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1. BÖLÜM

4.7. Hizmet İçi Eğitim Veren Kurum ve Kuruluşlar

4.7.4. Üniversiteler

É importante destacar que os estudantes percebem a violência de forma diferente dos professores, no sentido que grande parte dos alunos não apontam como atos de violência a indisciplina dentro da sala, o não cumprimento das tarefas escolares, a falta de respeito com o professor e o desinteresse pelo ensino; ou seja, o que é uma violência do ponto de vista dos professores e gestores escolares em alguns aspectos difere do ponto de vista dos alunos.

Para uma busca de solução para este fenômeno na contemporaneidade é necessária uma visão ampliada sobre o problema estabelecendo os paralelos entre as diferentes percepções dos atores sociais que convivem no ambiente escolar, para que não se caia no reducionismo de pressupor que somente ações pontuais, apresentadas pelas escolas através de projetos paliativos podem resolver esta questão problemática de natureza multifacetada.

No que se refere a iniciativas concretas para a mitigação da violência, a Secretaria de Segurança Pública tem realizado alguns trabalhos no espaço escolar das escolas de Muriaé, como o PROED (Programa Educacional de Resistência a Droga), JCC (Jovens Construindo a Cidadania), que focam o trabalho com as temáticas drogas e criminalidade, realizando ações pontuais e limitadas para alguns alunos. Essas ações pontuais, na maioria das vezes, não refletem sobre a realidade situacional dos jovens violentos como um todo.

34 Os estudos sobre à interface entre família, escola e violência escolar não são tão frequentes, o que dificulta a compreensão e aprofundamento sobre essa temática. As pesquisas realizadas revelam a percepção negativa dos professores, alunos e corpo técnico sobre a família, apontando-a como um dos fatores responsáveis pelo problema.

Constata-se que as percepções dos alunos sobre o que é violência possuem coerência com outras pesquisas já realizadas, o que caracteriza certa uniformidade dos significados da violência, independentemente da sua localização. As questões relativas à violência no meio escolar abrangem um vasto complexo de causas e variáveis, exigindo uma discussão e reflexão mais aprofundada sobre o fato social em suas várias dimensões: física, psicológica, simbólica, social e econômica, com a participação dos diversos atores envolvidos no problema, como: família, alunos, professores, gestores, órgãos representativos do governo e da sociedade em geral.

Conclui-se que para iniciar-se uma ação relevante frente à violência escolar não basta somente identificar e categorizar os tipos de violências exercidas na escola e pela escola, até porque algumas formas de violências não são passíveis de categorização. Faz-se necessário discutir e pensar em políticas públicas especificas para a violência escolar, que possam possibilitar a diminuição e prevenção do problema, com destaque para a questão da educação vista como elemento essencial na redução da violência escolar, sem esquecer, contudo, de se questionar sobre: qual o valor que a sociedade dá atualmente à educação brasileira?

Talvez a resposta possibilite repensar antigas estruturas organizacionais e velhas situações que são o “calcanhar de Aquiles” da educação, em termos de capacitação e valorização profissional, estrutura física (bibliotecas, quadras esportivas, laboratórios, áreas de recriação), recursos humanos e tecnológicos, currículo e avaliações. A escola conjuntamente com a família necessita resgatar a sua credibilidade e sua importância social, enquanto agência formadora de pessoas responsáveis por si, pelo outro e pela sociedade em nível local e global.

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ARTIGO 2- VIOLÊNCIA E INDISCIPLINA NA ESCOLA: ONDE