sistema. A última etapa ocorrerá com a implantação das políticas, tecnologias e serviços, de acordo com o projeto escolhido.
Montez e Becker (2005) detalham o processo de implantação do sistema em oito passos: o início das discussões; a pesquisa, em que são definidos os requisitos dos sistemas, as tecnologias a serem adotadas e o início dos testes de campo (quando as emissoras adquirem ou desenvolvem tecnologias necessárias para o novo padrão e preparam-se para a implantação comercial); a implantação em larga escala, começando, assim, a comercialização do sistema; as adaptações e os ajustes, quando são analisadas as aspirações dos receptores, buscando-se atingi- las para que haja um breve retorno financeiro; a consolidação final, quando há o sucesso dos ajustes e a implantação comercial em larga escala ocorre; as últimas adaptações e a preparação para o switchover; e por fim, o próprio switchover, ou seja, o término das transmissões analógicas.
Para que ocorra a transição do modelo analógico para o digital, será necessário um esforço econômico de toda a sociedade a fim de promover a expansão da tecnologia. As mudanças favorecem muito a indústria de eletrodomésticos, que não encontrava formas para aumentar a sua produção e, consequentemente, seus lucros, desde a introdução da cor, destacam Bolaño e Brittos (2007). Como a forma de assistir televisão era sempre a mesma, os telespectadores não trocavam seus aparelhos receptores com frequência. Finalmente, neste particular, a televisão fará parte do que Brennand e Lemos (2007) denominam como “era obsolescência contínua”. Os computadores passam constantemente por este processo e somente
agora a televisão será inserida nesta tendência mundial, que estimula a troca constante de equipamentos.
Entre 2022 e 2035, governo prevê o swichover, ou seja, o fim da transmissão analógica. Essa é a última etapa do processo de implantação e depende diretamente de aspectos econômicos e culturais que devem influenciar a aquisição de set top boxes ou televisores digitais.
No Brasil essa fase deve demorar ainda mais devido a uma série de fatores. Mesmo que a iniciativa do governo, de comercializar um set top box extremamente barato, seja um sucesso, muitas pessoas não terão condições de adquirir um imediatamente, por mais barato que seja. Outro fator que pode determinar o prazo total do silmucast é a alfabetização digital e o convencimento da população de que a TV interativa realmente acrescenta algo à vida das pessoas. A visão de que há algo de novo e importante na TV Digital, aliado à possibilidade de acesso a essa informação, conjugado com o preço a ser pago vai determinar a velocidade com que essa nova tecnologia vai se estabelecer na sociedade brasileira (MONTEZ E BECKER, 2005, p. 131).
De Vizia (2008) concorda com as dificuldades apresentadas e destaca que o processo de transição da televisão analógica para o digital, no Brasil, pode enfrentar uma série de obstáculos. Sobressaem-se, entre eles, o alto custo dos aparelhos conversores, a baixa quantidade de produção digital por parte das emissoras, a pequena cobertura do sinal em relação a todo o território nacional e, por fim, a recepção ainda deficiente dos aparelhos móveis em ambientes fechados.
Para a implantação do sistema, serão necessários investimentos na ordem de milhões de dólares, segundo Bolaño e Brittos (2007), em fábricas de televisores, conversores e equipamentos para emissoras transmitirem em formato digital. Dizard Jr. (2000) também salienta que a transição do sistema analógico para digital envolve altos investimentos devido à necessidade de troca de equipamentos para adaptação à nova tecnologia, tanto por parte das emissoras, quanto dos telespectadores.
Segundo Machado (2009), o elevado custo dos equipamentos e a complexidade da relação com a tecnologia podem causar uma repulsa, em especial, entre os telespectadores, que serão desafiados a mudarem um comportamento já
consolidado. Para receber o sinal de forma adequada, torna-se fundamental a aquisição de aparelhos receptores, televisores com maior resolução, sistema de áudio mais avançado, devendo-se ainda incluir conectores e cabos que precisam ser substituídos, para que haja uma adaptação ao novo padrão e isso pode afugentar parte da população do novo sistema. Shirahata (2008) concorda com estas ponderações e afirma que o baixo número de adesões ao sistema de televisão digital pode gerar uma frustração em diferentes segmentos envolvidos no processo. Alguns telespectadores ainda esperam por mudanças que levarão muito tempo para concretizarem-se.
Bolaño e Brittos (2009) apontam que a população em geral tende a aderir a uma nova tecnologia de forma muito lenta, demorando certo período para adquirir a inovação. Caso haja uma frustração, os indivíduos podem até mesmo reagir negativamente e não adotar o sistema. Outros fatores que interferem na ampla adoção por parte do telespectador estão na falta de interesse (devido à indefinição do modelo) e, principalmente, nenhuma novidade significativa em relação a atual televisão analógica.
Valente (2008) pontua que, até o momento, a única mudança efetiva que pode ser constatada na televisão digital é a melhoria na qualidade da imagem, mas o público espera algo além. Os atuais receptores ainda não possuem tecnologia suficiente para oferecer funcionalidades inovadoras, ou seja, mais tarde, esses equipamentos deverão ser trocados novamente, provocando despesas extras aos telespectadores que, portanto, aguardam uma definição mais significativa no modelo em implantação. Shirahata (2008) alerta que, havendo uma decepção da população frente à nova opção tecnológica, surge o risco de a televisão digital ser superada por outros segmentos que oferecem maiores funcionalidades como a televisão por assinatura, a internet ou até mesmo aparelhos convergentes que estejam aptos a receber o sinal de televisão.
A tendência, de acordo com Bolaño e Brittos (2007), é que a televisão aberta continue a destinar-se aos consumidores de menor renda, popularizando as programações. Por outro lado, a televisão segmentada tende a conquistar, cada vez mais, parcelas específicas da sociedade com poder econômico mais elevado.
Ressalte-se, por exemplo, que a televisão por assinatura sempre vendeu três diferenciais: programação, qualidade de sinal e serviços on-line. Com a expansão do acesso (em termos de qualidade de sinal e variedade da programação), proporcionada pela televisão digital para a maioria da população, restará à televisão a cabo oferecer a interatividade como diferencial.
A história confirma que o processo de transição tecnológica é muito lento. No Brasil, isso pode ser observado quando se deu a mudança da televisão preto e branco para a colorida. Somente após 25 anos do início das transmissões em cores, foram interrompidas as linhas de produção dos televisores preto e branco, lembram Montez e Becker (2005). Mesmo nos países de origem dos padrões digitais, que são considerados desenvolvidos e muito diferentes da realidade brasileira, a televisão digital enfrenta dificuldades de adesão, enfatizam Bolaño e Brittos (2007). Em face de tais considerações, talvez o prazo estipulado pelo governo, para o fim da transmissão digital no Brasil, precise ser revisto muitas vezes, em virtude das dificuldades econômicas e culturais que o país enfrenta.