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4. BULGULAR

4.5. Üretilen kompozit malzemenin yapıda kullanım yeri

Após inquirir sobre o perfil dos agricultores que não são fornecedores do PAA, buscou-se levantar as características e as opiniões dos fornecedores do PAA no município. Entendendo que esta diferença entre fornecedores e não fornecedores possa municiar a pesquisa e lançar as luzes necessárias quanto o cerne da discussão do trabalho.

As primeiras questões nos fornecem dados quanto às características destes fornecedores, assim como foi feito para os não fornecedores. Com relação e esta estrutura não foram notadas diferenças cruciais. O que podemos dizer é que se repetem as mesmas características estruturais da primeira, ou seja, dos não fornecedores. Com relação ao tempo de agricultura e forma de acesso a terra as tendências são as mesmas.

Gráfico 07: Tempo na agricultura dos fornecedores PAA.

Fonte: Pesquisa direta

Com relação ao tempo em que trabalham na agricultura, não se encontrou diferenças para os não fornecedores. Existe praticamente a mesma tendência de envelhecimento da atividade agrícola familiar. No entanto, o que podemos ressaltar que apareceu na pesquisa foi um bom número de posseiros que estão recebendo os títulos de terra agora através das ações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca que vem regularizando as terras no município.

30%

70%

Gráfico 08: Forma de aquisição da terra dos fornecedores do PAA

Fonte: Pesquisa direta

Gráfico 09: Forma de acesso à terra dos fornecedores do PAA

Fonte: Pesquisa direta

Várias destas propriedades revelaram composições fruto da história do próprio campesinato no município. Por exemplo, existem unidades que parte da propriedade é fruto de compra e outra foi adquirida por herança, ou também, parte foi posse e parte foi compra, por vezes configura-se um misto dessas relações. Entretanto, alheio a estes fatores todos produzem na terra e gerenciam a produção, configurando-se como pequenos produtores familiares.

Com relação ao tamanho das propriedades se identifica a mesma configuração dos não beneficiários. Predominam as propriedades com menos de cinco hectares ou mesmo todas próximos disso. Como já ressaltamos estas propriedades são muito pequenas para conseguir manter as famílias. Este processo faz com que muitos procurem o trabalho acessório como

70% 30% própria posseiro 36% 28% 36%

forma de se manter na unidade familiar. Reflete a subdivisão feita em casos de herança e também de posse quando é retirada a licença referente a usucapião.

Gráfico 10: Tamanho das propriedades dos fornecedores PAA.

Fonte: Pesquisa direta

Com relação aos familiares dos pequenos produtores trabalharem na propriedade encontrou-se uma boa participação: 90% dos entrevistados informaram a contribuição de um dos membros da família ou mais, no caso os mais lembrados foram os filhos, esposa/esposo e irmãos. O que reforça a caracterização da produção da área ser predominantemente familiar, não diferindo das características encontradas entre os não fornecedores.

Gráfico 11: Membros que trabalham na propriedade dos fornecedores PAA

Fonte: Pesquisa direta

60% 40%

menos de 5 hectares 5 hectares ou mais

67% 16%

17%

Com relação aos produtos cultivados por estes agricultores familiares foram lembrados verduras, legumes, tubérculos e animais de granja, como: coentro, couve, maxixe, quiabo, feijão vagem, pepino, batata-doce, macaxeira, laranja, banana, maracujá, manga, jaca, abacate, milho, galinha de capoeira, porcos e frango caipira. Nestas propriedades predominam um determinado teor de autoconsumo do produto, e o excedente é destinado à venda ao PAA e a outros canais de comercialização.

Na sexta pergunta, questionou-se qual o destino destes produtos, se havia cliente certo e também se considerava o preço do atravessador justo. As respostas nos mostraram que a maioria dos fornecedores do Programa de Aquisição de Alimentos possui outros canais de comercialização para sustentar a unidade familiar, e também não consideram o preço pago pelos atravessadores um preço justo.

Eu entrego, só tá faltando aprovar para o programa PAA e Feira Central e Feira da Prata. (...) é um preço muito bom esse do projeto. (...) e não é mais baixo, por causa que tem semana que pode ser mais baixo e tem semana que pode ser mais alto, porque esse projeto depois da gente assinar é fixo. Tanto faz a mercadoria subir como baixar que o preço é o mesmo. Depois que assinar o documento é assim, que a gente tem aquela confiança que é aquele preço justo. (J. C. G. L., agricultor entrevistado, 2015)

Vendo a atravessador, vendo na porta, vendo no PAA, tendo aqui é pra vender, é igual à feira, tem esse negócio, não, pra gente quanto mais vender mais é melhor. Rapai era bem melhor pra o PAA, né, mas o problema do PAA é o limite, parece que o limite é da gente vender só 8.500,00 por ano, só da pra um mês praticamente, porque é tudo em cima de uma DAP, né, cada produtor tem uma DAP, aí pronto, só pode vender aquele limite pra o governo, aí eles fala o seguinte: o que exceder você tem que dar seu jeito, ou vender pra feira ou particular, você tem que dar seu jeito. Só que 8.000,00 é o que a gente produz no mês. (E. G. S., agricultor entrevistado, 2015) Tem venda em feiras, aos atravessador e a comerciantes que levam direto e o PAA e PNAE. Políticas públicas, né? (...) Só pro PNAE e PAA que tem o preço tabelado em nove reis o quilo, e se for feira atravessador aí é cerca de vinte reais a unidade. (...) em um ano? (...) o mais barato é o atravessador que compra bem mais barato, né? (...) o quilo sai a sete reais. Sete, seis reais. (L. O. L., agricultor entrevistado, 2015)

No tempo que a gente estava participando do projeto a gente bota mais laranja, a minha sobra pra feira, né? Aí vai pra feira livre que, aí o menino faz duas vezes por semana. (...) Rapaz pro PAA é muito melhor, né? Os projetos são bons, né? Mas, por época, né? Tem tempo que a gente apura melhor na feira e tem tempo que a gente no programa do governo sai

melhor. (A. J. N. agricultor entrevistado, 2015)

A maioria dos agricultores apontou muitas vantagens em relação ao Programa de Aquisição de Alimentos, que são primordiais para a garantia de sustento para a unidade

familiar. Foram citados: o preço fixo e tabelado; o preço mais alto do que no comércio local; e a segurança de ter a sua venda garantida.

Com relação ao preço fixo e tabelado há a garantia de que não haverá variação no preço do produto, assim o agricultor pode planejar a sua produção. Independente de os preços dos produtos oscilarem nos mercados exteriores, o agricultor tem a garantia de que até o fim da vigência do projeto de fornecimento o preço será o mesmo. Situação bem diferente da encontrada por ele no mercado comum onde as mercadorias sobem e descem com muita fluidez, fazendo com que o agricultor seja refém da parceria com o atravessador.

Outro fator citado é que no geral os preços afixados na tabela de fornecimento do PAA são maiores do que o pago pelos atravessadores e pelas feiras. Essa situação fortalece o pequeno agricultor familiar, gerando mais renda e dando condições para investir e permanecer na terra. Sair da exploração dos preços pagos pelo atravessador é uma das principais vantagens que o mercado institucional pode trazer. Dizendo de outra maneira, o agricultor que participa deste programa tem uma condição diferenciada, ou seja, mais segurança quanto a sua produção.

Um fator que é interessante é a questão da garantia do fornecimento por DAP, cadastrada no projeto, que atualmente é de oito mil reais. Essa garantia ajuda os pequenos produtores na oportunidade de ser um canal de comercialização certa. Pois, em alguns casos, principalmente em situação de “boia”, muitos fornecedores perderiam a produção por não ter a quem vender. Fato que é parcialmente contornado por esta política.

Alguns fornecedores revelaram fornecer a mais de uma política pública, como o PNAE (Programa Nacional da Alimentação Escolar), este programa complementa em alguns casos o PAA, pois esta mercadoria se dirige às escolas públicas do município, enquanto o PAA é coordenado pela CONAB, para instituições públicas que oferecem ajuda às pessoas carentes.

Um dos fatores negativos é a cota de fornecimento ter um valor muito baixo, que não sustenta por completo uma unidade familiar. Os excedentes que não são fornecidos pelos agricultores, são vendidos por outros canais de comercialização como as feiras livres, ou a venda autônoma de porta em porta. O que revela que esta política pública ainda tem um caráter limitado na sua função de assegurar o comércio da agricultura familiar. Entretanto, ela se configura como uma ajuda interessante na promoção da melhoria da geração de renda no campo brasileiro.

Também se questionou sobre o tempo em que o agricultor fornece para o programa. Esse que começou no município em 2006 vem crescendo em número de fornecedores, que

pouco a pouco vão divulgando o projeto. Também foi perguntado se o programa é vantajoso. Nesse sentido, as respostas foram positivas:

Vai fazer uns três anos. Que sempre meu cunhado me chamava, porque eu sou realista, ele me chamava e eu não tava nem ligando, mas a pessoa só sente quando o sapato está apertado. E foi aumentando porque a gente vê que vai dando certo. (...) É bom! O programa é bom. É bom o programa, é bom as reuniões que a gente participa. E são uns projetos honestos. (J. C. G. L., agricultor entrevistado, 2015)

Faz mais ou menos uns..., dois mil e sete, dois mil e oito. Comecei através do sindicato, de lá pra cá eu sempre participo, aí já foi abrindo... Aí daqui acolá já fui aumentando, aí tem outro programa bom pela associação. (...) É, começou com três mil reais, e agora já está em oito mil reais por agricultura. Até infelizmente agora a pouco recebemos uma notícia que os recursos PAA poderia ser cortado pelo governo federal. Tem até um projeto grande da associação da gente tá terminando para ser enviado. É porque primeiro envia o projeto pelo computador e depois é que envia a documentação. Agora nós acabamos de enviar um novo projeto. São trinte e oito agricultores esse ano. Mas começou de pouquinho. No começo era um ou dois. Aí foi aumentando, o povo vai vendo o melhoramento, a gente vai divulgando. É porque a prioridade do PAA é que o agricultor produza, né? Mas com essa estiagem de agora, né? (M. I. S., agricultor entrevistado, 2015)

De quando Joel? É desde o tempo que Joel também entrou, nós tudo aqui reunido, nós somos tudo a turminha ó, dos agricultor aqui é. (...) Demais meu filho, bom demais. (...) é na renda. É porque ali você sempre... ali você recebe aquele dinheiro você dá pra investir mais, né? Bem melhor. (C. S. M., agricultor entrevistado, 2015)

É! Já faz três anos. É, a gente também faz parte do CAE, Conselho de Alimentação Escolar, então a gente tem o conhecimento. Fornecemos tanto para o PNAE, como o PAA. A gente gosta muito do programa, porque fortalece, né? É um dinheiro seguro. Esse governo foi muito bom com esses programas para o agricultor familiar. (N. D. A., agricultor entrevistado, 2015)

Segundo os agricultores que fornecem para o programa, havia um temor inicial para participar, pois além de ser algo novo, também havia a questão burocrática que se tornou um empecilho para alguns, havia também o receio de não conseguir manter a produção continuamente devido às intempéries climáticas. Mas, superados os problemas e o receio, todos demonstraram satisfação em estar no mesmo, citando a garantia da venda, bem como da geração de renda, tanto para manutenção familiar, quanto para eventuais investimentos.

As associações rurais comunitárias e cooperativas têm um papel importante nesse processo, no sentido de divulgação do projeto. As reuniões, feitas mensalmente, proporcionam tanto interação entre os agricultores, quanto conhecimento das políticas

públicas. No geral, as regiões em que os agricultores são mais articulados são favorecidas pela sua organização, o que permite a assistência das políticas públicas. Já nas áreas onde não há esse tipo de articulação, a penetração desse tipo de ação governamental é ineficiente.

Na pergunta de número oito, questionou-se sobre qual a porcentagem da produção que era fornecida ao programa; e também o que o agricultor faz com o excedente da produção que não é destinada ao programa:

Dá mais, dá quase cem por cento na safra. O que sobra a gente desmantela de qualquer jeito. (G. C. l., agricultor entrevistado, 2015)

Da produção? A gente tem um limite de DAP de 8 mil reais, já foi de 4 mil reais, e também de seis. É porque é um produto caro vamos dizer. Por exemplo, oito mil conto só dá oitocentos e quarenta e quatro quilos de galinha, deve dar aproximadamente um lote de trezentas aves. Dá mais ou menos de dez por cento da produção. Quando você vende oito mil já completou a sua cota. Aí tu já não pode passar, agora só no próximo ano. (E. D. A., agricultor entrevistado, 2015)

É por que cada agricultor tem aquela porcentagem, né, só pode atingir aquele teto, né? É oito mil e não pode ultrapassar aquele limite. É mais ou menos uns dez por cento. Se pudesse colocar tudo que a gente produz era excelente. (...) O resto é Feira Central e CEASA. (M. l. S., agricultor entrevistado, 2015)

Dá mais. Dependendo do produto chega até a quarenta por cento. (...) O resto da mercadoria eu vendo na Feira Central e na Feira da Prata, já tem os cliente já certo. (J. C. G. L., agricultor entrevistado, 2015)

Nesse sentido, observou-se haver bastante variação no que concerne à porcentagem do fornecimento. Alguns agricultores falaram em 10%, outros em 40% e até 100% da produção destinada ao programa. Essa variação é decorrente da cota ser fixa. Considerando que há uma diversidade de produtos fornecidos, uma variação do tamanho das produções e também que os preços são diferentes de cada produto, como, por exemplo, o frango caipira que, por sua vez, tem o preço bem diferente do abacate, e assim sucessivamente, porém a cota é igual para todos os fornecedores.

Com relação ao excedente, os fornecedores revelaram vender de qualquer maneira, seja a atravessadores, seja de porta em porta, ou nas feiras da cidade de Campina Grande. Como o excedente é bastante variável de produtor para produtor, assim como o custo da produção, a busca por outros canais de comercialização ainda se faz necessária. Mesmo que venda a preços inferiores é importante que o agricultor não tenha perdas ou que essas sejam minimizadas.

Na nona questão, perguntou-se como funciona a venda de mercadoria para o programa. Os fornecedores confirmaram o que já haviam dito os responsáveis por este no município. Os próprios fornecedores, através das associações destinam os produtos para a CONAB, em seguida, a mesma os destina para os locais atendidos pela rede socioassistencial cadastrada pelo programa. O pagamento é feito para a associação e, que por sua vez, o repassa para os membros fornecedores.

Na décima pergunta, questionou-se se esses fornecedores faziam parte de alguma cooperativa. No caso dos fornecedores de frango caipira, a maioria faz parte da COOPAF (Cooperativa da Agricultura Familiar). Os demais são associados ao Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca e fazem parte de associações rurais de produtores. Essas articulações permitem aos produtores maior acesso ao mercado e maior ciência das políticas públicas.

A questão onze questionou-se se o agricultor também tinha conseguido melhorar as condições de produção e aumentar a produtividade da terra. As respostas foram positivas neste sentido:

Com certeza. (...) Investi em tecnologia também, questão de carro, moto, casa também que era solteiro, consegui cercar o sítio também, ajuda no material que a gente não tem. (L. O. L., agricultor entrevistado, 2015) Sim, foi muito bom. Que pena que não durou. Quando a gente tava tomando gosto na coisa parou. Não deixou nem nós tomar gosto. (...) Era sempre investindo esse dinheiro em casa mesmo, ajeitando as coisas, organizando as coisas em casa mesmo. (C. S. M., agricultor entrevistado, 2015)

Teve, e se o abatedouro funcionar mesmo aí é que fica melhor, né, o intuito é o abatedor. Eu já construí um galpão, comprei tela, comprei cimento, tudo isso através da galinha. (L. G. A., agricultor entrevistado, 2015)

Com certeza já compramos máquinas novas, compramos caixas para a comercialização e estamos fazendo novos criadouros. (N. D. A., agricultor entrevistado, 2015)

Segundo os fornecedores do PAA, apesar da cota ser baixa por agricultor, em alguns casos foi possível fazer alguns investimentos. Foi citada a compra de máquinas agrícolas; material para o cultivo e criação; e também no auxílio em outras despesas como beneficiamento do terreno através da construção de cercas e a compra de carro, moto e até ajuda na manutenção da casa. No mais consistiu em ajuda importante para a manutenção da unidade produtiva, de forma mais confortável.

Figura 21: Aquisição de novas máquinas para produção no sítio Retiro.

Fonte: Pesquisa de Campo.

Figura 22: Construção de pequenos criadouros - Sítio Lagoa do Barro - Lagoa Seca.

Notou-se que a partir do ingresso no programa, vários fornecedores puderam fazer investimentos nas suas produções, no sentido de melhorar e ampliar suas culturas. Tais melhorias se deram através de construção de pequenos criadouros de aves (frangos caipira), bem como maquinarias para a ampliação da produção agrícola. Esse, portanto, garante a manutenção das unidades familiares no campo, ao passo que se configura como um auxílio financeiro importante.

No que se refere à décima segunda questão, foi perguntado se o produtor acredita que o PAA pode reforçar a prática de agriculturas mais saudáveis, como a agroecologia; e de que forma. Também foi questionado se o produtor consome da própria mercadoria.

Com certeza o PAA, tem um preço especial para os produtos agroecológicos, a dificuldade da gente é só com o selo, mas nós estamos para conseguir. (...) Consumo assim aqui a gente não usa. (N. D. A., agricultor entrevistado, 2015)

Ajuda, pela... Procura comprar assim diretamente do produtor, que, às vezes, o pessoal não tem aí vai na Ceasa e quer colocar. (...) Com certeza aí o pessoal tem essa preocupação de não estar usando agrotóxicos também. Aí direciona melhor o produtor a ter esta consciência de estar usando o produto mais saudável. (L. O. L., agricultor entrevistado, 2015)

É, ajuda muito, né? Porque mesmo as lá de casa não foi proverizada (pulverizada) nada. (...) Consumo, sim. (C. S. M., agricultor entrevistado, 2015)

Pode. (...) Consumo, e gosto que o pessoal filme eu consumindo ela. É porque eu sou aquela confiança do que tou consumindo e do que eu tou vendendo. E a minha família também. (J. C. G. L., agricultor entrevistado, 2015)

Os produtores demonstraram que o PAA reforça as práticas de agriculturas mais saudáveis, tais como a agricultura orgânica e as práticas agroecológicas. Para isso, o programa oferece um preço diferente para estes produtos, cerca de 30% a mais, segundo os entrevistados. A dificuldade citada pelos produtores e também pelos responsáveis pelo PAA no município, é a retirada do selo agroecológico, tanto pelo custo, como também pela questão burocrática. Por isso que a maior parte dos produtos destinados ao programa no município, mesmo sendo agroecológicos, são vendidos como produtos convencionais, ou seja, por um preço inferior.

Os incentivos financeiros públicos a partir do governo federal possibilitam uma inserção dos agricultores do mercado competitivo, particularmente no âmbito dos produtos agroecológicos. As práticas agroecológicas contribuem para uma vida mais saudável. É

importante no sentido de incentivar o produtor a produzir desta maneira. Com esta ação, o programa dá um passo importante no fomento à recriação camponesa, pois incentiva os pequenos produtores a se reencontrarem com seus modos de produzir fundantes.

Figura 23: Plantação agroecológica Sítio Jucá do Cumbe, Lagoa Seca.

Fonte: Pesquisa de Campo.

Figura 24: Agricultor consome da própria plantação.

Na pesquisa, os produtores demonstraram muito cuidado com as práticas ecológicas no manejo com a manutenção da agricultura familiar. Todos afirmaram consumir da própria produção. Este fato reforça a confiança que o agricultor tem na mesma. Incentivados pelo programa, estes agricultores encontram uma valorização diferente. Que permite a estes continuar produzindo desta maneira e evitar o uso dos agrotóxicos.

Na décima terceira questão, perguntou-se ao entrevistado se o mesmo havia constatado algum problema no programa e quais sugestões o mesmo daria para o PAA. A principal dificuldade apontada pelos produtores foi a questão da cota ser baixa para cada fornecedor: oito mil reais. Também foi citada a burocracia para a entrada no programa. Com relação à cota, realmente o valor se mostra insuficiente para a manutenção da atividade familiar, entretanto já existiram situações piores, onde não existia interesse público pela agricultura familiar, portanto, mesmo com este valor o sentimento dos agricultores é, na maioria das vezes, de satisfação para com o programa.

Nas principais sugestões, constatou-se uma vontade dos agricultores pelo aumento dessa cota, pelo menos em mais dois mil reais em valores atuais, isso ajudaria em termos mensais na garantia de uma parcela maior da produção para o programa, o que auxiliaria na diminuição da dependência dos outros canais de comercialização. E citaram também a desburocratização e ampliação do projeto para outras áreas.

Na décima quarta questão, questionou-se se o programa seria suficiente para absorver a oferta dos pequenos produtores do município. E disseram que não. Mesmo com a forte estiagem que assola o município, e que tem diminuído significativamente a produção,