Genel Şartlar Çerçevesinde
3- ÜRÜN SORUMLULUK SİGORTASINDA RİZİKO VE RİZİKO- RİZİKO-NUN GERÇEKLEŞTİĞİ AN
A insulação da região testicular é uma técnica de indução de estresse térmico localizado que eleva a temperatura dos testículos suficientemente para alterar a qualidade seminal, sem produzir maiores desequilíbrios sistêmicos nos animais (SETCHELL, 1998). Esta técnica consiste em isolar os testículos do animal em uma bolsa plástica isolante térmica, internamente forrada com lã (RAO, 1967), náilon (VOGLER; SAACKE; BAME 1993) ou tecido de algodão (JANUSKAUSKAS et al., 1995), cuja função é minimizar as trocas de calor entre os testículos e o meio ambiente.
Em protocolo experimental de insulação testicular, Rao (1967) detectou os primeiros sinais de anormalidade seminal aparecendo no ejaculado de touros entre 10 a 15 dias após a aplicação da bolsa insuladora. A motilidade média apresentou redução de 70 para 30% após a insulação, acompanhada de aumento nas anormalidades espermáticas, mormente de gotas protoplasmáticas proximais (de 20 para 50%) e anomalias de cabeça (de 5 para 62%).
Também em trabalho de insulação testicular em touros, Vogler; Saacke e Bame (1993) obtiveram temperatura média da superfície testicular de 34,8oC durante a manutenção da bolsa insuladora. Entre 15 a 18 dias após a insulação, a motilidade foi reduzida de 10 a 20% dos valores iniciais pré-insulação. A porcentagem de espermatozóides anormais foi elevada a partir do dia 12 pós-insulação, alcançando seu pico no dia 18. As anormalidades morfológicas apareceram no ejaculado seguindo uma ordem cronológica: cabeças isoladas apareceram em 12 a 15 dias pós-insulação (pico de 33,9 ± 11,7%), seguidas por defeitos de diadema no dia 18
(pico de 55,6 ± 10,5%), vacúolos nucleares e cabeças piriformes no dia 21 (pico de 24,8 ± 5,8% e 18,3 ± 7,2%, respectivamente), knobbed acrossomo no dia 27 (pico de 11,8 ± 5,5%) e Dag defeito no dia 30 (pico de 3,2 ± 1,0%). O nível de espermatozóides anormais retornou aos níveis apresentados no período pré- estresse térmico em 39 dias após a insulação testicular.
Em trabalho de Gabaldi (1999) com animais da raça Nelore, 10 touros foram submetidos à insulação testicular por 96 horas e tiveram sêmen colhido durante 20 semanas consecutivas. O mesmo regime de colheitas foi executado para 10 touros controle. As médias de temperatura retal foram respectivamente de 38,5oC e 38,4oC para os animais controle e insulados, não diferindo estatisticamente. As temperaturas médias da superfície escrotal para animais controle e insulados foram de 32,4oC e 36,4oC (P<0,05), de modo que durante o período de insulação as temperaturas da superfície do escroto variaram de 35,1oC a 38,4oC para o grupo insulado. Houve redução de consistência do parênquima testicular dos animais tratados, mas não foi detectada diferença na biometria testicular entre animais controle e tratados (31,9 cm X 32,1 cm). A motilidade e o vigor espermáticos dos animais tratados foram reduzidos com 7 dias após a insulação. Houve astenozoospermia transitória porém, 63 dias após a insulação, a motilidade e o vigor começaram a se restabelecer gradualmente. Os defeitos maiores, menores e totais só retornaram ao normal no dia 148 após a insulação, de modo que as anomalias que tiveram incremento mais expressivo depois do tratamento foram defeito de acrossomo, defeitos de cabeça (subdesenvolvida, estreita na base, piriforme, pequena anormal, contorno anormal, “pouch formation”, isolada patológica, isolada normal, delgada, gigante e pequena), defeitos de peça intermediária, defeitos de
cauda (dobrada com gota, fortemente dobrada ou enrolada), além de gota protoplasmática proximal, gota protoplasmática distal e formas teratológicas.
Wildeus e Entwistle (1983) trabalharam com animais mestiços Bos indicus X Bos taurus insulados por 48 horas. O sêmen foi colhido a cada 2 ou 3 dias e todos os touros foram abatidos 23 dias após a insulação. Não houve efeito negativo na produção diária de espermatozóides dos animais insulados durante o período estudado, mas o aumento de temperatura testicular ocasionou o aparecimento das seguintes anomalias espermáticas: cabeças isoladas (6 a 14 dias pós insulação), defeitos de acrossomo (12 a 23 dias), anomalias de cauda (12 a 23 dias) e gotas protoplasmáticas (17 a 23 dias). As espermátides e os espermatozóides na cabeça do epidídimo foram mais sensíveis à elevação da temperatura. Houve redução de aproximadamente 50% do número de células estocadas no epidídimo, supostamente devido à absorção seletiva de espermatozóides anormais na rete testis e no ducto deferente.
Em estudo para comparar os efeitos da temperatura e do estresse sobre a espermatogênese, Barth e Bowman (1994) insularam um grupo de animais durante 4 dias enquanto outro grupo foi tratado com dexametasona (20mg/dia durante 7 dias). O sêmen dos animais foi colhido por eletroejaculação 2 ou 3 vezes por semana durante seis semanas. Apesar de alguns touros terem demonstrado maior predisposição em produzir espermatozóides com anomalias particulares, para os animais insulados a natureza das anomalias detectadas e o tempo para início de manifestação das mesmas foram os seguintes: cabeça isolada (9 a 11 dias após a insulação), gota protoplasmática proximal (10 a 13 dias), gota protoplasmática distal (11 dias), defeito de peça intermediária (11 a 13 dias), defeito na bainha mitocondrial (14 a 23 dias), knobbed acrossomo (18 a 21 dias), vacúolos nucleares (18 a 25
dias), cabeça piriforme (20 a 29 dias), cabeça pequena (21 dias), formas teratológicas (23 dias), cauda enrolada (23 a 29 dias) e condensação anormal de DNA (28 a 30 dias).
Já Bonilla et al. (2004) estudaram o efeito do estresse térmico induzido por insulação testicular sobre as características físicas e morfológicas do sêmen de três touros holandeses jovens durante 70 dias. A insulação teve duração de 120 horas e durante esse procedimento a temperatura da superfície escrotal variou entre 34,6 e 39,9oC. Os autores não observaram variação no perímetro escrotal dos animais (P>0,05). A motilidade e o vigor espermático foram reduzidos imediatamente após a insulação. Houve aumento na incidência de gotas protoplasmáticas proximais logo após a retirada das bolsas insuladoras, porém começaram a diminuir 7 dias após o término da insulação. Também 7 dias após o final da insulação houve incremento no percentual de anomalias de cabeça. Vinte e oito dias após a insulação foram detectados nos ejaculados dos três touros queda da concentração espermática e grande quantidade de células primordiais, células epiteliais, leucócitos e células gigantes. Os defeitos de maior freqüência foram cabeças delgadas, cabeças patológicas, implantação abaxial e defeitos de acrossomo. Apesar de não demonstrarem resultados de médio prazo após a insulação, os autores concluíram que a degeneração testicular induzida pelas bolsas insuladoras em seu experimento foi transitória.
A insulação somente da região do funículo espermático também pode ser usada como alternativa para indução do estresse térmico testicular. Usando esta técnica, a partir do quinto dia consecutivo de elevação térmica há a diminuição da porcentagem de espermatozóides normais ejaculados (P<0,08), aumento da porcentagem de defeitos de cabeça (P<0,06), aumento a incidência de gotas
protoplasmáticas (P<0,08), mas sem afetar imediatamente a motilidade espermática (KASTELIC et al., 1996). A diminuição da qualidade seminal está sempre relacionada com a severidade da injúria térmica. A exposição prolongada a altas temperaturas ambientes e à umidade pode prejudicar a espermatogênese e reduzir a qualidade seminal (ROBERTS, 1986).
Sêmen de touros em estresse térmico tem problemas não somente de morfologia, mas também de funcionalidade bioquímica. Baseados na comprovação de que o sêmen de touros férteis tem maior afinidade de ligação aos glicosaminoglicanos, Ax; Gilbert e Shook (1987) avaliaram ao longo do ano a ligação da heparina aos espermatozóides de touros. Nos períodos críticos e de calor intenso (verão), as temperaturas ambientais elevadas determinaram o estresse térmico dos animais e conseqüente elevação da porcentagem de espermatozóides anormais, atingindo um máximo de 67%, computadas as anormalidades primárias e secundárias. À medida que as anormalidades espermáticas aumentaram durante o estresse, o número de sítios de ligação de heparina aos espermatozóides diminuiu, a afinidade das ligações espermatozóide-heparina foi significativamente reduzida e a motilidade seminal também decresceu significativamente. As alterações de afinidade bioquímica dos espermatozóides aos glicosaminoglicanos determinadas pelo estresse térmico podem explicar parcialmente a baixa qualidade do sêmen de touros submetidos a estresse térmico testicular, ou de animais que são inseridos em um meio ambiente ao qual ainda não se encontram completamente adaptados.